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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

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A Aristides de Sousa Mendes

por talesforlove, em 24.10.21

Boa noite.

Hoje um poema a Aristides de Sousa Mendes (por Rui M.), uma homenagem aos poemas (por Marcelo Souza) e ainda o Programa de Júlio Machado Vaz, porque referindo-se hoje a um tópico familiar, tem algo a ver com o ato de salvação de pessoas que fogem da guerra, frequentemente em Família.

 

a Aristides de Sousa Mendes, por Rui M. (Portugal)

 

Em momentos sombrios de medo.

Tempos que se distendem, em sangue,

a adiar a dor, sofrimento, pranto (abafado):

o sonho do sol e o calor, do amor impossível de crer.

 

Hoje, em Portugal:

PAR https://www.refugiados.pt/

 

Poetizando, por Marcelo Souza (Brasil)

 

Poetizando o mundo
O poeta faz sonhar,
Poetizando o leitor
O poeta faz amar,
Poetizando o estudante
O poeta faz crescer,
Poetizando o idoso
O poeta faz rejuvenescer,
Poetizando a natureza
O poeta vai proteger,
Poetizando a vida
O poeta vai crescer,
Poetizando a família
O poeta vai unir...
Poetizando a poesia
O poeta vai se eternizar!

(Do blog: http://marceloescritor2.blogspot.com)

 

Finalmente, o poema "O Amor é" para esta semana:

https://www.rtp.pt/play/p266/e574688/o-amor-e-fim-de-semana

 

Até breve.

Um poema em tempos de Outono

por talesforlove, em 25.09.21

Em tempos tão ativos por questões de proteção ambiental, fica um poema.

 

Nuvens

 

Longos brancos partilhados

Partículas tão belas quanto frias

De sentimentos neutros recortados

Tais quais de violoncelos e melodias

Por vezes, o vento forte leva-as…

E estende-as, estende-as, alonga-as, alonga-as… estica-as… prolonga-as… dispersa-as……

Até que o sopro é o horizonte

E sem porto por lá se ficam, noutra margem…

Que de sonhos se veste.

 

Existem pessoas para as quais a vida é um jogo nulo,

A cada nascer do dia, um por do sol,

A cada nascimento, uma morte,

A cada olá, um adeus,

A cada confissão, uma incompreensão,

A cada soletrar, um desencantar.

 

Mas, a cada mão que se toca, nova vida.

A cada desencanto, um novo recanto

A cada canto, renovado encanto

A cada sofrimento, um ensinamento

A cada circuito partido, um porto amigo

A cada mentira, uma defesa em gota cristalina

A cada silêncio, uma melodia

 

E a cada dor, amor

Para cada folha em branco, poema

Por cada estrela, calor

A cada soletrar, um partir sem pena

 

As nuvens são neutras, não sentem,

E assim, são mais felizes que tristes,

Porque ser neutro é estar no meio.

 

nuvens poema.jpg

Uma livraria em Bucarest:

Editura ART Creativ Bucureşti | Facebook

 

Partilha-se igualmente uma App amiga do ambiente:

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.silentmanager.g29.silentmanager

 

Até breve.

Sobre o 2º Poema Vencedor e Fado

por talesforlove, em 22.06.21

Prepara-se a partilha do Poema em 3º Lugar na corrente edição do Concurso Natureza 2020-2021 mas, antes ficam aqui umas merecidas palavras sobre o Poema que ficou em 2º Lugar, já partilhado.

Com efeito, trata-se de uma alegoria do mar, das sereias, enfim dos sonhos. Aqueles que se confundem com as águas e que nos fazem emergir e submergir quando o Fado do Tempo nos permitir. Transborda cor imaginada e um acreditar em algo quase metafísico, quase não perceptível. É bom ler o poema que cheira a mar e a paixão.

Assim, deixa-se aqui o fado "Mapa do Coração" por Ana Moura. Sobretudo, para quem sente saudade de um passeio plenamente livre pelas ruas de Lisboa.

Até breve.

Palcos de Flores e Marco Paulo

por talesforlove, em 16.05.21

Hoje, fica uma homenagem dupla. A primeira a Maria João Abreu, que partiu subitamente… como se o céu deixasse de contar com a companhia do sol, sem qualquer aviso prévio. Nos tempos que correm, esta é uma situação que parece desafiar a nossa capacidade para ir mais além. Mas iremos, claro que sim.

