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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

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Poesia da Esperança

por talesforlove, em 12.04.20

20200408_084648.jpg

Até breve.

A Força da Esperança Poética

por talesforlove, em 10.04.20

A poesia é mais que um conjunto de palavras, é um misto de perseverança, esperança e imaginário, feito realidade.

E há lugar para tudo nela…
Veja-se este poema de "O Guardador de Rebanhos", por Alberto Caeiro (Fernando Pessoa):

[...]
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

 

Ainda em um poema de Claudete Soares:

 

Cabe em mim esse universo de criança,

em que não existe tempo,

as horas se esparram,

caudalosas,

em agitadas travessuras.

 

Não se esqueçam de ficar em casa ou seguirem as indicações da Organização Mundial de Saúde, por exemplo.

Fica uma música em homenagem a Itália e a todos no mundo que sofrem com o Covid-19, embora o tentemos ignorar em próximas publicações.

 

2CELLOS - Now We Are Free - Gladiator [OFFICIAL VIDEO]

"Agora somos livres"

https://www.youtube.com/watch?v=74CYIdYoQ5w

 

Partilha-se ainda esta receita de tarte de amêndoa:

https://greendelights.blogs.sapo.pt/tarte-de-amendoa-47416

 

Votos de melhoras a todos e todas que estão em tratamento, incluindo a Boris Johnson que nos visitou logo durante o Brexit e que certamente não teria a mesma atitude de alguns governantes da Holanda, certamente fruto de um momento menos esclarecido, como todos nós podemos ter.

 

Um abraço.

Até breve.

Mécia de Sena, Jorge de Sena e Poesia

por talesforlove, em 02.04.20

 

Jorge de Sena tem algumas poesias que parecem ser um amparo para os dias de hoje. Por exemplo, "Uma pequenina luz" e ainda "É tarde, muito tarde na Noite". O primeiro parece remeter para esperança e o segundo para pessoas, para trabalho, para conversas nas ruas, para liberdade.

Mécia de Sena, a sua esposa e organizadora do seu trabalho, faleceu no passado fim de semana, aos 100 anos, em Los Angeles. 

 

Fica aqui uma foto insporadora:

20200401_073442 (1).jpg

Até breve.

Poesia e Esperança e Fado

por talesforlove, em 23.03.20

É assim

 

É à luz dos teus poemas

Que deslindo mil teoremas

Primeiro o do amor, depois o da dor

e por fim o desse sideral calor.

 

É pela luz da tua poesia

Que nessa tristeza dolente

Sinto a paradoxal alegria

De quem sofre e está contente.

 

E é assim que da ombreira desejo,

Feitas a lápis de cor, as cores deste meu amor,

Rendido ao poético tremor deste ardor.

 

Sou finalmente o além aquém,

Sem nexo, sem mais nada só

Sinopse do frio azul com a luz distante.

 

(Final de 2016)

 

È così



È alla luce delle tue poesie
Che scopro mille teoremi
Prima dell'amore, poi del dolore
e infine il caldo di quel sidereo.

È alla luce della tua poesia
Che  in questa dolente tristezza
Sento la paradossale allegria
Di chi soffre ed è contento.

Ed è così che dalla soglia del desiderio,
Fatte in matita colorata, i colori di questo mio amore,
Arreso al poetico tremore di questo ardore.

Sono finalmente lontano,
Senza un collegamento, senza nient'altro solo
Sintesi del freddo blu con la luce lontana.

(Fine del 2016)

 

Joana Amendoeira: Todas as horas sao breves (2010)

Até breve.

 

Uma Poesia e Um Conselho de Prevenção

por talesforlove, em 22.03.20

A sós

 

Sós, somos o profundo abismo,

P'las estradas pedaços de nada

O monólogo sem interlocutor e

A solitária floresta encantada...

