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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

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Poema "Verdes recortes" por Rui M.; Bruno Nogueira e a Austrália

por talesforlove, em 24.02.20

Hoje surge um novo poema, pelo autor do Blog.

Adicionalmente, fica um programa de rádio do Humorista Bruno Nogueira, em que, em Tubo de Ensaio, no dia seguinte ao Dia de Reis, nos fala, sobretudo, dos Incêndios na Austrália. Afinal, um exemplo, de como se pode olhar com algum humor uma tragédia e assim, respirar e seguir em frente. Há que evitar tragédias iguais, ou similares, no futuro.

 

Verdes recortes, por Rui M.

 

Uma noite fotografei folhas pelos céus...

Veleiros negros, recortados de luar

e todo eu me evaporei naquele frio,

de contraluz, de imensidão e proximidade.

Senti-me como se já não estivesse ali,

Mas sim no firmamento, longe...

 

Sôfrego expirar de calor...

 

Na lente da máquina retive-a num momento,

mas está lá, eternizada para quem a quiser ver;

a Árvore empresta os ramos, eu as mãos,

Deus a luz, a lua seduz e nós,

os outros: a ilusão, que pinta de magia,

esta vida que em nós nasceu, um dia.

 

Aqui o Tubo de Ensaio de Bruno Nogueira.

https://d2al3n45gr0h51.cloudfront.net/ngx-audio/2020/01/tubo7_20200107014059/mp3/tubo7_20200107014059.mp3

 

Até breve.

Uma fotografia e um convite poético

por talesforlove, em 04.02.20

Entramos em Fevereiro com temperaturas frequentemente superiores ao que poderíamos esperar, pelo que um passeio ao ar livre no fim de semana poderá vir a ser possível, tal como se estivéssemos na Primavera.

Fica um convite para ver a exposição A Home Made by Drawing: Amazonia (24 Jan – 17 Feb 2020), na Capela das Belas Artes, na Faculdade de Belas Artes, em Lisboa. Esta exposição fala da Amazónia enquanto casa, de tal forma que “explora modalidades não-estáticas e fluidas do habitar, que evoquem uma relação alternativa entre os seres humanos e o seu ambiente”, ou seja, sugere formas alternativas da noção de casa humana, a nossa. Haverá forma mais profunda de colocar em causa a nossa forma de relacionamento com a natureza? Podemos reparar que uma parte da instalação nos leva a imaginar uma casa sobre estacas de madeira, porque os animais selvagens, caso contrário, podem mesmo invadir e “partilhar” connosco a nossa habitação. Artisticamente, possivelmente sentimos uma simbologia da própria floresta amazónica que é incluída através de uma fotografia de grandes dimensões, o que é muito apelativo, sobretudo para quem a ama e sente esta “poesia visual”. Para conhecer mais sobre o autor desta exposição existe ainda esta página www.bordonaro.eu.

 

Fica uma fotografia noturna de uma árvore localizada algures em Lisboa, fica o enigma.

ArvoreCampoGrande.jpg

Até breve.

A Poesia da pintura e do tempo

por talesforlove, em 11.01.20

Hoje é dia de poesia.

 

O tempo, por Viviane P.

 

Olhe para o seu rosto no espelho,

Comece a avaliar as mudanças

Quantas rugas e manchas

Estão aí comprovando que suas células

Cederam ao tempo o poder de lhe matar?

E, implacável, não hesita em deixar claro

Quem é que está no comando de tudo.....

E você que cuida tanto de seu corpo ainda jovem,

Se assusta ao ver o velho pelas ruas tão disforme!

Ele é você em outro tempo!

Já foi belo nu em pleno dia!

Hoje você se assusta até com o vento

Que muda seus cabelos de lugar

Que pensar, então, sobre o tempo

Que está aqui na esquina a lhe esperar?

Cuide, sim, do importante,

Pensamentos, gestos, sentimentos,

Eles são invulneráveis, o vento não poderá levar!

