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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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Quase lá.

por talesforlove, em 04.10.18

Quase lá.

Mais um concurso literário,

dias, noites e estrelas de calor, cá,

um ano decalcado em letras, à porta,

pretas, azuis, vermelhas, ondas espetrais;

as palavras, as tais, que só o seu significado importa,

se denota em cada sonho. Profundo. Livre.

 

Até breve.

Um poema...

por talesforlove, em 19.07.18

Imaginem-me Verde…

 

(Parte I)

Verde, como uma árvore de raízes enterradas,

Em água gelada no Verão, terra, húmus e pedras aladas,

Que os teus olhos jamais verão,

Porque esta estação é só minha:

Reflexo nos meus olhos, meu coração,

Na qual sou fixo, Vida que não caminha.

 

Imaginem as minhas folhas no céu,

O vento a tocá-las como a um instrumento musical,

A tocar, a tocar, a tocar… Por séculos

e séculos, e Verões, Outonos, Invernos

e Primaveras sem fim…

E deita-se no chão um corpo, e outro,

e sentam-se, e ambos são elevados pelo

som. Lhes dá paz; infinda.

 

Imaginem as minhas folhas no céu,

um instrumento musical, dedilhado pelo vento,

por séculos, a tocar, a tocar, a tocar,

Invernos, Verões, só estas duas estações,

e tempos sem fim…

E enlevados pela música são dois corpos:

um sentado, olha o céu, filtrado por mim,

o outro, de pé, olha em redor e para cima,

ambos em paz. Universo feito de paz…

 

Por Rui M. a 19 de Julho 2018

Poema "Incêndio" por N. Lopes - Recordando os Fogos de Pedrógão

por talesforlove, em 17.07.18

 

Incêndio
 
Esta sombra encarnada de sangue
agarrada aos passos desta gente
é agora sofrimento bumerangue
um vai e vem da dor que se sente
 
É sofrimento do tamanho do céu
caído nas cinzas que se respiram
cobrindo as almas com um véu
dos corpos que daqui partiram
 
E é de lavaredas este interior terra
acesas no peito dos que a sentem
gritos ouvidos dos vales até à serra
na suplica a Deus que os afugentem
 
Aí fogo queimado para sempre aceso
aí chuva semente de sangue corrente
trás tu a liberdade a este povo preso
ao trauma do corpo e de alma doente

 

E que de ti se construa nova esperança
levantando a sombra que lhe dá o corpo 
renascida natureza que o sentir alcança
sol e terra semente de vida pelo morto 
 
E que dessa dor de incêndio profundo
se salvem as grandes pedras brancas
como pombas de esperança no mundo
fechando as portas da dor com trancas

 

Boas leituras e até breve.

 

 

Em Abril 2018

por talesforlove, em 01.04.18

Abril de 2018 recebe-nos de braços abertos. É tempo de partilhar o poema vencedor do Concurso Literário, e apresentar um olhar sobre a novela "O outro lado do paraíso" e ainda contribuir, um pouco, para ultrapassar o problema da vespa asiática.

 

O poema vencedor do Concurso Literário "Natureza 2017-2018"

 

As tempestades de areia

 

O deserto como um mar
(substrato: o sal universal: medula)
E o avolumar de suas ondas-dunas
E os vales lacunas entre outras dunas.
Oceano messiânico alastrando-se
                                             invadindo
                                                   propagando

                                                         (propaganda)                                                                                                                

 

Khamsin. Simum. Ghibli. Harmattan.
Legião tentacular endiabrada a esbravejar:


                                                 ¡A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                 ¡ A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                            ¡  A-VAN-ÇAR. EIA! 

                                                                                                             

Tal qual o degelo dos blocos de matéria-outra
De matéria-areia
Expandisse e dilatasse suas beiras
                                                       margens
Para muito além de seus próprios limiares
                                                                      orlas
Um Midas não-aurífero, arenífero
Tudo ferindo num ferino açoite ensandecido
Até que o globo circunscrito a uma-una camada tênue
Totalitária tessitura de clausura rasa
Cedesse enfim à ambição da abolição de todas as fronteiras
E instituída a tirania da saciedade
Em que tudo é deserto e nada foge:
Cárcere sem grades. Cânceres sem grades. Metástase

 

Por Arzírio Cardoso - Brasil

 


Um breve olhar sobre a novela Brasileira "O outro lado do paraíso" (atualmente em exibição no Canal SIC em Portugal)

 

Tocante e comovente, estamos perante uma história a fazer-nos sonhar com o lado bom do Brasil.
Podemos olhar para a luta ou dilema, entre a possibilidade de exploração de esmeraldas na terra rural, longe da cidade, e a possibilidade de manutenção de tudo como está, nessa mesma região. Vislumbra-se um pedaço de luta pela conservação da natureza: será mais valiosa a paz e beleza daquelas terras ou a riqueza material que estas guardam? E, todavia, também as esmeraldas possuem uma beleza muito própria.
A poesia das paisagens e dos passeios pelos quais as personagens nos levam, será como uma mensagem subliminar: "Venham até aqui". O verde da floresta e matiz esverdeado e cinza dos rios, preenche-nos de curiosidade por um calor muito distante. Uma paz morna, por vezes, de "eterno" verão. Tudo isto nos é mostrado e dado a sentir, com o auxílio de imagens, algumas delas panorâmicas.
A apresentação da novela é um aperitivo para o que se segue. A letra da música contém uma mensagem ética que de certa forma funde a natureza da paisagem à nossa natureza interior; a humanidade. A natureza selvagem surge com uma dimensão divinizante de si própria e dos personagens que a têm como palco das suas vidas. A câmara de filmagem "corre" pelas paisagens, tal como os nossos olhos levados pelo exercício da imaginação ao longo desse "modelo" perfeito para uma verdadeira obra de arte.
Esta novela leva-nos a paisagens tão próximas do âmago do ser humano que a natureza nela retratada não se separa do sentir das personagens, incluindo o da personagem principal: Clara. Existe, sente-se, um "ser de arte", no sentido metafísico, tal como Diderot (1751-1772) a definiu na Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. Porquê? Porque, por vezes, a história nos leva a sentir no limiar do surpreendente, no limiar do que não esperamos. Afinal, como se pode esperar vivenciar tantos sentimentos através de uma história imaginária, transposta para o ecrã? Afinal, estávamos enganados, foi possível.

