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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

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Livros, poemas e Ana Luísa Amaral

por talesforlove, em 23.08.22

Hoje, a três dias do início da Feira do Livro de Lisboa, recordamos Ana Luísa Amaral, falecida recentemente e recordamos os trabalhos de Júlio Carlos Alves e Claudete Morsch Soares, ambos escritores e poetas brasileiros. Surge também um novo poema de Rui M. dedicado à poeta falecida.

Ana Luísa Amaral deu a conhecer ao autor deste blog, através dos seus programas de rádio, alguns belos poemas com detalhes e inspiração naturalística.

Fica aqui um poema da própria, o qual pode ser consultado em https://www.escritas.org/pt/ana-luisa-amaral, a par de outros poemas escritos pela poeta.

 

Assim se Revisita o Coração

 

Só mal tocando as cordas

Da memória

Consegue o coração ressuscitar

 

Porque era este lugar

que eu precisava agora

como em deserto até

ao infinito,

e de repente,

uma gravidez imensa,

um cacto verde e limpo

 

Porque os olhos conhecem

estes sons

de dar à luz o vento

e são-lhe amantes

de tangível luz

 

Só mal tangendo as cordas

da memória

como estas flores

se tingem de alegria

 

Porque era neste azul

que eu me queria

como a rocha transpira

e se resolve

em mar

 

 

Sílabas e veludo, por Rui M.

 

Voz de veludo

Que, com poucas sílabas,

Nos davas tudo…

 

Aveludada

como os amieiros,

em ondas de copas…

 

Veludo dito,

já sem falar,

sentir … soletrar…

 

[continua]

 

Entretanto, Júlio Carlos Alves, autor de “Luna Lina A Menina Que Semeava Ecos”, tem um novo livro intitulado “Admiráveis Vidas Abstratas” no qual o autor procura ir mais além na sua prosa. Com o objetivo criar curiosidade fica aqui o início da introdução deste livro envolvente “Uma viagem ao abismo do universo cerebral, um campo desconhecido onde acreditamos que nascem os sonhos, os desejos, as esperanças e sua influência na criação do mundo na realidade que vivemos. O texto conta uma história incrível e factível, que nos força a andar com Vernon, menino e pastor, […]”. Para contactar o Autor basta enviar um e-mail para este blog.  

 

Finalmente, algumas palavras sobre o livro mais recente de Claudete Morsch Soares, o qual se intitula “silêncio! O Amor está Florindo”, o qual com a sua poesia, nos revela abraços e esperanças tão importantes nos tempos atuais. Vem na sequência das suas obras anteriores, como “Fazendo Amor com o Universo”, na sendo do romantismo, por vezes incluindo um naturalismo inspirador e íntimo. Poderá ser contactada a Autora diretamente através de claudete@msrg.com.br

 

Assim, se termina por hoje.

Mas amanhã esperamos regressar.

 

Até breve.

Crítica a António Cisneros e Lisboa sempre revisitada

por talesforlove, em 02.04.21

Hoje, recorda-se o poema "Então nas águas de Conchán", de António Cisneros.

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/tempo-de-ciencia-esperanca-pandemia-e-95013

 

Uma tentativa de crítica literária.

 

Há mais marés que marinheiros, tal qual há mais interpretações possíveis para este poema… feito de uma baleia, baleias em sonho, pedaços de vidas, recortes de imaginários, esperanças e fonemas.

Existe uma baleia feita de esperança, a qual dá à costa e ilumina as vidas de gentes quase despidas dessa mesma esperança… Desprevenidas, aperceberam-se, então, que a sua mãe natureza já os e as havia dotado dos instrumentos físicos e mentais, para aproveitar tudo o que ali se encontrava à mão, para construir um futuro melhor.

A nossa mãe natureza é tal qual um canivete Suíço, contém em si todos os caminhos do universo, desde os abismos marítimos até à vizinhança de Cassiopeia. Resta-nos “olhar e estar de acordo” tal como no poema Girassol de Ricardo Reis. Afinal, ser uma pessoa é também ser natureza, nada somos sem que ela nos permita. Por decreto? Por regulamento? Não, quase determinismo inicial. Nós somos ela e ela somos nós. Ela domina-nos como a uma mão protetora que nos impõe obstáculos para que os possamos contornar, aprender, comunicando melhor, tornando-nos mais humanos. Que tal seja algo positivo.

A pobreza das gentes deste porto marítimo de 1976 é aquela material, permitissem-lhes, dessem-lhes, os mesmos caminhos e rapidamente se tornariam tão cintilantes quanto os outros “não pobres”.

Estas letras e palavras contam-nos como aquele estado de encantamento perante o mar se, por um lado, tolhe os movimentos, por outro, faz crescer a cana de pesca das ideias ou dos sonhos, nas palavras de Augusto Curry. Sim. Existe sempre uma réstia de sol que escapa por entre as nuvens, até que ilumine, com a sua energia, um qualquer óleo balear que irá aportar algures nas vidas de alguém. Tal qual um voltar de página, um salpico de letras sobre as areias depositadas pelas ondas, sempre maiores que quem quer que seja que as tente domar. E sim existe uma magia única a cada bater de uma barbatana de baleia que, azul, percorre os sete mares, sempre com uma aventura diferente, tal como fossem possíveis analogias com as viagens pelas sete colinas de Lisboa.

 

Entretanto, e porque a música se impõe, talvez pela luz da primavera, uma versão de "O Fado Português", pela I Maresias - TunaMaria.

https://www.facebook.com/TFIST/videos/819643462202052/

 

Um abraço.

Até breve.

 

 

 

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