 

Recentemente têm surgido várias informações na televisão, relativamente à utilização de álcool para desinfetar superfícies. Um dessas informações refere que o álcool deve ser a 70 % para que possa ser verdadeiramente útil para matar o covid-19.

Sucede, que muitas pessoas, inclusive eu próprio, compraram álcool a 95 ou 96 % e portanto, menos eficaz. Portanto, o desafio é transformar álcool a 96 % em álcool com uma concentração entre 61 % a cerca de 70 %. O facto de comprarmos um frasco com álcool a 96 % significa que este tem uma porção de 4 % de água e o restante é o álcool puro misturado. Sabendo isto é uma questão de fazer uma conta simples. Posto isto sugiro misturar, por exemplo, 36 partes de álcool (a 95 ou 96 %) com 14 partes de água ou um número diferente de partes mas que mantenha a mesma proporção. A ideia é evitar que o álcool se evapore demasiado depressa, antes mesmo de matar o vírus. A água atrasa o processo de evaporação do álcool.

Esta informação não dispensa a consulta da DGS mas está correta, foi confirmada.

Até breve.

 

Poesia, Música: Portugal mais forte que o Covid-19

por talesforlove, em 19.03.20

Imaginária

 

Tu, és a minha Ausente.

Quando desfolhas as tuas palavras,

Te sinto perto, à minha porta.

És o fogo, e dentro de mim lavras.

 

Talvez a candura que nelas repousa

Seja a razão para o que sinto.

Ou o sibilo o melancólico daquela que ousa.

O presságio trágico do amor que sinto.

 

Mas, tu nem sempre comigo vens.

Também és longínquos aléns!

Rio revolto... solto!

 

Palavras, que recordo, passam-me pelas mãos.

Têm amarras, anzóis e agulhões!

Mas, o vento vela-as para o sideral longe...

 

A Missão - "O Oboé de Gabriel"

The Mission - "Gabriel's Oboe" (cover by Bevani flute)

 

bandeira-de-portugal.jpg

Até breve.

 

 

 

 

Poema "Verdes recortes" por Rui M.; Bruno Nogueira e a Austrália

por talesforlove, em 24.02.20

Hoje surge um novo poema, pelo autor do Blog.

Adicionalmente, fica um programa de rádio do Humorista Bruno Nogueira, em que, em Tubo de Ensaio, no dia seguinte ao Dia de Reis, nos fala, sobretudo, dos Incêndios na Austrália. Afinal, um exemplo, de como se pode olhar com algum humor uma tragédia e assim, respirar e seguir em frente. Há que evitar tragédias iguais, ou similares, no futuro.

 

Verdes recortes, por Rui M.

 

Uma noite fotografei folhas pelos céus...

Veleiros negros, recortados de luar

e todo eu me evaporei naquele frio,

de contraluz, de imensidão e proximidade.

Senti-me como se já não estivesse ali,

Mas sim no firmamento, longe...

 

Sôfrego expirar de calor...

 

Na lente da máquina retive-a num momento,

mas está lá, eternizada para quem a quiser ver;

a Árvore empresta os ramos, eu as mãos,

Deus a luz, a lua seduz e nós,

os outros: a ilusão, que pinta de magia,

esta vida que em nós nasceu, um dia.

 

Aqui o Tubo de Ensaio de Bruno Nogueira.

https://d2al3n45gr0h51.cloudfront.net/ngx-audio/2020/01/tubo7_20200107014059/mp3/tubo7_20200107014059.mp3

 

Até breve.

Uma fotografia e um convite poético

por talesforlove, em 04.02.20

Entramos em Fevereiro com temperaturas frequentemente superiores ao que poderíamos esperar, pelo que um passeio ao ar livre no fim de semana poderá vir a ser possível, tal como se estivéssemos na Primavera.

