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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

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Hoje Dia Mundial do Sonho III: "Amor" por Viviane P.

por talesforlove, em 25.09.20

Amor

 

É preciso!

Quantos já disseram isso, mas é preciso!

Ame assim mesmo, ame a si mesmo,

Sem preconceito,

De qualquer jeito,

Com seu jeito imperfeito,

Ou ame direito,

Mas, ame!

Ame qualquer sujeito,

Ame o conceito!

Ame, sim, com efeito,

Ame também o defeito,

Ame o eleito,

Mas, ame todos com respeito!

Ame! Com dor no peito,

O insatisfeito e o contrafeito,

Mas, ame mesmo!

Ame sem proveito,

Ame o amor refeito,

Ainda que liquefeito,

Mas, vá e ame!

Ame até o amor desfeito,

Porque amor, sim, o amor,

É portão que fecha estreito

Se o recebo, mas não aceito!

 

 

Amor II

 

Deixa que transborde e extravase

Que a mistura vá ao chão

E deixa que quando caia

Escorra pelo mundo

Deixa que se esvaia

Ao topo saindo do fundo.

Deixa que atraia muita atenção!

Deixa que cause espanto

Deixa que o céu escute

Porém, que não vá ao pranto

Por um ciúme qualquer.

Deixa que fique bonito

Que venha de onde vier

Que do chão vá ao infinito

E que o ódio não o dispute

Mas, do silêncio que vá ao grito

Entrega-o, pois, a quem puder!

 

Até breve.

Hoje Dia Mundial do Sonho II: "Sonho" por Rui M.

por talesforlove, em 25.09.20

Sonho

Sonho. Com um dia reluzente, redondo como o mundo,

com os mares a curvarem-se perante o horizonte,

com as libelinhas levadas até à maresia, levadas pelo vendo,

que entre marés as leva a sobrevoar as águas,

e a mim a sonhar com golfinhos que saltam mais alto,

que as memórias, que as montanhas distantes.

 

Sonho. Com algas, em fraternidade, que os meus pés envolvem,

Como quem abraça alguém que se ama, se chama,

e Sonho com mergulhos em águas superficiais onde

a música da água e os sons baleares se misturam

com as hormonias dos camarões e os UV do sol

nas cores dos corais… que Sonham com o dia.

Faço surf sobre estes Sonhos…

 

Sonho. Com céus de esperança, que se refletem em batoréus,

mede-palmos, arranca-olhos, a voar rasantes, em Sonhos,

e com aranhas negras penduradas em estrepoeiros.

Sonho. Com o ar quente do céu, suave como um ardor de vida

e ouço passos sobre terras, crepitantes, sobre ervas,

os meus passos até ao rio,

onde entro numa jangada e remo, remo…

Vou sem parar, entre amieiros, ondulantes,

e salpicos de águas verdes, frias.

 

E, por fim, além da última esquina do rio:

de novo o mar… de novo abraçar,

de novo Sonhar…

Hoje Dia Mundial do Sonho I: o poema "És Rio Menino" por Ivete N.

por talesforlove, em 25.09.20

És Rio Menino

Pensas que é mar!
Desconcertante oceano azul com correntes gélidas e silêncio arrebatador,
com águas glaucas e gosto de lágrimas insalubres,
que migrando sob distintos rumos afunda naves em grandes naufrágios, em revoltos
maremotos.
O Deus Netuno mostra sua força, buscando mistérios escondidos em cavernas,
por vezes mostra-se calmo e disfarça, acalentando a velha canoa ancorada na praia,
num pacato bailado de melodia dissonante.
Atinado, insidioso, mar fatalmente traiçoeiro, organismo absoluto poderoso
com ondas ferozes, abatimento mortal, faz desaparecer ínsulas, escava rochas,
revela sua fúria e exibe o interior da íngreme falésia de taludes de tons alaranjados e cor
de mel.
Amado...
Não és mar!
Não és raso e nem esse fundo arrasador!
Conheço-te!
Não és espuma, nem sal!
És rio!
És doce!
E procuras navegar novos leitos,
és água que verte,
Você...
Rio menino,
rio que transborda,

rio que contorna os obstáculos,
rio que extravasa a procura de novos canais,
rio que flui,
Água doce que preenche a cisterna,
que banha o solo,
que traz esperança,
que faz brotar o sustento,
que transborda a moringa,
És Rio doce, rio Menino!
busca a correnteza,
busca novas aventuras,
em noite banhada de luz,
seus olhos reluzem, cor de avelã.
Amado...
Você sai à procura de um lugar de cavas profundas,
lugar que encontrará o justo repouso,
rio banhando,
rio aguando,
Eu?
Sou leito árido,
Você...
Rio que mata a minha sede!

