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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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1 de Setembro 2019 – Parte 1 – A Amazónia em Chamas

por talesforlove, em 31.08.19

Por estes dias os inúmeros fogos na Amazónia têm sido notícia e suscitaram inúmeras questões relacionadas com o ambiente, a gestão e também relacionadas com as pessoas que nela vivem e querem continuar a viver. Estamos perante um desafio que ultrapassa uma dimensão puramente biológica e ligada a conservação de um determinado ecossistema. Em certa medida, faz lembrar a proteção que em Portugal é dedicada aos sobreiros uma espécie protegida porque, é proibido cortar a árvore, em princípio, e isto pode ser visto como uma ingerência no direito de propriedade e gestão que um proprietário terá sobre um seu terreno. O interessante não é tanto esta vertente da realidade, pois percebe-se a proibição pela importância da árvore, mas sim a possibilidade que o proprietário tem de retirar rendimento desta árvore, através da cortiça. Olhando para a Amazónia podemos ver este desafio com os mesmos olhos e chegar à mesma conclusão: mesmo quem tem interesse económico na desflorestação/desmatação da Floresta Amazónica quando perceber que também pode subsistir, retirar sustento de uma Floresta totalmente conservada e viver com um nível de vida igual ou superior, vai querer essa mesma conservação. No que diz respeito à conservação da Floresta Amazónica, se o problema da sua destruição pode ser global, ainda que os potenciais principais prejudicados sejam os países em que ela existe, ou poderá deixar de existir, parece fazer sentido um apoio global para a sua conservação.

 

Apresentamos o poema vencedor da Antologia “Natureza 2018-2019”:

 

 

“Vida ao vento” por Bárbara Rocha de Brasil

 

 

Ao barulho do vento

       olho à janela

              no mesmo momento

                  em que uma folha cai

 

                                     E a folha vai

                                           voando ao vento

                                                     no mesmo momento

                                                em que uma outra nasce

 

                                                       E o vento vai

                                                  e a folha vem

                                    no mesmo momento

                             em que uma vida nova se tem

 

                                      E a folha vai

                                          voando ao vento

                                               e as volúpias da vida

                                                            já vivida vão

 

                                                                         E voltam e vão

                                                                             voando ao vento

                                                                     no mesmo momento

                                                        em que os versos se vão

 

                                             E a vida é assim

                                  como folhas ao vento

                          que a todo momento

                   se vão e em si vêm

 

                        E a vida é o vento

                            que a todo momento

                                         leva um ser

                                        para outro nascer

 

ARa1 Pt.jpg

 

Até breve.

De Sophia de Mello Breyner Andresen, pelos 100 anos do seu nascimento...

por talesforlove, em 25.06.19
QUE NENHUMA ESTRELA QUEIME O TEU PERFIL

 

Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.

 

Até breve.

Em Breve

por talesforlove, em 29.03.19

No próximo dia 2 de Abril esperamos vir a fazer a atualização de início de mês.

Entretanto, fica esta fotografia, partilhada pelo autor Stelio Filipe.

É possível ver a enorme destruição provocada pelo Furação Idai em Moçambique.

foto1ok.jpg

Até breve.

 

13 de Março de 2019

por talesforlove, em 13.03.19

Caros Amigos e Autores,

 

Hoje pensamos um pouco sobre moda e ambiente, depois lemos um poema por Rui M. e finalmente, homenageamos Avicii (Tim Bergling), o DJ Sueco que partiu prematuramente a 20 de Abril de 2018.

 

O ambiente e a moda:

 

O conceito de “armário capsula”, já conhecido por tantas pessoas pode ser algo muito amigo do ambiente. Trata-se de ter um número limitado de peças de roupa que combinam perfeitamente umas com as outras e, portanto, significa ter menos roupa e utilizar mais a que temos.

Assim, se a nossa procura por roupa diminui a produção de roupa, eventualmente, também diminuirá, idealmente na mesma proporção, o que significa um estímulo a uma menor utilização dos recursos naturais.

Não defendo que a nossa vida se torne um suplício, no que diz respeito a vestir algo que gostamos, não o fazendo porque queremos ser mais “verdes”.

Fica apenas um “lembrete” relativamente a esta ideia, que até podemos tentar aplicar em parte. Porque não?

 

“Rosa Azul” por Rui M.

 

I

 

Doce é o vento do teu céu,

Que cai suavemente sobre os vales profundos

E os verdes que neles habitam,

Recobrindo os seus monstros, que neles vivem,

Quando liberto a minha imaginação, pura,

Sem a alegria da novidade, porque,

Tudo em ti me aprisiona com a tua força,

Feita de encantamento, como numa história

Das mil e uma noites e de uma esplanada

Na noite de faculdade.

