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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Dia Mundial da Língua Portuguesa: Simplesmente

por talesforlove, em 05.05.20

Hoje é o nosso dia, daqueles que usam esta língua com fundações milenares, ferramenta do amor em Português, na palavra “amo-te”, “amo-te”, amo-te, fonte de louvor aos mares.
E sendo a nossa língua mãe a língua Portuguesa, não tenho dúvidas: ela é também a nossa mãe. É nos seus braços que desabafamos, foi ela que nos deu este respirar. Inspirar… Expirar… Transpirar.
Além do céu, está a esperança que supera a má lembrança, o espinho de cada dia, na promessa de uma nova banca com capas coloridas, ou não, eventualmente, com palavras em fundo soturno, mas lá bem no final, eu sei, está sempre, mas sempre, um novo dia feito de alegria.
E pouco importa se o mar é revolto, se os ventos violentos levam com eles os últimos frutos de uma Primavera única e insuportável, se, antes de tudo, eu vi, nós vimos e eles e elas viram, as flores que nos enchem as vistas e o coração da mais inigualável emoção.
Este Verão eu só quero mergulhar nas águas da vida e renascer ao ouvir a melodia desta língua que me acaricia desde que pela primeira vez vi este mundo, feito de amor, injustiça, justiça, música, pétalas como livros, grãos de pólen como pessoas, caminhos, tantos quantos veredas, abraços e gestos de adeus, amigos, tantos quantas as diferentes formas de escutar o horizonte.

Minha Língua

Língua mãe da obra sempre atual de Camões,
Mãe de Fernando Pessoa e seus poemas,
e das folhas verdes de Cesário, e tantos outros e outras,
permite que me despeça de ti neste dia,
tão especial quanto feito de sol, luar e frio.

Um dia destes voltarei a ver os teus olhos e tu os meus,
quem sabe ao voltar da esquina.
Voltaremos a pedalar por estradas entre arvoredos,
e quem sabe ao som da esquecida concertina.

Não te esquecerei, não me esquecerás.
Só que o Verão está à porta,
E o corpo pede descanso num jardim,
Num rio, num mar… luar… amar.

Quem sabe música……………….. dó… ré… fá!!!

Se Camões falou de mares e de inveja,
Pessoa de melancolia,
Nós todos de esperança.
E eu? Falo de algo sim, mas,
do que falo só a ti te conto,
fica entre nós!

Porque, por muito que alguém que se sirva de ti escreva,
as melhores palavras são sempre para o nosso amor.

P.S. Amo-te.

Até breve.

Nota: pedimos desculpa por algum erro ortográfico que poderá surgir neste texto, o qual foi escrito em tempo bastante curto. Caso encontre algum erro ortográfico, por favor, entre em contacto. Todos erramos. Obrigado.

Fernando Pessoa: D. Dinis em Mensagem

por talesforlove, em 16.04.20

Um poema de Fernando Pessoa.

 

Sexto

 

        D. DINIS

 

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo

O plantador de naus a haver,

E ouve um silêncio múrmuro consigo:

É o rumor dos pinhais que, como um trigo

De Império, ondulam sem se poder ver.

 

Arroio, esse cantar, jovem e puro,

Busca o oceano por achar;

E a fala dos pinhais, marulho obscuro,

É o som presente desse mar futuro,

É a voz da terra ansiando pelo mar.

9-2-1934

Mensagem. Fernando Pessoa. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1934 (Lisboa: Ática, 10ª ed. 1972).

 - 31.
 

nomuseu1.jpg

Nota: fotografia no Jardim do Museu de História Natural de Lisboa (Fevereiro 2020)

 

Até breve.

Por Castelo Novo (Fogo no Fundão e não só) e Árvore que cai no Funchal

por talesforlove, em 15.08.17
Fernando Pessoa

Como um vento na floresta,

Como um vento na floresta,

Minha emoção não tem fim.

Nada sou, nada me resta.

Não sei quem sou para mim.

 

E como entre os arvoredos

Há grandes sons de folhagem,

Também agito segredos

No fundo da minha imagem.

 

E o grande ruído do vento

Que as folhas cobrem de som

Despe-me do pensamento:

Sou ninguém, temo ser bom.

 

30-9-1930

Homenagem a todos nós que acreditamos num futuro melhor...

por talesforlove, em 22.06.17

Porque é nos momentos difíceis que devemos ser maiores (e seremos):

 

Para ser grande, sê inteiro: nada

        Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

         No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

         Brilha, porque alta vive.

 

Ricardo Reis (Fernando Pessoa), 1933

 

 

Quase no Final da Feira do LIvro de Lisboa... 2017

por talesforlove, em 14.06.17

Uma frase de Fernando Pessoa:

 

"Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?"

 

Fernando Pessoa

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