 

 

Mata da Margaraça em Perigo - Praga do Castanheiro

por talesforlove, em 05.06.20

 

mataOK1.png

A Mata da Margaraça é uma floresta cheia de encantos únicos, numa terra de gelo no inverno e calor tórrido no verão, com bruscas variações de temperatura. Ramos que mais parecem braços que se estendem para os céus, folhas que mais parecem mãos que nos querem acolher junto dos seus abraços, flores, que mais parecem testemunhas de tempos sem tempo. Caminhos que mais parecem estradas de esperança e encantamento. Encostas abruptas como alguns momentos da vida. Recortes de força que são imposições da natureza, cheia de amor e dor.

Em 2017, metade desta Floresta de encantamento ardeu e hoje continua ainda a recompor-se daqueles dias de terror. Entre os novos ramos de castanheiros surgem os secos e queimados, teimosos por desaparecer, como se o frio de inverno os quisesse fazer permanecer. Tudo isto sem que entendamos verdadeiramente quanto tempo será necessário para que se recupere ou tenhamos sequer a garantia de que um dia será assim.

 

É preciso, é urgente, é imperioso, fazer algo para salvar os castanheiros da Mata da Margaraça pois estão, parte deles, empestados com uma praga de inseto que chegou a Itália em 2002 em porta enxertos vindos da China, os quais foram também importados por Portugal. Não houve um controlo adequado desse produto e uma nova espécie invasora foi introduzida no Continente Europeu, acidentalmente. Veja-se a fotografia que aqui vos partilho: 

 

praga nos castanheiros 2020.jpg

 

Mais informação em:

https://aldeiasdoxisto.pt/poi/241

 

Continuemos em sonho.

"O Sonho de Houdini" por Havasi

 

 

Até breve.

Natal 2019 Lx - Luso

por talesforlove, em 03.04.20

Como um pedaço de vida perdida, que não podemos recuperar... Assim é o Natal 2019 em todos nós. Não é só em Lisboa, como na foto "tremida" que aqui vos deixo, mas em todo o lado.

Enquanto que em alguns pontos do país e do mundo, a tragédia do Covid-19 é ignorada, como se não existisse, ficam nos limites dos nossos medos (ou da minha esperança ?!) as possibilidades de termos outro Natal assim este ano.

Como era tão bom e não pudemos reconhecer... quanto tempo perdido com "nadas".

 

É tempo de virar a página,

e aguardar a canção 

da alegria, a andorinha p'la janela,

O sol vem a nós,

em nossas casas...

SONHOS PARA OLHARES APERTADOS.

 

Natal 2019 Tremido.jpg

Nota: perto da Rua da Misericórdia 

Até breve.

Um poema de Natal por Marcelo Souza (Brasil)

por talesforlove, em 24.12.18

Sonho de Natal 

Muito cansado 
Com o corpo esmaecido 
Voltei do centro animado 
Com as compras do Natal. 

Recolhi-me para dormir 
E tive um sonho encantado 
Onde cada presente comprado 
Ia diminuindo até sumir. 

Ao passo que o presente 
Ficava ausente 
Um necessitado 
Deixava de sofrer, ficando contente! 

Jesus Cristo abençoou 
Todos que estavam em angústia 
E o solitário ficou solidário, 
Esquecendo dos seus problemas. 

O doente voltou ao normal 
E o violento comemorou sem igual 
Num sonho de Natal 
Onde nada é impossível, 
Nada é normal... 

Só basta a gente sonhar 
E realizar, mexendo com as emoções, 
Pois o sonho de amar 
Está incrustado em nossos corações. 


Até breve.

Quase lá.

por talesforlove, em 04.10.18

Quase lá.

