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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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Uma Marcha para o Santo António por Catarina C.

por talesforlove, em 13.06.19

Santo António de Lisboa e do mundo

 

Santo António de Lisboa

“É o santo de todo o mundo”.

Nasce e vive em Lisboa

Coimbra o tornou profundo.

 

Sábio fez vida a pregar,

Mas nem sempre foi bem vindo.

Aos peixes resolveu falar

E eles calados, ouvindo !

 

Refrão

Com seu rio de águas calmas,

Lisboa tem brilho e luz.

Nas colinas batam palmas

À marcha que nos conduz !

Marcha o povo, e marcha bem,

Vamos assim celebrar.

Feliz canta quem tem

Santo António para o casar !

Mas foi longo seu percurso

Desde que era Bulhões,

De milagres tantos fez

Terminou a dar sermões.

Diz o papa e tem razão :

“Santo é o rosto mais belo”.

Fez milagres com o pão

Desde o convento ao castelo.

 

Refrão (2x)

 

Com seu rio de águas calmas,

Lisboa tem brilho e luz.

Nas colinas batam palmas

À marcha que nos conduz !

 

Marcha o povo, e marcha bem,

Vamos assim celebrar.

Feliz canta quem tem

Santo António para o casar !

Santo António para o casar !

Santo António para o casar !

 

Até breve.

Dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas

por talesforlove, em 10.06.19

Um soneto de Luís Vaz de Camões

 

Alegres campos, verdes arvoredos,
claras e frescas águas de cristal,
que em vós os debuxais ao natural
discorrendo da altura dos rochedos;

silvestres montes, ásperos penedos,
compostos em concerto desigual,
sabei que, sem licença de meu mal,
já não podeis fazer meus olhos ledos.

E pois me já não vedes como vistes,
não me alegrem verduras deleitosas
nem águas que correndo alegres vêm.

Semearei em vós lembranças tristes,
regando-vos com lágrimas saudosas,
e nascerão saudades de meu bem.
 
Uma fotografia de mangerico em plena Feira do Livro de Lisboa:
 

mangericofeira2019.jpg

Até breve.

A poucos dias do Dia de Santo António

por talesforlove, em 09.06.19

Baseado no romance "Romeu e Julieta" de William Shakespear e porque também estamos em plena Feira do Livro de Lisboa.

André Rieu - Love theme from Romeo and Juliet

Uma nova foto da Feira do Livro:

FeiraFoto2.jpg

Este ano a preservação do ambiente está, finalmente, no centro da Feira, tal como a adopção de sacos de papel o demonstra. Faz-nos lembrar que as árvores são necessárias para o habitat de tantas espécies selvagens, dir-se-ia que de todas, tal como é o exemplo do Lobo, que na A24, em Portugal, foi alvo de um cuidado adicional ao adicionarem-se vedações em ambos os lados da via, com passagens que só abrem no sentido em que os animais ficam seguros.

Sem dúvida, um longo caminho, mas gratificante, o da preservação da natureza.

Até breve.

 

A Capa da Antologia "Natureza 2018 2019"

por talesforlove, em 06.06.19

capa1Pt.jpg

 

Até breve.

Em 1 e 2 de Junho 2019, em 3D

por talesforlove, em 02.06.19

Finalmente Junho, o Dia da Criança e a proximidade renovada do Verão, em Portugal… que saudades.

Este mês apresentamos alguns poemas, um desenho e um primeiro poema em 3D, para ser visto com os óculos próprios. Uma novidade que esperamos que gostem.

