Filmes, Poesia e Evento Literário na Amadora em meados de Setembro
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Até breve.
Finalmente, anunciamos os vencedores da Categoria Poesia, para a Edição 2018-2019 do Concurso Natureza.
Parabéns a todos os vencedores e vencedoras.
O Concurso Natureza tem feito um percurso de reconhecimento dos autores e autoras que acreditam nesta aventura literária e sobretudo acreditam num mundo diferente, em que o ambiente e a sua preservação, por ser central para o nosso bem estar, tem um papel central nas nossas vidas, enquanto comunidade global.
Muitos trabalhos serão aqui divulgados, ainda que não premiados com primeiros lugares, assim os(as) autores(as) assim o autorizem.
Até breve e boa escrita.
Boa tarde Amigos Autores,
Nada melhor do que começar o ano com sol e alguma bela poesia!
É interessante verificar que a par da publicação em papel surge imediatamente a publicação em formato digital. É algo que parece ser bom para o ambiente pois existe menor consumo de papel e o gasto de energia dos equipamentos de leitura parece ser negligenciável. A estes factos acresce que o formato digital é menos oneroso que o formato em papel. Para muitas pessoas, o livro continua a ser algo privilegiado na leitura de poemas e outra literatura, sendo que, podemos alegar, ainda contém a magia das coisas sem tempo e eventualmente sem grande complexidade.
Assim, com grande alegria, convidamos à leitura do livro “FAZENDO AMOR COM O UNIVERSO EM VERSOS” (Outubro 2018) de Claudete Soares (Brasil – Bento Gonçalves - RS), Editores Valdir Ben e Vânia Bortoletti, o qual nos apresenta um conjunto de poemas de grande sensibilidade estética e humana, a par de uma composição gráfica belíssima. Entre esses trabalhos encontra-se o seguinte:

FELIZ
Violinos tocam em mim
quando acordo em ti.
O meu anjo doce
estende um tapete de luz
para revestir o meu dia.
E eu caminho nas rosas das horas
entre perfumes e espinhos.
Feliz.
E ainda, este humaníssimo:
DOR DE MENINA
A menina chorava...
De feições doces, mas tão sofridas!
Quem saberá das suas feridas?
Quem saberá das dores
que lhe escurecem a alma?
Nem as flores, cujos perfumes
lambem a sua face,
conseguem serenar o coração aflito.
Ele que quer ganhar o infinito,
fugir desse lugar cruel
que lhe tira o mel da vida
e o cobre com véu os sonhos,
lhe roubando a seiva pueril.
Que olhos bondosos poderão vê-la,
e agasalha-la em seu colo,
salvando-a da aflição?
Para adquirir esta obra, com quase 150 poemas, e também disponível em versão digital/e-book, recomendamos os seguintes contactos: claudete@msrg.com.br e bendesign@bendesign.com.br
Ainda outro livro de poesia, que vale a pena conhecer, é “Azul Instantâneo” (2018) por Pedro Vale (Portugal – Madeira). A poesia visual é muito importante neste livro e sem dúvida oferece uma diversidade na interpretação do que se pretende transmitir. Assim, não é de estranhar que o design gráfico da obra, nomeadamente na capa, apresente linhas tão simples, não ofuscando, de forma alguma, o conteúdo poético já de si tão gráfico.

Um poema, sem nome, a ler será:
Talvez um dia recordes
num qualquer espelho torto
quão simples fora a tua salva
e te lembres daquela vez
em que ceáramos apenas meia
laranja e nada de pão naquela casa cega
com o telhado a verter lágrimas
de fel.
E ainda este:

Para contactar o autor, recomenda-se o seguinte contacto: valedepedro@gmail.com
Finalmente, convida-se à leitura de um poema naturalista por Marcelo de Oliveira Souza, IwA (Brasil):
Venezuela!
Veneza pequena, está ela
Grande emblema, singela!
Motriz da América,
Via da janela.
Braço forte,
Com clientela
Petróleo bruto
Na cancela,
Estado ativo
Virando favela.
O Fruto Maduro
Sofre no duro
Distorce o futuro,
Nesse grande enduro,
Não tem futuro...
Sem cair do pé.
Ninguém acode
Nem perde a fé,
O povo grita,
O sofrimento irrita
Até um dia o fruto Maduro
Que apodrece a árvore
Cair na maré!
Venezuela!
Venecia pequeña, está ella
¡Gran insignia, sencilla!
Motriz de América,
Vía de la ventana.
Brazo fuerte,
Con clientela
Petróleo bruto
En la cancela,
Estado activo
Que se transforma en barrio de lata.
El Fruto Maduro
Sufre mucho
Distorsiona el futuro,
En ese gran testarudez,
No tiene futuro ...
Sin caer del pie.
Nadie ayuda
No pierde la fe,
El pueblo grita,
El sufrimiento irrita
Hasta un día el fruto Maduro
Que se pudre en el árbol
¡Caer en la marea!
Até breve.
Abraço.
Terminou a data limite para a submissão de textos ao nosso concurso e começou a seleção dos trabalhos. Desejamos a todos um Excelente 2019!

