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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Concurso Natureza 2020-2021 - Primeiros Resultados

por talesforlove, em 09.05.21

Bom dia!

Divulgam-se os primeiros resultados do Concurso Literário Natureza 2020-2021!

No próximo dia 13 de Maio, esperamos divulgar os restantes trabalhos que serão também incluídos na Antologia. Só depois serão partilhados os poemas a Marco Paulo!

 

POESIA:

1º lugar: “O Gaio” por Teresa Barranha (Portugal)
2º lugar: “Lágrimas de Sereia” por Regina Gouveia (Portugal)
3º lugar: (empate técnico)
“Cores de Novembro” por Chico Barnabé (Portugal)
e
“Flores Urbanas” por Marcelo Souza (Brasil)


CONTO:

1º lugar: “O Amigo” por Sónia Rodrigues (Brasil)
2º lugar: “Projecto Urano” por Alberto Arecchi (Itália)
3º lugar: “Conhecendo a Natureza” por Vitor Gonçalves (Brasil)

 

Muitos parabéns!

Muito obrigado aos Membros do Júri pelo trabalho atento de ler todos os poemas e contos recebidos.

Entretanto, como hoje chove em Portugal, partilha-se a canção "Chuva" pela Fadista Mariza.

 

Até breve.

 

 

 

No Dia da Língua Portuguesa

por talesforlove, em 05.05.21

Hoje, por António Gedeão

 

Quero adormecer na areia

loira da praia remota

enquanto no azul vagueia

a asa de uma gaivota

 

Até breve.

A voar

por talesforlove, em 01.05.21

Voo, por Rui M.

 

Eu voo

Sobre sonhos refeitos em cores

E avisto flores, tais quais estrelas

E montanhas, tais quais colinas marinhas.

 

Voo como se nadasse

Sonho como se rastejasse.

Não sou molusco, não sou lobo

Sei talvez ser lince.

 

E a voar ouço o tocar do vento:

essa melodia, sem dedilhar ou quaisquer teclas.

 

Selvagem..............

 

Piano não o vejo, revejo-me acordado.

Certa apenas é esta loucura solitária.

Esse honesto estado de alma.

A que a música dá asas,

sobre montanhas, frios alheios a raios de sol,

propulsionados pelo sentir,

e nos quais não estás e

para os quais não existo.

 

Findo-me.

Parto de novo,

sobre águas, tais quais nuvens.

 

Florian Christl - Fly (Voar)

https://www.youtube.com/watch?v=bs5fxPI53wQ

 

Até amanhã.

Poemas a Marco Paulo

por talesforlove, em 17.04.21

O Concurso Literário Natureza 2020-2021 terminou no passado dia 13 de Abril. Todavia, tal como previsto no regulamento, fazemos um breve prolongamento de tempo para receber mais alguns poemas para homenagear Marco Paulo. Por outras palavras, até final de Abril, ainda recebmos poemas para homenagear Marco Paulo!

Entretanto, partilha-se um programa de Bruno Nogueira, com forte componente ambiental:

https://www.tsf.pt/programa/tubo-de-ensaio/emissao/agua-com-sabor-a-fukushima-13567652.html

E, já agora, este sobre petições...

https://www.tsf.pt/programa/tubo-de-ensaio/emissao/agarrados-as-peticoes-13562999.html

Portanto, partilha-se, novamente, esta petição para Portugal, e que fz muito sentido em tempos de Covid-19:

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=movimento8

 

Finalmente, partilha-se sobre a felicidade...

https://fuiprocrastinar.blogs.sapo.pt/530-ser-feliz-da-trabalho-567385

 

Para terminar, hoje, apresenta-se a seguinte poesia de Viviane P.:

 

Isolamento

 

Eu me perdi no sofrimento,

Vi tanta gente triste , tanto vento.

Fiz até analogia entre a chuva e o sentimento.

Eu não vivo mais a contento...

Não tenho mais um parágrafo, vírgula, acento,

Só tenho mesmo hiatos, um e outro momento.

Frases curtas, miúdas e um pensamento,

Me expresso em contingências sem qualquer questionamento.

Sigo a passos lentos, mente em arrebatamento.

Ah, o futuro não está mais em andamento...

Eu me enganei , me faltou discernimento!

E, no meu peito veio o arrependimento,

De não ter percebido o grande acontecimento:

A virada no mundo, o afastamento!!

Por que não mudei meu comportamento?

Agora é um a um em isolamento!

Eu sinto muito, ah, como eu lamento...

Mas, deixo aqui meu depoimento:

A tristeza sim é que é aprisionamento!