 

Soneto 138 de William Shakespeare, tradução por Ana Luísa Amaral

Sempre que minha amada me jura ser sincera,
Eu acredito nela, mesmo sendo mentira;
Deixá-la imaginar-me um jovem inocente,
Pouco entendido em falsas subtilezas do mundo.
Pensando, pois, em vão, que ela jovem me julga,
Embora bem sabendo que tive melhores dias,
Na sua língua falsa eu finjo acreditar,
E assim, de ambos os lados, a verdade é escondida.
Mas porque não diz ela que não é sincera?
Porque não digo eu a minha vera idade?
O hábito do amor é parecer confiar,
E o amor na idade gosta de a não contar.
Com ela me deleito, mentindo, e ela comigo,
E, a mentir nossas faltas, em deleite existimos.

 

A capa de um livro a não perder:

Karina Capa.jpg

 

Até breve.

Parte V – Tempo de balanço, um adeus até Janeiro 2020

por talesforlove, em 15.10.19

 

Nas nossas vidas, por vezes, somos tentados a fazer um balanço de tarefas importantes que conseguimos implementar durante um longo período de tempo. Este é o sentimento que agora invade este blog: o sentimento de um tempo de balanço que se impõe. Tempo de olhar para o passado, enquadrá-lo no presente e aguardar para que o futuro, de novo presente, se imponha. São já alguns anos de literatura e ativismo ambiental e atualmente, com vários movimentos ambientais com grande impacto a ser notícia todos os meses (dias?!), parece que este trabalho deve ser repensado. Quem sabe para fazer mais e melhor ou simplesmente para continuar igual a si mesmo?!

 

Algumas críticas literárias a recordar:

 

1 de Outubro: Texto de quase crítica literária “Palavras Kaléidoscopiques”

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/1-de-outubro-texto-de-quase-critica-63348

 

Sobre “Cinco ensaios lógico-filosóficos” de Gottlob Frege

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/sobre-cinco-ensaios-logico-filosoficos-56151

 

Tentativa de crítica literária da obra (IN) CONSTANTE (2018)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/o-livro-in-constante-por-jose-vieira-44680

 

Revisão crítica de “Adágios” por José Vieira

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/revisao-critica-de-adagios-por-jose-27825

 

Texto de quase Crítica literária - "No topo das árvores" por Kiara Brinkman

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/texto-de-quase-critica-literaria-no-24859

 

 

Ficam alguns poemas a recordar, entre outros:

 

Poema a Brumadinho por João Alberto Araújo

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-a-brumadinho-por-joao-alberto-53161

 

Poema - "Va pensiero…" por Regina Gouveia (Brasil/Portugal)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-va-pensiero-por-regina-50169

 

"Rui" um poema por Viviane P. (Brasil)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/rui-um-poema-por-viviane-p-brasil-45640

 

Dois poemas por Ricardo S. (Brasil)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/dois-poemas-por-ricardo-s-brasil-44374

 

Um poema…

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-43938

 

Poema "Incêndio" por N. Lopes - Recordando os Fogos de Pedrógão

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-incendio-por-n-lopes-43599

 

Fogo da Floresta e Fogo do Amor

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/fogo-da-floresta-e-fogo-do-amor-31009

 

Flor que Renasce (Em Pedrógão) / Poema

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/flor-que-renasce-em-pedrogao-poema-29523

 

"Existe um outro céu" por Emily Dickinson (1830-1886)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/existe-um-outro-ceu-por-emily-dickinson-28043

 

Poema – Minha Natureza

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-minha-natureza-26225

 

Esperança para Pedrógão Grande após o incêndio - um poema

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/esperanca-para-pedrogao-grande-apos-o-24016

 

Um poema com tradução para Dinamarquês

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-com-traducao-para-dinamarques-18363

 

MINHA ILHA por Shmavon Azatyan - Arménia

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/minha-ilha-por-shmavon-azatyan-6889

 

Um poema sobre a natureza - Árvore de Pedro Barroso

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-sobre-a-natureza-arvore-de-5204

 

Gostaria de pensar que vários(as) dos(as) visitantes deste blog um dia, apenas pelo sentimento suscitado pelo que aqui leram, foram capazes de ser mais amigos(as) da natureza e, quem sabe, plantar uma árvore, uma planta, uma esperança.

Ao longo destes anos este blog semeou alegria em muitos autores premiados nos concursos literários e criou esperança em tantos outros, ao mesmo tempo que patrocinava a plantação e o semear de árvores, plantas e arbustos, tudo de uma forma amiga do ambiente. Igualmente, surgiram muitos poemas e até livros inspirados pela veia naturalística deste blog e ainda relações de amizade e de profissionalismo, além de trabalhos de equipa e de sucesso, sempre a pensar no bem comum que é um ambiente preservado, amigo da humanidade. Um verdadeiro espaço de partilha de arte que por vezes, não teria outra forma de ser conhecida, ou mesmo não teria o estímulo para existir.

