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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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Uma Foto Um Conselho

por talesforlove, em 27.03.20

Vivemos uma situação muito estranha e fica aqui um conselho aos amigos e amigas leitores(as) que estão em casa.

Uma forma comprovada de suportar situações de isolamento é, por exemplo, ter um caderno em que cada folha é um dia, em que se indicam tarefas a realizar, eventualmente para determinadas horas.

Caso não tenha um caderno mas uma folha de papel, pode-se reservar uma ou duas linhas, para cada dia, para o mesmo objetivo.

Por fim, verificar que se conseguiu algo, pese embora as dificuldades, significa que valeu a pena. 

Nós valemos a pena.

20200326_141201 (1).jpg

 

Até breve.

Poesia e Esperança e Fado

por talesforlove, em 23.03.20

É assim

 

É à luz dos teus poemas

Que deslindo mil teoremas

Primeiro o do amor, depois o da dor

e por fim o desse sideral calor.

 

É pela luz da tua poesia

Que nessa tristeza dolente

Sinto a paradoxal alegria

De quem sofre e está contente.

 

E é assim que da ombreira desejo,

Feitas a lápis de cor, as cores deste meu amor,

Rendido ao poético tremor deste ardor.

 

Sou finalmente o além aquém,

Sem nexo, sem mais nada só

Sinopse do frio azul com a luz distante.

 

(Final de 2016)

 

È così



È alla luce delle tue poesie
Che scopro mille teoremi
Prima dell'amore, poi del dolore
e infine il caldo di quel sidereo.

È alla luce della tua poesia
Che  in questa dolente tristezza
Sento la paradossale allegria
Di chi soffre ed è contento.

Ed è così che dalla soglia del desiderio,
Fatte in matita colorata, i colori di questo mio amore,
Arreso al poetico tremore di questo ardore.

Sono finalmente lontano,
Senza un collegamento, senza nient'altro solo
Sintesi del freddo blu con la luce lontana.

(Fine del 2016)

 

Joana Amendoeira: Todas as horas sao breves (2010)

Até breve.

 

Poesia, Música: Portugal mais forte que o Covid-19

por talesforlove, em 19.03.20

Imaginária

 

Tu, és a minha Ausente.

Quando desfolhas as tuas palavras,

Te sinto perto, à minha porta.

És o fogo, e dentro de mim lavras.

 

Talvez a candura que nelas repousa

Seja a razão para o que sinto.

Ou o sibilo o melancólico daquela que ousa.

O presságio trágico do amor que sinto.

 

Mas, tu nem sempre comigo vens.

Também és longínquos aléns!

Rio revolto... solto!

 

Palavras, que recordo, passam-me pelas mãos.

Têm amarras, anzóis e agulhões!

Mas, o vento vela-as para o sideral longe...

 

A Missão - "O Oboé de Gabriel"

The Mission - "Gabriel's Oboe" (cover by Bevani flute)

 

bandeira-de-portugal.jpg

Até breve.

 

 

 

 

Foto do Zoo de Lisboa (3) e um Poema

por talesforlove, em 18.03.20

A 12 de Março no Zoo de Lisboa.

Zoo 3 30.jpg

 

Em verde e cinza

 

A cidade que ignora a natureza

ignora a dádiva do oxigénio...

A natureza que ignora a cidade

ignora um dos seus belos frutos...

 

Cimento, areia, água, prego, aço frio,

movimento, ceia, mágoa, dor, amor...

Flor, planta, ave, humano, condor,

Todos, pedaço ao largo de rio...

 

Entre a cidade e a floresta

há mais em comum que pedaços frios:

Existe o calor do sonho,

sem tempo, morada ou resignação!

 

a 25 de Abril de 2017

 

Até breve.

Foto do Zoo de Lisboa (2) e um Poema

por talesforlove, em 17.03.20

Uma outra foto no Zoo de Lisboa a 12 de Março de 2020.

Zoo 2 30.jpg

Dislexia semântica

 

Há a frustração do correr mas jamais chegar.

A castração da criação pedindo perdão.

O impulso súbito de não querer ser em vão.

A travagem brusca de quem se quer deitar.

 

Há a inconsistência de amar a vida e a morte,

De quem por Destino aceita a tal sorte

E ainda o florido imenso do Alentejo

E ainda a ausência de quem já não vejo.

 

Mas há ainda a força das palavras

A força da fonte que jorra no Verão

E o vermelho rubro do sangue do meu coração.

 

E há o trocar do sofrer por sofrer

Pelo eterno amanhecer, renascido,

De quem perdura por tanto escrever...

