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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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Contos Vencedores - Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 28.02.19

É com grande alegria que partilhamos o resultado da Edição 2018-2019 do Concurso Literário Natureza:

 

“A Borboleta e o Pássaro” Maia Piva Brasil 1° Lugar 
“A VIAGEM DO GRÃOZINHO DE AREIA” Alberto Arecchi Itália 2° Lugar
“Espelho das lindas estrelas” Ana Carolina Machado Brasil 3º Lugar

 

Menções Honrosas:

“Sophia e o recomeço do mundo” Marcos Neves Jr Brasil 
“Ecos de uma viagem” Evandro Valentim Brasil
“Anêmona.” Luna Braga Brasil
“A vida nos olhos das asas de Ferentina” Murilo Melo Brasil
“Um menino sonhando” Sonia Rodrigues Canadá
“NINA BEBÊ” Margareth Leite Brasil

 

Parabéns.

Festival Eurovisão da Canção em Portugal - 2018 - 12 de Maio

por talesforlove, em 13.05.18

A realização do Festival Eurovisão da Canção em Portugal foi um evento muito animado. Desde o Terreiro do Paço até ao Parque das Nações existia uma agitação alegre que permitia sentir a música e ver o dia com novos olhos. A poesia da boa disposição, das esperas intermináveis nas filas, do turismo musical, das bandeiras múltiplas.

Valeu a pena conhecer a radio da Eurovisão...

http://www.escradio.com

 

foto1.jpg

 


Valeu a pena ver amigos da Austrália.

Há poesia até nos cangurus.

 

foto2.jpg

 

 


E embora a canção vencedora não seja aquela que, em termos poéticos ou da mensagem transmitida, seja a preferida deste blogue, ela tem um ritmo feliz que merece a pena conhecer. Parabéns a Israel!

 

Até breve e boas leituras.

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Obrigado.

 

Em Abril 2018

por talesforlove, em 01.04.18

Abril de 2018 recebe-nos de braços abertos. É tempo de partilhar o poema vencedor do Concurso Literário, e apresentar um olhar sobre a novela "O outro lado do paraíso" e ainda contribuir, um pouco, para ultrapassar o problema da vespa asiática.

 

O poema vencedor do Concurso Literário "Natureza 2017-2018"

 

As tempestades de areia

 

O deserto como um mar
(substrato: o sal universal: medula)
E o avolumar de suas ondas-dunas
E os vales lacunas entre outras dunas.
Oceano messiânico alastrando-se
                                             invadindo
                                                   propagando

                                                         (propaganda)                                                                                                                

 

Khamsin. Simum. Ghibli. Harmattan.
Legião tentacular endiabrada a esbravejar:


                                                 ¡A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                 ¡ A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                            ¡  A-VAN-ÇAR. EIA! 

                                                                                                             

Tal qual o degelo dos blocos de matéria-outra
De matéria-areia
Expandisse e dilatasse suas beiras
                                                       margens
Para muito além de seus próprios limiares
                                                                      orlas
Um Midas não-aurífero, arenífero
Tudo ferindo num ferino açoite ensandecido
Até que o globo circunscrito a uma-una camada tênue
Totalitária tessitura de clausura rasa
Cedesse enfim à ambição da abolição de todas as fronteiras
E instituída a tirania da saciedade
Em que tudo é deserto e nada foge:
Cárcere sem grades. Cânceres sem grades. Metástase

 

Por Arzírio Cardoso - Brasil

 


Um breve olhar sobre a novela Brasileira "O outro lado do paraíso" (atualmente em exibição no Canal SIC em Portugal)

 

