Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)
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Estamos em pleno verão e em grande parte de Portugal, as temperaturas continuam amenas. Com alguma frequência sentimos mesmo algum frio. Será o aquecimento global com uma das suas variações de temperatura inesperadas? Não sabemos mas suspeitamos.
O poema de Marina B. é como um grito neste contexto, em que nem tudo o que poderia ser feito é feito para que o clima não mude e não sejamos afetados por essa realidade.
O RIO DA MINHA VIDA
O rio da minha vida
Verteu corredeiras
Chorou serenatas
Dormiu e acordou no remanso.
O límpido rio da minha vida
Jorrava exuberância
Mais do que banho
Era brinquedo
Evento.
Hoje escorre condoído
Em fiapos de esgoto
Sem cor e sem perfume
Desfalece em fase terminal.
Os homens?
Obtusos
Tampam os olhos
Entorpecem sentimento.
E aquele rio da minha vida
(Como outros)
Outrora infância
Outrora florescência
É excremento do homem!
Por hoje termina-se com a música "Meravigliosa creatura" de Gianna Nannini, Itália, uma das preferidas do meu amigo André Mendes, autor de receitas de culinária inclusivas.
É com enorme satisfação e alegria que divulgamos os primeiros classificados desta edição do nosso concurso literário.
Categoria Poesia:
Título
Autor
País
Classificação
As tempestades de areia
Arzírio Cardoso
Brasil
1º Lugar
A última árvore do Universo
Celso Lopes
Brasil
2º Lugar
Antropoceno
Gervásio Paulus
Brasil
3º Lugar
Categoria Conto:
Título
Autor
País
Classificação
Cada rio é uma voz
Wilson Filipe da Silva Vieira
Portugal
1º Lugar
O fio
Sihan Felix
Brasil
2º Lugar
Liberdade
Tiago Monteiro
Brasil
3º Lugar
Parabéns!
A Organização do Concurso Literário Natureza 2017-2018 agradece o empenho de Edweine Loureiro enquanto júri. A escolha meticulosa e apaixonada, de contos e poesia que nos tocam, sugere a profundidade de uma dádiva genuína de tempo que nos impele a ler com atenção redobrada os trabalhos seleccionados. A protecção da Natureza elevada à categoria de Arte, embalada pela música de Shawn Mendes.
On ira écouter Harlem au coin de Manhattan On ira rougir le thé dans les souks à Amman On ira nager dans le lit du fleuve Sénégal Et on verra brûler Bombay sous un feu de Bengale
On ira gratter le ciel en dessous de Kyoto On ira sentir Rio battre au cœur de Janeiro On lèvera nos yeux sur le plafond de la chapelle Sixtine Et on lèvera nos verres dans le café Pouchkine
Oh qu'elle est belle notre chance Aux milles couleurs de l'être humain Mélangées de nos différences A la croisée des destins
Vous êtes les étoiles nous somme l'univers Vous êtes un grain de sable nous sommes le désert Vous êtes mille pages et moi je suis la plume Oh oh oh oh oh oh oh
Vous êtes l'horizon et nous sommes la mer Vous êtes les saisons et nous sommes la terre Vous êtes…
Em Português:
Vamos ouvir a área de Harlem de Manhattan Vamos corar chá nos bazares em Amman Vamos nadar no leito do rio Senegal E vamos queimar em Mumbai sob fogo de Bengala Vamos raspar o céu abaixo de Kyoto Vamos sentir a batida do Rio no coração de Janeiro Vamos levantar os olhos para o teto da Capela Sistina E vamos levantar os nossos copos no café Pushkin Oh quão bonita ela é a nossa oportunidade Mil cores do ser humano Misturando as nossas diferenças Na encruzilhada do destino Vocês são as estrelas Nós somos o mundo Tu és um grão de areia nós somos o deserto Tu és de mil páginas e eu sou a caneta Oh oh oh oh oh oh oh Voçês estão no horizonte e nós somos o mar Vocês são asestações do ano e nós somos a terra Vocês são ...
Parte de um poema por Tomás Ribeiro, poeta que influenciou Cesário Verde:
Meu Adelino, os anos d’alegria
que nós passámos nesta pobre terra
ora em sonhos de d’ardente fantasia,
ora a caçar co’s nossos cães na serra,
ora a pescar nas presas do Pavia
ora a talhar do mundo... a paz e a guerra,
saudades te farão decerto, amigo!
Eu tenho imensas desse tempo antigo!
Da peça de teatro A delfina do Mal, de 1868, citada em Mónica, M. (2007), “Cesário Verde: um génio ignorado”, Aletheia Editores, Lisboa, pp. 169 (poema na página 108)
Em breve um novo texto sobre a Feira do Livro e o Fogo...