Fica um convite para ver a exposição A Home Made by Drawing: Amazonia (24 Jan – 17 Feb 2020), na Capela das Belas Artes, na Faculdade de Belas Artes, em Lisboa. Esta exposição fala da Amazónia enquanto casa, de tal forma que “explora modalidades não-estáticas e fluidas do habitar, que evoquem uma relação alternativa entre os seres humanos e o seu ambiente”, ou seja, sugere formas alternativas da noção de casa humana, a nossa. Haverá forma mais profunda de colocar em causa a nossa forma de relacionamento com a natureza? Podemos reparar que uma parte da instalação nos leva a imaginar uma casa sobre estacas de madeira, porque os animais selvagens, caso contrário, podem mesmo invadir e “partilhar” connosco a nossa habitação. Artisticamente, possivelmente sentimos uma simbologia da própria floresta amazónica que é incluída através de uma fotografia de grandes dimensões, o que é muito apelativo, sobretudo para quem a ama e sente esta “poesia visual”. Para conhecer mais sobre o autor desta exposição existe ainda esta página www.bordonaro.eu.

 

Fica uma fotografia noturna de uma árvore localizada algures em Lisboa, fica o enigma.

ArvoreCampoGrande.jpg

Até breve.

A Poesia da pintura e do tempo

por talesforlove, em 11.01.20

Hoje é dia de poesia.

 

O tempo, por Viviane P.

 

Olhe para o seu rosto no espelho,

Comece a avaliar as mudanças

Quantas rugas e manchas

Estão aí comprovando que suas células

Cederam ao tempo o poder de lhe matar?

E, implacável, não hesita em deixar claro

Quem é que está no comando de tudo.....

E você que cuida tanto de seu corpo ainda jovem,

Se assusta ao ver o velho pelas ruas tão disforme!

Ele é você em outro tempo!

Já foi belo nu em pleno dia!

Hoje você se assusta até com o vento

Que muda seus cabelos de lugar

Que pensar, então, sobre o tempo

Que está aqui na esquina a lhe esperar?

Cuide, sim, do importante,

Pensamentos, gestos, sentimentos,

Eles são invulneráveis, o vento não poderá levar!

 

Soneto 138 de William Shakespeare, tradução por Ana Luísa Amaral

Sempre que minha amada me jura ser sincera,
Eu acredito nela, mesmo sendo mentira;
Deixá-la imaginar-me um jovem inocente,
Pouco entendido em falsas subtilezas do mundo.
Pensando, pois, em vão, que ela jovem me julga,
Embora bem sabendo que tive melhores dias,
Na sua língua falsa eu finjo acreditar,
E assim, de ambos os lados, a verdade é escondida.
Mas porque não diz ela que não é sincera?
Porque não digo eu a minha vera idade?
O hábito do amor é parecer confiar,
E o amor na idade gosta de a não contar.
Com ela me deleito, mentindo, e ela comigo,
E, a mentir nossas faltas, em deleite existimos.

 

A capa de um livro a não perder:

Karina Capa.jpg

 

Até breve.

Parte V – Tempo de balanço, um adeus até Janeiro 2020

por talesforlove, em 15.10.19

 

Nas nossas vidas, por vezes, somos tentados a fazer um balanço de tarefas importantes que conseguimos implementar durante um longo período de tempo. Este é o sentimento que agora invade este blog: o sentimento de um tempo de balanço que se impõe. Tempo de olhar para o passado, enquadrá-lo no presente e aguardar para que o futuro, de novo presente, se imponha. São já alguns anos de literatura e ativismo ambiental e atualmente, com vários movimentos ambientais com grande impacto a ser notícia todos os meses (dias?!), parece que este trabalho deve ser repensado. Quem sabe para fazer mais e melhor ou simplesmente para continuar igual a si mesmo?!

