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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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15 de Outubro 2019

por talesforlove, em 15.10.19

A 15 de Outubro de 2017 abatia-se sobre Portugal uma enorme tragédia e que infelizmente parecia ser uma repetição da tragédia de 17 de Junho do mesmo ano. O fogo voltava a consumir enormes áreas de floresta e a destruir, para sempre, vidas humanas, apanhadas num contexto terrível sem que tivessem uma verdadeira oportunidade de fuga. Hoje atualiza-se este blog, em memória dessas vítimas.

 

A sequência é a seguinte:

Parte I – Tentativa de crítica literária de “Flashes” por Maria Coquemala

Parte II – O testemunho “de fogo” do autor do blogue

Parte III – Cantinho da ciência: plantas e exoplanetas

Parte IV – Poesias

Parte V – Tempo de balanço, um adeus até Janeiro 2020

 

Parte I – Tentativa de crítica literária de “Flashes” por Maria Coquemala

 

O livro “Flashes” por Maria Coquemala, é composto por um conjunto de contos e crónicas, assumidamente curtos, pensados para leitores sem tempo para ler. São cerca de 170 páginas de prosa que nos revelam as motivações que levam a escritora a criar este conjunto de obras singulares: dar testemunho, por vezes criticar algumas realidades, incluir a natureza no enredo dos sentimentos humanos, mesmo os mais profundos, em resumo, “ser futura poeira cósmica” com um passado digno de ser respeitado e recordado, porque teve impacto nas nossas vidas.

Do ponto de vista da natureza e do momento histórico em que vivemos, marcado pela preocupação suscitada pelas alterações climáticas e pela destruição dos ecossistemas, existem nestes contos diversas questões que levam à reflexão sobre os nossos comportamentos e supostos desejos de preservação e fruição da beleza natural, que nos faz sentir bem, porque comunica com o mais íntimo de nós. No contexto de uma história imaginária, é frequente o leitor deparar-se com um dilema que o deixa a “pensar na vida”, ou seja, a sua atitude perante os outros seres vivos e o confronto com o seu agir fortemente influenciado pelo contexto social em que ele se insere enquanto indivíduo. Este facto, parece ser favorável a uma experiência enriquecedora enquanto leitor(a) e na minha opinião é mesmo assim; assumindo que o(a) leitor(a) tem pouco tempo para ler, não irá abandonar-se a uma longa leitura do livro, ainda que se apaixone pela história, porque os deveres diários são mais importantes. São?! A forma como o texto surge não é o da filosofia e, todavia, existe profundidade nos temas e na forma como nos são apresentados. Sim, temos uma leitura breve, aparentemente simples, só que se revela impactante, temos uma sequência de factos que não só nos faz pensar como também nos encaminha à imaginação de novas soluções ambientalmente amigas, mesmo que em contextos poéticos pouco comuns. Maria Coquemala consegue redigir “contos breves, com sumo”, ou seja, nos quais o(a) leitor(a) em pouco tempo consegue ler algo de relevante, belo, que faz acreditar que, após o final do conto, se acrescentou algo digno de nota à sua vivência. Talvez mesmo reler parte do texto, seja um pretexto para uma ligação renovada com a mãe natureza. Como exemplo deste “pretexto” sugiro a leitura do conto “Corações na praça”.

Adicionalmente, acrescentam-se a algumas narrativas elementos sentimentais que se dirigem estritamente ao sentir da natureza humana. A pessoa não será antagonista da natureza selvagem, é também ela própria parte de um conjunto, por vezes em conflito, mas que tende para um equilíbrio. A ciência surge como uma chave que permite novas perguntas, como por exemplo no conto “Criogenia”, e o amor como “elemento-esperança”, por exemplo, no conto “Conto Nupcial”. Verdadeiramente, todos estes elementos surgem em quase todas estas breves narrativas, sendo mais vincados em algumas delas.

Se a literatura pode ser breve e bela, esta obra revela-nos que “sim”, mas que poderá perdurar se o(a)s leitores(as) não tenham tempo, não sei, e talvez seja um prenúncio de dúvida, e não uma qualquer coincidência, que leva a que o último conto proposto seja intitulado “Enigma”.