Tocante e comovente, estamos perante uma história a fazer-nos sonhar com o lado bom do Brasil.
Podemos olhar para a luta ou dilema, entre a possibilidade de exploração de esmeraldas na terra rural, longe da cidade, e a possibilidade de manutenção de tudo como está, nessa mesma região. Vislumbra-se um pedaço de luta pela conservação da natureza: será mais valiosa a paz e beleza daquelas terras ou a riqueza material que estas guardam? E, todavia, também as esmeraldas possuem uma beleza muito própria.
A poesia das paisagens e dos passeios pelos quais as personagens nos levam, será como uma mensagem subliminar: "Venham até aqui". O verde da floresta e matiz esverdeado e cinza dos rios, preenche-nos de curiosidade por um calor muito distante. Uma paz morna, por vezes, de "eterno" verão. Tudo isto nos é mostrado e dado a sentir, com o auxílio de imagens, algumas delas panorâmicas.
A apresentação da novela é um aperitivo para o que se segue. A letra da música contém uma mensagem ética que de certa forma funde a natureza da paisagem à nossa natureza interior; a humanidade. A natureza selvagem surge com uma dimensão divinizante de si própria e dos personagens que a têm como palco das suas vidas. A câmara de filmagem "corre" pelas paisagens, tal como os nossos olhos levados pelo exercício da imaginação ao longo desse "modelo" perfeito para uma verdadeira obra de arte.
Esta novela leva-nos a paisagens tão próximas do âmago do ser humano que a natureza nela retratada não se separa do sentir das personagens, incluindo o da personagem principal: Clara. Existe, sente-se, um "ser de arte", no sentido metafísico, tal como Diderot (1751-1772) a definiu na Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. Porquê? Porque, por vezes, a história nos leva a sentir no limiar do surpreendente, no limiar do que não esperamos. Afinal, como se pode esperar vivenciar tantos sentimentos através de uma história imaginária, transposta para o ecrã? Afinal, estávamos enganados, foi possível.

 

 


A tragédia da vespa asiática em Portugal (velutina nigrithorax)

 

Como o nome indica, a vespa asiática é originária da Ásia, em concreto, da Ilha de Java (Indonésia). Atualmente, tem ameaçado seriamente a vida das abelhas europeias produtoras de mel pelo que têm sido feitos alguns estudos com o objetivo de saber melhor como a controlar e eliminar. Em particular, o ciclo biológico das vespas é muito útil conhecer: com efeito, entre Setembro e Fevereiro, as obreiras morrem e as novas vespas fundadoras hibernam; entre, Abril e Maio, estas vespas fundadoras começam a construir ninhos primários, usualmente com forma esférica, com diâmetro de cerca de 50 mm; depois, entram as novas colónias em atividade total, sendo nesta fase que se tornam uma grande ameaça a outros insetos.
Como a combater?
Além de armadilhas compradas em casas de apicultura, existem ainda iscos artesanais feitos com: i) água de derreter cera de favos velhos, e o seu pólen, após fermentação, para não atrair abelhas; ii) mistura, em partes iguais, de groselha, cerveja preta e vinho branco.
Para a destruição dos ninhos devem-se contactar as Câmaras Municipais.
Esperamos que este seja um pequeno, mas eficaz, contributo para salvar a abelha doméstica.

 

 

Um obrigado Stephen Hawking pelo exemplo de perseverança e pelo bom humor.

 

220px-Stephen_Hawking.StarChild.jpg

 


Obrigado e até breve.

 

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Finalmente...

por talesforlove, em 02.05.17

Composição Musical por JV e Rui M.

Letra: "vejo pássaros em revoada" poeta Jardim

 

Poema 1º Lugar da Categoria Poesia "Natureza 2016":

 

vejo pássaros em revoada

buscando o azul de outra estação.

seus pequenos corpos voando em bando

revogam a sentença do tempo

e comunicam sua decisão

a quem como eu

está maravilhado

contemplando o imenso mar.

 

mais parecem flutuar

no fluxo de alguma corrente

real ou inexistente.

em sua busca convicta

há também uma sentença

que decreta a liberdade

e a crença no fluir da vida,

acima dos barcos, nesta manhã

no hemisfério sul.

 

diante do imenso mar

tenho a alma acorrentada

e uma imensa vontade de voar.

 

 

 

MINHA ILHA por Shmavon Azatyan - Arménia

por talesforlove, em 04.04.16

MINHA ILHA

 

Tu és a minha ilha celestial

para a qual eu nado

para me aportar

longe da maledicência de todo o mundo.

 

O mar é frio,

o dia é sombrio,

eu estou dormente –

os meus sentimentos tornam-se frígidos.

Todavia tu

tens o poder no meu coração.

 

Eu esforço-me até ti:

o dia de outono encurta

além das águas altas –

a vida esvanece-se,

e o salto do

brilho da venda dos olhos

desperta a minha antecipação.

 

E então a predisposição

que eu divinizo

nos teus gestos

perde a sua superioridade.

 

Quando chega o tempo

em que nós finalmente podemos falar

a ilha já desapareceu.

 

Entre tu e eu

o mar espraia-se sobrecarregado com céus sombrios;

apenas a topografia anónima

que nós ambos nos preocupámos em observar

é o que nos pode levar

para junto um do outro.

 

Nota: poema vencedor do concurso "Nature 2015", original em Inglês "MY ISLAND"

 

 

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