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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Perspetivas em Flor

por talesforlove, em 21.02.21

"Perspetivas em Flor", por Rui M.  

 

Num campo profundo um ponto branco.

Pétalas num mar verde…

Improvável sobrevivente: como se a vida ganhasse forma,

quando ela está no palco da natureza.

 

Se:

A flor morre sozinha, ela é uma ruína.

Fragmentação de branco após branco.

 

Se:

A flor é colhida e oferecida,

É herança, dos significados embutidos em comportamentos.

 

Se a flor habita verdadeiramente o vale verde,

então o possível é tudo.

 

Nota: pesar pelo falecimento de Carmen Dolores (Atriz e Escritora)

Até breve

Dois poemas do Brasil

por talesforlove, em 28.01.21

Hoje partilhamos dois poemas do Brasil.

 

Sem nome, por Viviane P. (Brasil, 2021)

 

Eu queria viver em um mundo de sonhos dourados!

Mas, a realidade é uma floresta cheia de perigos e  desafios.

Não sei como permanecer  serena diante de tantos horrores.

Como  manter o meu olhar  nas flores que eu sei que ainda estão pelo caminho

 quando o que os meus olhos enxergam é dor e solidão?

Não, não, me recuso a ser assim infeliz para sempre.

Eu quero  viver no mundo de promessas que minha infância me mostrou nos livros  de contos de fadas!

Quero reis e rainhas que não adoecem nunca,

quero viver em um castelo

poupada da desilusão  de ser apenas um humano fadado à morte!

Ainda que eu saiba que são desejos inatingíveis ,

deixe-me  sonhar ,

porque é isso que torna minha travessia  por esses campos áridos possível.....

 

I wanted to live in a world of golden dreams!

But the reality is a forest full of dangers and challenges.

I don't know how to stay calm in the face of all these horrors.

How do I keep my gaze on the flowers that I know are still in the way

 when what my eyes see is pain and loneliness?

 No, no, I refuse to be this unhappy forever.

I want to live in the world of promises that my childhood showed me in fairy tale books! I want kings and queens who never get sick,

 I want to live in a castle spared the disappointment of being just a human doomed to death!

Although I know that they are unattainable desires,

 let me dream,

because that is what makes my crossing through these arid fields possible.....

 

Circo, por Maria C. (Brasil, 2021)

 

Pequenino, mascarado, espalhafatoso,

rebolando qual  enlouquecido  bailarino,

ele é vendaval  adentrando o picadeiro.

A multidão aplaude, grita, gargalha...

- Viva o palhaço, gritam da arquibancada.

 

           Compenetrado, ele imita os animais:

           ora é touro brabo, o toureiro enfrentando;

          ora é gato tristonho conclamando

          as gatas  todas espalhadas no telhado.

          Depois, é cão amigo, latindo a seu dono.

          Enfim, braços abertos, é pássaro voador.

          Aplausos mil aprovam a performance.

 

Falsa cara de choro, despedia-se o palhaço,

quando interrompido  pela voz infantil:

- Espere, meu palhaço, gosto de você,

volte, não tenho gato nem cachorro.

Você me convenceu, agora quero ter.

 

Ele agradece a todos tantos aplausos,

em especial, abraça e beija a menina.

Voltará logo a sua casa, sem crianças.

Ele é apenas um velhinho solitário.

O circo? Sua única alegria nesta vida.

 

Este segundo poema, lembra o papel do Circo também enquanto entidade que apoia os animais e merece ser apoiada em tempos de pandemia.

 

Até breve,

Rui

 

 

 

 

Tempo de Ciência, Esperança, Pandemia e Poesia

por talesforlove, em 21.01.21

Hoje, é tempo de recolhimento, mais velhos, mais novos, todos juntos, porque todos contam e todos devem estar protegidos, para a esperança prevaleça. Fica este apelo. E que haja sentido de comunidade. Protejam-se.