Hoje não se consegue vislumbrar uma resposta para esta última questão, no que diz respeito a esta obra, mas o livro é digno de fazer parte da constelação de obras dignas de fazerem parte da nossa leitura exigente. Sem dúvida, este é um belo fruto de trabalho humilde e persistente, confirmando Maria Coquemala, como uma valorosa “tecelã das letras”.

capaflashes.JPG

 

Para contactar a autora e/ou adquirir um exemplar, recomenda-se o seguinte e-mail: maria-13@uol.com.br

 

Parte IV – Poesias

por talesforlove, em 15.10.19

Poesias por Viviane P. (Brasil)

 

SANS FOI NI LOI

 

Je crois en la vérité dite dans les journaux

Je me réveille et je seris dans la rue

Le coup de feu du voisin est le premier impact

Et combien d'autres en entendras-je encore ?

Non, ce n'est pas moi qui vais crier.

Pour mettre fin à cette violence

Je ne suis qu'un spectateur, parce que je n'ai pas d'arme.

Je suis juste un citoyen qui a peur de tout

Y compris les cris

Je ne peux même pas parler.

Mes paroles peuvent tuer aussi.

Oui, en fait je suis quelqu'un

Bien que cela ne signifie pas que je suis une personne

Je suis quelqu'un sans droits, sans garantie

Sans foi et sans empathie

Et, à mon désespoir total,

Face aux abus improbables de la vie quotidienne,

Je vais me taire devant tout !



SANS FOI NI LOI

 

Acredito na verdade dita nos jornais

Acordo e saio para a rua

O tiro da  arma do vizinho é o primeiro impacto

E, quantos outros ainda  vou escutar?

Não , não sou eu quem vai gritar

Para que parem com esta violência

Sou apenas expectador, pois, não tenho arma alguma

Sou apenas um cidadão com medo de tudo

Inclusive de  gritar

Nem falar eu posso

Minhas palavras podem matar  também.

É, na verdade eu sou alguém

Embora isto não signifique  que  eu seja uma pessoa

Sou  alguém  sem direitos, sem  garantias

Sem fé e sem empatia

E, para meu total desespero,

Diante do improvável abuso no cotidiano,

Eu me calo diante de  tudo! 

 

 

ANCESTRALIDADE

 

É bonito ouvir você

 defender seu candidato

E fazer um ultimato

Só porque não penso assim

Faz piada, ri de mim

Ameaça me matar

Degolar , me escalpelar

E se  eu trato de um fato

O  diferente desiderato

Faz a ancestralidade

De repente  aparecer

Quando o homem para viver

Matava o outro para comer

Hoje   é pouco diferente

Pois, eu vejo muita gente

Que mata por prazer

Põe a carne no seu prato

O couro no sapato

E segue a vida a viver

Esta vida que repete

O comportamento humano

Entra um século e saí um ano

 Tudo igual até morrer.

Morre a vida do sujeito

Feito o homem ancestral

Com uma lança bem no peito

E, eu pergunto , e o direito

De pensar o desigual?

Me permita lhe dizer

Mesmo sendo  diferente

Sou um tanto inteligente

Para saber o bem  e o mal

E, percebo  em seu jeito

que essa ancestralidade

Muito  mais do que maldade

É seu jeito de esconder

O tamanho de seu ser

Pequenino na essência

Cuja dor da existência

Não permite aceitar

O que a vida faz brotar

Na cabeça de quem sente

Que viver é acrescentar.

E, termino consciente

De ter feito da semente

Nova forma de pensar.

Pense bem, meu  bom amigo,

Pois, o outro não existe

É você, se me permite,

Do avesso a me olhar.

Pense em mim como em você

Já que estou   na outra ponta

Que você vai encontrar.

 

 

 

Cesário Verde (Portugal, 2ª Metade do Século XIX)

 

Aspiro um cheiro a cozedura, e a lar

E a rama de pinheiro! Eu adivinho

O resinoso, o tão agreste pinho

Serrado nos pinhais da beira-mar.

[…]

 

“Submarino” Renato TouzPin de Brasil - 2º Lugar do Concurso Natureza 2018-2019

 

Submergir do raso para o fundo.

Para longe do ficar ao acaso,

De braços bem dados,

Mergulhados com o profundo.

Banhar-me com águas-de-cheiro colhidas em jardins próximos aos corais mais coloridos.