 

De sonho é esse vento que me abraça,

Que beija as tuas faces e as de todos,

Que vem e tudo preenche,

Tal como quando uma criança adormece,

Embalada com a correria da tarde e já

Não sente o corpo; e seja o prolongamento

Do ambiente que a envolve e lhe garante tudo:

O futuro e ela são, então, suportados pela natureza.

A mãe de todas as cores e também tua mãe,

Que és azul como nunca uma rosa foi.

 

II

 

Não fosse o ser humano parte da natureza,

e tu não serias natural…

Fosse o mar sempre verde esmeralda ou escuro,

e tu não serias da cor dos oceanos…

Fosse eu imensamente desatento,

e tu não me surpreenderias tanto…

Sou atento, já não me julgava capaz de sentir surpresa.

Não fosse este mundo às vezes tão injusto…

Não te seria eu tão grato, por existires.

Não há espinho em ti que não seja meu,

porque o sangue que foge dos meus dedos

é a liberdade de te acariciar tal como és,

quem ama, ama plenitude,

não há dor que suplante o amor.

Estou certo, não sei porquê,

que terias sempre de existir,

para que o universo fosse pleno

e o azul do cosmos que cintila,

nos anéis de gelo e pó de Saturno,

decidiu repousar, em ti,

Vénus século XXI, que o seduziste,

até um só serem.

Como o arco e a mão de criança,

que brinca, brinca, brinca.

 

rosaok3.gif

 

Por Avicii.

Este vídeo, além de ser muito apelativo, mostra-nos muito verde e inspira-nos a seguir sempre em frente.

Avicii - Wake Me Up (Official Video)

 

 

Podemos encontrar o vídeo e gostar em:

https://www.youtube.com/watch?v=IcrbM1l_BoI

 

Até breve.

Poemas Vencedores - Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 28.02.19

Finalmente, anunciamos os vencedores da Categoria Poesia, para a Edição 2018-2019 do Concurso Natureza.

Poesia:
“Vida ao vento” Bárbara Rocha de Brasil - 1º Lugar
“Submarino” por Renato TouzPin de Brasil - 2º Lugar
“Chuva” por Maria Catarina Canas de Portugal - 3º Lugar
 
 
Menções honrosas:
 
“CHAYA” por Anna de Freitas de Portugal
“Preservação da vida” por Cristina Cacossi de Brasil
“O Cosmonauta e o Poeta” por Paulo Caldeira de Brasil
“Dança das Flores” por Silvia Ferrante de Brasil

 

Parabéns a todos os vencedores e vencedoras.

O Concurso Natureza tem feito um percurso de reconhecimento dos autores e autoras que acreditam nesta aventura literária e sobretudo acreditam num mundo diferente, em que o ambiente e a sua preservação, por ser central para o nosso bem estar, tem um papel central nas nossas vidas, enquanto comunidade global. 

Muitos trabalhos serão aqui divulgados, ainda que não premiados com primeiros lugares, assim os(asautores(as) assim o autorizem. 
Até breve e boa escrita.

 

Flor que Renasce (Em Pedrógão) / Poema

por talesforlove, em 01.09.17

Flor que Renasce (Em Pedrógão)

Teimosa; como só uma mulher sabe ser.
Sabedora; como só uma Deusa sabe ser.
Feminina e bela entre o negro de morte,
renasce, viva, dependente de força e não da sorte.

Bela é a sua força que dá cor à Manhã.
Ágape do nascer do sol que renova a Esperança.
E o vento embala-a, envolta em pó cinza,
que tudo em seu redor contempla a sua Dança.

É ela, a Flor, que se ergue no monte,
de novo, a provar que tinha razão quem a semeou...
a provar que uma Deusa nos olha de fronte:
sem medo, pese embora as que o vento levou.

Lentamente renasce a obra humana em seu redor,
mas ágil ao ritmo da verde Graça,
ela se ergue mais rápida que todos,
e nítida enquadra o futuro: Pintura baça.

Deusa da Manhã, vestida de Esperança,
Dança em Graça; balouça no ar sua Trança.

Notas
Um poema espiritual e feminista em homenagem a Janine Canan

http://www.janinecanan.com/

Hoje o poema em

http://synchchaos.com/

 

 

Por Castelo Novo (Fogo no Fundão e não só) e Árvore que cai no Funchal

por talesforlove, em 15.08.17
Fernando Pessoa

Como um vento na floresta,

Como um vento na floresta,

Minha emoção não tem fim.

Nada sou, nada me resta.

Não sei quem sou para mim.

 

E como entre os arvoredos

Há grandes sons de folhagem,

Também agito segredos

No fundo da minha imagem.

 

E o grande ruído do vento

Que as folhas cobrem de som

Despe-me do pensamento:

Sou ninguém, temo ser bom.

 

30-9-1930

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