Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Poema de Verão - Um simples dia

por talesforlove, em 14.07.19

Um simples dia

 

Sol

nuvem

céu

Assim é o dia,

ilusão de luz,

tempo de rir,

vontade de partir.

ceu1.jpg

Até breve.

1 de Julho 2019: dia de Verão e Presente feito Futuro

por talesforlove, em 01.07.19

Estamos em pleno verão e em grande parte de Portugal, as temperaturas continuam amenas. Com alguma frequência sentimos mesmo algum frio. Será o aquecimento global com uma das suas variações de temperatura inesperadas? Não sabemos mas suspeitamos.

O poema de Marina B. é como um grito neste contexto, em que nem tudo o que poderia ser feito é feito para que o clima não mude e não sejamos afetados por essa realidade.

 

O RIO DA MINHA VIDA

 

O rio da minha vida

Verteu corredeiras

Chorou serenatas

Dormiu e acordou no remanso.

 

O límpido rio da minha vida

Jorrava exuberância

Mais do que banho

Era brinquedo

Evento.

 

Hoje escorre condoído

Em fiapos de esgoto

Sem cor e sem perfume

Desfalece em fase terminal.

 

Os homens?

Obtusos

Tampam os olhos

Entorpecem sentimento.

 

E aquele rio da minha vida

(Como outros)

Outrora infância

Outrora florescência

É excremento do homem!

 

Por hoje termina-se com a música "Meravigliosa creatura" de Gianna Nannini, Itália, uma das preferidas do meu amigo André Mendes, autor de receitas de culinária inclusivas.

 

 

Um abraço a todos.

Até breve.

Em 1 e 2 de Junho 2019, em 3D

por talesforlove, em 02.06.19

Finalmente Junho, o Dia da Criança e a proximidade renovada do Verão, em Portugal… que saudades.

Este mês apresentamos alguns poemas, um desenho e um primeiro poema em 3D, para ser visto com os óculos próprios. Uma novidade que esperamos que gostem.

 

TERRA FERIDA por Simone Genari (Brasil)

 

A terra ferida, reclama sua vida

Tomaram-lhe o pulso,

Seu ar ficou escuro e seu olhar turvo

Abriram-lhe as chagas, roubaram-lhe a alma

Sufocaram sua voz, secaram sua foz

A terra ferida reclama sua vida

Em seu sonho há geleiras, tundras e cerrados

Se recorda dos lagos e dos verdes prados

Já não caem lhe as lágrimas, já não enxerga a beleza

Seu pranto seco causa-lhe dor e tristeza

A terra ferida, reclama sua vida

A esperança se foi assim como os rios

Só sobraram seus filhos e seus desvarios

No fio da sua vida entre tantos aparatos

Os filhos aguardam, sentindo-se ingratos

Ela suspira em vão, respira por aparelhos

Desfalece no chão, tem seus olhos vermelhos

A terra ferida, reclama sua vida

Ela que jovem, foi cortejada em verso

Só queria em seu sonho permanecer no universo

Febril e com suor escorrendo na testa

Ela se agarra aos minutos que o destino lhe empresta

Sequer teve tempo de deixar testamento

Sua morte lenta é um suave lamento

A terra ferida , já não tem mais vida

Seus filhos tardios lhe pedem o perdão

Lamentam sua existência ter sido em vão.

 

poema3D.jpg

poemaEsvoacarComNome.jpg

 

Até breve.

A Bernardo Bertolucci...

por talesforlove, em 10.12.18

Para o realizador de "O Último Tango em Paris"

"Summer in Paris (Hommage à Satie)" - Luke Faulkner

Tradução "Verão em Paris" por Luke Faulkner

 

Até 15 de Dezembro, pode participar no nosso "Concurso Literário Natureza 2018-2019". Condições em publicação de Setembro 2018.

Até breve.

Um poema...

por talesforlove, em 19.07.18

Imaginem-me Verde…

 

(Parte I)

Verde, como uma árvore de raízes enterradas,

Em água gelada no Verão, terra, húmus e pedras aladas,

Que os teus olhos jamais verão,

Porque esta estação é só minha:

Reflexo nos meus olhos, meu coração,

Na qual sou fixo, Vida que não caminha.