Reconhecer que distante de mim,

Eu era desconhecido, seco, sozinho.

Catar conchinhas, pérolas e estrelas, no céu marino.

Pegar carona com golfinhos, pescar sereias, cavalgar cavalos marinhos.

Permissão a Neptuno para ali enamorar.

Para bons fluídos, a benção de Iemanjá.

Ao emergir, afobado, sentir saudades das guelras que davam-me ares,

E, com isso, emarasmar.

Entediar-me. Em minha ilha me isolar.

Agora, mesmo que contra correntezas e marés,

A favor de minhas ondas, irei remar.

E, para reproduzir, rio acima irei nadar.

Gerar vivas nascentes, quentes cores refratar.

Dar um tempo da mesmice.

No subconsciente, de cabeça, mergulhar.

Fazer dos mares meu quintal, dos oceanos o meu lar.

De uma vez por todas e enfim amarar.

 

Mudar da superfície.

Me aprofundar no mar.

Meu desejo mora lá.

Quero namorar.

Quero lá morar.

Sumir um pouco da terra.

Ir no mar morar.

 

Flor no Chão - Rafael Alvarenga – Brasil - Itatiaia, 04 de julho de 2015

Um poema vencedor, em primeiro lugar, no Concurso Natureza 2015

 

Achei uma flor

No chão.

Três pétalas lhe sobravam.

Pensei salvá-la.

De que?

Voltei pelo caminho procurando-lhe

os pedaços, mas não sabia o seu caminho,

Fui em direção a casa, jarro d’água em pensamento.

Desisti.

Que atrocidade teria desbeiçado a flor?

Indigna formiga faminta?

Famigerado vento que me refresca a face?

Indolente passarinho que me encanta o tempo?

Achei uma flor

No chão.

Pensei salvá-la.

Desisti.

Deixei que alimentasse a formiga

Que tremulasse ao vento – uma última vez –

Que fosse ninho ao passarinho.

Salvei-a de minhas próprias mãos pensantes.

 

 

Execução sumária - Edweine Loureiro – Japão

Um poema vencedor, em primeiro lugar, no Concurso Natureza 2015

 

Sinto o golpe no tronco!

E grito, aflita,

mas ninguém liga

para esta amiga…

Pois velha estou…

E, para aumentar a dor,

descubro, com horror,

que meu algoz

é aquela criança:

a mesma que,

em outros tempos,

fosse na alegria

ou no sofrimento,

buscava abrigo

sob meus galhos.

E que, hoje,

machado na mão,

congela o coração,

para pôr abaixo

a floresta de carvalhos.

 

Natureza morta - Claudia M. - Brasil

Um poema vencedor, em primeiro lugar, no Concurso Natureza 2015

 

Vi a flor murchar

E o beija-flor perder a cor

Vi o rio secar

E o peixe não ter onde nadar

Vi o sol queimando a grama

E o gado assolar-se de fome

Vi as árvores morrendo

E o oxigênio se dissipando

Vi a chuva surgir na sua escassez

E a sua acidez prejudicar o solo

Vi o agrotóxico multiplicar-se

E a alface crescer de forma nímia

Vi a fruta cariar

E nem para adubo servir

Vi o povo amiúde e nada fazer para tudo renascer

E assim,

Vi a natureza perecer

E o homem com ela morrer.

 

 

 

 

 

Um breve texto poético de Anne Frank:

“Todos temos dentro de nós próprios uma Boa Nova!

A Boa Nova é que não sabemos realmente

quão grandes podemos ser,

o muito que podemos amar,

o muito que podemos alcançar,

e a imensa riqueza do nosso potencial.

Uma Boa Nova como esta não pode ser melhor!”

1 de Outubro: Texto de quase crítica literária “Palavras Kaléidoscopiques”

por talesforlove, em 01.10.19

O livro “Palavras Kaléidoscopiques”, tem duas partes: um livro de poemas e outro de artes impressas, arte digital, num total de 109 páginas. A poesia é fruto do empenho da poetiza Jeanete Shimara e a arte visual é da autoria de Juan Alarcón. Os poemas surgem, em cada página, em 4 línguas: Francês, Inglês, Espanhol e Português, e é sempre diferente, em alternância, a ordem das línguas dos poemas dispostos em cada página, como se esse espaço fosse um universo próprio. Cada poema é um breve retrato de um sentimento, o qual é bem-sucedido, pois sentimos o que a poeta nos pretende transmitir. Cada um destes retratos nos absorve e nos “liberta” do mundo que nos rodeia, para entrarmos noutro local, que não conseguimos explicar, sendo, eventualmente, o mundo da poetiza que afinal de contas também é nosso… Uma viagem plena de interesse.