 

A Suave Flor dos Palcos

 

Levantei-me pela manhã e,

Deslumbrante o sol vi, brilhante,

Mas passado um par de horas,

Liguei a TV e vi que partiste!

 

E foi então que a venda dos meus olhos

Caiu sem que o esperasse,

Pois as lágrimas soltavam-se aos molhos.

Partiras ainda que Lisboa te amasse!

 

Demos-te por garantida…

E deixei os meus olhos na calçada.

Branca de Saudade. Fria.

Fria… Plena de Frio… De pedra branca.

 

Que saudade desse teu campo de Teatro,

Feito de flores de todas as cores…

E fonte fresca de águas humanas,

Refrescantes desta vida de mil sabores.

 

Nossa Maria João Abreu…

O que foi que aconteceu?

 

por Rui M., 14 a 16-05-2021

 

E o próximo poema surge como homenagem a Marco Paulo.

 

Intemporal

 

Tocaste o coração de crianças e mulheres...

Senhores e idosas...

Com sentido e comovido cantar,

Marco, vieste a firmar o teu lugar na história

 

Guerreiro perante a contrariedade

De sorriso estampado no rosto

A sua aura emana a positividade

Como um raio de Sol nas intempéries da vida

que veio para mudar a vida dos portugueses...

 

No seu estilo único, música e melodia

Com sentido de humor e o amor nas palavras

 

Força de leão, persistência única

és tu, Marco!

 

Para sempre símbolo de nostalgia

e força 

aos que te seguem e acompanham.

 

por Sílvia Silva, 02-Maio-2021

 

 

Em Junho divulgam-se os textos dos trabalhos vencedores!

Novas imagens de inspiração e novos contos plenos de imaginação.

 

Abraço.

Até breve.

 

Trabalhos em Antologia Natureza 2020-2021

por talesforlove, em 13.05.21

Bom dia!

É com grande satisfação que se divulgam os restantes trabalhos premiados, a incluir também na Antologia Natureza 2020-2021.

 

Menção Honrosa: “Mar de Lixo” por Evandro Nunes (Brasil)

 

Além dos trabalhos nos primeiros lugares, serão ainda incluídos na Antologia 2020-2021 os seguintes trabalhos, sem ordem particular:

 

Poema “No meio do caminho…”Por Sónia Rodrigues (Canadá) VER

Poema “Cuidar do lixo é cuidar da saúde!” por Marcos Pontal (Brasil)

Poema “Ao pé da varanda” por João Araújo (Brasil)

Poema “CHUVA DE DIAMANTES” por Alberto Arecchi (Itália)

Poema “Mãe Natureza” por Vitor Gonçalves (Brasil)

Poema “Tempo” Priscila Carvalho (Brasil)

Poema “Rio Araguaia” por Deuzeli Linhares

Poema “Pequenas observações” por Noi Soul (Brasil)

Poema “Em busca do sonho” por Luisa Andrade (Brasil)

Poema “O clamor da natureza” por Jeanete Ferrão (Brasil)

Poema “Nova face de natureza” Luís Amorim por (Portugal)

 

 

 

Muitos parabéns!

Em breve, esperamos partilhar no blog os trabalhos com os primeiros lugares. Entretanto, fica um poema de Luís Amaro.

 

 

 

Nesta manhã de cinza

Debruçado à janela do meu quarto,

Contemplo a vida

E embalo-me e liberto-me num sonho.

                                          Luís Amaro

 

 

NOTA: A Antologia/Coletânea “Natureza 2015/21” contém alguns dos melhores trabalhos desde 2015 a 2021 que surgiram no contexto do Concurso Internacional de Literatura Natureza. Por existir uma versão do Concurso em Português e outra em Inglês, neste livro existem traduções de vários destes poemas e contos. Este livro é ele mesmo um exemplo de objeto que se deseja ser um caso de aplicação real dos princípios da sustentabilidade, pelo que, nele também se encontram as razões pelas quais essa sustentabilidade é verdadeiramente efetiva neste caso. Listam-se ainda algumas sugestões amigas do ambiente e das pessoas. Em resumo, trata-se de um sonho literário, que ao longo de 120 páginas A5 vai mais além do que este breve texto explica.