E ainda que obrigatório o distanciamento,

Posso desejar-lhe em um aceno, um cumprimento,

Dias melhores, dias de paz e de acolhimento!

 

Até breve.

 

 

 

 

Nascimentos...

por talesforlove, em 01.04.21

E hoje, enquanto nasce o resultado de uma nova Edição do Concurso Literário Natureza, saibamos fruir de um pouco de poesia e esperança. Aqui podem encontrar o regulamento da Edição atual: https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/concurso-literario-natureza-2020-2021-92476

 

Sagrado, por Sílvia Silva (Portugal)

 

Eu encontro a força

Na natureza

Chãos sagrados

Da Terra Mãe

Vontade do Pai Sagrado…………

e a água de Neptuno ...

Todos nós carregamos vontades

Palavras sagradas ...

(Traga paz…)

Chamamentos divinos ...

(Shhh ... mantenha-se imóvel ...)

Esperamos ... por dias melhores

(Vai se tornar realidade ...)

Os sonhadores existem

Eles unem-se ...

No nosso Santuário.

 

Tradução livre de:

Sacred, por Sílvia Silva

 

I find the strength

In the nature

Sacred floors

Of Mother Gaia

Holy Father's Will

and Neptune's water...

We all carry intentions

Sacred words…

(Bring peace…)

Divine callings…

(Hush... stand still…)

We hope... for better days

(It will come true…)

Dreamers exist

They unite…

In our Sanctuary.

 

E aqui, como que em contemplação do inexplicável, relembremos Alpha:

 

 

Até já.

"Os dias de Hoje"

por talesforlove, em 13.03.21

“Os dias de Hoje” é um projeto que é um ato de coragem porque desejar ser apenas uma partilha de sentimentos. Fica sujeito às críticas e, todavia, os Autores podiam estar a utilizar o seu tempo para fazer algo que egoisticamente os ajudasse apenas a eles.

É algo único, pela forma e pelo contexto que lhe dá origem, surge como uma demonstração de se existir… nos dias de Hoje.

Vale a pena ouvir e partilhar!!

Sobretudo a partir de hoje, dia em que se inicia a Edição 2020-2021 do Concurso Literário Internacional Natureza! Vejam umas partilhas atrás!

 

https://www.youtube.com/watch?v=r4izd335bXg

 

 

Estes dias, muitas vezes podem surgir como algo sempre muito igual, sem qualquer nexo, só que são já uma vitória por serem um ato de resistência. Nunca se esqueçam disto mesmo.
O filme “A Melodia do Adeus” é bem uma fonte de inspiração, para quem a desejar contemplar e utilizar. Fica o convite a visualizar uma parcela do filme que nos mostra exatamente um adeus: de uma filha a um pai com cancro mas também nos revela a esperança que sempre existe.

https://www.youtube.com/watch?v=CIR5DicoxU0

 

 

Partilhamos ainda uma poesia por Viviane P., vinda do Brasil, um país tão flagelado pela pandemia por estes dias. Deseja-se que tudo volte à normalidade o mais rápido possível.


Façamos nós o bem!

Põe o bem onde não tem,
Divida com alguém ,
E põe o bem onde tem,
Aumentando o meu também.
Muita gente está sem!
Coloca um beijo, um amém,
Quem tem nem sempre vem,
Mas, se vem, faz tu também.
Não te esqueças de ninguém,
Quem ama o bem não se abstém,
Fazer o bem é o que convém.
Põe o bem aqui e além!


Hoje, para terminar partilha-se uma Anedota para animar:

Está uma pessoa estendida debaixo de uma figueira de barriga para o ar e de boca aberta.
Cai-lhe um figo na boca e ele fica na mesma posição.
- Porque é que não comes o figo? – pergunta o amigo.
- Estou à espera que caia outro, para me empurrar este para baixo…

Obrigado pela vossa visita.
Até breve.

Perspetivas em Flor

por talesforlove, em 21.02.21

"Perspetivas em Flor", por Rui M.  

 

Num campo profundo um ponto branco.

Pétalas num mar verde…

Improvável sobrevivente: como se a vida ganhasse forma,

quando ela está no palco da natureza.

 

Se:

A flor morre sozinha, ela é uma ruína.

Fragmentação de branco após branco.

 

Se:

A flor é colhida e oferecida,

É herança, dos significados embutidos em comportamentos.

 

Se a flor habita verdadeiramente o vale verde,

então o possível é tudo.

