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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Luis Sepúlveda, “O Velho Que Lia Romances de Amor”, e a nossa Paz

por talesforlove, em 18.04.20


Paz, é o que mais podemos desejar quando sonhar com um Verão pleno é aquilo que mais necessitamos para sermos mais… não sei se felizes, se alheados (e alheadas), ou simplesmente mais humanos. Sonhar com uns “simples” passos dados junto de um belo rio em Portugal, ou ali mesmo com as ondas do mar, a dissolverem-se em espuma a nossos pés.
Não sei. Apenas julgo saber, e sabemos, que a vida é a teimosia que nos leva mais além, desconhecendo onde poderemos chegar. E acontece que nada disto é mesmo relevante se novamente olharmos o horizonte com os nossos corações e pulmões cheios de paz e tranquilidade.
Lembro de um concerto a que assisti, faz anos, e no qual, como tantos outros, me deixava ir pela música, e por aquela companhia de pessoas desconhecidas, tão diferentes, mas, tão iguais entre si. Tudo isto me fez recordar outros tempos que irão regressar em pleno só que sem a vida de Luis Sepúlveda.
“O Velho Que Lia Romances de Amor” foi publicado em 1989. Já então era um “grito” de ecologia e humanismo. Só conheci este texto há relativamente pouco tempo e compreendi que ele deixa uma marca em todos aqueles que não conhecendo “em pessoa” a Floresta Amazónica ou a América do Sul, sentem um fascínio por aquele verde misterioso, dominante como o mar e tão vivo como os recifes de coral. E… aquelas pessoas que nela habitam, fazem parte daquelas tonalidades, como o sol faz parte dos céus. Por lá, habitam os valentes sem o saber, os rebeldes da natureza que se submetem a ela para serem a vida pura.
É verdade, que muitos de nós nunca vão ouvir a melodia dessas paragens e, no entanto, este livro contém um encantamento que sobrevive, como um bom perfume, muito tempo após a passagem de quem se perfumou.


Hoje, temos, à nossa frente, um caminho verde, acreditemos…

Até breve.

“Lobos, Humanidade e Florestas” Parte II – CORONA

por talesforlove, em 13.03.20

Esta relação de medo e ódio como o lobo assemelha-se quase à nossa relação com o corona vírus, no sentido em que neste momento muitos de nós se sentem perseguidos por uma besta. Existe entre o homem e a natureza uma balança que se desequilibra em determinado momento. Agora somos nós a presa, mas uma presa que reage e luta... A circunstância atual não podia ser mais adequada a esta analogia. Infelizmente.

A situação em Itália é como se fosse um vislumbre do pavor e ficção, e ainda assim vemos sinais de unidade/união entre as pessoas.

É provável que esta situação venha a servir para aprendermos ainda mais os valores da entreajuda e depois de superarmos esta fera microscópica, só visível em microscópio electrónico, eventualmente tenhamos alguns dias de Verão tardio, feito de Paz e Tranquilidade.

Vamos acreditar e HOJE somos todos Itália!

Fica um vídeo com música do filme Franco-Italiano “Cinema Paradiso” ou em Português “Cinema Paraíso”, de 1988.

https://www.youtube.com/watch?v=ozkqm2ifMw8

 

E hoje é o dia de aniversário do autor do blog.

Um abraço a todos os leitores e leitoras, voltem sempre e partilhem, subscrevam.

Obrigado.

Até breve.

2020 um novo Ano

por talesforlove, em 02.01.20

Estamos de regresso e é tão bom. Antes de mais, Votos de um 2020 com Saúde e Paz. A Saúde é essencial em tudo na vida e foi ela que permitiu todo e qualquer trabalho de literatura que alguma vez foi criado e é também verdade que mesmo para a conservação da natureza é necessária uma boa forma física e psíquica de quem a protege. A Paz é também essencial, sem dúvida, mas incrivelmente, mesmo sem Paz ou com uma Paz limitada, em tempos de guerra, surgiram alguns belos trabalhos literários, ou talvez eu minta e tenham surgido “naqueles” breves oásis de Paz, aqueles minutos únicos e preciosos, recheados de tranquilidade. Não interessa, o importante é que 2020 seja um tempo amigo de todos nós.

