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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

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Fogos na Califórnia....

por talesforlove, em 14.11.18

Hoje na Califórnia...

 

https://www.nytimes.com/2018/11/11/reader-center/california-fires-how-to-help.html

 

https://pt.euronews.com/2018/11/13/fogos-na-california-ja-fizeram-mais-de-40-mortos

 

https://www.dn.pt/mundo/interior/fogos-na-california-neil-young-desafia-donald-trump-sobre-ciencia-10169097.html

 

Até breve.

A dois dias do Concurso Literário "Natureza 2018-2019"

por talesforlove, em 13.10.18

 

agua1.jpg

A força da água......... 

Até breve.

Concurso Literário - "Natureza 2018-2019" - O Universo Nossa Casa

por talesforlove, em 06.10.18
A partir do espaço, a terra é um pequeno ponto de luz azul. Somos um pequeno grande nada, a esperança feita vida. Claro que a maioria de nós apenas teve a possibilidade de ver esse azul em ecrãs de televisão ou computador... ou em uma fotografia num livro. Todavia, acende-se no peito uma emoção estranha, quando nos deparamos com essa imagem.

Esse estado de espírito não nos prende, ainda assim, e somos tentados a olhar em redor, para o universo: para o profundo desconhecido que vai além da nossa imaginação, que nos impõe, as suas cores, as suas químicas, as suas leis da física, as suas vidas.

Enquanto a nossa ação em terra nos faz pensar, dadas as reações da natureza, sob a forma de inundações, tufões e fogos florestais enormes, o universo mantém-se uma "terra" de oportunidades. Até mesmo a literatura parece ter a obrigação de não repetir os erros do passado; tudo deve ser melhor.

A natureza do universo serve-nos de musa para mais este concurso literário. E mesmo um romance de Nicholas Sparks parece ser diferente se pensado nesse contexto imenso e cósmico. Tão impossível quanto um amor dito impossível, tão impetuoso como a vida no meio do nada...
 

natureza3.jpg

 


É neste contexto que, com grande alegria, anunciamos o início do Concurso Internacional de Literatura "Natureza 2018-2019", que este ano vai de 15 de outubro de 2018 a 15 de dezembro de 2018. Em 1 de fevereiro de 2019 são anunciados os pré-finalistas e no dia 28 de fevereiro de 2019 os principais vencedores.

Pode a poesia sobreviver a um universo que parece ser tão avesso à vida? O que temos nós a dizer sobre algo que nos é ainda tão desconhecido? Haverá alguma ligação, alguma comparação, que possamos fazer com a nossa realidade terrestre? Como pode surgir a ciência na literatura neste nosso contexto? Tudo isto é um desafio e nos faz pensar. Acima de tudo, deve ser visto como uma ação de boa disposição e alegria: um exercício de escrita entre amigos.

Todos(as) são bem vindos(as).
 
 

natureza2.jpg

 

 
 
Detalhes do Regulamento 2018-2019:

1. A participação neste concurso é gratuita.

2. Qualquer pessoa de qualquer país pode participar desde que submeta trabalhos escritos em português.

3. Cada participante pode enviar um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 3000 palavras. 

4. As obras devem ser enviadas por e-mail para Rui M. (ruiprcar@gmail.com) juntamente com nome, país, contacto eletrónico. O assunto do email deve ser "Concurso Literário Internacional  'Natureza - 2018-2019'". Espaçamento entre linhas: espaçamento simples; Dimensão da letra: 12; Tipo de letra: Calibri; textos no corpo do e-mail e não em ficheiro.

5. Os autores participantes concordam em receber e-mails no futuro que tenham como objetivo principal divulgar futuras iniciativas literárias. Devem subscrever o blog (caixa no topo).

6. Os finalistas vencedores de primeiros prémios têm direito a um certificado digital.

7. Todos os poemas selecionados serão publicados em antologia, que estará disponível em formato PDF (possibilidade de existir no Windows), com um custo de 2,5 € (pagamento de uma doação pelo PayPal). Os autores premiados têm direito a uma versão gratuita.