 

TERRA FERIDA por Simone Genari (Brasil)

 

A terra ferida, reclama sua vida

Tomaram-lhe o pulso,

Seu ar ficou escuro e seu olhar turvo

Abriram-lhe as chagas, roubaram-lhe a alma

Sufocaram sua voz, secaram sua foz

A terra ferida reclama sua vida

Em seu sonho há geleiras, tundras e cerrados

Se recorda dos lagos e dos verdes prados

Já não caem lhe as lágrimas, já não enxerga a beleza

Seu pranto seco causa-lhe dor e tristeza

A terra ferida, reclama sua vida

A esperança se foi assim como os rios

Só sobraram seus filhos e seus desvarios

No fio da sua vida entre tantos aparatos

Os filhos aguardam, sentindo-se ingratos

Ela suspira em vão, respira por aparelhos

Desfalece no chão, tem seus olhos vermelhos

A terra ferida, reclama sua vida

Ela que jovem, foi cortejada em verso

Só queria em seu sonho permanecer no universo

Febril e com suor escorrendo na testa

Ela se agarra aos minutos que o destino lhe empresta

Sequer teve tempo de deixar testamento

Sua morte lenta é um suave lamento

A terra ferida , já não tem mais vida

Seus filhos tardios lhe pedem o perdão

Lamentam sua existência ter sido em vão.

 

poema3D.jpg

poemaEsvoacarComNome.jpg

 

Até breve.

Fogo de papel

por talesforlove, em 01.06.19

A 17 de Junho e a 15 de Outubro, do mesmo ano, abateu-se sobre Portugal uma catástrofe ambiental provavelmente sem paralelo no passado. Os fogos florestais não só tiraram a vida a mais de 100 pessoas, de uma forma horrível e quase em direto através dos canais televisivos, como ficou evidente a total incapacidade para as evitar. Querer salvar alguém e não o conseguir é certamente uma das maiores dores que um ser humano que sobreviva a uma catástrofe poderá sentir, quero acreditar.

Depois do choque vieram os ‘porquês’ sempre dignos de debate mas também e sem possibilidade alguma de refreamento surgiram as respostas evidentes para todos, ainda que não sejam peritos: por exemplo, o excesso de eucalipto. Agora, é também aparentemente evidente que o muito que entretanto foi feito não é suficiente, afinal havia tanto que deveria ter sido realizado antes e que não o foi, certo? Parece que o potencial excesso de eucalipto nas zonas ardidas espera apenas o tempo devido para se voltar a manifestar, após o crescimento das árvores em recuperação…

Tudo o que acabo de referir parece ser óbvio, assim como é garantido que o plástico a ser substituído pelo papel nas embalagens significa resolver um problema com um outro potencial problema, se bem que aparentemente menos drástico. Em 2016, na Europa, 40 % do plástico usado servia em embalagens e em segundo lugar no consumo, surgia, com 20 %, o setor da Construção (Fonte: PlasticsEurope). Este facto, significa que a eliminação ou a redução do plástico no acondicionamento dos produtos, é o caminho certo. Todavia, no futuro, é uma hipótese o regresso do plástico às embalagens porque, por exemplo, o projeto europeu EcoBioCap, desenvolveu um biopoliéster biodegradável, ou seja, um novo plástico. Convém recordar que se o plástico atual fosse biodegradável não seria o problema que hoje é e o abate de árvores para produção de papel acondicionador de produtos não seria necessário. Sem dúvida, pelo menos neste caso, devemos ter uma esperança fundada em dias melhores.

Até breve.

1 de Maio de 2019: Poesia e o Livro "Rosa Branca Floresta Negra"

por talesforlove, em 01.05.19

 

Alguns Poemas

 

"Mitocôndrias", Por Viviane P. (Brasil)

 

 

É até estranho falar que  existem dentro de mim coisas tão pequeninas.

Elas se ajeitam e  fazem tudo acontecer em minhas  células.

Sem que eu o sinta,  enquanto  aqui fora a vida  acontece também.

Não, não  é simples assim, a meu ver....

Há um conjunto de fatores que  transforma esta organela celular em algo importante.

Nesta  energia que meu corpo precisa tanto!

Engraçado isto.

Pensei que a energia de que falo fosse fruto de meus pensamentos!

 

Na verdade, as tais  mitocôndrias é que são as baterias do meu viver!

Sim, estes  fios granulados , dinâmicos, sempre metabolizando ,

Quebrando carboidratos  e ácido graxos geram energia em mim!

Sim! Estão  relacionadas com a produção de energia para a célula,

Um processo conhecido como respiração celular.

E, até nos gametas estão, pois   garantem   sua capacidade de locomoção.

 

Mas, afinal, e eu?  O que sou  então?