Este tempo de balanço, desde 15 de Outubro até hoje, permitiu concluir duas coisas muito importantes: 1ª É chegado o tempo de maior ação na conservação do ambiente, porque cada vez são mais visíveis os efeitos da destruição humana, além de ser urgente ”aproveitar a onda positiva” da partilha e construção de pontes humanas que este contexto pode criar; 2º Este blog vai evitar a homenagem a quem morre, tal como se tornou hábito a certa altura da vida deste humilde espaço, pois sente-se a necessidade de reforçar o foco no lado positivo deste mundo, azul, verde, vermelho, com tantas cores e com tanta beleza, independentemente do que possa suceder com todo o seu possível sabor amargo. Pergunto pois se o leitor ou leitora sente o mesmo e se tu, que estás a ler este texto pensas fazer algo de real pelo mundo que nos rodeia. Plantar uma árvore? Reciclar ou reparar aquele equipamento que parece ter chegado ao final da sua vida útil?

Um exemplo de acontecimento “amargo”, são os enormes fogos florestais que consomem a Austrália. A Oceânia (Austrália) é a terra mãe do eucalipto e como Portugal é um dos países do mundo que mais adotou esta árvore, embora não lhe seja nativa, sem dúvida é uma situação que só reforça os ensinamentos já obtidos. Fica o convite a ler e/ou ver estas páginas:

https://en.wikipedia.org/wiki/2019%E2%80%9320_Australian_bushfire_season

e

https://www.nytimes.com/2020/01/01/world/australia/fires.html

 

Para concluir, por hoje, fica esta foto de uma toca com cerca de 20 centímetros de largura e 30 de altura. Em zona ardida em 2017, em Portugal.

TocaBlogJaneiro2020.jpg

 

Um enorme e forte abraço neste novo ano e, à partida, até dia 11 de Janeiro, dia em que se espera publicar algumas poesias.

Até breve.

(1) Dedicado ao meu Amigo André Mendes: Tamera e Epicuro

por talesforlove, em 22.04.19

Tamera

A Comunidade Tamera, localizada no Alentejo, Portugal, tem um vasto conjunto de atividades ligadas à Paz e à conservação da Natureza.

Fica o convite a conhecer mais sobre Tamera e qual o seu calendário de atividades para este ano.

 

https://www.tamera.org/pt/
 
 
https://www.tamera.org/pt/calendario-de-eventos/
 
Epicuro
 
Epicuro de Samos  (em grego antigoἘπίκουρος, Epikouros, "aliado, camarada"; 341 a.C., Samos — 271 ou 270 a.C., Atenas), foi um Filósofo Grego com um pensamento importante.
 
Como se refere na wikipédia "Epicuro nasceu na Ilha de Samos, em 341 a.C., mas ainda muito jovem partiu para Téos, na costa da Ásia Menor.[1] Quando criança estudou com o platonista Pânfilo por quatro anos e era considerado um dos melhores alunos. Certa vez, ao ouvir a frase de Hesíodo, "todas as coisas vieram do caos", ele perguntou: "E o caos veio de quê?". Retornou para a terra natal em 323 a.C. Sofria de cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada pela dor." 
 
Muito relevante é também a sua analogia de pensamento com a natureza... o homem como um elemento da natureza e a pensar nos limites do que é considerado parte da natureza.
 
Fica também o convite a ler mais sobre este filósofo em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Epicuro
 
e
 
http://www.citador.pt/textos/a/epicuro
 
 
Como diria Epicuro: "Faz tudo como se alguém te contemplasse"
 
Até breve.
 

Um poema...

por talesforlove, em 19.07.18

Imaginem-me Verde…

 

(Parte I)

Verde, como uma árvore de raízes enterradas,

Em água gelada no Verão, terra, húmus e pedras aladas,

Que os teus olhos jamais verão,

Porque esta estação é só minha:

Reflexo nos meus olhos, meu coração,

Na qual sou fixo, Vida que não caminha.

 

Imaginem as minhas folhas no céu,

O vento a tocá-las como a um instrumento musical,

A tocar, a tocar, a tocar… Por séculos

e séculos, e Verões, Outonos, Invernos

e Primaveras sem fim…

E deita-se no chão um corpo, e outro,

e sentam-se, e ambos são elevados pelo

som. Lhes dá paz; infinda.

 

Imaginem as minhas folhas no céu,

um instrumento musical, dedilhado pelo vento,

por séculos, a tocar, a tocar, a tocar,

Invernos, Verões, só estas duas estações,

e tempos sem fim…

E enlevados pela música são dois corpos:

um sentado, olha o céu, filtrado por mim,

o outro, de pé, olha em redor e para cima,

ambos em paz. Universo feito de paz…

 

Por Rui M. a 19 de Julho 2018

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