Mais um concurso literário,

dias, noites e estrelas de calor, cá,

um ano decalcado em letras, à porta,

pretas, azuis, vermelhas, ondas espetrais;

as palavras, as tais, que só o seu significado importa,

se denota em cada sonho. Profundo. Livre.

 

Até breve.

Dia de 1 de Junho 2018

por talesforlove, em 01.06.18

Junho começa com o Dia da Criança. Símbolo também da esperança, futuro, sonho e presente.

Em Portugal, neste Junho, pela primeira vez, recorda-se o um ano após as mortes nos fogos florestais de 2017; sobretudo a tragédia de Pedrógão. Todos nós sabemos o que isso significa e significou; não é necessário, portanto, esclarecer o que esclarecido está. Queremos um novo horizonte mas, ainda neste mês de Maio esse evento, muito atual, se fez de novo nos seus tons próprios. Faleceu uma pessoa anónima, de seu nome João, a cortar erva/mato quando caiu de uma barreira com cerca de 2 metros de altura. Fim breve e com a simplicidade que fora a sua vida. Convém homenagear o anónimo, pois quem o faz?! O herói simples do dia comum que ninguém menciona por não se julgar merecer o gasto de tempo na escrita de um breve texto. Aquele que mesmo que fosse esquecido, ninguém repararia nesse facto e para quem ninguém tem necessidade de fazer a derradeira vénia publica. A homenagem aos mais notáveis faria quase um sentimento de dignidade a quem a faria mas, neste caso, esse sentimento é-nos mais pessoal, um exemplo, vindo de uma parte do mundo mais remota.

Entretanto, voltando a página, redescobrimos ou recordamos a combinação ardente de 2017: fogos florestais e a Feira do Livro de Lisboa. Em 2018, a pena mecânica criou mais um exército de livros comercialmente dispostos e apresentados (quase sempre), no Parque Eduardo VII. O tempo mais fresco brindou o país com a sua presença “salpicada”, um ou outro dia, com subtil chuva, pelo menos até ao dia de hoje. Mas será Junho assim tão morno?

À parte de perguntas como esta, “difusas”, dizem as “más línguas” que uma imagem pode erradicar a necessidade de 1000 palavras; motivo pelo qual vos oferecemos estas fotos:

 

 

1feira2018.jpg

 

2Feira2018.jpg

3Feira2018.jpg

 

 

Queremos acreditar que este ano a Feira terá ainda mais visitantes; nota-se uma enchente de famílias, de leitores, de turistas, de simples “olharapos”, que parece antever tal hipótese. Sem esquecer a nostalgia de feiras passadas… Afinal, onde está o telescópio que nos permite ver, lá longe, a lua cheia, redonda e perfeita como gostaríamos que fossem as nossas vidas?!
As poesias impõem-se pois novamente.

Por Joan B. (EUA – Califórnia)

 

WHY ME?

 

There are so many times in one’s life

When we quietly murmur “Why Me?

Complications, frustrations and worry

Seem to take over our lives and

Depression sets in.

We must remember that we are not alone

In how we feel.

The world today is full of negative images and writing.

How much more do we need to take hold of our own

Self in a determination to bring thoughts that are positive.

We are thankful for the gifts we have been given

And take in the beauty that surrounds us in nature.

Healing does not take place overnight but as we

Take one day at a time and look at a beautiful sunset or

Perhaps an aura of a rainbow stretching across the sky,

We look to our future with strength of mind and the knowledge

That there will be brighter days ahead.

 

Tradução para Português, por Rui M.

 

Porquê eu?

Quantas vezes na vida de alguém
Quando silenciosamente murmuramos “Porquê eu?”
As complicações, frustrações e a preocupação
Parecem dominar a nossa vida e
A depressão se instala.
Temos de nos recordar que não estamos sós
Na nossa forma de sentir.
O mundo dos nossos dias está repleto de imagens e literatura negativa.
Tornando tão maior a necessidade de nos apropriarmos da nossa própria literatura
Com a determinação para materializar pensamentos positivos.
Nós estamos gratos pelos presentes que nos têm sido dados
E tomamos para nós a beleza que nos rodeia através da natureza.
A cura não acontece durante a noite mas na forma como nós
Encaramos cada dia de cada vez e vemos um maravilhoso pôr-do-sol ou
Talvez a aura de um arco-íris que se espraia pelo céu.
Nós olhamos para o futuro com confiança e o conhecimento
De que haverão dias mais cintilantes à nossa frente.