 

Até breve.

“Lobos, Humanidade e Florestas” Parte I

por talesforlove, em 13.03.20

O lobo é um predador em vias de extinção em muitos locais da Europa. Em Portugal o panorama não é diferente, mas não é só ele que está em vias de desaparecer, são também as comunidades rurais que com eles conviveram durante séculos: as compostas por pastores.
No livro “Malditos histórias de homens e de lobos” de Ricardo J. Rodrigues, jornalista, faz-se um retrato desta relação de amor e ódio, quanto mais ódio quanto mais amor, em terras dos Lusíadas. “Tudo” começa com a oportunidade de ver um covil de uma alcateia no Gerês em local elevado, cercado de arbustos; um misto de mistérios, hormonas da excitação e curiosidade. Tudo como se não se tratasse de um local de chegada, mas sim um marco para uma jornada inesperada. E foi…
Ao viajar na “companhia do lobo”, ou seja, tendo-o na nossa mente, descobrimos que afinal ele é um animal gregário e que toda a alcateia se une para salvar o lobo e loba alfa e sua prol, não vá a comida não chegar para todos e a alcateia desaparecer, vítima da fome. Hoje as autoestradas são verdadeiras muralhas, fronteiras quase intransponíveis que cercam tanto pastores como lobos e tudo isto causa estranheza, pois é como se numa via como esta, apenas interesse o ponto de partida e o ponto de chegada. As comunidades por onde estas passam são retalhadas e a “liberdade” de circulação se tornasse limitada.
Em polos opostos homens e lobos, afinal no mesmo lado… A tal ponto que estes últimos, sente-se, se tornam tanto símbolos de medo como de identidade comum.
Faz agora algum tempo que na TV ouvi a história do último lobisomem, alegadamente morto no Alandroal. Mais do que misticismo ou receio transformado em imaginação, parece que esta proximidade humanidade vs animal fez nascer uma criatura “nova”: realmente fonte de união entre os dois…

 

 

Até breve.

13 de Março e a Árvore do Ano

por talesforlove, em 13.03.20

Bom dia Caros(as) Amigos(as) e Leitores(as),
Após Portugal começar a fechar escolas e a instalar-se alguma instabilidade, devido ao Corona vírus, hoje este blog irá ter eventualmente mais atualizações que as habituais, e não necessariamente relacionadas com o vírus. Vamos ultrapassar esta situação e, de facto, é um tempo de alerta, Estado de Alerta, como foi hoje decretado durante a madrugada pelo Conselho de Ministros de Portugal.

É um tempo de união.

Hoje, para começar, ficamos com as coordenadas da Árvore Portuguesa do Ano 2020: o "Castanheiro de Vales", um monumento vivo com mais de mil anos.
Coordenadas GPS: 41º27'44.5''N, 7º31'15.8''W

Partilha-se ainda o encontro entre Greta Thumberg e David Attemborough, com legendas:
https://rr.sapo.pt/2019/12/30/actualidade/tu-despertaste-o-mundo-o-primeiro-encontro-de-david-attenborough-e-greta-thunberg/video/227313/

E já agora, o Tubo de Ensaio de Bruno Nogueira, sobre o vírus da estupidez:

https://www.tsf.pt/programa/tubo-de-ensaio/emissao/como-diagnosticar-o-virus-da-estupidez-na-era-corona-11917807.html

 

Até muito em breve.

 

O aquecimento global e como o vemos...

por talesforlove, em 27.01.20

Actualmente, a preservação do ambiente está na ordem do dia, por um lado, a poluição e a destruição dos locais naturais onde os animais e plantas selvagens vivem (são os ecossistemas que constituem os habitats dos seres vivos), e por outro lado, o aquecimento global. Este último, tal como inúmeros estudos pretendem demonstrar, desde a década de 70 do século XX, resulta da acumulação de CO2 (dióxido de carbono; 2 átomos de oxigénio – O2 – e um de carbono – C) na atmosfera, devido à ação do homem, quando provoca a poluição da atmosfera, sobretudo pela queima de combustíveis fósseis.

Porque este fenómeno é sobretudo “visível” com a “observação” de um número considerável de anos, existem muitas pessoas que duvidam da sua existência, e mesmo da sua real causa. Por exemplo, a subida das águas do mar são um dos fenómenos mais apontados como prova; portanto, é bom perceber que já é uma realidade... o divertido, fascinante, para os(as) mais curiosos(as), é compreender como se prova este facto; é simples: existem estruturas, à beira mar, como o marégrafo de Cascais, que medem a diferença entre a “altura” das águas na maré cheia e na maré vazia, sendo o ponto médio o ponto “0” (zero) da altitude nos mapas, a partir do qual se mede a altitude das montanhas em terra... Ora, como este marégrafo começou a funcionar em 1882, sabemos que, até hoje, o nível médio do mar subiu cerca de 20 centímetros. A estimativa, até 2100, é que venha a subir mais um metro, aproximadamente.

