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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor após Agosto. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

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Poesia; no Dia Nacional da Conservação da Natureza

por talesforlove, em 28.07.20

Céus em ondas verdes, por António do C.

 

Olhei para os céus e reolhei-os,

Louco de esperança, ver dança,

Em movimento de folhas, sonhos,

Aparentemente pensamentos sem nexo,

Aparentemente nadas e…

Ao virar da esquina redescobri, perplexo,

Que a vida estava ali, condensada,

E foi por vontade dos universos,

Que aqueles nadas me deram novo caminho,

Maior que todos os outros com “sentido”,

Pois afinal a vida, é depois da esquina: a alegria.

 

Independente, me deixei levar naquele dançar,

Amar, feito de esperanças e suaves verdes,

Energia feita de cores de perseverança,

Tal como se no meio do caos, sobrevivessem os meus passos,

Por estranha mão invisível, sábia e forte, guiados

Que tal como coração que não se vê,

Me acompanha por entre aparentes tudos,

Revelados em nadas, que não criam nem ao longe vão,

E nem no perto descobrem a flor, radiante, preciosa,

Semelhante a vento fresco da manhã Veraneante;

E delirante, segui pela estrada em encantamento: verde.

IMG_4021 pt.JPG

 

Até breve.

Nova foto para inspiração

por talesforlove, em 28.07.20

Bom dia Amigos(as) Autores(as),

Partilha-se uma nova foto para inspiração, quem sabe para uma poesia.

foto2inspiracao.JPG

 

Até breve.

Uma imagem de inspiração

por talesforlove, em 23.07.20

IMG_20200716_210020.jpg

Até breve.

O Fado do Plástico

por talesforlove, em 04.07.20

Bom dia.

O plástico não tem de ser um Fado, algo que se usa sempre e sempre origina problemas quando o deitamos fora. Ontem foi o Dia Internacional Sem Plástico e esta data faz-nos recordar que podemos reutilizar pelo menos alguns dos sacos que vamos comprando ou que nos vão dando, que os podemos colocar no ecoponto da reciclagem do plástico e que podemos mesmo evitar a sua utilização, por exemplo utilizando sacos de pano para o pão. E quem sabe reutilizar os sacos de plástico para fazer algo que surja na nossa imaginação?

 

Na sequência da partilha anterior, recorda-se Amália, com os seus Fados, por vezes tristes, por vezes alegres, mas sempre belos. O poema que se segue foi escrito por Viviane P.:

 

Um fado triste

 

Trago uma dor no peito

Que nada vai retirar

Quando deito em meu leito

Vem a dor a me abraçar

Por que foges, alegria?

Por que choras  lá no Tejo?

É que morreu  a parceria

Entre o amor e o beijo!

Era a estrofa de um fado

Que uma bela ali cantava

Em Alfama e no Chiado

Uma voz sempre  ecoava...

Em  meu lindo Portugal

No peito da amada dama

A poesia madrigal

Perguntava: Quem  me ama?

Eu a amo até morrer!

E, morto de dor estou

Porque nunca vou  esquecer

Aquela que em mim ficou

Canta, canta passarinho

Teu  fado em meu ouvido

Que  eu vou chorando sozinho

Morrendo sem ter vivido

Pois, sem ti, minha querida,

Não tenho motivação

Amália , és minha vida

Vou contigo em coração!

 

 

O coração enche o nosso horizonte de esperança num mundo melhor. O Fado pode ser visto também como uma forma de suavizar os maus momentos e reconstruir a força de seguir em frente. Aliás, como qualquer música ou canção da qual possamos gostar. 

Partilhem, por favor.

Até breve.

 

 

Poema de Eduardo Waack - "Vastidão" pela Natureza (Brasil)

por talesforlove, em 12.06.20

Hoje partilhamos um poema que é uma luta pela defesa da natureza, em toda a sua dignidade.

 

VASTIDÃO

 

Outra noite se perdeu,

De mim um pouco mais.

As pessoas falam de tempos futuros.

Que tempos seriam aqueles

Em que não nos matamos?

 

Vejo o inverno passar,

Não sei se sou ou se fui.

Que outras vozes seriam aquelas

Que não nos gritariam por justiça?

 

Eu acredito na fé que remove montanhas,

Embora tema os espinhos

E as farpas sonoras que cravam

Em meu corpo.

 

Infernos cotidianos crises opressões

Há quanto tempo abrimos nossos olhos

Nossas mentes

Há quanto tempo ainda assim

Somos tapados ignorantes, eu me condeno,

 

Resta-me o ocre veneno

Das línguas afiadas, a dor de uma paixão

Que não conhecerá mais cura

O abismo de gentes

A me provocar desertos.

