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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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As mãos do tempo, em tempos de COP27

por talesforlove, em 09.11.22


Nestes tempos, visitar um museu, mesmo que através da internet,
pode ser algo, senão libertador, pelo menos algo que nos liberte
da dor que muitos de nós sente pela perda de familiares e amigos.

Veja-se o caso do Museu Rodin, em França, acessível através de:
musee-rodin.fr

E veja-se, com atenção, o trabalho "A Catedral" (The Cathedral)
esculpido em 1908, por August Rodin (1840-1917).

Existe neste trabalho um toque entre mãos, que nos parece tocar, de tão sugestivo e
íntimo que se afigura ser. Todavia, podemos referir que tal apenas se verifica para certas pessoas,
mas sim, foi o caso do sentir do autor deste blog. É-se tentado a dizer que o material abiótico
de que são feitas, ou seja, o mármore, ganha temperatura, o calor do nosso corpo e, por instantes, a pedra "vive".
Se alguém atirasse um alimento a este trabalho, como forma de protesto ambiental, podemos afinal pensar que afinal a possibilidade de dano seria mínima. Mas, seria correto?
Não. Correr o risco, ainda que ténue, de criar dano no trabalho de outrem, e sobretudo quando esse alguém se dedicou com tanto cuidado delicado, será como um atentado à humanidade. E estas são duas mãos direitas, ou seja, mãos de seres humanos diferentes, e a obra "celebra" o seu encontro. Hoje poderiam celebrar os reencontros pós pico da pandemia e a paz.
As gerações futuras podem nem apreciar esta "catedral" mas nós sim.

 

O Concurso Natureza 2022 em:

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/concurso-literario-natureza-2022-africa-131327

 

Até breve.

1 de Julho 2019: dia de Verão e Presente feito Futuro

por talesforlove, em 01.07.19

Estamos em pleno verão e em grande parte de Portugal, as temperaturas continuam amenas. Com alguma frequência sentimos mesmo algum frio. Será o aquecimento global com uma das suas variações de temperatura inesperadas? Não sabemos mas suspeitamos.

O poema de Marina B. é como um grito neste contexto, em que nem tudo o que poderia ser feito é feito para que o clima não mude e não sejamos afetados por essa realidade.

 

O RIO DA MINHA VIDA

 

O rio da minha vida

Verteu corredeiras

Chorou serenatas

Dormiu e acordou no remanso.

 

O límpido rio da minha vida

Jorrava exuberância

Mais do que banho

Era brinquedo

Evento.

 

Hoje escorre condoído

Em fiapos de esgoto

Sem cor e sem perfume

Desfalece em fase terminal.

 

Os homens?

Obtusos

Tampam os olhos

Entorpecem sentimento.

 

E aquele rio da minha vida

(Como outros)

Outrora infância

Outrora florescência

É excremento do homem!

 

Por hoje termina-se com a música "Meravigliosa creatura" de Gianna Nannini, Itália, uma das preferidas do meu amigo André Mendes, autor de receitas de culinária inclusivas.

 

 

Um abraço a todos.

Até breve.

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