Sim é tempo de balanço e de descansar com um forte sentimento de dever cumprido.

Ficam as músicas inspiradoras, “4 Estações” de Vivaldi, em fundo ecológico e um fado por Jerónimo Caracol, que gentilmente nos cedeu uma música para aqui ser partilhada. Ambas têm um forte toque da natureza.

 

Antonio Vivaldi - The Four Seasons - Julia Fischer - Performance Edit (Full HD 1080p)

[“As quatro estações” de Vivaldi nos jardins de Gales]

Jerónimo Caracol, no fado a Fanhões, de Euclides Cavaco, no fado santa Luzia.mp3

 

Fica igualmente uma foto inspiradora:

foto12019.png

 

 

Um abraço.

Até breve.

balanco.gif

 

Uma poesia quase em 1 de Outubro

por talesforlove, em 27.09.19

Imaginar água…

 

Vejo-me esfera, translúcido,

Frio, como noite sem luar,

A cair desamparado, e o ar,

Congela-me pelos eriçados, de cristais.

Parto-me num ramo, disperso-me,

Estatelo-me no pó; dou-me:

(re)vejo-me fértil.

 

por Rui M.

16 e 17 de Setembro 2019

Filmes, Poesia e Evento Literário na Amadora em meados de Setembro

por talesforlove, em 13.09.19
De 13 a 15 de Setembro de 2019, pelos 40 anos da Cidade da Amadora (Área Metropolitana de Lisboa), decorre a IV Festa do Livro da Amadora 2019, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, com entrada livre, das 10h00 às 23h00.
 
A Amadora tem uma forte ligação à cultura, não apenas literariamente mas sobretudo quando olhamos para a sua história, sempre próxima das artes visuais e da música. No que diz respeito às artes visuais, destaca-se o Festival Internacional da Banda Desenhada e as pinturas nas fachadas dos edifícios, veja-se o trabalho dos instagrammers @ana_gil_, @eyes.of.rita, @filipesj, @ritacordeiro, @voodoolx, @fesvicente e @silviabernardino. Transpira uma certa arte urbana, feita por artistas urbanos e ainda um olhar nostálgico, sobretudo respeitoso, dirigido a figuras do passado, como Fernando Pessoa e Amália Rodrigues.
 
Veja-se este link:
https://amadoraemfesta.pt/
 
Continuamos, entretanto, com a poesia de Rosemary B. (Brasil), com o poema:
 
CONTROLE
 
 
Como poderei ser uma árvore frondosa,
Se não reconheço minhas raízes?
Se não me identifico,
Com os primórdios da evolução,
Ou da criação?
Somos nação?
Salvem suas almas!
Perdemos o controle.
Ultrapassamos o tolerável,
E as mentes estão em combustão.
Onde demônios brincam de roda,
Com sedutoras dúvidas em forma de canção.
Fazem chacota com a história,
E enquanto engessam a geração.
Optam pela agonia do passado deplorável,
Lugar incômodo, mas reconhecido.
Acham melhor retroceder.
Os jovens estão divididos,
Entre os rumos variados do poder;
Delirando em imensuráveis sonhos.
Fechem seus olhos,
E entoem um louvor aos injustiçados mortos,
Uma música de ninar aos vivos cegos,
Ou a todos, uma simples e redentora oração.
Somos os novos camaleões,
Na camuflagem salvífica contra irreconhecíveis e sorridentes predadores,
Com dentes pontiagudos, clarificados a lazer.
Estamos caindo, alienados,
Aplaudindo na plateia deste circo de horrores.
Engolindo embalagens plásticas,
De coisas mortas,
De coisas prontas.
O quê estará por trás da porta,
Daquilo que somos induzidos a gostar?
Vamos compartilhar!
É legal, e o mal está na moda!
E a bola azul ainda flutua no vácuo,
Abafado e extremamente quente,
Suspensa pela mão invisível,
Para os que creem e os que também não.
Somos crianças numa imensa creche,
Mal educadas,
Deseducadas,
Nunca educadas,
Que por necessidade ou não,
Roubam o lanche do irmão.
A fome não é minha...
Só creio no que sai na mídia!
Os fatos não me importam,
A moda, as marcas e o controle absoluto sim.
São os objetivos da sociedade que evolui amorfa,
Adornando a própria sepultura,
Dos que se tornam estéreis,
Sem compaixão, sem “Rios Doces”, nem cultura.
Abaixo as singularidades!
Os ignorantes se cansam muito fácil.
O raciocínio exige demasiado esforço.
Deleguem nossas vidas à manipulação televisiva ou a qualquer outro.
Se tudo explodir, talvez seja melhor,
Não teremos  que acordar cedo e ir trabalhar.
O que queremos são cinco segundos de fama,
Contudo, o tempo é escasso para tantos subterfúgios,
Encapsulados e sem sinapses,
Dos que não suportam, temem ou não querem se responsabilizar,
Pelo direito supremo do livre pensar.
 