Nada mais  que um indivíduo  que cria confusão,

Que cria medo, vingança, ódio e paixão!

Quisera ser mitocôndria  no mundo, energia geradora de vida,

No trânsito, no trabalho,  em casa,  na avenida......

Mas, como qualquer um  inserido no contexto social,

Me limito , entre acordar e dormir,  a fazer o mal.

Com tanto estrutura  em mim ( como lamento),

  Não sou capaz  de gerar energia para o bem!

Pobre de mim, ser civilizado,

Procurando mitocôndria onde ninguém tem!

 

 

 

Um poema por Regina G. (Brasil)

 

O silêncio tece o tempo.

Mansos os rebanhos,

plangentes os chocalhos.

A melancolia funde-se com o pó

que se evola do chão.

              Esparsa, a sombra dos arvoredos.

Muros de xisto, centenários,

   ostentam flores róseas nos silvedos,

anunciando as negras amoras

que aguardam o Verão.

Colho uma.

Tépido, um fio de sangue 

desponta na mão.

                in Quando o mel escorre nas searas

 

 

"IDAI!", por Emerson Zulu (Moçambique)

 

Porquê devastas a minha terra
E me torturas depois de ter sido palco de uma desnecessária guerra
Porquê tu matas as cenas?
Tu me darás as pernas?
Porque os seus ventos fortes
À pista do zinco desgovernado, a elas amputaste

E daí se amo ficar a Beira do mar
Tinhas é que me atirar por baixo da árvore?
Ou lançar sobre mim a parede que jurei erguer para oprimir a minha vergonha!

IDAI!
Ainda evocas a fúria das águas
Para arrastar os corpos por si estatelados no seu grito de mágoa
Veja a minha CHIVEVE, para um passeio já não serve
Veja a minha MUNHAVA
A sua cumplicidade já não caça o Mbava

IDAI!

Sabes tu o valor de uma vida?
Vejo me em dívida!
Porque a minha colheita tu e as águas destruíram
Como farei então para pagar a dívida que os outros contraíram
Te lembraste de ventanejar com força nos bolsos dos políticos
Como na maternidade o fizeste?

Sem vergonha…!

Aos mortos mataste continuamente
Nem em casa mortuária te convenceste
Ao corpos as paredes derrubaste
Lá vai o pranto malvado e veloz
Exumar as sepulturas
Destruir as infra-estruturas
E ainda apagar a Luz
Para no sombrio envergonhares a nossa espécie

Inundações!
Vocês serão a educação para minha geração?
Porque nesta noite te fizeste de mansinho para melindrar o meu coração.
Acaso devo eu a ti alguma justificação?
Veja quão descomunal é o meu aparecimento
De que te ergues tu com o nosso sofrimento?

Vai para onde não desabroches mais
Vai que a ti mesmo te sufoques da sua fúria
Para que a minha nação outra vez sorria.

 

Um Segundo olhar sobre “Rosa Branca Floresta Negra”

 

O Livro “Rosa Branca Floresta Negra” também suscita interesse porque tem uma dimensão ecológica que desde logo cativa e envolve, começando pelo seu título que nos dá uma pista sobre a sua apologia implícita de defesa da natureza, que nos embala ao longo das nossas vidas tal qual ao longo desta história. É verdade que, aquando da instrução militar dada a John, o aviador norte-americano caído na Floresta Negra, se refere que a natureza tanto nos pode ajudar como voltar-se contra nós e por isso devemos estar sempre atentos, e também é verdade que se nomeia a guerra como um “animal feroz”, mas é a esta natureza em parte “neutra” em parte “benévola” que devemos as nossas vidas.