Para obter um exemplar contacte através do e-mail no topo do blog. Obrigado.

Até breve.

O nosso Marco Paulo

por talesforlove, em 11.04.21

Bom dia.

Relembra-se que no Concurso Natureza 2020-2021 se pedem poemas para homenagear Marco Paulo! Vejam o regulamento neste blog, algumas partilhas atrás.

 

Por este facto, aqui partilhamos duas músicas do Marco e ainda um primeiro poema em sua homenagem. Espera-se que vos inspirem. Divulguem.

Marco Paulo - Nossa Senhora (TV)

Entretanto, partilha-se este texto sobre o Caminho de Santiago:

https://onthewrittenroad.blogs.sapo.pt/150-km-depois-7980

 

Marco Paulo - O que é que fazes esta noite (TV)

 

Marco Paulo, simplesmente
 
És o Homem, o Cantor, de Amor,
Dos espinhos, pedras e luz.
Humilde e simpático que nos seduz
e nos empresta o seu grande calor.
 
E neste torpor de música
Nem percebemos que és marco
das nossas vidas e esperanças,
como se de novo fossemos crianças.
 
O teu sorriso Jovial alegra-nos,
a Fé do teu coração, aquece-nos,
és o nosso Pessoa musical:
como se a tua voz iluminasse a nossa Natureza Humana.
 
Finalmente, fica o convite para conhecer mais sobre Bordalo II:
Obras de Bordalo II em Faro alertam para preservação de cavalos-marinhos da Ria Formosa | TVI24 (iol.pt)
https://tvi24.iol.pt/sociedade/arte/obras-de-bordalo-ii-em-faro-alertam-para-preservacao-de-cavalos-marinhos-da-ria-formosa
 
O Concurso Literário Natureza 2020-2021 termina a 13 de Abril (salvo indicação em contrário).
Até breve.

Concurso Literário - "Natureza 2020-2021" - O Universo Nossa Casa

por talesforlove, em 27.12.20

0Estamos de regresso com a Edição 2020-2021 do Concurso Literário Natureza. Vivemos tempos diferentes, que nos obrigam a rever a nossa forma habitual de nos posicionarmos perante a vida. O lado positivo, é aquele que sempre interessou a este Concurso e é-o especialmente hoje: dia em que começou o processo de vacinação em Portugal, contra a Covid-19!

O convite é semelhante ao feito o ano passado:

Concurso Literário - "Natureza 2018-2019" - O Universo Nossa Casa - Contos das Estrelas (sapo.pt)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/concurso-literario-natureza-2018-2019-47274

 

Convida-se à escrita de um poema ou conto breve tendo como principal fonte de inspiração a Natureza. Em toda a sua beleza e força, como sinal de esperança e crença num 2021 cheio de Paz e Felicidade. Também a Natureza do Universo, é digna de um poema ou conto, tal qual em edições anteriores!

O tema dos micro plásticos e o tema da poluição atmosférica, são aqueles que mais nos chamaram a atenção este ano. Por exemplo, ao reparar um eletrodoméstico, poderá alterar o volume de resíduos que vão acabar a poluir o ambiente e assim evitar que o plástico se degrade sem controlo, até formar pó e ser absorvido pelos organismos vivos. Igualmente, se se deslocar mais vezes nas proximidades da sua habituação e a pé, poderá também reduzir a libertação de fumo na atmosfera. Adicionalmente, uma apresentação em Power Point com um fundo escuro e sobre ele letras claras, irá permitir um consumo inferior de energia elétrica, a qual, ainda hoje, é maioritariamente produzida com fontes de energia não renováveis, se olharmos para o conjunto do planeta.

 

O Regulamento para 2020-2021 é o seguinte:

 

  1. A participação neste concurso é gratuita.

 

  1. Qualquer pessoa de qualquer país pode participar desde que submeta trabalhos escritos em português.

 

  1. Cada participante pode enviar um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 3000 palavras.

 

  1. As obras devem ser enviadas por e-mail para Rui M. (blogsnat@gmail.com) juntamente com nome, país, contacto eletrónico. O assunto do email deve ser "Concurso Literário Internacional 'Natureza - 2020-2021'". Espaçamento entre linhas: espaçamento simples; Dimensão da letra: 12; Tipo de letra: Calibri; textos no corpo do e-mail e não em ficheiro.

