Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)
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Apresentamos o poema vencedor do Concurso Literário em Homenagem ao Senhor Manoel de Oliveira, Cineasta Português:
Tudo é possível
tudo é possível quando a esperança se cola à vida
no passar dos anos, décadas desfilando
num olhar atento ao mundo
à memória,à historia de um pais amado,revisitado!
Tantas histórias contadas na tela de cinema
a vida,o drama ,a comédia
a luta infinda dos homens de fé
transmutações de vida, de sonhos
o silêncio impenetrável nas horas de criação
centenária a vida de um homem
a magia do cinema transmitida de geração em geração!
Fica aqui também um conselho para quem deseja desinfetar uma superfície e tem água oxigenada em casa, a qual está num frasco com indicação de fora de prazo. Com efeito, a água oxigenada, ou peróxido de hidrogénio, degrada-se rápidamente após o frasco aberto e mesmo que não seja aberto, este líquido degrada-se a um ritmo aproximado de 0,5 % ao ano. A melhor forma de o testar será derramar um pouco e verificar se ainda faz borbulhas, sendo que se ainda produz borbulhas então está em condições.
Estamos em pleno verão e em grande parte de Portugal, as temperaturas continuam amenas. Com alguma frequência sentimos mesmo algum frio. Será o aquecimento global com uma das suas variações de temperatura inesperadas? Não sabemos mas suspeitamos.
O poema de Marina B. é como um grito neste contexto, em que nem tudo o que poderia ser feito é feito para que o clima não mude e não sejamos afetados por essa realidade.
O RIO DA MINHA VIDA
O rio da minha vida
Verteu corredeiras
Chorou serenatas
Dormiu e acordou no remanso.
O límpido rio da minha vida
Jorrava exuberância
Mais do que banho
Era brinquedo
Evento.
Hoje escorre condoído
Em fiapos de esgoto
Sem cor e sem perfume
Desfalece em fase terminal.
Os homens?
Obtusos
Tampam os olhos
Entorpecem sentimento.
E aquele rio da minha vida
(Como outros)
Outrora infância
Outrora florescência
É excremento do homem!
Por hoje termina-se com a música "Meravigliosa creatura" de Gianna Nannini, Itália, uma das preferidas do meu amigo André Mendes, autor de receitas de culinária inclusivas.
Epicuro de Samos (em grego antigo: Ἐπίκουρος, Epikouros, "aliado, camarada"; 341 a.C., Samos — 271 ou 270 a.C., Atenas), foi um Filósofo Grego com um pensamento importante.
Como se refere na wikipédia "Epicuro nasceu na Ilha de Samos, em 341 a.C., mas ainda muito jovem partiu para Téos, na costa da Ásia Menor.[1] Quando criança estudou com o platonista Pânfilo por quatro anos e era considerado um dos melhores alunos. Certa vez, ao ouvir a frase de Hesíodo, "todas as coisas vieram do caos", ele perguntou: "E o caos veio de quê?". Retornou para a terra natal em 323 a.C. Sofria de cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada pela dor."
Muito relevante é também a sua analogia de pensamento com a natureza... o homem como um elemento da natureza e a pensar nos limites do que é considerado parte da natureza.
Fica também o convite a ler mais sobre este filósofo em:
A água é considerada fonte de vida, sem dúvida, mas, o furacão Idai com o a sua força e água associada acaba por ser um exemplo de que esta, quando em excesso, pode ser uma fonte de morte. A falta de água, ao contrário, provocando uma seca, como tem sucedido várias vezes em Portugal Continental durante este século, tem suscitado forte preocupação e também ela exige uma adaptação da nossa forma de viver.
Água fonte de vida
Ontem e hoje recomeçou a chover abundantemente em várias regiões de Portugal, sendo, sem dúvida, um sinal de esperança para todos nós.
Mas, veja-se o que estava a suceder em Portugal antes destas chuvas:
A situação é de tal modo digna de atenção que já existe um “Observatório das Secas”. A necessidade de novos comportamentos torna-se importante, portanto, para acautelar um futuro mais seguro para todos nós. Por exemplo, se tivermos em atenção o custo do tratamento da água potável que bebemos nas nossas casas e que sai das nossas torneiras, talvez, seja uma boa ideia aproveitar captar e armazenar alguma água da chuva, quando possível, para pequenas tarefas diárias como lavar vegetais ou lavar janelas ou o carro. Imagine-se o impacto que este pequeno gesto teria se multiplicado por muitos lares. Repare-se que mesmo a água utilizada para estas tarefas simples é tratada como se fosse utilizada em consumo humano. Algo que só pode ser justificado pelos custos de distribuição da água, a qual não deve ser feita de forma duplicada.
Furacão Idai e Morte em Moçambique e África
É certamente do conhecimento de todos nós o impacto que o Furacão Idai teve em África e sobretudo em Moçambique. Muitas vidas roubadas, localidades inteiras destruídas, de novo o debate sobre as alterações climáticas e mesmo a localização de habitações face ao mar, cujo nível médio das suas águas tende a subir.
Basta olhar para estes dois jornais online e podemos ver detalhes que nos podem fazer levar a pensar na efemeridade das nossas vidas e da sua fragilidade:
É neste contexto que aqui deixamos um poema por Stelio F. que obteve o 2º Lugar na Categoria Poesia no Concurso Literário “Natureza 2018-2019” (Versão em Inglês)
Paint me
Paint with forgetfulness
like the wall of time
with smoke flashing souvenirs
in all private emotions
Paint me with a brush
Paint me
grab me
No brush
With coal
ripping me off the ground
slowly paint without haste
with dry ink
that prides itself
on this screen that is life
without coming
in the roots of my being
from my intimate pleasure
Tradução para Português por Rui M.