8. Direitos do autor: os autores têm seus direitos sobre os trabalhos publicados, a fim de publicar como quiserem em qualquer outro lugar. A organização do concurso detém direitos totais sobre os trabalhos publicados no contexto da Antologia do concurso.

9. Prazo final para participação: 15 de dezembro de 2018.

10. Pré-finalistas anunciados em 1 de fevereiro.

11. Os resultados finais serão anunciados no dia 28 de fevereiro em http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt e, quando possível, em outros websites a indicar no futuro próximo.

12. O primeiro de cada categoria terá direito a um prémio: obra de arte (uma pintura A4) enviada pelo correio.
 
 
Membros do júri:
[Lista não definitiva]

A) Edweine Loureiro (Brasil - Japão)
Escritor Brasileiro radicado no Japão.
Premiado internacionalmente.
 
B) Membro da Universidade de Lisboa (Portugal)
Anónimo.
 
C) Karina I. (Brasil)
Escritora premiada internacionalmente. 
 
D) Membro da Universidade de Lisboa (Portugal)
Anónimo. Formação em Astrofísica.
 

natureza1.jpg

 

 
Parcerias:
[Lista não definitiva]

Projeto "1 Café 1 Árvore"
https://m.facebook.com/1cafe.1arvore
 
Jornal "Bom Dia" Luxemburgo
http://bomdia.lu/
 
 
Ligação extra:
 
Arte sobre natureza
https://myvisualarte.blogs.sapo.pt/
 
 
Inspiração em:
A) Observatório Astronómico de Lisboa
http://oal.ul.pt/
 
B) E como mil anos podem ser necessários para viajar até aos confins do universo...

 


Christina Perri- A Thousand Years (Official Music Video)
Letra e tradução para breve.
 
C) Imagens da NASA em
https://www.nasa.gov/topics/solarsystem/images/index.html
 
Este ano homenagem a Nelly Furtado.
Quem desejar pode fazer um poema em sua homenagem e terá atenção especial por parte do júri.

 


Força (Radio Edit) Official Video
Vídeo por Pablo Campos
Força
NELLY FURTADO
FOLKLORE
All rights reserved © 2004 DreamWorks Records
 
Até breve e votos de feliz escrita.

Quase lá.

por talesforlove, em 04.10.18

Quase lá.

Mais um concurso literário,

dias, noites e estrelas de calor, cá,

um ano decalcado em letras, à porta,

pretas, azuis, vermelhas, ondas espetrais;

as palavras, as tais, que só o seu significado importa,

se denota em cada sonho. Profundo. Livre.

 

Até breve.

No início de Outubro, Alfama, terra da alegria - Primeira Publicação

por talesforlove, em 02.10.18

E ainda que Alfama seja sempre terra de alegria, sempre, pois é feita de pessoas livres como o vento, que lhe seguem os passos, aqui fica um poema mais triste, ironicamente belo e escrito pela poetisa brasileira Viviane P.

 

FADO


Eu fui grande um outro dia, 
O meu nome era alegria,

Eu amava tal Maria,

Sempre sol era o que  eu  via.
Meu sorriso reluzia,
Minh´ alma se expandia,
Eu sonhava e não dormia.
 
 
Era noite,  ouvi um  fado,
Meu  olhar ficou parado,
Nas lembranças do passado,
E eu fiquei logo cansado.
Descobri que ao meu  lado,
A tristeza tinha estado,
Eu  sofria, um coitado!
 
 
Madrugada, eu entendi,
Alegria eu  não vivi,
E em Alfama descobri,
Naqueles bares em que caí,
Os fados todos que esqueci,
Cujas  letras eu bebi,
E embriagado eu me vi.
 
 
E me vi em muita dor,
Em  um fado de amor,
Deste  fado, eu sou cantor,
Mostrando todo  o esplendor,
De ser  fadista, um sonhador,
Vou com ele onde for,
Pois, sou do fado o senhor!