A Rosa Branca não é aqui apenas um nome puramente estético, cativo da beleza que nomeia, nem sequer unicamente um símbolo no contexto histórico das vivências que a autora nos propõe no decorrer temporal desta obra. É muito mais que isto, é mesmo algo intemporal. Na Antiguidade, era uma flor consagrada a deusas da mitologia, como Afrodite, a deusa Grega do amor, que seria Vénus para os Romanos. Afrodite teria nascido da espuma do mar e esta tomou a forma de uma rosa branca, significando pureza e inocência. Mais tarde, durante a Idade Média, a rosa, independentemente da sua cor, ao ser colocada no teto da sala de reuniões significaria o segredo relativo a tudo o que ali fosse falado. Atualmente, pode significar charme, humildade, pureza, verdade, segredo, jovialidade, sendo para a Igreja, símbolo da Virgem Maria. Sem que seja revelado o porquê de termos Rosa Branca no título do livro, podemos já tentar adivinhar o motivo e acreditar que ele é positivo. Todavia, não o revelarei aqui.

A Floresta Negra deve o seu nome ao verde-escuro dos seus pinheiros, o qual não evita a beleza da sua paisagem, garante quem a já visitou pessoalmente, e não emocionalmente, como a maioria de nós. Trata-se de um local com mística e inspirador de alguns contos tradicionais muito antigos. Esta floresta, em pleno Inverno, não irá dar alimento a Franka e John, mas sim abrigo, ou seja, permite-lhes preservar a vida e mesmo a neve e o gelo ajudam a camuflar a sua existência vulnerável e quase invisível. E esta observação é mesmo assim, porque, este não é um livro que se pretenda afastar da realidade; é a própria autora que logo no início nos diz que a narrativa é inspirada em acontecimentos reais, embora alguns factos e datas tenham sido alterados em seu benefício.

Assim, seres vivos como a rosa e os pinheiros da floresta, são elementos fundamentais desta história, por vezes mais aventura, por vezes mais romance. Biologicamente são-nos complementares, pois libertam o oxigénio que nós “consumimos” e consomem o dióxido de carbono que nós “produzimos”. Emocionalmente são-nos benéficos, na medida em que nos amparam nos momentos de maior debilidade, caso tenhamos a oportunidade ou bênção de os ver. Nesta obra, homens e plantas surgem num mesmo contexto histórico, ao mesmo nível de reflexão e esperança num futuro de paz e serenidade. A confiança entre estranhos e entre homens e natureza, em tempos de guerra, é também central neste livro, e a sua construção surge de forma gradual, tal qual o fim do Inverno e das neves, e é por tudo isto que este livro, na sua simplicidade e profundidade, se revela fascinante.

 

Alguma Bibliografia:

ASTROCENTRO (Acedido 16 Abril 2019); “Significado de Rosa Branca”; https://www.astrocentro.com.br/blog/bem-estar/significado-rosa-branca/

RETRATOS E RELATOS (Acedido 16 Abril 2019); http://retratoserelatos.com/quem-tem-medo-do-lobo-maulobo-mau/

 

 

(2/2) Dedicado ao meu Amigo André Mendes

 

Saxophonist Amy Dickson - Philip Glass' Violin Concerto No 1. - Exclusive C Music TV video

O link: https://www.youtube.com/watch?v=ZdUWPA_AX6o

 

Até breve.

 

 

2 de Abril de 2019: Água, Ambiente, Moçambique e “Rosa Branca, Floresta Negra”

por talesforlove, em 02.04.19

A água é considerada fonte de vida, sem dúvida, mas, o furacão Idai com o a sua força e água associada acaba por ser um exemplo de que esta, quando em excesso, pode ser uma fonte de morte. A falta de água, ao contrário, provocando uma seca, como tem sucedido várias vezes em Portugal Continental durante este século, tem suscitado forte preocupação e também ela exige uma adaptação da nossa forma de viver.

 

Água fonte de vida

 

Ontem e hoje recomeçou a chover abundantemente em várias regiões de Portugal, sendo, sem dúvida, um sinal de esperança para todos nós.

Mas, veja-se o que estava a suceder em Portugal antes destas chuvas:

https://www.ipma.pt/pt/oclima/observatorio.secas/

 

A situação é de tal modo digna de atenção que já existe um “Observatório das Secas”. A necessidade de novos comportamentos torna-se importante, portanto, para acautelar um futuro mais seguro para todos nós. Por exemplo, se tivermos em atenção o custo do tratamento da água potável que bebemos nas nossas casas e que sai das nossas torneiras, talvez, seja uma boa ideia aproveitar captar e armazenar alguma água da chuva, quando possível, para pequenas tarefas diárias como lavar vegetais ou lavar janelas ou o carro. Imagine-se o impacto que este pequeno gesto teria se multiplicado por muitos lares. Repare-se que mesmo a água utilizada para estas tarefas simples é tratada como se fosse utilizada em consumo humano. Algo que só pode ser justificado pelos custos de distribuição da água, a qual não deve ser feita de forma duplicada.

