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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

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No regresso das greves climáticas: um contributo

por talesforlove, em 25.09.20

Microplásticos e a nossa saúde

 

Até recentemente o plástico era considerado um lixo sem impacto significativo na saúde humana. Sabíamos, claro que tem uma durabilidade elevada, cerca de 500 anos, a não ser que tenha características de biodegrabilidade.

Infelizmente, recentemente, foi verificado que este tem sido depositado no meio ambiente em quantidades elevadas, a tal ponto que existem já “ilhas de plástico” a flutuar no mar. Adicionalmente, tem-se verificado que com o tempo este se vai degradando, ou seja, rarefazendo, ou desfazendo em pedaços cada vez mais pequenos até ser um pó finíssimo. Esse pó pode ser então absorvido pelas plantas e depois os animais, comendo as plantas, absorvem também esse plástico microscópico. Sem surpresa, a comunidade médica está já preocupada com o facto de existir este pó nos corpos humanos, facto que pode levar a problemas vários de saúde e mesmo provocar a morte.

Em resumo, parece ser muito importante, por um lado, evitar o uso excessivo de plástico e, por outro, zelar pela reciclagem de todo o plástico possível que possamos utilizar no nosso dia à dia. E sem dúvida, podemos reutilizar todos os plásticos para os quais nos seja possível identificar uma próxima utilização possível, atendendo ao nosso tempo disponível e às exigências dos nossos dias mas também ao princípio superior de garantir um futuro com as mesmas condições de qualidade ambiental como as que possuímos hoje.

 

Fica também a ligação para descarregar a App StayAwayCovid:

https://stayawaycovid.pt/

 

Até breve.

Férias até Setembro 2020

por talesforlove, em 01.08.20

Boa tarde!

Estamos de férias até Setembro. Não se esqueçam de visitar, subscrever, partilhar, olhar.. e serem felizes.

Vem de novo mar e lava tudo o que nos pode fazer olhar turvo,

sem que vejamos o belo e o profundo, como o universo, 

como tu, como a luz do teu azul e do ter verde puro e reluzente.

 

guincho1.jpg

 

Até breve.

"CHAYA" por Anna F. (em Antologia Natureza 2018-2019)

por talesforlove, em 01.08.20

Eu ando pelas escadarias de cristal
- embaixo o mar –
Um navio de velas brancas
e dourado o mastro
vejo singrar.
Ponho as paredes de minha casa
de vento e pó
O meu limite é o Universo
- não estou só.
Lá fora gritam os homens,
cantam os pardais,
passos distantes no horizonte
descansam em paz.
E ao por do sol, a bênção desce
como orvalho, chuva e neblina
E para dormir recito as preces
de menina.

Apanhem todos os átomos do infinito;
com eles vou construir
sino,
melodia,
canção.

É forte e viva a alma
que não se dobra
e só entende a linguagem
do coração.

 

NOTA: apenas texto, sem formatação especial de texto.

 

"Paisagem" por Sophia

por talesforlove, em 05.06.20

Paisagem

 

Passavam pelo ar aves repentinas
O cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam na areia as suas crinas.

Era o céu azul, o campo verde, a terra
escura.
Era a carne das árvores elástica e dura,
Eram as gotas de sangue da resina
E as folhas em que a luz se descombina.

Eram os caminhos num ir lento,
Eram as mãos profundas do vento
Era o livre e luminoso chamamento
Da asa dos espaços fugitiva.

Eram os pinheiros onde o céu poisa,
Era o peso e era a cor de cada coisa,
A sua quietude, secretamente viva,
A sua exaltação afirmativa.

Era a verdade e a força do mar largo
Cuja voz ,quando se quebra, sobe,
Era o regresso sem fim e a claridade
Das praias onde a direito o vento corre.



Sophia de Mello Breyner Andresen | "Poesia", 1944

 

Até breve.

Árvore Portuguesa do Ano 2020 – 2ª e 3ª classificadas

por talesforlove, em 18.04.20

Atualmente, temos uma qualidade do ar muito superior à que tínhamos em Fevereiro de 2020, sendo que tal se deve, infelizmente, ao motivo que certamente todos nós conhecemos.