O livro de artes impressas, é composto por um conjunto de desenhos digitais, com padrões e jogos de cores que, sendo sempre diferentes, nos fazem sentir que afinal, possuem sempre algo em comum. Existe uma fantasia, metade premeditada, metade incontrolável, a que o artista se parece entregar, abandonando-se à sua “sorte”, deixando-nos sem norte mas felizes. Uma abstração poética feita de formas; quase em 3 dimensões.

Mas não, não é só por tudo isto e muito mais, que vale a pena adquirir esta obra. Muitos de nós podemos sentir algo mais pois Juan Alarcón é Venezuelano, “autoexilado” no Brasil, e portanto este trabalho é também um ato de coragem para seguir em frente, após uma tempestade na vida de alguém. Assim, o livro é um testemunho “histórico” do momento que hoje se vive na Venezuela e pode-se assumir que também nos países de acolhimento, pois saber acolher bem pode ser um desafio com dificuldades muito próprias.

Em resumo, Jeanete Shimara + Juan Alarcón, são a dupla perfeita; os fazedores de oportunidades e quando se fecha o livro fica a saudade, a vontade de a ele regressar, como que a uma frutuosa terra distante. É assim inevitável o convite à leitura de um poema e a apreciação de uma imagem deste livro único.

PK-01ok.jpg

poema1.jpg

 

Podem-se contactar os Autores através de:

poesiemaisart@gmail.com

@poesiemaisart

Mais informação em:

https://twitter.com/ftcmag/status/977573298321154049?fbclid=IwAR3YnUJc_JxndPDhULCR-oAd43Vrs29eRxGf-4st6hyD1hSk1HdwWhK9o6U

 

Hoje é o Dia Nacional da Água em Portugal.

Podemos saber um pouco mais sobre este dia, aqui:

https://www.calendarr.com/portugal/dia-nacional-da-agua/

 

Até breve.

A Luz da Feira da Luz e Roberto Leal

por talesforlove, em 15.09.19

Este ano, mesmo a Feira da Luz em Carnide (Lisboa) tem claras preocupações ambientais, com o controlo de resíduos. Como é habitual, a sua localização próxima de transportes públicos, facilita o acesso a todos que desejam fruir dos seus eventos culturais e animação indicada para todos os que desejam fazer compras e divertir-se, integrados no belo Jardim da Luz.

Mais informação aqui:

https://www.jf-carnide.pt/para-a-populacao/iniciativas/Feira-da-Luz-2019/6348/

 

Hoje, é também o dia em que Roberto Leal partiu... Vítima de cancro (como se diz em Portugal) ou câncer (como se diz no Brasil). Ele era um excelente artista, amado por muitos e dotado de uma postura humilde e trabalhadora que a todos nos cativava, tanto em Portugal como no Brasil, e em todo o mundo em que era conhecido.

Era um verdadeiro exemplo da força da natureza humana, até mesmo nos momentos mais complicados da sua vida. Era uma Luz para todos nós.

Fica agora o choque e a saudade.

Obrigado Roberto Leal, um grande abraço.

Ficamos com o seu primeiro sucesso "Arrebita":

E ainda "Verde Gaio":

 

Até breve.

Biólogo e Artista Plástico

por talesforlove, em 09.09.19

O Artista Plástico e Biólogo Fernando Grade faleceu ontem, aos 64 anos, vítima de cancro. Era um defensor de causas ambientais e gostava de falar do impacto da ação humana no Algarve, que era a sua terra. Evidentemente, o facto de ser Biólogo proporcionou-lhe uma visão mais detalhada, mais próxima, da realidade e por isso, e também por ter ousado ser também Artista Plástico, o seu legado deverá continuar a ser tido em conta. Muitos de nós não o conheceríamos, todavia, tal não se deverá ao seu desmerecimento mas acima de tudo à nossa limitação humana. Sim, hoje, a luta pela conservação da natureza parece revestir-se, ironicamente, de contornos "artísticos", no sentido de ser uma arte delicada, de difícil execução e até, não raras vezes, difícil compreensão.