 

Furacão Idai e Morte em Moçambique e África

 

É certamente do conhecimento de todos nós o impacto que o Furacão Idai teve em África e sobretudo em Moçambique. Muitas vidas roubadas, localidades inteiras destruídas, de novo o debate sobre as alterações climáticas e mesmo a localização de habitações face ao mar, cujo nível médio das suas águas tende a subir.

Basta olhar para estes dois jornais online e podemos ver detalhes que nos podem fazer levar a pensar na efemeridade das nossas vidas e da sua fragilidade:

https://www.mundoportugues.pt/tag/ciclone-icai/

https://www.publico.pt/mocambique?page=2

 

É neste contexto que aqui deixamos um poema por Stelio F. que obteve o 2º Lugar na Categoria Poesia no Concurso Literário “Natureza 2018-2019” (Versão em Inglês)

 

Paint me

 

Paint with forgetfulness

like the wall of time

with smoke flashing souvenirs

in all private emotions

Paint me with a brush

Paint me

grab me

No brush

With coal

  ripping me off the ground

slowly paint without haste

with dry ink

that prides itself

on this screen that is life

without coming

in the roots of my being

from my intimate pleasure

 

Tradução para Português por Rui M.

 

Pinta-me

 

Pinta com esquecimento

tal como a parede do tempo

com lembranças psicadélicas de fumo

com todas as emoções privadas

Pinta-me com uma escova

Pinta-me

Agarra-me

Sem pincel

Com carvão

   arranca-me do chão

pinta-me lentamente sem pressa

com tinta em pó

que se orgulha

neste ecrã que é a vida

sem vir

nas raízes do meu ser

do meu prazer íntimo

 

foto2ok.jpg

foto3ok.jpg

 

 

“Vozes da Primavera” (2017) por Maria A. S. Coquemala

 

Novamente, com a Primavera, justifica-se uma nova visita ao livro “Vozes da Primavera” (Editora Porto de Lenha, Brasil, contato@portodelenha.com) o qual nos encanta com a beleza da sua escrita. O livro é composto por um conjunto de contos com uma prosa muito cativante e com um ritmo muito próprio. Sem dúvida, uma oportunidade de leitura cativante e instrutiva, nesta Primavera que agora começa (em Portugal).

 

É tempo agora de olhar, pela primeira vez, um livro que nos fala de personagens que salvam as suas vidas na Floresta Negra. As árvores bebem a água para viver.

 

Um primeiro olhar sobre o livro “Rosa Branca, Floresta Negra”, por Eoin Dempsey (Irlanda)

 

“Aqueles que queimam livros acabarão um dia por queimar pessoas.” Esta parece ser a frase-chave no livro “Rosa Branca, Floresta Negra” (Editora Minotauro) a qual se bastaria a si mesma para nos fazer pensar. A profecia desta frase concretizou-se durante o regime Nazi na Alemanha da 2ª Guerra Mundial. Não será o objeto livro que está em causa mas sim as ideias que nele se perpetuam e através delas as pessoas que com elas viveram e nelas acreditaram. Hoje, os nazis poderiam queimar equipamentos kindle, por exemplo, para alcançar o mesmo propósito. Em “Rosa Branca, Floresta Negra” a crueldade contra as outras pessoas surge-nos como um crescendo: 1º anulam-se as pessoas psicologicamente, de forma cada vez mais absoluta, e depois, em 2º lugar, anulam-se fisicamente… Talvez hoje os Nazis tivessem de desligar toda a internet pois a liberdade não era um valor em que confiassem. 
Quem não se adequava aos padrões de Adolf Hitler, o Furer, seria aniquilado fosse ou não fosse Alemão e foi isso que a heroína, a enfermeira Franka Gerber, viveu, perdendo toda a família, ainda que o seu pai tivesse sido morto por um bombardeamento dos Aliados a edifícios civis. Fruto da depressão profunda que se apoderara dela, ela dirigia-se um dia para a Floresta Negra, para se suicidar, mas, todavia, não o fez, porque encontrou um soldado recém caído de paraquedas na neve, com ambas as pernas partidas. Salvando-o salvou-se.