 

Nota: pesar pelo falecimento de Carmen Dolores (Atriz e Escritora)

Até breve

Dois poemas do Brasil

por talesforlove, em 28.01.21

Hoje partilhamos dois poemas do Brasil.

 

Sem nome, por Viviane P. (Brasil, 2021)

 

Eu queria viver em um mundo de sonhos dourados!

Mas, a realidade é uma floresta cheia de perigos e  desafios.

Não sei como permanecer  serena diante de tantos horrores.

Como  manter o meu olhar  nas flores que eu sei que ainda estão pelo caminho

 quando o que os meus olhos enxergam é dor e solidão?

Não, não, me recuso a ser assim infeliz para sempre.

Eu quero  viver no mundo de promessas que minha infância me mostrou nos livros  de contos de fadas!

Quero reis e rainhas que não adoecem nunca,

quero viver em um castelo

poupada da desilusão  de ser apenas um humano fadado à morte!

Ainda que eu saiba que são desejos inatingíveis ,

deixe-me  sonhar ,

porque é isso que torna minha travessia  por esses campos áridos possível.....

 

I wanted to live in a world of golden dreams!

But the reality is a forest full of dangers and challenges.

I don't know how to stay calm in the face of all these horrors.

How do I keep my gaze on the flowers that I know are still in the way

 when what my eyes see is pain and loneliness?

 No, no, I refuse to be this unhappy forever.

I want to live in the world of promises that my childhood showed me in fairy tale books! I want kings and queens who never get sick,

 I want to live in a castle spared the disappointment of being just a human doomed to death!

Although I know that they are unattainable desires,

 let me dream,

because that is what makes my crossing through these arid fields possible.....

 

Circo, por Maria C. (Brasil, 2021)

 

Pequenino, mascarado, espalhafatoso,

rebolando qual  enlouquecido  bailarino,

ele é vendaval  adentrando o picadeiro.

A multidão aplaude, grita, gargalha...

- Viva o palhaço, gritam da arquibancada.

 

           Compenetrado, ele imita os animais:

           ora é touro brabo, o toureiro enfrentando;

          ora é gato tristonho conclamando

          as gatas  todas espalhadas no telhado.

          Depois, é cão amigo, latindo a seu dono.

          Enfim, braços abertos, é pássaro voador.

          Aplausos mil aprovam a performance.

 

Falsa cara de choro, despedia-se o palhaço,

quando interrompido  pela voz infantil:

- Espere, meu palhaço, gosto de você,

volte, não tenho gato nem cachorro.

Você me convenceu, agora quero ter.

 

Ele agradece a todos tantos aplausos,

em especial, abraça e beija a menina.

Voltará logo a sua casa, sem crianças.

Ele é apenas um velhinho solitário.

O circo? Sua única alegria nesta vida.

 

Este segundo poema, lembra o papel do Circo também enquanto entidade que apoia os animais e merece ser apoiada em tempos de pandemia.

 

Até breve,

Rui

 

 

 

 

Tempo de Ciência, Esperança, Pandemia e Poesia

por talesforlove, em 21.01.21

Hoje, é tempo de recolhimento, mais velhos, mais novos, todos juntos, porque todos contam e todos devem estar protegidos, para a esperança prevaleça. Fica este apelo. E que haja sentido de comunidade. Protejam-se.

Fica ainda o apelo a que apoiem não só os Profissionais de Saúde mas também os Profissionais de Ciência.

Podem apoiar aqui:

Carta aberta por um investimento urgente em Ciência em Portugal : Petição Pública (peticaopublica.com)

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=movimento8

E participem, em Abril, no Concurso Natureza 2020-2021, algumas publicações atrás neste blog.

Partilha-se ainda um poema de Antonio Cisneros - Então, nas águas de Conchán (Verão de 1978) no programa O Som que os Versos Fazem ao Abrir.

O Som que os Versos Fazem ao Abrir de 20 Jan 2021 - RTP Play - RTP

https://www.rtp.pt/play/p3076/e518950/o-som-que-os-versos-fazem-ao-abrir

 

Até breve.

 

 

 

Bom Dia, Concurso e Ciência

por talesforlove, em 12.01.21

Bom dia!

Fica ainda o apelo a que apoiem não só os Profissionais de Saúde mas também os Profissionais de Ciência.

Podem apoiar aqui:

Carta aberta por um investimento urgente em Ciência em Portugal : Petição Pública (peticaopublica.com)

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=movimento8

 

Fica uma canção de TonY Carreira:

 

Em breve uma canção de Nel Monteiro. Saudades do Verão e dos Bailes.

O que seria este blog sem as(os) leitoras(es)...

Até breve.

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