 

 

Recordamos ainda a importância de utilizar a água de forma responsável e quem sabe reutilizar quando possível. Eventualmente, lavando os vidros do carro com água sem detergente e no final utilizar a água suja, no balde, para regar uma planta.

 

É também com enorme satisfação que anunciamos para breve o Concurso Literário "Natureza 2018-2019".

 

Até breve.

 

1 de Setembro 2018

por talesforlove, em 01.09.18

Este é um blog dedicado a literatura e à natureza, sediado em Portugal, pelo que se justifica plenamente olhar para Espanha. Fomos ver como o escritor Cervantes (de Dom Quijote de la Mancha) marcou este país. Fomos a Anadaluzia e verificámos como a sua cidade principal, Sevilha, homenageia os seus escritores. Vimos belas planícies, quentes, como fogo, e flores dependuradas em belíssimos vasos, mesmo junto a monumentos com jardins poéticos.

 

 

andalucia1.jpg

andalucia2.jpg

andalucia3.jpg

 

 

 

Esta natureza poética, recorda-nos o Peru, com Leo Rojas (El Condor Pasa) e a sua música sempre muito irmã da floresta e das montanhas selvagens.

 

 

 

Neste Agosto, os fogos em Monchique relembraram a importância de uma Floresta bem gerida.

 

https://observador.pt/2018/08/04/mais-de-40-incendios-em-todo-o-pais-fogo-de-monchique-agravou-se-e-ficou-descontrolado-durante-a-tarde/

e

https://www.publico.pt/2018/08/07/sociedade/noticia/fogo-de-monchique-ja-destruiu-mais-de-16500-hectares-1840300

 

     

 

 

 

Afinal, como diria Emily Dickinson:

 

Florescer – é Resultar – quem encontra uma flor

E a olha descuidadamente

Mal pode imaginar

O pequeno Pormenor

 

Nota: tradução de João D.

 

Terminamos com um poema da Polónia, por Eliza S.

 

Translated by Artur Komoter

 

Just for a Moment

 

If the world stopped for a moment,

I could sit,

listen to the silence that becomes,

watch how

a river stops flowing,

how the trees congeal into motionlessness.

 

If the world stopped for a moment,

and I with it?

I would not see

flowering meadows,

where a river becomes just a line,

and the still trees

look like sculptures,

I would not hear the ubiquitous silence.

 

If the world stopped

even for one day

then people –

could not hurt people.

 

Tylko na chwilę

 

Gdyby świat zatrzymał się na chwilę,

mogłabym usiąść,

posłuchać jak staje się cisza,

patrzeć jak

rzeka przestaje płynąć,

jak drzewa zastygają w bezruchu.

 

Gdyby świat zatrzymał się na chwilę,

a ja razem z nim?

Nie widziałabym

ukwieconych łąk,

na których rzeka staje się tylko linią,

a nieruchome drzewa

wyglądają jak rzeźby,

nie słyszałabym wszechobecnej ciszy.

 

Gdyby świat zatrzymał się

choć na jeden dzień

wtedy ludzie –

nie mogliby krzywdzić ludzi.

 

Tradução para Português por Rui M.

 

Apenas por um momento

Se o mundo parasse por um momento,
Eu poderia sentar-me
ouvir o silêncio que surgiria
e observar como
um rio pára de fluir
e como as árvores se detêm em gélido imobilismo.

Se o mundo parasse por um momento,
e eu com ele?
Eu não veria
prados floridos,
onde um rio se torna apenas uma linha,
e as árvores imóveis
fossem semelhantes a esculturas,
Eu não ouviria o silêncio omnipresente e total.

Se o mundo parasse
mesmo por um dia
então as pessoas -
não poderiam ferir as pessoas.

 

 

Subscreva este blog.

Até breve.

Um Ano depois do Fogo de Pedrógão

por talesforlove, em 18.06.18

Em memória da 50ª vítima do fogo de 15 de Outubro de 2017 e de todas as outras vítimas dos fogos de 2017. Um ano após o fogo de Pedrógão.