 
Trata-se de um poema que mostra uma ligação profunda entre a realidade social e a ambiental.
Afinal, como garantir a continuidade de um consumo socialmente justificado, se não existir um
conhecimento técnico e social que permita a sua continuidade? Haverá forma sequer de o repensar,
sem criar feridas nas vidas humanas? Continuar a pensar e a viver, com o pano de fundo da degradação climática,
eis aquela que parece ser a realidade a ter em conta.
 
Para finalizar, apresenta-se um Trailer oficial do filme La La Land, a anunciar, para breve, um olhar mais profundo:
https://www.youtube.com/watch?v=lu4RHvouJH8

 

 
 
E ainda o filme sobre António Variações:
https://www.youtube.com/watch?v=0acffB_G9gY

 

 
Obrigado.
Até breve.
 

1 de Setembro 2019 – Parte 2 – Livros, Jorge de Sena e Lítio

por talesforlove, em 01.09.19

Hoje, mesmo hoje, termina a 4ª Festa do Livro em Belém, uma iniciativa da Presidência da República de Portugal. O programa está disponível em:

 

http://www.presidencia.pt/?idc=199

 

Uma iniciativa que também recorda, este ano, os 100 anos do nascimento de Jorge de Sena, um poeta que vale a pena conhecer. Fica aqui a sua história de vida:

 

http://cvc.instituto-camoes.pt/seculo-xx/jorge-de-sena-55876-dp1.html#.XWtVFy5KjIU

 

Convida-se à leitura do poema “Uma Pequenina Luz” por Jorge de Sena:

 

Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una picolla
… em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que a não vêem
só a adivinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Brilhando indeflectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:
brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha

 

 

Após a leitura deste poema, que nos apresenta inúmeros “recantos” e motivos de interesse, somos tentados a continuar a pensar em poesia…

 

Apresentamos o poema em 3º Lugar, também Vencedor da Antologia “Natureza 2018-2019”:

 

“Chuva” por Maria Catarina Canas de Portugal

 

 

CHUVA

 

Sinto que a chuva me pede respostas

Por ao cair uma canção entoar

Será que eu posso e canto com ela ?

Será que apenas devo observar ?

O que as gotas pequenas e grandes

Dizem no céu no seu voltear

É um mistério sempre estranho

Que muito anseio poder desvendar

Em toda a canção o encanto está

No poder perceber as notas dispersas

Que parecem encetar muitas conversas

Mas melodia as gotas entoam

E quem com elas souber entoar

Música infinita irá encontrar

 

Atualmente, existe algo de novo que surge em Portugal e que pouco tem a ver com poesia mas sim com trabalho e pragmatismo e ambiente, ou seja, o início da exploração de lítio a ser utilizado em baterias dos carros elétricos. Pode-se dizer que sim, que existe uma nova arte nas engenharias, o de proporcionar tecnologia mais amiga do ambiente e que isso é poético. E sim, com carros elétricos abre-se a fabulosa oportunidade de termos transportes menos poluidores, com menor emissão de dióxido de carbono e menor ruído. Sim, tudo isto é verdade. Mas, então porque temos manifestações em Portugal contra esta exploração de lítio? 
Veja-se esta notícia: 

 

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cerca-de-400-pessoas-unidas-na-serra-da-estrela-contra-a-exploracao-de-litio

 

A verdade é que existe o receio de ver multiplicados os impactos negativos de outras explorações mineiras, os quais frequentemente não são minimizados. Assim, o teste de novas soluções para minimizar este impacto poderá ser benéfico. Afinal, hoje existem inúmeros estudos para acautelar a exploração de Marte e não se acautela a exploração da Terra? Por exemplo, existem estudos que sugerem a utilização de cianobactérias para produção de oxigénio no espaço, e estes resultados são divulgados, e seria excelente ver a divulgação e exemplos reais de uma exploração mineira mais amiga do ambiente.