Fica ainda o apelo a que apoiem não só os Profissionais de Saúde mas também os Profissionais de Ciência.

Podem apoiar aqui:

Carta aberta por um investimento urgente em Ciência em Portugal : Petição Pública (peticaopublica.com)

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=movimento8

E participem, em Abril, no Concurso Natureza 2020-2021, algumas publicações atrás neste blog.

Partilha-se ainda um poema de Antonio Cisneros - Então, nas águas de Conchán (Verão de 1978) no programa O Som que os Versos Fazem ao Abrir.

O Som que os Versos Fazem ao Abrir de 20 Jan 2021 - RTP Play - RTP

https://www.rtp.pt/play/p3076/e518950/o-som-que-os-versos-fazem-ao-abrir

 

Até breve.

 

 

 

Bom Dia, Concurso e Ciência

por talesforlove, em 12.01.21

Bom dia!

A partir de hoje temos o Jornal Bom Dia connosco como parceiro do nosso Concurso Literário Natureza 2020-2021.

Jornal Bom Dia aqui:

BOM DIA - Portugal no Mundo

https://bomdia.eu/

 

Reune-se, lentamente, a alcateia literária.

Fica ainda o apelo a que apoiem não só os Profissionais de Saúde mas também os Profissionais de Ciência.

Podem apoiar aqui:

Carta aberta por um investimento urgente em Ciência em Portugal : Petição Pública (peticaopublica.com)

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=movimento8

 

Fica uma canção de TonY Carreira:

 

Em breve uma canção de Nel Monteiro. Saudades do Verão e dos Bailes.

O que seria este blog sem as(os) leitoras(es)...

Até breve.

Um ano pela positiva.

por talesforlove, em 02.01.21

 

endo em conta as circunstâncias em que vivemos e pela importância de uma mensagem positiva e pela obrigação de uma publicação pública a disseminar neste ano de retoma das nossas vidas "normais", fica aqui o compromisso de que vamos ignorar Olimpicamente qualquer notícia menos positiva deste ano. Ainda que o blog possa parecer um pouco Autista, mas será no bom sentido.

Vamos acreditar e correr para a luz que surge já à nossa frente!

Fica uma nova foto para o nosso Concurso Literário:

fotoflores.jpg

Flores como sóis que nos toldam a vista,

de beleza plena e completa,

que prosperem e tinjam de amarelo, alegre,

os nossos dias.

Mares, ventos cósmicos, pó reluzentes.


Até breve.

Ambiente e Natal

por talesforlove, em 23.12.20

Esta partilha não é a última do ano, mas a que se impõe dadas as circunstâncias. Quais? As do Natal e as da matança de animais num terreno em Portugal. Não há muitas palavras, apenas uma pergunta: como foi possível?! Fica uma notícia que felizmente revela que em Portugal tanto o poder político como as pessoas em geral estão muito sensibilizadas para a questão da preservação do ambiente:

Ministro manda revogar licença de caça após morte de 540 animais na Azambuja - JN

https://www.jn.pt/local/noticias/lisboa/azambuja/ministro-quer-licenca-de-caca-revogada-apos-morte-de-540-animais-na-azambuja-13163908.html

Neste domínio estamos TODOS de parabéns!

 

Fica ainda uma canção que bem pode ser de Natal de "A Bela e o Monstro"

Céline Dion - How Does A Moment Last Forever (from Beauty and the Beast) (Official Video)

https://www.youtube.com/watch?v=YsKKuCUYUMU

Tradução Livre por Rui M.:

Como um momento perdura para sempre?
Como pode uma história nunca terminar?
É junto do amor que nos devemos sempre manter
Nunca é fácil mas nós tentamos
Por vezes a nossa felicidade é detida
De alguma forma um tempo e um lugar fica na memória
O amor vive nos nossos corações
E sempre viverá
Os minutos tornam-se horas
Dias em anos e então se findam
Mas quando tudo o resto tenha sido esquecido
Ainda assim a nossa canção sobrevive
Talvez alguns momentos não tenham sido assim tão perfeitos
Talvez algumas memórias não sejam assim tão agradáveis
Mas nós temos de viver alguns maus momentos
Ou as nossas vidas são incompletas
Então quando as penumbras tomam conta de nós
E nós sentimos que a nossa esperança desapareceu
Ouviremos a nossa canção e saberemos uma vez mais
Que o nosso amor perdura

Aaaa aaa A

Como um momento perdura para sempre?
Como perdura a nossa felicidade?
Através da escuridão dos nossos problemas
O amor é beleza, o amor é puro
O amor não quer saber de desolação
Protege, continua e persevera
E faz-nos um todo
Os minutos transformam-se em horas
Em anos e depois desaparecem
Mas quando tudo tiver sido esquecido
Ainda assim a nossa canção sobrevive

Como é que um momento sobrevive para sempre?
Quando a nossa canção
Sobrevive

 

Original em Inglês:

How does a moment last forever?
How can a story never die?
It is love we must hold on to
Never easy but we try
Sometimes our happiness is captured
Somehow a time and place stand still
Love lives on inside our hearts
And always will
Minutes turn to hours
Days to years then gone
Bur when all else has been forgotten
Still our song lives on
Maybe some moments weren’t so perfect
Maybe some memories not so sweet
But we have to know some bad times
Or our lives are incomplete
Then when the shadows overtake us
Just when we feel our hope is gone
We’ll hear our song and know once more
Our love lives one

Aaaa aaa A

How does a moment last forever?
How does our happiness endure?
Through the darkest of our troubles
Love is beauty, love is pure
Love pays no mind to desolation
It flows like a river through the soul
Protects, proceeds and perseveres
And makes us whole
Minutes turn to hours
Days to years then gone
But when all else has been forgotten
Still our song lives on


How does a moment last forever?
When our song
Lives on

 

Fica também este poema:

Poesia da Antologia 2018-2019

 

“Iluminar o infinito” António Ramalho de Portugal

 

Iluminar o infinito

A liberdade

que existe na dúvida,

respira no conforto

que podemos conhecer,

que não parece julgar

os erros,

que havia na natureza,

como ficção,

onde permanece

a verdadeira realidade,

que atende a matéria,

na virtude que forma a razão,

ao acertar

na paixão do contrário,

ao que permite chegar

a alma que dirige

a forma como sentido,

na imaginação que entende

o que pode mostrar

a verdade,

na conexão de ter

o que chama a razão

 

que pode explicar

algumas palavras

na sua perfeição,

a desfrutar

do momento para dizer

o que pode acontecer

no anseio da natureza

que compreende

o contraponto do saber,

no próprio corpo que é,

a necessidade

que o homem é,

na objetividade de ser

o crescimento que se torna

a realidade no seu significado,

a considerar a natureza,

de ser a existência,

que se afirma no papel,

de ser a criação que chama

o que descreve o espírito,

na linguagem da essência,

a conseguir ser

o invisível que diz o coração,

na forma de sentir o tempo,

como reconciliação da busca,

na imaginação como guia.

 

 

Este ano os CTT - Correios de Portugal fazem 500 Anos.

Não se esqueçam de enviar um e-mail, sms ou um postal, sobretudo a quem vos contactou durante o ano de 2020 ou não. Pensem nisso.

 

Feliz Natal!

Até breve, ainda este ano.

Subscrever RSS - Concurso Natureza 2020...2021

por talesforlove, em 29.11.20

http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/data/rss

 

Até breve.

Refeição poética

por talesforlove, em 28.11.20

Hoje ficam dois poemas. Um primeiro, o original escrito por Joan B. e sua tradução aproximada, um segundo, por Rui M. Ambos revelam uma pequeníssima parte da Natureza, tanto na sua dimensão de força como de ternura criadora. Uma verdadeira refeição poética,  para estes tempos.

