Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)
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Gotas Ophéliares que cortam os ares, Dos céus vindas, em setas, milhares, e se cravam no solo e lhe sopram a vida, que nos devolvem a esperança... que nos prometem a futura bonança, que nos livram, já hoje, do inferno, e nos fazem desejar o Inverno... que nos fazem esquecer sonhos (e pesadelos) de Verão, que... nos devolvem o sono. Terno. Que nos permitem repousar. Repousar. Chuva que lavas as nossas faces.
Num dia em que arde Portugal continental, o norte de Espanha, a Califórnia e várias regiões da Austrália, em Portugal, em particular, aguarda-se a chegada do furacão Ophélia como uma grande esperança para o fim deste inferno de chamas.
Tanto quanto se sabe, a única namorada de Fernando Pessoa foi Ophélia Queiroz.
Fica aqui um poema que ele lhe dedicou:
Quando passo um dia inteiro
Sem ver o meu amorzinho
Cobre-me um frio de Janeiro
No Junho do meu carinho
Fonte: página 30 de
"Cartas de Amor a Ophélia Queiroz" por Fernando Pessoa (2009), com organização, postfácio e notas de David Mourão-Ferreira, Lisboa, Editora Ática, pp. 168
Nem que fosse apenas para conhecer esta obra já valeria a pena ir à Feira do Livro de Lisboa de 2017.