 

okgataecria2018.jpg

 

Até breve.

O mês de Maio e a sua música

por talesforlove, em 01.05.18

Maio é o mês do Euro Festival da Canção em Portugal, em Lisboa, no Parque das Nações. Começamos por mostrar uma fotografia no Parque das Nações e depois vamos até ao Miradouro de Santa Luzia, também em Lisboa. Em ambos os locais a natureza tem uma palavra a dizer. Após este passeio fotográfico, poderemos encontrar a tradução de dois poemas do Inglês para Português e ainda um poema da poeta Brasileira Maria Coquemala. Vamos então até à Casa de Fernando Pessoa, junto do Jardim da Estrela, uma das zonas lisboetas mais bonitas e ouvimos um poema da poetisa Uruguaia Juana de Ibarburu. Olhamos ainda uma outra capa alternativa para a nossa Antologia "Natureza 2017-2018". Para terminar, ouvimos uma música em homenagem a Salvador Sobral, sem dúvida, o nosso salvador, no que diz respeito ao Festival da Canção.

No Parque das Nações existem vários pinheiros mansos... e ao fundo o rio Tejo apresenta-se sempre com águas tranquilas.

 

ParqueNacoes.jpg

 


É todavia, a partir do Miradouro de Santa Luzia, que podemos ver a Lisboa Antiga: uma das suas versões mais fascinantes.

 

VistaAPartirMiradouroOK.jpg

 

 

E também belos azulejos Portugueses.

 

MiradouroOK2.jpg

 

 

E ainda, uma videira serena e simples.

 

MiradouroOK3.jpg

 

 

Apresentamos agora dois poemas na sua tradução.

 

1o Poema, por Eliza S., Polónia

True Fantasies

To Professor Bogumila Rouba
How easy it is to rest
in loneliness of fuzzy thoughts.
To leave plans behind,
to be there -
far,
beyond real time.
Just me
and my true fantasies.
To be free,
yet
trapped in the mouth of pulsating nature.
Only the low tide
revealing the nudity of the beach
reminds that
time flows.
 (Traduzido do Polaco para Inglês por Artur Komoter)

 

Tradução para Português:
Fantasias verdadeiras

À professora Bogumila Rouba
Como é fácil descansar
na solidão dos pensamentos difusos.
Para deixar os planos para trás,
estar lá -
longe,
além do tempo real.
Apenas eu
e as minhas verdadeiras fantasias.
Para ser livre,
ainda
preso na boca da natureza pulsante.
Apenas a maré se esvai
revelando a nudez da praia
e a lembrar que
o tempo passa.

 

2o Poema, por Joan B., EUA

Hearts That Are Broken

Sadness may fill a heart with longing ---
Longing for the sound of a baby’s laughter
Or the sweet chirping of a bird outside your window.
Sounds of nature bring a pleasant relief to a
Heart that is feeling so alone.
One’s heart is so entwined within our emotions
And we need to let thepurity of nature
Fill us with a joy aswe immerse ourselves in the
Gifts of nature’s beauty.
Then our heart will know the peace that comes
With becoming a part of nature’s delight.


Tradução para Português:

Corações que estão desfeitos

A tristeza pode preencher o coração com saudade ---
Anseio pelo som do riso de um bébé
Ou o doce chilrear de um pássaro lá fora além da tua janela.
E os sons da natureza trazem um doce alívio para um
Coração que se sente tão só.
O coração está entorpecido, preso nas nossas emoções
E nós temos de deixar a pureza da natureza
Preencher-nos com uma alegria própria do mergulho
Nas suas dádivas de beleza.
Então o nosso coração saberá a paz que surge
Quando nos tornamos parte desse deleite natural.


Um poema da poetiza Brasileira Maria Coquemala.