 

A MORNING SUNRISE (US) por Joan B.

 

Slowly at the first hint of morning

The sun begins its journey

With a radiance of red and gold colors

Beautifully stretched over the sky --

magnifying the beauty of that golden globe.

The sun is brilliant and is a mighty guardian

Of our fragile planet.

When the sun has fully risen,

Our eyes behold the beauty

And majesty of a sun that gives us

Healing, warmth and nourishment

For our fragile nature.

 

 

O Amanhecer por Joan B. (EUA)

 

Lentamente ao primeiro despontar da manhã

O sol inicia a sua caminhada

Irradiando cores avermelhadas e de ouro

Lindamente espraiadas através do céu -

ampliando a beleza do mundo dourado.

O sol é radiante e é um poderoso guardião

Do nosso frágil planeta.

Quando o sol atinge a sua plenitude,

Os nossos olhos contemplam a beleza

E majestade de uma estrela que nos dá

Cura, calor e nutrientes

Para a nossa débil natureza.

 

Mãe Natureza por Rui M. (Portugal)

 

Mãe Natureza reconforta-nos.

Que nos emprestes a Tua esperança de fogo

E uma vez mais permitas este caminhar

Sobre gelo, pedras quebradiças,

Frio até ao centro dos ossos, nestes pés,

Moldados pelo teu Amor.

 

Mãe, Tu que és a nossa Vida reconduz-nos

Àquele sonho de normalidade esquecida,

Dias de paz e murais de cores tranquilas.

O menino corria na rua, a senhora olhava,

Pela sua janela com moldura de flores,

E eu, ao passar, devolvia a bola que vinha

Até mim e sorria de novo, Maradona de mim mesmo.

 

Que venha esse novo dia em que me acordes:

Da forma que Tu inventas-te, pena a elevar-se… suave…

E eu possa de novo esticar os braços, abrir as mãos, devagar, e esticar os dedos, e esticar, e…

até tocar esse Teu Novo Dia de Liberdade quente…

 

Até breve.

 

Ecologia e Música

por talesforlove, em 15.11.20

Faleceu na semana passada o Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, considerado um dos pioneiros da ecologia em Portugal. Partilha-mos aqui a descrição que existe na Wikipédia:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gon%C3%A7alo_Ribeiro_Telles

A ecologia, eventualmente mais que nunca, está no centro das atenções da muitos de nós, a tal ponto que mesmo a música reflete esse centro da nossa sociedade.

Veja-se o projeto "Sem Adubos" remistura por Miguel Torga (o DJ):

https://infinita1961.bandcamp.com/track/sem-adubos-remistura-ao-natural-do-torga

 

Trata-se de música eletrónica que tem uma letra relacionada com a preocupação ambiental. Outro músico que já se inspirou na causa ambientalista é M-Pex, sendo que não utilizou letra ou texto a palavra para esse efeito:

http://centraldeartistas.pt/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=646&Itemid=0

 

Até breve.

 

Parte de "O Guardador de Rebanhos" de Fernando Pessoa

por talesforlove, em 17.10.20

Saúdo todos os que me lerem,

Tirando-lhes o chapéu largo

Quando me vêem à minha porta

Mal a diligência levanta no cimo do outeiro. 

Saúdo-os e desejo-lhes sol

E chuva, quando a chuva é precisa,

E que as suas casas tenham

Ao pé duma janela aberta

Uma cadeira predilecta

Onde se sentem, lendo os meus versos.

E ao lerem os meus versos pensem

Que sou qualquer coisa natural —

Por exemplo, a árvore antiga

À sombra da qual quando crianças

Se sentavam com um baque, cansados de brincar, 

E limpavam o suor da testa quente

Com a manga do bibe riscado.

 

Até breve.

Fonte: http://arquivopessoa.net/textos/1456

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