 

Imaginem as minhas folhas no céu,

O vento a tocá-las como a um instrumento musical,

A tocar, a tocar, a tocar… Por séculos

e séculos, e Verões, Outonos, Invernos

e Primaveras sem fim…

E deita-se no chão um corpo, e outro,

e sentam-se, e ambos são elevados pelo

som. Lhes dá paz; infinda.

 

Imaginem as minhas folhas no céu,

um instrumento musical, dedilhado pelo vento,

por séculos, a tocar, a tocar, a tocar,

Invernos, Verões, só estas duas estações,

e tempos sem fim…

E enlevados pela música são dois corpos:

um sentado, olha o céu, filtrado por mim,

o outro, de pé, olha em redor e para cima,

ambos em paz. Universo feito de paz…

 

Por Rui M. a 19 de Julho 2018

1 de Julho 2018

por talesforlove, em 01.07.18

Julho começa com chuva e alguns raios de sol. Junho foi o mês do 1º aniversário da tragédia de Pedrógão, das Festas dos Santos Populares, do final da Feira do Livro 2018 e de tantas outras situações que vão além da capacidade deste blog para transmitir.

Neste blog, Julho começa também com poesia, com balanço ecológico, com divulgação de livros de qualidade, com belas fotos, em resumo: também com o impacto de um Verão tímido.

 

Um ano após os fogos que vitimaram tantas pessoas e abalaram tantas vidas, faz sentido olhar para a floresta hoje. Parte dela, da que ardeu e que hoje se veste novamente de verde… Muitas vezes do verde do eucalyptus globulus mas também de outras plantas que tentam colorir de verde a paisagem.

 

heucaliptos1.jpg

 

  

A par dos fogos florestais, outra tragédia de várias zonas do interior do país é a vespa asiática, a destruir a abelha de mel. Todavia, com uma armadilha simples (mel, açúcar até obter alguma espuma, água morna, 1 colher de sopa de vinagre por cada litro de água) é possível vencer esta batalha. Veja-se a fotografia que se segue e que não deixa margem para dúvidas.

 

vespaasiatica.jpg

 

 

 

Felizmente, este blog pretende ser uma luz no firmamento, no sentido positivo e “coletivo”, dai que é tempo de voltar-mos à poesia positiva. Fica o convite a ler a poesia de Juanita E., primeiro em Inglês e depois a sua tradução. Que sejamos iluminados por estas palavras… com a sua mensagem simples, forte e cativante.

 

LIGHTING UP THE WORLD, by Juanita E. (EUA)

 

THE INFUSION OF LIGHT BEAMS

CAN BE FOUND ALL OVER THE WORLD.

THESE BEAMS CARRY WITH THEM

THE SEEDS OF KINDNESS, TOLERANCE

AND LOVE.

THEY LIGHT UP A CONFUSED AND

DARKENED WORLD.

WHEN THOSE BEAMS OF LIGHT CAUSE

OUR PLANET TO BECOME THAT SHINING STAR

IN OUR UNIVERSE,

THERE WILL BE PEACE, LOVE AND JOY AMONG

ALL PEOPLE.

 

 

 

ILUMINANDO O MUNDO, por Juanita E.


A INFUSÃO DOS FEIXES DE LUZ
PODE SER ENCONTRADA EM TODO O MUNDO.
ESTES RAIOS DE SOL CARREGAM COM ELES
AS SEMENTES DA BONDADE, TOLERÂNCIA
E AMOR.
ELES ILUMINAM UM MUNDO CONFUSO E
ESCURO.
E QUANDO ESSES FEIXES DE LUZ TORNAREM
O NOSSO PLANETA UMA ESTRELA BRILHANTE
NO NOSSO UNIVERSO,
HAVERÁ PAZ, AMOR E ALEGRIA PARA
TODAS AS PESSOAS.

 

 

Foi Junho o mês de saltar a fogueira,

De cantar ao luar, e dos Santos,

Mostrar aqui as festas da cidade brejeira,

A preencher todos os nossos cantos.

 

Fica assim aqui também o convite a verem estas fotos de Lisboa em festa, como se este convite fosse também um verso de manjerico vendido numa banca da cidade. Não é dos melhores mas rima e alegra 😊 Que saudade de Junho e também do cheiro a Tília e doce das flores, entre os livros da Feira do Livro de Lisboa de 2018…

 

festa1.jpg

  

O cair do pano na Feira do Livro de Lisboa de 2018, a deixar uma promessa de regresso e a deixar a certeza que mais do que ler é preciso fazer.