Pinta-me
Pinta com esquecimento
tal como a parede do tempo
com lembranças psicadélicas de fumo
com todas as emoções privadas
Pinta-me com uma escova
Pinta-me
Agarra-me
Sem pincel
Com carvão
arranca-me do chão
pinta-me lentamente sem pressa
com tinta em pó
que se orgulha
neste ecrã que é a vida
sem vir
nas raízes do meu ser
do meu prazer íntimo
“Vozes da Primavera” (2017) por Maria A. S. Coquemala
Novamente, com a Primavera, justifica-se uma nova visita ao livro “Vozes da Primavera” (Editora Porto de Lenha, Brasil, contato@portodelenha.com) o qual nos encanta com a beleza da sua escrita. O livro é composto por um conjunto de contos com uma prosa muito cativante e com um ritmo muito próprio. Sem dúvida, uma oportunidade de leitura cativante e instrutiva, nesta Primavera que agora começa (em Portugal).
É tempo agora de olhar, pela primeira vez, um livro que nos fala de personagens que salvam as suas vidas na Floresta Negra. As árvores bebem a água para viver.
Um primeiro olhar sobre o livro “Rosa Branca, Floresta Negra”, por Eoin Dempsey (Irlanda)
“Aqueles que queimam livros acabarão um dia por queimar pessoas.” Esta parece ser a frase-chave no livro “Rosa Branca, Floresta Negra” (Editora Minotauro) a qual se bastaria a si mesma para nos fazer pensar. A profecia desta frase concretizou-se durante o regime Nazi na Alemanha da 2ª Guerra Mundial. Não será o objeto livro que está em causa mas sim as ideias que nele se perpetuam e através delas as pessoas que com elas viveram e nelas acreditaram. Hoje, os nazis poderiam queimar equipamentos kindle, por exemplo, para alcançar o mesmo propósito. Em “Rosa Branca, Floresta Negra” a crueldade contra as outras pessoas surge-nos como um crescendo: 1º anulam-se as pessoas psicologicamente, de forma cada vez mais absoluta, e depois, em 2º lugar, anulam-se fisicamente… Talvez hoje os Nazis tivessem de desligar toda a internet pois a liberdade não era um valor em que confiassem. Quem não se adequava aos padrões de Adolf Hitler, o Furer, seria aniquilado fosse ou não fosse Alemão e foi isso que a heroína, a enfermeira Franka Gerber, viveu, perdendo toda a família, ainda que o seu pai tivesse sido morto por um bombardeamento dos Aliados a edifícios civis. Fruto da depressão profunda que se apoderara dela, ela dirigia-se um dia para a Floresta Negra, para se suicidar, mas, todavia, não o fez, porque encontrou um soldado recém caído de paraquedas na neve, com ambas as pernas partidas. Salvando-o salvou-se.
Finalmente, anunciamos os vencedores da Categoria Poesia, para a Edição 2018-2019 do Concurso Natureza.
Poesia:
“Vida ao vento” Bárbara Rocha de Brasil - 1º Lugar
“Submarino” por Renato TouzPin de Brasil - 2º Lugar
“Chuva” por Maria Catarina Canas de Portugal - 3º Lugar
Menções honrosas:
“CHAYA” por Anna de Freitas de Portugal
“Preservação da vida” por Cristina Cacossi de Brasil
“O Cosmonauta e o Poeta” por Paulo Caldeira de Brasil
“Dança das Flores” por Silvia Ferrante de Brasil
Parabéns a todos os vencedores e vencedoras.
O Concurso Natureza tem feito um percurso de reconhecimento dos autores e autoras que acreditam nesta aventura literária e sobretudo acreditam num mundo diferente, em que o ambiente e a sua preservação, por ser central para o nosso bem estar, tem um papel central nas nossas vidas, enquanto comunidade global.
Muitos trabalhos serão aqui divulgados, ainda que não premiados com primeiros lugares, assim os(as) autores(as) assim o autorizem. Até breve e boa escrita.
Tentativa de crítica literária da obra (IN) CONSTANTE (2018)
(IN) CONSTANTE é um livro de poesia que parte dos conceitos de inconstante, ou seja, que é instável, e constante, ou seja, que é firme, o oposto do primeiro. Todavia, logo na poesia UM se refere “Era noite e ela partiu.” Assim, física e emocionalmente o autor nos leva a um movimento entre estes dois polos da existência. Em impulso, este livro parece resultar do objetivo aparente de se pretender construir um “pêndulo poético” que confronta o “absurdo”.
Surgem muitas perguntas e muitas respostas ao longo desta obra que nos parece querer confrontar mais que apaziguar e, se nos apazigua, é porque, por vezes, nos relembra o que já sabemos, se o soubermos, como um relógio despertador que nos quer arrancar de um sono letárgico. A obra pode ser vista como um instrumento de questionamento e por essa via de moldagem da ação do leitor.
E, quando encaramos o poema TRINTA, que começa com:
“Viver
É como uma folha de árvore
Que cai numa tarde de Outono”
surge na nossa mente uma questão: “porquê?!” não nos surpreende um poema longo, talvez demasiado, arriscando a repetibilidade, atendendo a que refere o mito de Sísifo, ou talvez não o seja, considerando que a pergunta inicial remete implicitamente, neste caso, para complexidade, cuja resposta ou explicação não é banal.
Sim, este livro pela poesia sem rima, “livre” e questionadora, convida a releitura se a vida para isso nos preparar…
O livro: https://www.leyaonline.com/pt/livros/poesia/in-constante-ebook/
NOTA: Tal foi a força criadora do autor que alguns erros ortográficos passaram para esta primeira edição. Algo que pode esclarecer através do contacto disponível.