Fascinante... é também saber que a comparação da temperatura actual é feita relativamente ao seu valor médio entre 1850 e 1880, pois são necessários 30 anos, no mínimo, para calcular valores “atmosféricos” fiáveis e, adicionalmente, são anos anteriores à Revolução Industrial, época em que a máquina a vapor revolucionou a produção fabril e os transportes, e com a sua utilização o consumo de carvão subiu muito, levando à 1ª grande libertação de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, devido à atividade humana!

Não temos fotos originais do marégrafo mas, convidamos a uma visita virtual, fascinante, a partir da página da Câmara Municipal de Cascais:

https://www.cascais.pt/noticia/mareografo-de-cascais-a-medir-mares-desde-1882

Em Portugal, por exemplo, existe ainda outro na Figueira da Foz e, no resto do mundo, existem em inúmeros países.

Nota: para mais informação recomenda-se a leitura do livro “Reportagem Especial Adaptação às Alterações Climáticas em Portugal”, de Bruno Pinto, Penim Loureiro e Quico Nogueira, editado pela primeira vez em Novembro de 2016.

Fica ainda uma fotografia noturna, no Jardim do Museu de História Natural de Lisboa:

noitenojardimdomuseu.jpg

Até breve.

 

 

2020 um novo Ano

por talesforlove, em 02.01.20

Estamos de regresso e é tão bom. Antes de mais, Votos de um 2020 com Saúde e Paz. A Saúde é essencial em tudo na vida e foi ela que permitiu todo e qualquer trabalho de literatura que alguma vez foi criado e é também verdade que mesmo para a conservação da natureza é necessária uma boa forma física e psíquica de quem a protege. A Paz é também essencial, sem dúvida, mas incrivelmente, mesmo sem Paz ou com uma Paz limitada, em tempos de guerra, surgiram alguns belos trabalhos literários, ou talvez eu minta e tenham surgido “naqueles” breves oásis de Paz, aqueles minutos únicos e preciosos, recheados de tranquilidade. Não interessa, o importante é que 2020 seja um tempo amigo de todos nós.

Este tempo de balanço, desde 15 de Outubro até hoje, permitiu concluir duas coisas muito importantes: 1ª É chegado o tempo de maior ação na conservação do ambiente, porque cada vez são mais visíveis os efeitos da destruição humana, além de ser urgente ”aproveitar a onda positiva” da partilha e construção de pontes humanas que este contexto pode criar; 2º Este blog vai evitar a homenagem a quem morre, tal como se tornou hábito a certa altura da vida deste humilde espaço, pois sente-se a necessidade de reforçar o foco no lado positivo deste mundo, azul, verde, vermelho, com tantas cores e com tanta beleza, independentemente do que possa suceder com todo o seu possível sabor amargo. Pergunto pois se o leitor ou leitora sente o mesmo e se tu, que estás a ler este texto pensas fazer algo de real pelo mundo que nos rodeia. Plantar uma árvore? Reciclar ou reparar aquele equipamento que parece ter chegado ao final da sua vida útil?

Um exemplo de acontecimento “amargo”, são os enormes fogos florestais que consomem a Austrália. A Oceânia (Austrália) é a terra mãe do eucalipto e como Portugal é um dos países do mundo que mais adotou esta árvore, embora não lhe seja nativa, sem dúvida é uma situação que só reforça os ensinamentos já obtidos. Fica o convite a ler e/ou ver estas páginas:

https://en.wikipedia.org/wiki/2019%E2%80%9320_Australian_bushfire_season

e

https://www.nytimes.com/2020/01/01/world/australia/fires.html

 

Para concluir, por hoje, fica esta foto de uma toca com cerca de 20 centímetros de largura e 30 de altura. Em zona ardida em 2017, em Portugal.

TocaBlogJaneiro2020.jpg

 

Um enorme e forte abraço neste novo ano e, à partida, até dia 11 de Janeiro, dia em que se espera publicar algumas poesias.

Até breve.