No mundo do cinema existem alguns filmes que exploram o eventual fracasso da nossa exploração da Terra, como principal instigador de uma exploração do espaço. Veja-se este trailer do filme Interstellar:

 

 

 

Até breve.

1 de Setembro 2019 – Parte 1 – A Amazónia em Chamas

por talesforlove, em 31.08.19

Por estes dias os inúmeros fogos na Amazónia têm sido notícia e suscitaram inúmeras questões relacionadas com o ambiente, a gestão e também relacionadas com as pessoas que nela vivem e querem continuar a viver. Estamos perante um desafio que ultrapassa uma dimensão puramente biológica e ligada a conservação de um determinado ecossistema. Em certa medida, faz lembrar a proteção que em Portugal é dedicada aos sobreiros uma espécie protegida porque, é proibido cortar a árvore, em princípio, e isto pode ser visto como uma ingerência no direito de propriedade e gestão que um proprietário terá sobre um seu terreno. O interessante não é tanto esta vertente da realidade, pois percebe-se a proibição pela importância da árvore, mas sim a possibilidade que o proprietário tem de retirar rendimento desta árvore, através da cortiça. Olhando para a Amazónia podemos ver este desafio com os mesmos olhos e chegar à mesma conclusão: mesmo quem tem interesse económico na desflorestação/desmatação da Floresta Amazónica quando perceber que também pode subsistir, retirar sustento de uma Floresta totalmente conservada e viver com um nível de vida igual ou superior, vai querer essa mesma conservação. No que diz respeito à conservação da Floresta Amazónica, se o problema da sua destruição pode ser global, ainda que os potenciais principais prejudicados sejam os países em que ela existe, ou poderá deixar de existir, parece fazer sentido um apoio global para a sua conservação.

 

Apresentamos o poema vencedor da Antologia “Natureza 2018-2019”:

 

 

“Vida ao vento” por Bárbara Rocha de Brasil

 

 

Ao barulho do vento

       olho à janela

              no mesmo momento

                  em que uma folha cai

 

                                     E a folha vai

                                           voando ao vento

                                                     no mesmo momento

                                                em que uma outra nasce

 

                                                       E o vento vai

                                                  e a folha vem

                                    no mesmo momento

                             em que uma vida nova se tem

 

                                      E a folha vai

                                          voando ao vento

                                               e as volúpias da vida

                                                            já vivida vão

 

                                                                         E voltam e vão

                                                                             voando ao vento

                                                                     no mesmo momento

                                                        em que os versos se vão

 

                                             E a vida é assim

                                  como folhas ao vento

                          que a todo momento

                   se vão e em si vêm

 

                        E a vida é o vento

                            que a todo momento

                                         leva um ser

                                        para outro nascer

 

ARa1 Pt.jpg

 

Até breve.

A Antologia Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 11.08.19

Caros Amigos e Autores,

É com enorme prazer que informamos estar “concluída” a produção da Antologia Natureza 2018-2019.

A conclusão deste trabalho poderia nunca ser dada como real, dada a tamanha beleza dos trabalhos recebidos e selecionados e a inspiração por ela suscitada.

Este ano, a Antologia divide-se em Caderno 1 e Caderno 2, em quase 300 páginas de sucesso crescente.

 

Fica um abraço suave e incondicional, como o de uma árvore, tal qual a árvore e o amor na música seguinte:

“Ombra Mai Fu” (“Sombra nunca foi” ou “A árvore nunca foi sombra”) por Franco Fagioli.

 

 

E como estamos em Agosto, tempo de regresso a Portugal de imensos Emigrantes Portugueses, fica uma música de homenagem, com um vídeo realizado durante uma dessas viagens de regresso, por exemplo, a partir de França.

 

“Meu querido mês de Agosto” por Dino Meira.

 

https://www.youtube.com/watch?v=KmIQws6geFY

 

Um enorme Muito Obrigado a todos e Até Breve.

