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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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Capa da Antologia Natureza 2017-2018

por talesforlove, em 11.04.18

PassaroCapaAntologia 2017 2018 PtOK.png

 

Em Abril 2018

por talesforlove, em 01.04.18

Abril de 2018 recebe-nos de braços abertos. É tempo de partilhar o poema vencedor do Concurso Literário, e apresentar um olhar sobre a novela "O outro lado do paraíso" e ainda contribuir, um pouco, para ultrapassar o problema da vespa asiática.

 

O poema vencedor do Concurso Literário "Natureza 2017-2018"

 

As tempestades de areia

 

O deserto como um mar
(substrato: o sal universal: medula)
E o avolumar de suas ondas-dunas
E os vales lacunas entre outras dunas.
Oceano messiânico alastrando-se
                                             invadindo
                                                   propagando

                                                         (propaganda)                                                                                                                

 

Khamsin. Simum. Ghibli. Harmattan.
Legião tentacular endiabrada a esbravejar:


                                                 ¡A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                 ¡ A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                            ¡  A-VAN-ÇAR. EIA! 

                                                                                                             

Tal qual o degelo dos blocos de matéria-outra
De matéria-areia
Expandisse e dilatasse suas beiras
                                                       margens
Para muito além de seus próprios limiares
                                                                      orlas
Um Midas não-aurífero, arenífero
Tudo ferindo num ferino açoite ensandecido
Até que o globo circunscrito a uma-una camada tênue
Totalitária tessitura de clausura rasa
Cedesse enfim à ambição da abolição de todas as fronteiras
E instituída a tirania da saciedade
Em que tudo é deserto e nada foge:
Cárcere sem grades. Cânceres sem grades. Metástase

 

Por Arzírio Cardoso - Brasil

 


Um breve olhar sobre a novela Brasileira "O outro lado do paraíso" (atualmente em exibição no Canal SIC em Portugal)

 

Tocante e comovente, estamos perante uma história a fazer-nos sonhar com o lado bom do Brasil.
Podemos olhar para a luta ou dilema, entre a possibilidade de exploração de esmeraldas na terra rural, longe da cidade, e a possibilidade de manutenção de tudo como está, nessa mesma região. Vislumbra-se um pedaço de luta pela conservação da natureza: será mais valiosa a paz e beleza daquelas terras ou a riqueza material que estas guardam? E, todavia, também as esmeraldas possuem uma beleza muito própria.
A poesia das paisagens e dos passeios pelos quais as personagens nos levam, será como uma mensagem subliminar: "Venham até aqui". O verde da floresta e matiz esverdeado e cinza dos rios, preenche-nos de curiosidade por um calor muito distante. Uma paz morna, por vezes, de "eterno" verão. Tudo isto nos é mostrado e dado a sentir, com o auxílio de imagens, algumas delas panorâmicas.
A apresentação da novela é um aperitivo para o que se segue. A letra da música contém uma mensagem ética que de certa forma funde a natureza da paisagem à nossa natureza interior; a humanidade. A natureza selvagem surge com uma dimensão divinizante de si própria e dos personagens que a têm como palco das suas vidas. A câmara de filmagem "corre" pelas paisagens, tal como os nossos olhos levados pelo exercício da imaginação ao longo desse "modelo" perfeito para uma verdadeira obra de arte.
Esta novela leva-nos a paisagens tão próximas do âmago do ser humano que a natureza nela retratada não se separa do sentir das personagens, incluindo o da personagem principal: Clara. Existe, sente-se, um "ser de arte", no sentido metafísico, tal como Diderot (1751-1772) a definiu na Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. Porquê? Porque, por vezes, a história nos leva a sentir no limiar do surpreendente, no limiar do que não esperamos. Afinal, como se pode esperar vivenciar tantos sentimentos através de uma história imaginária, transposta para o ecrã? Afinal, estávamos enganados, foi possível.