 

finaldafeiradolivro2018.jpg

   

E ainda neste caminho dos livros em Lisboa, fica aqui exposto o livro “O Último Ultramarino” por Xavier Figueiredo, que aqui divulgamos a convite da Editora ULISSEIA – BABEL.

 

=========================================================================

 

INFORMAÇÃO PARA A IMPRENSA

O ÚLTIMO ULTRAMARINO – na saga da descolonização de Angola

 

 

Em 2018, quarenta e cinco anos depois de iniciado o processo de descolonização dos antigos territórios que Portugal detinha em África (que muitos afirmam ter tido início em Setembro de 1973, quando o PAIGC declarou unilateralmente a independência da Guiné-Bissau), o tema da presença portuguesa em África e o processo de descolonização continuam a ser assuntos quase tabu.

 

capa.jpg

 

No seu mais recente livro, O Último Ultramarino – na Saga da descolonização de Angola, o jornalista Xavier de Figueiredo pega neste tema para nos falar sobre uma das mais trágicas consequências da descolonização de Angola: a debandada de cerca de 500.000 pessoas, em estado de sofrimento e de perda, a que se seguiu o seu lento desaparecimento como últimos abencerragens um corpus, o dos ultramarinos, que ao longo de 600 anos marcou a História de Portugal.

Inserido no género “faction”, o livro mistura factos com ficção. A ficção cinge-se às personagens, às quais foi preciso dar nome, vida, pensamento e memória. Reais são os factos que foram por essas personagens vividos e presenciados ou que chegaram ao seu conhecimento.

 

XAVIER DE FIGUEIREDO  nasceu em 1947, na cidade do Huambo, Angola – à data chamada Nova Lisboa. A sua longa carreira de jornalista foi iniciada em 1971, ao serviço do jornal  A Província de Angola, principal diário de Luanda. Em Maio de 1975, recém radicado em Portugal, ingressou no Jornal Novo – publicação de que fora correspondente em Luanda, nos meses imediatamente anteriores. O ano de 1977 foi o primeiro de outros nove passados ao serviço da antiga ANOP, cinco dos quais como delegado da Agência em Bissau e em Maputo, sucessivamente. Foi mentor, fundador e director da primeira publicação de temática africana lançada em Portugal (Agosto de 1984), o quinzenário África Jornal. Em 1985, fundou a primeira de diversas newsletters de assuntos africanos, o África Confidencial. Seguiram-se, por ordem cronológica, África Focus, África Intelligence e, em 2005, África Monitor. Tem colaboração dispersa por vários jornais e revistas, em Portugal e em países africanos. Foi comentador de assuntos africanos de duas estações de televisão em Portugal. É autor de dois livros de História, Crónica da Fundação do Huambo/Nova Lisboa e Ceuta, primeira conquista de Portugal Além-Mar.

 

=========================================================================

 

 

De regresso ao verde, a música de Nicola Benedetti - The Lark Ascending, para podermos ver o verde das ervas e o azul revolto do mar, sempre ao lado das falésias.

 

O mar e o Verão convidam, por um lado, a uma viagem até à praia, para saborear o calor e ver aquela natureza feita de água, mas, por outro lado, também nos devem levar a beber mais água a bem da nossa saúde. Por estes motivos alertamos para os cuidados a ter quando vamos a banhos, pois é bom não esquecer que o perigo de afogamento é sempre uma realidade, e para a necessidade de ter em atenção que beber água de qualidade, ou seja, limpa e com as características químicas adequadas, é importante, é fundamental. Existem diversos estudos sobre as reações do nosso organismo quando exposto a águas contaminadas por compostos químicos prejudiciais, para que se possa resolver essa situação com o mínimo de efeitos nefastos para a nossa saúde. Existe também um conjunto de estudos sobre modelos toxico-cinéticos relativos a interações fisiológicas, ou seja, interações com o nosso organismo. De tal forma é óbvia a importância desta questão da contaminação das águas que podemos beber, que existem também estudos epidemiológicos para avaliar a propagação dos contaminantes aquíferos em determinada população, como se de uma doença se tratasse. O objetivo é também o de identificar a origem geográfica e química da contaminação.