A Arte surge aqui como uma intermediária sensível entre a debilidade da ação humana e quem com ela contacta, através deste "filtro", este olhar, frequentemente sem palavras, que nos faz sentir de novo uma realidade, uma dualidade: entre o que gostaríamos de ser, ao agir, e aquilo que realmente conseguimos ser, ou quase ser... Trata-se de um alerta, através de uma linguagem individual, mas movida por causas e não só estética.

Duas páginas que nos podem informar mais sobre o seu legado:


https://www.sulinformacao.pt/2019/09/morreu-fernando-grade-artista-plastico-e-defensor-de-causas/

https://www.sulinformacao.pt/2018/07/pedro-cabrita-reis-esta-exposicao-e-uma-luz/

 

Até breve.

A Antologia Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 11.08.19

Caros Amigos e Autores,

É com enorme prazer que informamos estar “concluída” a produção da Antologia Natureza 2018-2019.

A conclusão deste trabalho poderia nunca ser dada como real, dada a tamanha beleza dos trabalhos recebidos e selecionados e a inspiração por ela suscitada.

Este ano, a Antologia divide-se em Caderno 1 e Caderno 2, em quase 300 páginas de sucesso crescente.

 

Fica um abraço suave e incondicional, como o de uma árvore, tal qual a árvore e o amor na música seguinte:

“Ombra Mai Fu” (“Sombra nunca foi” ou “A árvore nunca foi sombra”) por Franco Fagioli.

 

 

E como estamos em Agosto, tempo de regresso a Portugal de imensos Emigrantes Portugueses, fica uma música de homenagem, com um vídeo realizado durante uma dessas viagens de regresso, por exemplo, a partir de França.

 

“Meu querido mês de Agosto” por Dino Meira.

 

https://www.youtube.com/watch?v=KmIQws6geFY

 

Um enorme Muito Obrigado a todos e Até Breve.

 

Julho e Agosto 2019: Seca em Angola, Fogos em Portugal, Vaga de Calor na Europa e Calor em Nova York (1)

por talesforlove, em 26.07.19

Neste preciso momento, praticamente em simultâneo, verificamos seca em Angola (estará o deserto do Namibe a crescer?), fogos em Portugal (teremos nós percebido os reais impactos da alteração climática, ou será apenas o mal dos eucaliptos?), uma vaga de calor na restante Europa (iremos no futuro, nós em Portugal, de férias para o Reino Unido para ter dias de calor e um verão azul suficientemente longo?) e o calor em Nova York (será normal?). Esta é apenas uma observação, sem respostas, apenas perguntas e percebemos que muitas vezes a pergunta é ainda mais importante que uma resposta.

Este é mais um texto neste blog, para nos fazer pensar, nada mais. Estamos já de seguida a ler poesia, talvez a suavidade das palavras nos inspire.

 

Peixinhos, por KARINA ALDRIGHIS

 

Peixinho dourado,

Peixinho listrado,

Borbulha no aquário

Blu, blu, blu, blu…

 

Batendo no vidro,

De um lado ao outro,

Ele fica nervoso!

Blu, blu, blu, blu…

 

Nadadeiras em riste,

Cauda empinada,

Nado sincronizado.

Blu, blu, blu, blu…

 

Algas no aquário,

O baú do pirata

A ostra gigante.

Blu, blu, blu, blu…

 

Ele abre e fecha

Sua boca engraçada,

E borbulha hilário!

Blu, blu, blu, blu…

 

Com pedrinhas ao fundo

Multicoloridas

Ele sobe e desce.

Blu, blu, blu, blu…

 

Não cansa de viver

Em um mundo quadrado

De vidro transparente?

Blu, blu, blu, blu…

 

Até agora que eu saiba

Nenhum morreu afogado,

Que fato inusitado!

Blu, blu, blu, blu…

 

NOTA: Do livro “Ninho de Borbuletas” (2018), com tradução para Inglês por Leandro Monteiro

 

Amizade de Verdade, por Marcelo de Oliveira

 

Amizade de Verdade

Tempestade,

Luta, letargia

Aborrecimento todo dia

Quem diria...

