Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)
Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)
Subscrever por e-mail
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
A 17 de Junho e a 15 de Outubro, do mesmo ano, abateu-se sobre Portugal uma catástrofe ambiental provavelmente sem paralelo no passado. Os fogos florestais não só tiraram a vida a mais de 100 pessoas, de uma forma horrível e quase em direto através dos canais televisivos, como ficou evidente a total incapacidade para as evitar. Querer salvar alguém e não o conseguir é certamente uma das maiores dores que um ser humano que sobreviva a uma catástrofe poderá sentir, quero acreditar.
Depois do choque vieram os ‘porquês’ sempre dignos de debate mas também e sem possibilidade alguma de refreamento surgiram as respostas evidentes para todos, ainda que não sejam peritos: por exemplo, o excesso de eucalipto. Agora, é também aparentemente evidente que o muito que entretanto foi feito não é suficiente, afinal havia tanto que deveria ter sido realizado antes e que não o foi, certo? Parece que o potencial excesso de eucalipto nas zonas ardidas espera apenas o tempo devido para se voltar a manifestar, após o crescimento das árvores em recuperação…
Tudo o que acabo de referir parece ser óbvio, assim como é garantido que o plástico a ser substituído pelo papel nas embalagens significa resolver um problema com um outro potencial problema, se bem que aparentemente menos drástico. Em 2016, na Europa, 40 % do plástico usado servia em embalagens e em segundo lugar no consumo, surgia, com 20 %, o setor da Construção (Fonte: PlasticsEurope). Este facto, significa que a eliminação ou a redução do plástico no acondicionamento dos produtos, é o caminho certo. Todavia, no futuro, é uma hipótese o regresso do plástico às embalagens porque, por exemplo, o projeto europeu EcoBioCap, desenvolveu um biopoliéster biodegradável, ou seja, um novo plástico. Convém recordar que se o plástico atual fosse biodegradável não seria o problema que hoje é e o abate de árvores para produção de papel acondicionador de produtos não seria necessário. Sem dúvida, pelo menos neste caso, devemos ter uma esperança fundada em dias melhores.
Além de livros que nos façam viajar no tempo e nas ideias, bem como olhar o mundo com outros olhos, fica o sentimento, renovado ano após ano, que não estamos apenas perante uma montra de livros mas sim uma montra de sonhos de e para pessoas. Evidente que vale a pena procurar os novos autores ou autores menos conhecidos pois afinal de contas, quem era Pessoa antes de ser conhecido de todos?! Certamente, alguém sem habilitações para trabalhar numa biblioteca... Com efeito foi-lhe recusado um trabalho em biblioteca por não ter o conhecimento necessário para esse efeito. Vale a pena procurar e ficar um pouco a ler o livro de um autor ou autora desconhecidos, seja qual for a sua época. Será uma forma muito válida para conhecermos mais sobre literatura e podermos comparar. Porque não?
É mais uma aventura que se inicia. Certamente envolta no cheiro Brasileiro dos jacarandás que tendo sido trazidos do Brasil, agora nos presenteiam com as suas cores azuis e exóticas. Uma dose extra de encantamento a acompanhar os sacos de papel que este ano parecem querer ajudar na sustentabilidade ecológica do evento, pelo menos evitando o plástico, pois o consumo extra de papel pode dar origem a um novo olhar sobre a iniciativa.
Existem certamente outras Feiras do Livro muito interessantes noutros locais.
Convida-se o leitor ou leitora a enviar mais informação sobre esses eventos, por favor.
Nada melhor do que começar o ano com sol e alguma bela poesia!
É interessante verificar que a par da publicação em papel surge imediatamente a publicação em formato digital. É algo que parece ser bom para o ambiente pois existe menor consumo de papel e o gasto de energia dos equipamentos de leitura parece ser negligenciável. A estes factos acresce que o formato digital é menos oneroso que o formato em papel. Para muitas pessoas, o livro continua a ser algo privilegiado na leitura de poemas e outra literatura, sendo que, podemos alegar, ainda contém a magia das coisas sem tempo e eventualmente sem grande complexidade.
Assim, com grande alegria, convidamos à leitura do livro “FAZENDO AMOR COM O UNIVERSO EM VERSOS” (Outubro 2018) de Claudete Soares (Brasil – Bento Gonçalves - RS), Editores Valdir Ben e Vânia Bortoletti, o qual nos apresenta um conjunto de poemas de grande sensibilidade estética e humana, a par de uma composição gráfica belíssima. Entre esses trabalhos encontra-se o seguinte:
Ainda outro livro de poesia, que vale a pena conhecer, é “Azul Instantâneo” (2018) por Pedro Vale (Portugal – Madeira). A poesia visual é muito importante neste livro e sem dúvida oferece uma diversidade na interpretação do que se pretende transmitir. Assim, não é de estranhar que o design gráfico da obra, nomeadamente na capa, apresente linhas tão simples, não ofuscando, de forma alguma, o conteúdo poético já de si tão gráfico.
Um poema, sem nome, a ler será:
Talvez um dia recordes
num qualquer espelho torto
quão simples fora a tua salva
e te lembres daquela vez
em que ceáramos apenas meia
laranja e nada de pão naquela casa cega
com o telhado a verter lágrimas
de fel.
E ainda este:
Para contactar o autor, recomenda-se o seguinte contacto: valedepedro@gmail.com
Finalmente, convida-se à leitura de um poema naturalista por Marcelo de Oliveira Souza, IwA (Brasil):