 

Com a poluição a ameaçar o nosso bem estar, por exemplo, com os plásticos no mar e com a diluição de alguns compostos químicos perigosos, a verdade é que o melhor é colocar os olhos num futuro melhor, sem estes “produtos” a nadar ao nosso lado à beira mar e a tomar banhos de sol, ao lado das nossas toalhas…

Nunca nos devemos esquecer de recolher o nosso lixo quando vamos à praia, esse gesto de higiene é também muito útil para a natureza. Fica ainda a sugestão de evitar o automóvel durante um Domingo, ou seja, tentar fazer o nosso passeio de Verão nesse dia, ou nosso dia de folga, de tal forma a não poluir a atmosfera. Além de um belo exercício físico, poderá ser uma forma de redescobrir até onde podemos ir a pé e conhecer melhor certos locais, encantadores, bem perto de nós.

 

mangericos.jpg

 

Bons sonhos e boas leituras.

Até breve.

Festival da Canção

por talesforlove, em 10.05.18

O Euro Festival este ano está mais rico que o habitual, no sentido em que não se consegue prever que músicas vão ser mais habituais durante o concurso. Na realidade, aquele estereótipo da canção festivaleira, com um bom ritmo e toque fresco, a cheirar quase a Verão, já não é sinónimo de festival. As músicas mais calmas, mais românticas e ao ritmo da balada, parecem ter ganho novo fôlego. Talvez seja o resultado do exemplo da prestação do Salvador Sobral e na verdade, no seu conjunto, sente-se algo de novo.
Ficam aqui as 10 canções vencedoras da primeira semifinal.

 

media.rtp.pt/eurovisao/noticias/os-10-finalistas-da-primeira-semifinal-sao/

"Gotas de Chuva" - um poema por Pedrógão e tantos outros locais

por talesforlove, em 17.10.17


Gotas Ophéliares que cortam os ares,
Dos céus vindas, em setas, milhares,
e se cravam no solo e lhe sopram a vida,
que nos devolvem a esperança...
que nos prometem a futura bonança,
que nos livram, já hoje, do inferno,
e nos fazem desejar o Inverno...
que nos fazem esquecer sonhos (e pesadelos) de Verão,
que... nos devolvem o sono. Terno.
Que nos permitem repousar.
Repousar.
Chuva que lavas as nossas faces.

Klingande - Jubel (Video Official)

por talesforlove, em 02.09.17

Por: Pictionary Productions

Klingande - Jubel // OFFICIAL MUSIC VIDEO

 

Porque o Verão continua...

Uma música e letra muito de Verão

por talesforlove, em 22.07.17

 

Letra em Françês:

On ira écouter Harlem au coin de Manhattan
On ira rougir le thé dans les souks à Amman
On ira nager dans le lit du fleuve Sénégal
Et on verra brûler Bombay sous un feu de Bengale
On ira gratter le ciel en dessous de Kyoto
On ira sentir Rio battre au cœur de Janeiro
On lèvera nos yeux sur le plafond de la chapelle Sixtine
Et on lèvera nos verres dans le café Pouchkine
Oh qu'elle est belle notre chance
Aux milles couleurs de l'être humain
Mélangées de nos différences
A la croisée des destins
Vous êtes les étoiles nous somme l'univers
Vous êtes un grain de sable nous sommes le désert
Vous êtes mille pages et moi je suis la plume
Oh oh oh oh oh oh oh
Vous êtes l'horizon et nous sommes la mer
Vous êtes les saisons et nous sommes la terre
Vous êtes
 
Em Português:
Vamos ouvir a área de Harlem de Manhattan
Vamos corar chá nos bazares em Amman
Vamos nadar no leito do rio Senegal
E vamos queimar em Mumbai sob fogo de Bengala
Vamos raspar o céu abaixo de Kyoto
Vamos sentir a batida do Rio no coração de Janeiro
Vamos levantar os olhos para o teto da Capela Sistina
E vamos levantar os nossos copos no café Pushkin
Oh quão bonita ela é a nossa oportunidade
Mil cores do ser humano
Misturando as nossas diferenças
Na encruzilhada do destino
Vocês são as estrelas Nós somos o mundo
Tu és um grão de areia nós somos o deserto
Tu és de mil páginas e eu sou a caneta
Oh oh oh oh oh oh oh
Voçês estão no horizonte e nós somos o mar
Vocês são as estações do ano e nós somos a terra
Vocês são ...

 

meta

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D