 

MINHA ALMA

Leve, minha alma se liberta e cresce.
Minha alma que nunca esteve tão alegre,
que abandona este corpo que se esvai.
      Minha alma transcende, avança no espaço...
      Levada pelas asas do desejo, ruma ao infinito...
      Minha alma atravessa o arco-íris
      e se pinta com as cores da alegria.
Apagam-se todas as lembranças doloridas.
Silenciam para sempre as vozes da saudade,
da tristeza, da dor, do sofrimento.
     Vão-se revelando à minha alma,
     os segredos todos do Universo...
     Já não há perguntas sem respostas.
     Já não há corpo, agonia e morte.
E a minha alma inteira, sem recortes,
realiza todas as minhas fantasias.
Razão e sentimento se fundem em harmonia.
    Minha alma andarilha avança no infinito
    desvendando veredas na eternidade.

Nota: no Livro "Pulsar" (2015), All Print Editora, São Paulo, Brasil

 

Agora sim, faz falta Fernando Pessoa... tentámos vê-lo em sua casa.... mas não estava.

 

CasaFPessoaOK1.jpg

 

 

Dizem que andava muito por Lisboa e pensamos então ir até ao Jardim da Estrela, mas nada... será melhor passar outro dia. Nunca é demais e ainda que não seja já possível realmente vê-lo, por já ter falecido, a verdade é que, de certa forma, se sente alguma proximidade do poeta. Malabarismos da nossa mente... que nos mente ou sente.

 

JardimDaEstrelaOK.jpg

 


O melhor será ouvir um belo poema de Juana de Ibarborou, a poetisa da Natureza, no programa da rádio, "O Som que os versos fazem ao abrir". Com Luis Caetano e Ana Luisa Amaral.

https://www.rtp.pt/play/p3076/e340701/o-som-que-os-versos-fazem-ao-abrir

 

Relembra-mos que a nossa Antologia está quase a ser publicada, e por este motivo revelamos aqui uma outra capa alternativa ao nosso livro. Não, esta não é a capa escolhida.

 

passaro2.jpg

 

 

Finalmente, terminamos como começámos, falando do Festival da Canção, este ano em Lisboa. Podemos encontrar em vários locais e várias ruas os anúncios relativos a este evento, entre a agitação do mar de turistas a passear-se alegremente pela Capital. Nada melhor do que ficarmos com um tributo a Salvador Sobral, com uma canção criada a partir de um dos Heterónimos de Fernando Pessoa: Alexander Search.

 

 

 

Até breve, e, por favor, não se esqueçam de subscrever este blog colocando o vosso e-mail na caixa no topo.

Muito obrigado.

 

 

Capa da Antologia Natureza 2017-2018

por talesforlove, em 11.04.18

PassaroCapaAntologia 2017 2018 PtOK.png

 

Em Abril 2018

por talesforlove, em 01.04.18

Abril de 2018 recebe-nos de braços abertos. É tempo de partilhar o poema vencedor do Concurso Literário, e apresentar um olhar sobre a novela "O outro lado do paraíso" e ainda contribuir, um pouco, para ultrapassar o problema da vespa asiática.

 

O poema vencedor do Concurso Literário "Natureza 2017-2018"

 

As tempestades de areia

 

O deserto como um mar
(substrato: o sal universal: medula)
E o avolumar de suas ondas-dunas
E os vales lacunas entre outras dunas.
Oceano messiânico alastrando-se
                                             invadindo
                                                   propagando

                                                         (propaganda)                                                                                                                

 

Khamsin. Simum. Ghibli. Harmattan.
Legião tentacular endiabrada a esbravejar:


                                                 ¡A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                 ¡ A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                            ¡  A-VAN-ÇAR. EIA! 