15 de Outubro 2019

por talesforlove, em 15.10.19

A 15 de Outubro de 2017 abatia-se sobre Portugal uma enorme tragédia e que infelizmente parecia ser uma repetição da tragédia de 17 de Junho do mesmo ano. O fogo voltava a consumir enormes áreas de floresta e a destruir, para sempre, vidas humanas, apanhadas num contexto terrível sem que tivessem uma verdadeira oportunidade de fuga. Hoje atualiza-se este blog, em memória dessas vítimas.

 

A sequência é a seguinte:

Parte I – Tentativa de crítica literária de “Flashes” por Maria Coquemala

Parte II – O testemunho “de fogo” do autor do blogue

Parte III – Cantinho da ciência: plantas e exoplanetas

Parte IV – Poesias

Parte V – Tempo de balanço, um adeus até Janeiro 2020

 

Parte I – Tentativa de crítica literária de “Flashes” por Maria Coquemala

 

O livro “Flashes” por Maria Coquemala, é composto por um conjunto de contos e crónicas, assumidamente curtos, pensados para leitores sem tempo para ler. São cerca de 170 páginas de prosa que nos revelam as motivações que levam a escritora a criar este conjunto de obras singulares: dar testemunho, por vezes criticar algumas realidades, incluir a natureza no enredo dos sentimentos humanos, mesmo os mais profundos, em resumo, “ser futura poeira cósmica” com um passado digno de ser respeitado e recordado, porque teve impacto nas nossas vidas.

Do ponto de vista da natureza e do momento histórico em que vivemos, marcado pela preocupação suscitada pelas alterações climáticas e pela destruição dos ecossistemas, existem nestes contos diversas questões que levam à reflexão sobre os nossos comportamentos e supostos desejos de preservação e fruição da beleza natural, que nos faz sentir bem, porque comunica com o mais íntimo de nós. No contexto de uma história imaginária, é frequente o leitor deparar-se com um dilema que o deixa a “pensar na vida”, ou seja, a sua atitude perante os outros seres vivos e o confronto com o seu agir fortemente influenciado pelo contexto social em que ele se insere enquanto indivíduo. Este facto, parece ser favorável a uma experiência enriquecedora enquanto leitor(a) e na minha opinião é mesmo assim; assumindo que o(a) leitor(a) tem pouco tempo para ler, não irá abandonar-se a uma longa leitura do livro, ainda que se apaixone pela história, porque os deveres diários são mais importantes. São?! A forma como o texto surge não é o da filosofia e, todavia, existe profundidade nos temas e na forma como nos são apresentados. Sim, temos uma leitura breve, aparentemente simples, só que se revela impactante, temos uma sequência de factos que não só nos faz pensar como também nos encaminha à imaginação de novas soluções ambientalmente amigas, mesmo que em contextos poéticos pouco comuns. Maria Coquemala consegue redigir “contos breves, com sumo”, ou seja, nos quais o(a) leitor(a) em pouco tempo consegue ler algo de relevante, belo, que faz acreditar que, após o final do conto, se acrescentou algo digno de nota à sua vivência. Talvez mesmo reler parte do texto, seja um pretexto para uma ligação renovada com a mãe natureza. Como exemplo deste “pretexto” sugiro a leitura do conto “Corações na praça”.

Adicionalmente, acrescentam-se a algumas narrativas elementos sentimentais que se dirigem estritamente ao sentir da natureza humana. A pessoa não será antagonista da natureza selvagem, é também ela própria parte de um conjunto, por vezes em conflito, mas que tende para um equilíbrio. A ciência surge como uma chave que permite novas perguntas, como por exemplo no conto “Criogenia”, e o amor como “elemento-esperança”, por exemplo, no conto “Conto Nupcial”. Verdadeiramente, todos estes elementos surgem em quase todas estas breves narrativas, sendo mais vincados em algumas delas.

Se a literatura pode ser breve e bela, esta obra revela-nos que “sim”, mas que poderá perdurar se o(a)s leitores(as) não tenham tempo, não sei, e talvez seja um prenúncio de dúvida, e não uma qualquer coincidência, que leva a que o último conto proposto seja intitulado “Enigma”.

Hoje não se consegue vislumbrar uma resposta para esta última questão, no que diz respeito a esta obra, mas o livro é digno de fazer parte da constelação de obras dignas de fazerem parte da nossa leitura exigente. Sem dúvida, este é um belo fruto de trabalho humilde e persistente, confirmando Maria Coquemala, como uma valorosa “tecelã das letras”.

capaflashes.JPG

 

Para contactar a autora e/ou adquirir um exemplar, recomenda-se o seguinte e-mail: maria-13@uol.com.br

 

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