 

  1. Os autores participantes concordam em receber e-mails no futuro que tenham como objetivo principal divulgar futuras iniciativas literárias. Devem subscrever o blog (caixa no topo).

 

  1. Os finalistas vencedores de primeiros prémios têm direito a um certificado digital.

 

  1. Todos os poemas selecionados serão publicados em antologia, que estará disponível em formato PDF (possibilidade de existir no Windows), com um custo de 2,5 € (pagamento de uma doação pelo PayPal). Os autores premiados têm direito a uma versão gratuita.

 

  1. Direitos do autor: os autores têm os seus direitos sobre os trabalhos publicados, a fim de publicar como quiserem em qualquer outro lugar. A organização do Concurso detém direitos totais sobre os trabalhos publicados no contexto da Antologia digital do Concurso ou Obra do Concurso em papel.

 

  1. Prazo para participação: de 13 de Março a 13 de Abril de 2021.

 

  1. Eventualmente, haverá um mês extra de Concurso mas tal só se saberá após 13 de Abril 2021.

 

  1. Os resultados finais serão anunciados cerca de dois meses depois do final do concurso em http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt e, quando possível, em outros websites a indicar no futuro próximo.
  2. Publicação impressa via financiamento coletivo, sem obrigação de participação de Autores, com abdicação de Direitos de Autor conforme contrato. Edição sujeita a número mínimo de participantes atendendo a viabilidade da obra.
  3. O primeiro de cada categoria terá direito a um prémio: obra de arte (uma pintura A4) enviada pelo correio.

 

Membros do júri:

 

Karina I.

Escritora Brasileira

 

Lince Verde

Escritor Português

 

Outros: A designar.

 

Parceiros:

A confirmar.

 

Este ano também homenageamos Marco Paulo, o grande Cantor de música ligeira e romântica, que é uma referência para a música Portuguesa.

Convidamos a uma visita à página da Wikipédia e a procurarem as canções do Cantor e procurarem nelas numa inspiração para um poema ou breve conto. Se for possível incluírem a Natureza nesse trabalho então tanto melhor.

Marco Paulo – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Marco_Paulo

 

Estas são as nossas fotografias para inspiração:

flor1.JPG

flores4.JPG

Adicionalmente, ficam aqui alguns poemas inspiradores:

Fim, por Viviane P. (Brasil)


São sequências de infinitos caminhos....
Um meu, um teu e um do mundo.
E, aqueles encontros programados ou não,
Não são mais possíveis nem agora , nem nunca.
Minha trajetória mudou,
E nem fui eu que escolhi, na verdade.
Mas, ainda com essa perspectiva de fim,
Tão iminente, tão presente,
Não posso esconder dentro de mim,
Outro sentimento que não seja amor,
Amor demais, de várias formas latente.
Pois, se nunca é muito tempo,
Para o amor, imagina a eternidade!

 

CAFEZAL EM FLOR, por Judite O. (Brasil)
 
Como é bonito um cafezal em flor
e nele eu vivi desde a tenra idade,
deleitando-me com o seu olor
e o lindo verde da tonalidade.
 
Nosso cafezal perdeu seu vigor
ao chegar à sua longevidade,
ficando inviável o seu labor,
mas deixou para nós muita saudade.
 
meu cafezal, nós temos semelhança,
repletos de vigor quando criança,
mas o nosso destino é desigual.
 
Perdemos o vigor aqui na terra,
no entanto a nossa vida em Deus se encerra
e vivemos a vida imortal.
 
na XIV Coletânea da Academia Taubateana de Letras
2018, ATL - Academia Taubateana de Letras
http://academiataubateanadeletras.com.br/

 

DOÇURAS, por Claudete S., Brasil

Escorrem de mim atravidas doçuras,
de achar tudo deliciosamente delicioso.
O tempo colore as horas com saborosas iguarias,
sempre novas, disponíveis,
podendo ser lambuzadas,
salpicadas,
pingadas em todo lugar.
Cabe em mim esse universo de criança,
em que não existe tempo,
as horas se esparram,
caudalosas,
em agitadas travessuras.


E ainda o inicio de outro Poema.

VIM TE VER

Vim te ver, pois sei que o sol apareceu no teu dia,
vim te ver, pois sei que me invades quando de mim foges,
quando não percorres destinos
e não sabes para onde ir.