 

[Continua]

 

Até breve.

Poemas Vencedores - Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 28.02.19

Finalmente, anunciamos os vencedores da Categoria Poesia, para a Edição 2018-2019 do Concurso Natureza.

Poesia:
“Vida ao vento” Bárbara Rocha de Brasil - 1º Lugar
“Submarino” por Renato TouzPin de Brasil - 2º Lugar
“Chuva” por Maria Catarina Canas de Portugal - 3º Lugar
 
 
Menções honrosas:
 
“CHAYA” por Anna de Freitas de Portugal
“Preservação da vida” por Cristina Cacossi de Brasil
“O Cosmonauta e o Poeta” por Paulo Caldeira de Brasil
“Dança das Flores” por Silvia Ferrante de Brasil

 

Parabéns a todos os vencedores e vencedoras.

O Concurso Natureza tem feito um percurso de reconhecimento dos autores e autoras que acreditam nesta aventura literária e sobretudo acreditam num mundo diferente, em que o ambiente e a sua preservação, por ser central para o nosso bem estar, tem um papel central nas nossas vidas, enquanto comunidade global. 

Muitos trabalhos serão aqui divulgados, ainda que não premiados com primeiros lugares, assim os(asautores(as) assim o autorizem. 
Até breve e boa escrita.

 

Primeiros Resultados do Concurso Literário "Natureza 2018-2019"

por talesforlove, em 01.02.19

É com grande alegria que aqui apresentamos a lista de poemas e contos selecionados para entre eles escolher os finalistas do Concurso Literário “Natureza 2018-2019”

 

CONCURSO NATUREZA 2018-2019

 CATEGORIA CONTO



Autor

País

Alberto Arechi

Itália

 

Juliana Mesquita

Brasil

 

Luísa Fresta

Portugal

 

José da Silva

Brasil

 

Alessandra Barselar

Brasil

 

Evandro Valentim de Melo

Brasil

 

Maia Piva

Brasil

 

Thalita Cini

Brasil

 

Regina Caires

Brasil

 

Marcos Neves Jr.

Brasil

 

Francisco Guilherme 

Brasil

 

Diana Pinto

Portugal

 

Rafael Tsychiya

Brasil

 

Andrea Espindula

Brasil

 

 Ilva Moraes da Silva

Brasil

 

David Ariru

Brasil

 

Maria Thereza Bicudo

Brasil

 

Murilo Christino

Brasil

Eugénia Maria Martins

Portugal

Jéssyca Carvalho

Brasil

 Francisco Alcântara

Brasil

Thayanne Khésse Melo Silva

Brasil

Rosângela Dos Santos Oliveira Aragão De Matos

Brasil

Adônis Delano

Brasil

Luiz Otávio de Oliveira Alves

Brasil

Joaquim Bispo

Portugal

Zilmar Junior

Brasil

Adriano Figueiredo Monte Alegre

Brasil

Eduardo Soares

Brasil

Bruna Cristina Lima Nascimento

Brasil

Sonia Regina Rocha Rodrigues

Canadá

Lúcia de Fátima Carvalho

Brasil

Aldenor Pimentel

Brasil

Luís Amorim

Portugal

Juliana Karol Falcão

Brasil

Margareth Aparecida Leite

Brasil

Ana Carolina Machado

Brasil

 

 

CATEGORIA POESIA





   

País

 

Anchieta de Santana

Brasil

 

Nanci Oliveira

Brasil

 

Renato TouzPin

Brasil

 

Claudia Lundgren

Brasil

 

Odenir Follador

Brasil

 

Jhonatan Mata

Brasil

 

Osmarina Ferreira

Brasil

 