 

Nota: Dedicamos este poema a todos quantos sabem o que é a depressão e a todos quantos respeitam esta doença; em especial aos bons, os verdadeiros, profissionais de saúde que se preocupam com a dignidade da pessoa. Aqueles e aquelas que abraçaram a sua profissão por vocação e não como resultado de um mero exercício contabilístico.

 

E também se impõe a alegria de perceber que o livro que originou este blog, “Tales For The Ones in Love” já chegou ao Brasil. Ei-lo forte e intemporal, nas mãos da talentosa Escritora Brasileira Maria Coquemala.

 

LivroM2018.jpg

 

 

Para terminar, fiquemos com a força das ideias, feitas música.

Que as entenda quem tiver olhos para as sentir.

 

2 Cellos – Theme from Schindlers’ List

 

 

 

Até breve.

Selecionados Categoria Poesia - Excepto 3 Vencedores Principais

por talesforlove, em 19.02.18

Tí­tulo

Autor

Paí­s

Classificação

Vento dos montes (1)

Alberto Arecchi

Itália

Menção Honrosa

Integração (7)

Maria Apparecida Sanches Coquemala

Brasil

Menção Honrosa

Indagações à Natureza (9)

Jober Rocha

Brasil

Selecionado

Oração aos quatro elementos (13)

Christina M. Herrmann

Alemanha

Selecionada

A natureza (20)

Laerte Silvio Tavares

Brasil

Selecionado

Pedrógão (24)

Mário Justino Silva

Portugal

Selecionado

Incêndio (26)

N. Rodrigues Lopes

Portugal

Selecionado

Floresta (28)

Guilherme Sanches Fischer

Brasil

Selecionado

No pomar (33)

Micheline de Souza Ramos

Brasil

Menção Honrosa

       

Poema verde (36)

Renata Alves Torres

Brasil

Selecionada

Deambulação (43)

Duarte d'Orey

Portugal

Selecionado

       

Derradeiro apelo (45)

João Alberto de Faria e Araújo

Brasil

Selecionado

Árvore (53)

Viviane Parreira

Brasil

Selecionada

Á sombra daquela Árvore (62)

Osvaldo Copertino Duarte

Brasil

Menção Honrosa

Vale? (68)

Gabriel Valentim de Oliveira Felipe

Brasil

Selecionado

Majestade amazônica (78)

Luciane Ferreira de Cunha Almeida

Brasil

Selecionada

O fim da primavera (95)

Rafael Torres

Brasil

Selecionado

Crepúsculo no deserto (98)

Sonia Regina Rocha Rodrigues

Canadá

Selecionada

Natureza sem dor (106)

Claudete Morsch Pereira Soares

Brasil

Menção Honrosa

Prométicas (111)

Roque Aloisio Weschenfelder

Brasil

Menção Honrosa

Comburente (114)

Adilson Roberto Gonçalves

Brasil

Menção Honrosa

       

A natureza e o caos (129)

Gustavo Leal de Albuquerque

Brasil

Selecionado

Selecionados Categoria Conto - Excepto 3 Vencedores Principais

por talesforlove, em 19.02.18

Tí­tulo

Autor

Paí­s

Classificação

       

Arraia (31)

Pedro Albeirice da Rocha

Brasil

Menção Honrosa

Miragem (39)

Natália Vale

Portugal

Selecionada

O anjo das matas (57)

Celso Lopes

Brasil

Menção Honrosa

A flor de Iridanis (64)

Mitro Vorga

Portugal

Menção Honrosa

       

O fazer bem (84)

Luís Amorim

Portugal

Menção Honrosa

A luz azul da resignação (88)

Rui Cruz

Portugal

Menção Honrosa

Novos Franciscos (92)

Aldenor Pimentel

Brasil

Selecionado

Epí­logo materno (95)

Rafael Torres

Brasil

Selecionado

A vingança da colmeia (99)

Laisa Ribeiro

Brasil

Selecionada

Planeta ameaçado (101)

Teresa Morais

Portugal

Menção Honrosa

Filha única (107)

José dos Reis Santos

Brasil

Selecionado

       

Do barro à  margem (123)

Magnus Langbecker

Brasil

Menção Honrosa

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