 

Julho e Agosto 2019: poesia 2

por talesforlove, em 31.07.19

Agosto começa com as suas promessas habituais de mês a meio caminho do final do ano: “como uma renovação sempre reafirmada na pausa das férias”. E muitos de nós olhamos com um pouco mais de atenção os dias que passam, como se o azul fosse mais azul. Fica hoje o convite para leituras que nos convidam a renovar o nosso olhar de leitor(a) e nos levam a crer em literatura renovada.

 

O livro “Requiem pelo planeta azul”, por Regina Gouveia, é um belo exemplo de obra literária inspirada pela natureza. Vale certamente muito a pena, conhecer este livro para o ler com o interesse de quem procura poesia naturalista e por vezes ativista da causa da conservação da natureza. Chegamos ao fim deste livro e lamentamos o seu final.

 

Cinzel

Entalhando o tempo, burilando o espaço,

um cinzel de artista

esculpiu este planeta azul de fundos oceanos.

Na memória, aprisionado,

o pó de um longínquo passado.

 

13.

 

Água, esquife de Ofélia,

fonte de vida para o lírio,

a bromélia, a rosa, a camélia,

para as flores no altar.

Água de sangues e linfas,

de sereias e ninfas,

dos homens cativa,

cada dia mais ténue o seu respirar.

 

O livro “Thoughts” (Pensamentos) de Mr. Ben (Chimezie lhecuna) é uma Antologia poética bastante introspetiva, que nos faz pensar sobre o mundo e sobre o que sentimos através dos olhos do autor, que nos colocam perspetivas diferentes das que alguma vez teríamos, pelo menos nas formas filosóficas de as conceber. Um bom exemplo é o seguinte poema:

 

Your Imagination is Your Reality

 

The beauty of the world is explained by its imagination

Hence, the reality behind its existence

 

The essence of humanity’s influence is predicated on the perceptive power of

Imagination

Hence, the reality behind its feats

 

The dynamic power of nature has its deep-rooted meaning in imagination

Hence, the reality behind its peculiar principles

 

The experiences you go through as a person have their foundations embedded

in your imaginations

Hence, the reality behind what shaped you as human.

 

Tradução, por Rui M.:

A Tua Imaginação é a tua Realidade

 

A beleza do mundo é explicada pela sua realidade

Portanto, a realidade que suporta a sua existência

 

A essência da influência da humanidade é explicada pelo poder percetivo da

Imaginação

Portanto, a realidade que suporta dos seus factos

 

O poder dinâmico da natureza tem o seu significado fortemente ancorado na imaginação

Portanto, a realidade suporta os seus princípios peculiares

 

As experiências que vives enquanto pessoa têm as suas fundações alicerçadas

nas tuas imaginações

Portanto, são a realidade do que te formatou enquanto ser humano.

 

Podemos encontrar algumas obras deste autor, em Inglês, em:

“Santa In Two Worlds” (“O Pai Natal em Duas Palavras” ou “O Papai Noel em Duas Palavras”)

https://www.ukiyoto.com/books/santa-in-two-worlds

https://pothi.com/pothi/book/mr-ben-santa-two-worlds

https://www.amazon.com/dp/B07RDYKQD6

 

“Twists of Life” (“Mudanças da Vida”)

https://www.amazon.com/dp/B07RC8JGFP

https://www.ukiyoto.com/books/twists-of-life

https://pothi.com/pothi/book/mr-ben-twists-life

 

“The Broken Mirror” (“O Vidro Partido”)

https://www.amazon.com/dp/1096652412

https://pothi.com/pothi/book/mr-ben-broken-mirror

https://www.smashwords.com/books/view/937179

 

Para terminar a nossa viagem poética deste início de Agosto de 2019, fica aqui um poema de Pedro Vale, cheio de e a transbordar de natureza marítima:

 

 

Açores

 

Nos campos de verde-chá 
Dorme a alva frescura habitada.

Sentir o azul cheiro no ar,

 
Sem gente

No lugar.

 

- Ah, o mar, o mar dos Açores!

 
           Ouvir a espuma desse mar enxuto no olhar…

 

 

Esperamos que gostem dos poemas aqui publicados, caso tenham interesse por algum dos autores e falhe aqui algum link para alguma obra, basta contactarem-nos e iremos, se possível, facultar, com todo o gosto.

 

Até breve.

 

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