Até breve.
É com grande alegria que anunciamos o início do Concurso Literário Internacional “Natureza 2017-2018” o qual este ano decorre entre 1 de Dezembro de 2017 e termina a 1 de Fevereiro de 2018. A 19 de Fevereiro são anunciados os pré-finalistas e a 28 de Fevereiro os principais vencedores.
Referimos alegria neste anúncio porque este é o reencontro de todos nós nesta aventura literária que tem por um dos seus grandes objetivos sensibilizar para a proteção da natureza. Um reencontro entre amigos. Este ano, pelo menos em Portugal, as alterações climáticas são mais evidentes: os grandes fogos florestais de 17 de Junho e de 15 de Outubro, parecem provar essa realidade. O sofrimento das pessoas foi enorme e notar a substituição de um manto verde pela cor da cinza, é triste. No mundo, o facto de as concentrações de CO2 na atmosfera estarem em níveis muito elevados, só nos pode deixar também atentos.
É tempo de agir, pelo que fica aqui também o convite à vossa participação neste concurso e de seguida as condições de participação e outros detalhes.
Nesta edição, procuramos novamente HOMENAGEAR também a comunidade emigrante Portuguesa, através da homenagem a Shawn Mendes!
“Nunca Estarás Só (Escrito à mão)”
https://www.youtube.com/watch?v=N7VCLNBNJQs
Sem, é claro, esquecer os que ficam em Portugal!
O vídeo de “Nunca Estarás Só (Escrito à mão)” tem uma proximidade com a natureza e uma imagem de uma floresta conservada e verde que só nos pode inspirar e a letra é muito apelativa. Com efeito, é importante que não estejamos sós neste trabalho em prol da natureza.
Fica a nossa tradução desta letra para Português:
Nunca Estarás Só (Escrito à mão)
Eu prometo que um dia eu estarei do teu lado
Eu te manterei sã e salva
Neste momento tudo é uma loucura
E eu não sei como parar ou ir mais devagar
Ei
Eu percebo que há muito para falar entre nós
E eu não posso ficar
Deixa-me apenas abraçar-te um pouco mais agora
Toma um pedaço do meu coração
E faz com que seja todo uma parte de ti
Assim, quando estivermos separados
Nunca estarás só
Nunca estarás só
Tu nunca estarás só
Quando sentires a minha falta, fecha os olhos
Eu Posso estar longe, mas não ausente
Quando adormeceres hoje à noite
Lembra-te que nos deitamos sob as mesmas estrelas
E, ei
Eu percebo que há muito para falar entre nós
E eu não posso ficar
Deixa-me apenas abraçar-te um pouco mais agora
Toma um pedaço do meu coração
E faz com que seja todo uma parte de ti
Assim, quando estivermos separados
Nunca estarás só
Nunca estarás só
Tu nunca estarás só
Tu nunca estarás só
Tu nunca estarás só
Tu nunca estarás só
E toma
Um pedaço do meu coração
E faz dele um pouco de ti
Assim, quando estivermos separados
Nunca estarás só
Nunca estarás só
Detalhes de Regulamento 2017:
Tema principal: "Proteção à natureza"
Tema de apoio: "A canção de Shawn Mendes"
Organizador do concurso:
Rui M.
Responsável do Júri:
Edweine Loureiro
Poeta e escritor Brasileiro radicado no Japão.
Premiado internacionalmente.
Principal patrocinador:
Rui M. Publishing
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Parceiros iniciais 2017 (lista não definitiva):
1) Jornal Bom Dia - Luxemburgo
http://bomdia.eu
2) Blog do Lucabe - Brasil
Este ano a App LinbonTourism em associação (sem custo; basta seguir botão lado esquerdo):
https://www.microsoft.com/store/apps/9nblggh3335s
Para nos seguir:
http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/data/rss
ou, no início do blog, submeter o e-mail e seguir os passos indicados.
Pinturas disponíveis:


Por Ester Galhardo dois poemas
A criação do mundo
Criou Deus no princípio o Universo em seis dos dias.
Era o mundo disforme e vago com negrume.
Mas pairava o Espírito n’águas arredias
E disse o Altíssimo: haja luz. E veio o lume.
E separou o clarão das trevas, dia e noite,
No primo dia. E houve, pois, tarde mais aurora.
Disse idem: haja firmamento na torrente
Chamando a base de Céu no dia de agora.
Por continuação disse nos dias seguintes:
Ocorra uma separação entre a água e o sedento -
Quer dizer, entre o mar e a plaga, o rio e os lotes –,
Produzam as planícies árvores e o mato,
Façam-se luminares no Céu, o sol e a lua,
Nasçam seres viventes no ar e ainda no mar
E ao ser terrestre: reproduza. A Terra é tua.
Viu então que era boa a feitura posta a amar.
Façamos, pois, o homem a nossa imagem e,
Conforme a nossa semelhança, disse Deus.
Governe sobre a Terra, do golfinho ao bode,
Das bestas das águas profundas e de Zeus.
E do barro montou Deus a um belo boneco
De contornos e sapiências a Ele iguais.
Por toda parte projetada de seu corpo,
Felicidade e devoção usava a mais.
O boneco era de estatura intimidante,
De perfeição a um pecador inesperável.
Era aos olhos de Deus um ser exuberante
Ainda que fosse por Ele reprovável.
Sabia o Altíssimo que o homem decairia,
Que pecaria na primeira tentação.
Mesmo assim as narinas Ele sopraria
Dizendo-lhe: é muito bom em exatidão.
Galhardo
Doces, as águas, das Minas Gerais,
Onde peixes subiam infinitos,
Alegres, nos gentis mananciais,
E vida permitiam aos distritos.
Agora, essa lama, vede! Olhais!
Carregada, corre, com mil detritos,
Radioativos, e, morte, provais.
Quem, pois, irá pagar por tais delitos?
-A natureza, com danos funestos;
-Os moradores, sem teto e comida;
-O Brasil, pela beleza perdida.
Pois vós, mesmo que em erro manifesto,
Governadores, em falta homicida,
Nunca tereis parte em ação vindita!
"Rondó do Planeta" por Mardenia Maria, publicado no livro em e-book “Sinta a CALIDEZ dos poemas” na Amazon.com
www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_noss?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&url=search-alias%3Ddigital-text&field-keywords=calidez&rh=n%3A5308307011%2Ck%3Acalidez
Rondó do planeta
O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Jogamos lixos nas ruas
Com a chuva vai enchendo
O planeta está morrendo
E nós desobedecendo
Devastamos as florestas
E a terra vai se aquecendo
O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Queremos tecnologia
Impactou o meio ambiente
O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Os desastres naturais
Estão bem mais frequentes
O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Tudo desequilibrado
Anseios prevalecendo
Resiliência humana!
Buscar tanta ostentação...
E será que vale a pena?
a) Regar ao final do dia (pois a evaporação será menor que durante o dia);
b) Lavar o automóvel com menos água, ao final do dia;
c) Guardar a água fria enquanto se aguarda a água quente enquanto se puxa para a banheira, para tomar banho;
d) Usar água de lavar vegetais na cozinha para regar plantas em vasos;
e) Elaborar alimentos com utilização de tomate, que não necessitam de adição de água, podendo, no Verão, ser em cru [Ideia facultada por chefe André M.].
Nota Sobre Concurso Literário “Natureza 2017-2018”:
Terá início a 1 deDezembro.
Serão aceites poemas e contos com o tema “Natureza” (“proteção do ambiente”, “amor e ambiente”, “natureza humana”, “natureza do mar”, entre outras variantes).
"Existe um outro céu" por Emily Dickinson (1830-1886)
Existe um outro céu,
Sempre sereno e sempre justo,
E existe outro brilho do sol,
Embora seja possível a escuridão lá;
Nunca te importes com florestas que se esvanecem, Austin,
Nunca te importes com campos silenciosos -
Aqui está uma pequena floresta,
Cuja folha é sempre verde;
Aqui é um jardim mais brilhante,
Onde nunca um gelo se deteve;
Nas suas flores em desbotamento
Eu ouço o zumbido da brilhante abelha:
Prithee, meu irmão,
Para o meu jardim vem!
Poema original:
There is another sky by Emily Dickinson (1830-1886)
There is another sky,
Ever serene and fair,
And there is another sunshine,
Though it be darkness there;
Never mind faded forests, Austin,
Never mind silent fields -
Here is a little forest,
Whose leaf is ever green;
Here is a brighter garden,
Where not a frost has been;
In its unfading flowers
I hear the bright bee hum:
Prithee, my brother,
Into my garden come!