 

 


A tragédia da vespa asiática em Portugal (velutina nigrithorax)

 

Como o nome indica, a vespa asiática é originária da Ásia, em concreto, da Ilha de Java (Indonésia). Atualmente, tem ameaçado seriamente a vida das abelhas europeias produtoras de mel pelo que têm sido feitos alguns estudos com o objetivo de saber melhor como a controlar e eliminar. Em particular, o ciclo biológico das vespas é muito útil conhecer: com efeito, entre Setembro e Fevereiro, as obreiras morrem e as novas vespas fundadoras hibernam; entre, Abril e Maio, estas vespas fundadoras começam a construir ninhos primários, usualmente com forma esférica, com diâmetro de cerca de 50 mm; depois, entram as novas colónias em atividade total, sendo nesta fase que se tornam uma grande ameaça a outros insetos.
Como a combater?
Além de armadilhas compradas em casas de apicultura, existem ainda iscos artesanais feitos com: i) água de derreter cera de favos velhos, e o seu pólen, após fermentação, para não atrair abelhas; ii) mistura, em partes iguais, de groselha, cerveja preta e vinho branco.
Para a destruição dos ninhos devem-se contactar as Câmaras Municipais.
Esperamos que este seja um pequeno, mas eficaz, contributo para salvar a abelha doméstica.

 

 

Um obrigado Stephen Hawking pelo exemplo de perseverança e pelo bom humor.

 

220px-Stephen_Hawking.StarChild.jpg

 


Obrigado e até breve.

 

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Uma música a ver com este blog

por talesforlove, em 07.11.17

Pelo facto de referir estrelas, flores e pessoas, esta música de Ivete Sangalo - "Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim" tem tudo a ver com este blog. Um blog que tem também como objetivo criar oportunidades para novos escritores e escritoras.

 

Fica o convite a ver e ler.

 

Aqui é possível encontrar a letra:

https://www.vagalume.com.br/ivete-sangalo/se-eu-nao-te-amasse-tanto-assim.html

 

Até breve e boas leituras.

 

 

Professor Marcelo Rebelo de Sousa - Momento de Amor - Incêncios de Portugal

por talesforlove, em 22.10.17

marcelo.jpg

 

Vamos todos ajudar.

 

Save

"Gotas de Chuva" - um poema por Pedrógão e tantos outros locais

por talesforlove, em 17.10.17


Gotas Ophéliares que cortam os ares,
Dos céus vindas, em setas, milhares,
e se cravam no solo e lhe sopram a vida,
que nos devolvem a esperança...
que nos prometem a futura bonança,
que nos livram, já hoje, do inferno,
e nos fazem desejar o Inverno...
que nos fazem esquecer sonhos (e pesadelos) de Verão,
que... nos devolvem o sono. Terno.
Que nos permitem repousar.
Repousar.
Chuva que lavas as nossas faces.

Fogo da Floresta e Fogo do Amor

por talesforlove, em 15.10.17

Num dia em que arde Portugal continental, o norte de Espanha, a Califórnia e várias regiões da Austrália, em Portugal, em particular, aguarda-se a chegada do furacão Ophélia como uma grande esperança para o fim deste inferno de chamas.

 

Tanto quanto se sabe, a única namorada de Fernando Pessoa foi Ophélia Queiroz.

Fica aqui um poema que ele lhe dedicou:

 

Quando passo um dia inteiro

Sem ver o meu amorzinho

Cobre-me um frio de Janeiro

No Junho do meu carinho

 

Fonte: página 30 de

"Cartas de Amor a Ophélia Queiroz" por Fernando Pessoa (2009), com organização, postfácio e notas de David Mourão-Ferreira, Lisboa, Editora Ática, pp. 168

 

Nem que fosse apenas para conhecer esta obra já valeria a pena ir à Feira do Livro de Lisboa de 2017.

Boas leituras e votos de empenho ambiental.

"Oração da Árvore" por Veiga Simões em 1914 - Ontem 3 meses após Pedrógão

por talesforlove, em 18.09.17

Oracao da arvore.JPG

 Nota: Fica o convite para subscrever este blog, incluindo o seu endereço de e-mail na caixa no topo desta página e clicando "subscrever". Obrigado.

Sem poesia em palavras - Milos Karadaglic - Danza del Molinero ("El Sombrero de Tres Picos")

por talesforlove, em 19.08.17

Um belo exemplo de música sem poema enquanto letra musical.

 

https://www.youtube.com/watch?v=zCKxKXo_LUo

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