                                                                                                             

Tal qual o degelo dos blocos de matéria-outra
De matéria-areia
Expandisse e dilatasse suas beiras
                                                       margens
Para muito além de seus próprios limiares
                                                                      orlas
Um Midas não-aurífero, arenífero
Tudo ferindo num ferino açoite ensandecido
Até que o globo circunscrito a uma-una camada tênue
Totalitária tessitura de clausura rasa
Cedesse enfim à ambição da abolição de todas as fronteiras
E instituída a tirania da saciedade
Em que tudo é deserto e nada foge:
Cárcere sem grades. Cânceres sem grades. Metástase

 

Por Arzírio Cardoso - Brasil

 


Um breve olhar sobre a novela Brasileira "O outro lado do paraíso" (atualmente em exibição no Canal SIC em Portugal)

 

Tocante e comovente, estamos perante uma história a fazer-nos sonhar com o lado bom do Brasil.
Podemos olhar para a luta ou dilema, entre a possibilidade de exploração de esmeraldas na terra rural, longe da cidade, e a possibilidade de manutenção de tudo como está, nessa mesma região. Vislumbra-se um pedaço de luta pela conservação da natureza: será mais valiosa a paz e beleza daquelas terras ou a riqueza material que estas guardam? E, todavia, também as esmeraldas possuem uma beleza muito própria.
A poesia das paisagens e dos passeios pelos quais as personagens nos levam, será como uma mensagem subliminar: "Venham até aqui". O verde da floresta e matiz esverdeado e cinza dos rios, preenche-nos de curiosidade por um calor muito distante. Uma paz morna, por vezes, de "eterno" verão. Tudo isto nos é mostrado e dado a sentir, com o auxílio de imagens, algumas delas panorâmicas.
A apresentação da novela é um aperitivo para o que se segue. A letra da música contém uma mensagem ética que de certa forma funde a natureza da paisagem à nossa natureza interior; a humanidade. A natureza selvagem surge com uma dimensão divinizante de si própria e dos personagens que a têm como palco das suas vidas. A câmara de filmagem "corre" pelas paisagens, tal como os nossos olhos levados pelo exercício da imaginação ao longo desse "modelo" perfeito para uma verdadeira obra de arte.
Esta novela leva-nos a paisagens tão próximas do âmago do ser humano que a natureza nela retratada não se separa do sentir das personagens, incluindo o da personagem principal: Clara. Existe, sente-se, um "ser de arte", no sentido metafísico, tal como Diderot (1751-1772) a definiu na Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. Porquê? Porque, por vezes, a história nos leva a sentir no limiar do surpreendente, no limiar do que não esperamos. Afinal, como se pode esperar vivenciar tantos sentimentos através de uma história imaginária, transposta para o ecrã? Afinal, estávamos enganados, foi possível.

 

 


A tragédia da vespa asiática em Portugal (velutina nigrithorax)

 

Como o nome indica, a vespa asiática é originária da Ásia, em concreto, da Ilha de Java (Indonésia). Atualmente, tem ameaçado seriamente a vida das abelhas europeias produtoras de mel pelo que têm sido feitos alguns estudos com o objetivo de saber melhor como a controlar e eliminar. Em particular, o ciclo biológico das vespas é muito útil conhecer: com efeito, entre Setembro e Fevereiro, as obreiras morrem e as novas vespas fundadoras hibernam; entre, Abril e Maio, estas vespas fundadoras começam a construir ninhos primários, usualmente com forma esférica, com diâmetro de cerca de 50 mm; depois, entram as novas colónias em atividade total, sendo nesta fase que se tornam uma grande ameaça a outros insetos.
Como a combater?
Além de armadilhas compradas em casas de apicultura, existem ainda iscos artesanais feitos com: i) água de derreter cera de favos velhos, e o seu pólen, após fermentação, para não atrair abelhas; ii) mistura, em partes iguais, de groselha, cerveja preta e vinho branco.
Para a destruição dos ninhos devem-se contactar as Câmaras Municipais.
Esperamos que este seja um pequeno, mas eficaz, contributo para salvar a abelha doméstica.

 

 

Um obrigado Stephen Hawking pelo exemplo de perseverança e pelo bom humor.

 

220px-Stephen_Hawking.StarChild.jpg

 


Obrigado e até breve.

 

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