Que a amizade sobrepõe a tudo

Tudinho...

 

Fortalece, quando de verdade

Nem sempre a gente sabe tudo

Nunca a gente sabe nada

Mas o que sempre sabemos

É que a amizade de verdade

Fica para sempre.

 

Nota: Instagram de Marcelo de Oliveira: marceloescritor

 

Dois discursos por Greta Thunberg (Suécia - em Inglês com legendas)

UN COP24 - Discurso de Greta Thunberg (com legendas)

https://www.youtube.com/watch?v=EpvuS0EbywI

 

https://www.youtube.com/watch?v=H2QxFM9y0tY

 

 

Ainda, embora sem legendas (dublagem), fica este vídeo para podermos perceber a dimensão das manifestações inspiradas por Greta Thunberg. Sem dúvida, um movimento único e oportuno.

https://www.youtube.com/watch?v=uRgJ-22S_Rs

A Antologia "Natureza 2018-2019" estará disponível no final da próxima semana.

Até breve.

1 de Julho 2019: dia de Verão e Presente feito Futuro

por talesforlove, em 01.07.19

Estamos em pleno verão e em grande parte de Portugal, as temperaturas continuam amenas. Com alguma frequência sentimos mesmo algum frio. Será o aquecimento global com uma das suas variações de temperatura inesperadas? Não sabemos mas suspeitamos.

O poema de Marina B. é como um grito neste contexto, em que nem tudo o que poderia ser feito é feito para que o clima não mude e não sejamos afetados por essa realidade.

 

O RIO DA MINHA VIDA

 

O rio da minha vida

Verteu corredeiras

Chorou serenatas

Dormiu e acordou no remanso.

 

O límpido rio da minha vida

Jorrava exuberância

Mais do que banho

Era brinquedo

Evento.

 

Hoje escorre condoído

Em fiapos de esgoto

Sem cor e sem perfume

Desfalece em fase terminal.

 

Os homens?

Obtusos

Tampam os olhos

Entorpecem sentimento.

 

E aquele rio da minha vida

(Como outros)

Outrora infância

Outrora florescência

É excremento do homem!

 

Por hoje termina-se com a música "Meravigliosa creatura" de Gianna Nannini, Itália, uma das preferidas do meu amigo André Mendes, autor de receitas de culinária inclusivas.

 

 

Um abraço a todos.

Até breve.

De Sophia de Mello Breyner Andresen, certamente Musa Poética

por talesforlove, em 24.06.19
PORQUE OS OUTROS SE MASCARAM MAS TU NÃO

 

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude 
Para comprar o que não tem perdão. 
Porque os outros têm medo mas tu não. 
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não. 

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos. 
Porque os outros calculam mas tu não.

 

Esperamos ter a Antologia preparada em finais de Julho.

Até breve.

Uma Marcha para o Santo António por Catarina C.

por talesforlove, em 13.06.19

Santo António de Lisboa e do mundo

 

Santo António de Lisboa

“É o santo de todo o mundo”.

Nasce e vive em Lisboa

Coimbra o tornou profundo.

 

Sábio fez vida a pregar,

Mas nem sempre foi bem vindo.

Aos peixes resolveu falar

E eles calados, ouvindo !

 

Refrão

Com seu rio de águas calmas,

Lisboa tem brilho e luz.

Nas colinas batam palmas

À marcha que nos conduz !

Marcha o povo, e marcha bem,

Vamos assim celebrar.

Feliz canta quem tem

Santo António para o casar !

Mas foi longo seu percurso

Desde que era Bulhões,

De milagres tantos fez

Terminou a dar sermões.

Diz o papa e tem razão :

“Santo é o rosto mais belo”.

Fez milagres com o pão

Desde o convento ao castelo.

 

Refrão (2x)

 

Com seu rio de águas calmas,

Lisboa tem brilho e luz.

Nas colinas batam palmas

À marcha que nos conduz !

 

Marcha o povo, e marcha bem,

Vamos assim celebrar.

Feliz canta quem tem

Santo António para o casar !

Santo António para o casar !

Santo António para o casar !

 

Até breve.

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