Esta alteração tão importante pode ser uma justificação para pensarmos em hipóteses que podem ser muito interessantes, em concreto as seguintes:

  1. Será possível detetar alguma oscilação na alteração da temperatura média global?
  2. Será possível detetar alguma oscilação no número de casos de cancro do pulmão e outras doenças cuja justificação mais habitual tem sido a poluição atmosférica?

e

    3. A sociedade terá comportamentos emocionais diferentes no futuro?

 

Desejo que desta tragédia de saúde seja possível retirar algo de positivo, que suplante o sofrimento a que se tem assistido.

E para esquecer esta realidade, convido-vos a conhecer:

1. A Oliveira de Moução, perto de Abrantes, que é a mais antiga de Portugal (2º Lugar do Concurso Árvore Portuguesa do Ano 2020). Uma bela árvore com um tronco tão grande que já tem uma abertura central, através da qual podemos ver o céu através dela! Muito bonito!

e

2. A Canforeira de Bencanta, que poderá ser a maior da Europa (3º Lugar do Concurso Árvore Portuguesa do Ano 2020). Uma árvore com uma casca muito rugosa que quase nos faz lembrar a pele de um monstro imaginário…

 

Partilhem estes resultados. Subscrevam o blog. Obrigado.

Até breve.

Fernando Pessoa: D. Dinis em Mensagem

por talesforlove, em 16.04.20

Um poema de Fernando Pessoa.

 

Sexto

 

        D. DINIS

 

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo

O plantador de naus a haver,

E ouve um silêncio múrmuro consigo:

É o rumor dos pinhais que, como um trigo

De Império, ondulam sem se poder ver.

 

Arroio, esse cantar, jovem e puro,

Busca o oceano por achar;

E a fala dos pinhais, marulho obscuro,

É o som presente desse mar futuro,

É a voz da terra ansiando pelo mar.

9-2-1934

Mensagem. Fernando Pessoa. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1934 (Lisboa: Ática, 10ª ed. 1972).

 - 31.
 

nomuseu1.jpg

Nota: fotografia no Jardim do Museu de História Natural de Lisboa (Fevereiro 2020)

 

Até breve.

Dia Mundial da Arte

por talesforlove, em 15.04.20

Hoje é o Dia Mundial da Arte... Algo que que nos faz bem e que nos ajuda a sonhar. Por estes dias, Artistas e quem Apoia os mais necessitados, devem ser apoiados também, pois todos eles nos ajudam a viver melhor, sobretudo agora. Obrigado.

RosasCafeOK.JPG

Até breve.

 

Feira de Lisboa 2020 - Jorge de Sena e o poema "Uma pequenina luz"

por talesforlove, em 11.04.20

Boa noite,

Fica a informação que a Feira do Livro de Lisboa será em finais de Agosto e inícios de Setembro. Podem confirmar em: www.apel.pt

Partilhamos um poema de Jorge de Sena "Uma pequenina luz"

Uma pequenina luz bruxuleante
Não na distância brilhando no extremo da estrada
Aqui no meio de nós e a multidão em volta
Une toute petite lumière
Just a little light
Una picolla, em todas as línguas do mundo
Uma pequena luz bruxuleante
Brilhando incerta mas brilhando aqui no meio de nós
Entre o bafo quente da multidão
A ventania dos cerros e a brisa dos mares
E o sopro azedo dos que a não vêem
Só a adivinham e raivosamente assopram
Uma pequena luz, que vacila exacta
Que bruxuleia firme, que não ilumina, apenas brilha
Chamaram-lhe voz ouviram-na, e é muda
Muda como a exactidão, como a firmeza, como a justiça
Brilhando indeflectível
Silenciosa não crepita
Não consome não custa dinheiro
Não é ela que custa dinheiro
Não aquece também os que de frio se juntam
Não ilumina também os rostos que se curvam
Apenas brilha, bruxuleia ondeia
Indefectível, próxima dourada
Tudo é incerto, ou falso, ou violento: Brilha
Tudo é terror, vaidade, orgulho, teimosia: Brilha
Tudo é pensamento, realidade, sensação, saber: Brilha
Desde sempre, ou desde nunca, para sempre ou não: Brilha
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
Como a exactidão como a firmeza, como a justiça
Apenas como elas
Mas brilha
Não na distância. Aqui
No meio de nós
Brilha

 

Até breve.

 

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