[...]

Para descobrir o Poema na sua completude, o melhor será contactar
a Autora, em
"Fazendo Amor com o Universo em Versos"

Qualquer pedido para: claudete@msrg.com.br

 

Um profundo obrigado a todos quantos têm aguardado por esta edição do Concurso Natureza.

Até breve, e um grande abraço com votos de muita Saúde.

Hoje Dia Mundial do Sonho I: o poema "És Rio Menino" por Ivete N.

por talesforlove, em 25.09.20

És Rio Menino

Pensas que é mar!
Desconcertante oceano azul com correntes gélidas e silêncio arrebatador,
com águas glaucas e gosto de lágrimas insalubres,
que migrando sob distintos rumos afunda naves em grandes naufrágios, em revoltos
maremotos.
O Deus Netuno mostra sua força, buscando mistérios escondidos em cavernas,
por vezes mostra-se calmo e disfarça, acalentando a velha canoa ancorada na praia,
num pacato bailado de melodia dissonante.
Atinado, insidioso, mar fatalmente traiçoeiro, organismo absoluto poderoso
com ondas ferozes, abatimento mortal, faz desaparecer ínsulas, escava rochas,
revela sua fúria e exibe o interior da íngreme falésia de taludes de tons alaranjados e cor
de mel.
Amado...
Não és mar!
Não és raso e nem esse fundo arrasador!
Conheço-te!
Não és espuma, nem sal!
És rio!
És doce!
E procuras navegar novos leitos,
és água que verte,
Você...
Rio menino,
rio que transborda,

rio que contorna os obstáculos,
rio que extravasa a procura de novos canais,
rio que flui,
Água doce que preenche a cisterna,
que banha o solo,
que traz esperança,
que faz brotar o sustento,
que transborda a moringa,
És Rio doce, rio Menino!
busca a correnteza,
busca novas aventuras,
em noite banhada de luz,
seus olhos reluzem, cor de avelã.
Amado...
Você sai à procura de um lugar de cavas profundas,
lugar que encontrará o justo repouso,
rio banhando,
rio aguando,
Eu?
Sou leito árido,
Você...
Rio que mata a minha sede!

 

 

“Tons de Natureza” em Antologia Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 19.07.20

Hoje um poema de Lúcio, contido na Antologia Natureza 2018-2019, recorda o calor da natureza, a sua força e vida renovada. Existe uma beleza de paz, quando se observa o sol a passar por uma folha verde.

 

Tons de Natureza

 

Grama, sombra, folha e brisa

Sentado e pensando no que passou

Admirando o verde, a natureza

Eu sou "ela", ela "sou" eu ...

 

Água, corpos, calor e areia

O verão chegando, cores, sol e mar

Admirando a vista, a natureza

Tentando intensamente a vida gastar

 

Suor, montanha, cachoeira e árvores

Caminhando sem parar

Admirando a selva, a natureza

Antes mesmo de escalar.

 

Escalar? Meu Deus!

Céu azul e pássaros a cantar

Onde o céu encontra o chão

A vida parece por um fio estar!

 

Pois é ... Não há vida nesta Terra

Sem verde, sem mar e sem a natureza

Finalizo este poema exclamando

Respeite-a, ame-a e admire sua beleza!

 

Até breve.

“Dança das Flores” por Silvia F. em Antologia 2019

por talesforlove, em 16.07.20

Hoje partilhamos um poema presente na Antologia 2018-2019:

Dança das Flores

 

Vejo flores ao vento num jardim imenso
Elas dançam enlevadas
por esse som que o vento faz
Roçam-se, abraçam-se,
enroscam-se e beijam-se
E a melodia dos ventos,
as deixam ficar cada vez mais unidas
Bailam, contorcem, acariciam-se
 
Vislumbro outras flores
com seus sonhos e seus momentos
Esses, talvez, fiquem só na imaginação
Só no desejo, só no olhar
Porém existem e quem sabe,
em seu jardim,
até deixassem-se bailar
 
Aí, quando tudo vira calmaria
e o vento silencia
Cada uma retorna ao seu lugar,
e serenas, buscam novas emoções
 
Quem sabe a chuva...
A força da terra...
Ou o toque de um beija flor

 

Aé breve.

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