 

Algumas críticas literárias a recordar:

 

1 de Outubro: Texto de quase crítica literária “Palavras Kaléidoscopiques”

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/1-de-outubro-texto-de-quase-critica-63348

 

Sobre “Cinco ensaios lógico-filosóficos” de Gottlob Frege

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/sobre-cinco-ensaios-logico-filosoficos-56151

 

Tentativa de crítica literária da obra (IN) CONSTANTE (2018)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/o-livro-in-constante-por-jose-vieira-44680

 

Revisão crítica de “Adágios” por José Vieira

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/revisao-critica-de-adagios-por-jose-27825

 

Texto de quase Crítica literária - "No topo das árvores" por Kiara Brinkman

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/texto-de-quase-critica-literaria-no-24859

 

 

Ficam alguns poemas a recordar, entre outros:

 

Poema a Brumadinho por João Alberto Araújo

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-a-brumadinho-por-joao-alberto-53161

 

Poema - "Va pensiero…" por Regina Gouveia (Brasil/Portugal)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-va-pensiero-por-regina-50169

 

"Rui" um poema por Viviane P. (Brasil)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/rui-um-poema-por-viviane-p-brasil-45640

 

Dois poemas por Ricardo S. (Brasil)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/dois-poemas-por-ricardo-s-brasil-44374

 

Um poema…

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-43938

 

Poema "Incêndio" por N. Lopes - Recordando os Fogos de Pedrógão

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-incendio-por-n-lopes-43599

 

Fogo da Floresta e Fogo do Amor

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/fogo-da-floresta-e-fogo-do-amor-31009

 

Flor que Renasce (Em Pedrógão) / Poema

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/flor-que-renasce-em-pedrogao-poema-29523

 

"Existe um outro céu" por Emily Dickinson (1830-1886)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/existe-um-outro-ceu-por-emily-dickinson-28043

 

Poema – Minha Natureza

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-minha-natureza-26225

 

Esperança para Pedrógão Grande após o incêndio - um poema

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/esperanca-para-pedrogao-grande-apos-o-24016

 

Um poema com tradução para Dinamarquês

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-com-traducao-para-dinamarques-18363

 

MINHA ILHA por Shmavon Azatyan - Arménia

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/minha-ilha-por-shmavon-azatyan-6889

 

Um poema sobre a natureza - Árvore de Pedro Barroso

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-sobre-a-natureza-arvore-de-5204

 

Gostaria de pensar que vários(as) dos(as) visitantes deste blog um dia, apenas pelo sentimento suscitado pelo que aqui leram, foram capazes de ser mais amigos(as) da natureza e, quem sabe, plantar uma árvore, uma planta, uma esperança.

Ao longo destes anos este blog semeou alegria em muitos autores premiados nos concursos literários e criou esperança em tantos outros, ao mesmo tempo que patrocinava a plantação e o semear de árvores, plantas e arbustos, tudo de uma forma amiga do ambiente. Igualmente, surgiram muitos poemas e até livros inspirados pela veia naturalística deste blog e ainda relações de amizade e de profissionalismo, além de trabalhos de equipa e de sucesso, sempre a pensar no bem comum que é um ambiente preservado, amigo da humanidade. Um verdadeiro espaço de partilha de arte que por vezes, não teria outra forma de ser conhecida, ou mesmo não teria o estímulo para existir.

Sim é tempo de balanço e de descansar com um forte sentimento de dever cumprido.

Ficam as músicas inspiradoras, “4 Estações” de Vivaldi, em fundo ecológico e um fado por Jerónimo Caracol, que gentilmente nos cedeu uma música para aqui ser partilhada. Ambas têm um forte toque da natureza.

 

Antonio Vivaldi - The Four Seasons - Julia Fischer - Performance Edit (Full HD 1080p)

[“As quatro estações” de Vivaldi nos jardins de Gales]

Jerónimo Caracol, no fado a Fanhões, de Euclides Cavaco, no fado santa Luzia.mp3

 

Fica igualmente uma foto inspiradora:

foto12019.png

 

 

Um abraço.

Até breve.

balanco.gif

 

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