Gabriel Lima

Brasil

 

Lucicleide Nascimento

Brasil

 

Paulo Caldeira

Brasil

 

Agnes Messmer

Brasil

 

Silvia Ferrante

Brasil

 

 

Cristina Cacossi

Brasil

 

 

Regina Gouveia

Portugal

 

 

Bárbara Rocha

Brasil

 

 

Marcelo Feres

Brasil

 

 

Solange Santana

Brasil

 

 

Eloísa Ávilla

Brasil

 

 

Aiume Silva da Paixão

Brasil

 

 

Matheus Campos

Brasil

 

 

André Soares

Brasil

 

 

Cesar Theis

Brasil

 

 

Larisa Guimarães

Brasil

 

 

Luiza Azevedo

Brasil

 

 

José Mellega

Brasil

 

 

Bruna Lima

Brasil

 

 

Lucas Santos

Brasil

 

 

Luis Alencar

Brasil

 

 

Vitor Costa

Brasil

 

 

Augusto de Sousa

Brasil

 

 

António Ramalho

Portugal

 

 

Carmen Dias

Brasil

 

 

Ana de Freitas

Portugal

 

 

Jair dos Santos

Brasil

 

Maria Catarina Canas

Portugal

 

Getúlio da Silva Oliveira

Brasil

 

Davi Frazão

Brasil

 

Alex Alexandre da Rosa

Brasil

 

Márcio Evanmarc

Brasil

 

LASANA LUKATA

Brasil

 

Beatriz Gomes

Brasil

 

Carlos Jorge Gomes Azevedo

Portugal

 

David Ariru

Brasil

 

Thaísa Cristofoleti de Vasconcelos

Brasil

 

Diego Sônego de Souza

Brasil

 

Marcony Meneguelli Alhadas

Brasil

 

 Cláudio Bertini

Brasil

 

Victor da Cunha Soares Trindade

Brasil

 

Alexandre Squara

Brasil

 

Bruno Augusto Valverde Marcondes de Moura

Brasil

 

João Victor Martins Ruyz

 

Brasil

 

 Antonio Hudson Carneiro de Souza

Brasil

 

Jéssyca Carvalho

Brasil

 

Lucêmio Lopes da Anunciação

Brasil

 

Tiago Arauto

Brasil

 

Thayanne Khésse Melo Silva

Brasil

 

Julia Aguiar de Araujo

Brasil

 

Kárita Helen da Silva

Brasil

 

Zenair Borin

Brasil

 

 Adônis Delano

Brasil

 

Valtair Evandro de Campos Grando

Brasil

 

Laryson Fonseca

Brasil

 

Jeanete Shimara Ferrão

Brasil

 

Francisco Carlos Rocha Fernandes

Brasil

 

Sara Timóteo

Portugal

 

Simone Lopes Genari

Brasil

 

Diobelso Teodoro de Souza

Brasil

 

Silvano Lyra

Brasil

 

Conceição Maciel

Brasil

 

Maikon Douglas

Brasil

 

Francisca Leide Rodrigues Freitas

Brasil

 

Matheus Jorge do Amaral de Souza

Brasil

 

Tatiane Marques Calloni

Brasil

 

Lúcia de Fátima Carvalho

Brasil

 

Anésio Fraga de Souza

Brasil

 

Jaqueline Rosa Fernandes

Brasil

 

Juliana Karol de Oliveira Falcão

Brasil

 

Telma Maria da Conceição

Brasil

 

Delaine Silva Santos

Brasil

 

Maria Ioneida Braga

Brasil

 

 Renata Alves Torres

Brasil

 

José Wilson Teixeira Cardoso

Brasil

 

Leandro Bonizi

Brasil

 

Sidnéya Day Ramos

Brasil

 

Luis Laercio Pereira

Brasil

 

Jéssica Bastos Nascimento

Brasil

 

Getúlio Pereira

Brasil

 

Maria Gonçalves

Portugal

 

Claudete Soares

Brasil

 

Lúcio Fernandes

Brasil

 

 

Outros poemas serão escolhidos para publicação no blog.

Obrigado e Parabéns!

Até breve.

 

 

 

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