 

Vieste florir esquecida

Nos jardins de minha vida.

As pessoas amam e destroem a natureza.

Onde estás, minha amiga? De qual

Árvore arrancada cantas para mim?

 

Até breve.

"Paisagem" por Sophia

por talesforlove, em 05.06.20

Paisagem

 

Passavam pelo ar aves repentinas
O cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam na areia as suas crinas.

Era o céu azul, o campo verde, a terra
escura.
Era a carne das árvores elástica e dura,
Eram as gotas de sangue da resina
E as folhas em que a luz se descombina.

Eram os caminhos num ir lento,
Eram as mãos profundas do vento
Era o livre e luminoso chamamento
Da asa dos espaços fugitiva.

Eram os pinheiros onde o céu poisa,
Era o peso e era a cor de cada coisa,
A sua quietude, secretamente viva,
A sua exaltação afirmativa.

Era a verdade e a força do mar largo
Cuja voz ,quando se quebra, sobe,
Era o regresso sem fim e a claridade
Das praias onde a direito o vento corre.



Sophia de Mello Breyner Andresen | "Poesia", 1944

 

Até breve.

Poesia da Esperança

por talesforlove, em 12.04.20

20200408_084648.jpg

Até breve.

A Força da Esperança Poética

por talesforlove, em 10.04.20

A poesia é mais que um conjunto de palavras, é um misto de perseverança, esperança e imaginário, feito realidade.

E há lugar para tudo nela…
Veja-se este poema de "O Guardador de Rebanhos", por Alberto Caeiro (Fernando Pessoa):

[...]
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

 

Ainda em um poema de Claudete Soares:

 

Cabe em mim esse universo de criança,

em que não existe tempo,

as horas se esparram,

caudalosas,

em agitadas travessuras.

 

Não se esqueçam de ficar em casa ou seguirem as indicações da Organização Mundial de Saúde, por exemplo.

Fica uma música em homenagem a Itália e a todos no mundo que sofrem com o Covid-19, embora o tentemos ignorar em próximas publicações.

 

2CELLOS - Now We Are Free - Gladiator [OFFICIAL VIDEO]

"Agora somos livres"

https://www.youtube.com/watch?v=74CYIdYoQ5w

 

Partilha-se ainda esta receita de tarte de amêndoa:

https://greendelights.blogs.sapo.pt/tarte-de-amendoa-47416

 

Votos de melhoras a todos e todas que estão em tratamento, incluindo a Boris Johnson que nos visitou logo durante o Brexit e que certamente não teria a mesma atitude de alguns governantes da Holanda, certamente fruto de um momento menos esclarecido, como todos nós podemos ter.

 

Um abraço.

Até breve.

Mécia de Sena, Jorge de Sena e Poesia

por talesforlove, em 02.04.20

 

Jorge de Sena tem algumas poesias que parecem ser um amparo para os dias de hoje. Por exemplo, "Uma pequenina luz" e ainda "É tarde, muito tarde na Noite". O primeiro parece remeter para esperança e o segundo para pessoas, para trabalho, para conversas nas ruas, para liberdade.

Mécia de Sena, a sua esposa e organizadora do seu trabalho, faleceu no passado fim de semana, aos 100 anos, em Los Angeles. 

 

Fica aqui uma foto insporadora:

20200401_073442 (1).jpg

Até breve.

Poesia e Esperança e Fado

por talesforlove, em 23.03.20

É assim

 

É à luz dos teus poemas

Que deslindo mil teoremas

Primeiro o do amor, depois o da dor

e por fim o desse sideral calor.

 

É pela luz da tua poesia

Que nessa tristeza dolente

Sinto a paradoxal alegria

De quem sofre e está contente.

 

E é assim que da ombreira desejo,

Feitas a lápis de cor, as cores deste meu amor,

Rendido ao poético tremor deste ardor.

 

Sou finalmente o além aquém,

Sem nexo, sem mais nada só

Sinopse do frio azul com a luz distante.

 

(Final de 2016)

 

È così



È alla luce delle tue poesie
Che scopro mille teoremi
Prima dell'amore, poi del dolore
e infine il caldo di quel sidereo.

È alla luce della tua poesia
Che  in questa dolente tristezza
Sento la paradossale allegria
Di chi soffre ed è contento.

Ed è così che dalla soglia del desiderio,
Fatte in matita colorata, i colori di questo mio amore,
Arreso al poetico tremore di questo ardore.

Sono finalmente lontano,
Senza un collegamento, senza nient'altro solo
Sintesi del freddo blu con la luce lontana.

(Fine del 2016)

 

Joana Amendoeira: Todas as horas sao breves (2010)

Até breve.

 

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