 

 


A tragédia da vespa asiática em Portugal (velutina nigrithorax)

 

Como o nome indica, a vespa asiática é originária da Ásia, em concreto, da Ilha de Java (Indonésia). Atualmente, tem ameaçado seriamente a vida das abelhas europeias produtoras de mel pelo que têm sido feitos alguns estudos com o objetivo de saber melhor como a controlar e eliminar. Em particular, o ciclo biológico das vespas é muito útil conhecer: com efeito, entre Setembro e Fevereiro, as obreiras morrem e as novas vespas fundadoras hibernam; entre, Abril e Maio, estas vespas fundadoras começam a construir ninhos primários, usualmente com forma esférica, com diâmetro de cerca de 50 mm; depois, entram as novas colónias em atividade total, sendo nesta fase que se tornam uma grande ameaça a outros insetos.
Como a combater?
Além de armadilhas compradas em casas de apicultura, existem ainda iscos artesanais feitos com: i) água de derreter cera de favos velhos, e o seu pólen, após fermentação, para não atrair abelhas; ii) mistura, em partes iguais, de groselha, cerveja preta e vinho branco.
Para a destruição dos ninhos devem-se contactar as Câmaras Municipais.
Esperamos que este seja um pequeno, mas eficaz, contributo para salvar a abelha doméstica.

 

 

Um obrigado Stephen Hawking pelo exemplo de perseverança e pelo bom humor.

 

220px-Stephen_Hawking.StarChild.jpg

 


Obrigado e até breve.

 

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28 de Fevereiro - Sobre os resultados do Concurso Literário

por talesforlove, em 19.02.18

Recorda-se que no dia 28 de Fevereiro são divulgados os 3 grandes vencedores de cada categoria a concurso, i.e., conto e poesia. É muito inspirador ver, entre os trabalhos selecionados, os nomes Pedrógão e Floresta Amazónica; em qualquer parte do mundo, a natureza é a mãe do homem. Um bem de todos nós.


Um abraço e votos de boas leituras.

 

Selecionados Categoria Poesia - Excepto 3 Vencedores Principais

por talesforlove, em 19.02.18

Tí­tulo

Autor

Paí­s

Classificação

Vento dos montes (1)

Alberto Arecchi

Itália

Menção Honrosa

Integração (7)

Maria Apparecida Sanches Coquemala

Brasil

Menção Honrosa

Indagações à Natureza (9)

Jober Rocha

Brasil

Selecionado

Oração aos quatro elementos (13)

Christina M. Herrmann

Alemanha

Selecionada

A natureza (20)

Laerte Silvio Tavares

Brasil

Selecionado

Pedrógão (24)

Mário Justino Silva

Portugal

Selecionado

Incêndio (26)

N. Rodrigues Lopes

Portugal

Selecionado

Floresta (28)

Guilherme Sanches Fischer

Brasil

Selecionado

No pomar (33)

Micheline de Souza Ramos

Brasil

Menção Honrosa

       

Poema verde (36)

Renata Alves Torres

Brasil

Selecionada

Deambulação (43)

Duarte d'Orey

Portugal

Selecionado

       

Derradeiro apelo (45)

João Alberto de Faria e Araújo

Brasil

Selecionado

Árvore (53)

Viviane Parreira

Brasil

Selecionada

Á sombra daquela Árvore (62)

Osvaldo Copertino Duarte

Brasil

Menção Honrosa

Vale? (68)

Gabriel Valentim de Oliveira Felipe

Brasil

Selecionado

Majestade amazônica (78)

Luciane Ferreira de Cunha Almeida

Brasil

Selecionada

O fim da primavera (95)

Rafael Torres

Brasil

Selecionado

Crepúsculo no deserto (98)

Sonia Regina Rocha Rodrigues

Canadá

Selecionada

Natureza sem dor (106)

Claudete Morsch Pereira Soares

Brasil

Menção Honrosa

Prométicas (111)

Roque Aloisio Weschenfelder

Brasil

Menção Honrosa

Comburente (114)

Adilson Roberto Gonçalves

Brasil

Menção Honrosa

       

A natureza e o caos (129)

Gustavo Leal de Albuquerque

Brasil

Selecionado

Selecionados Categoria Conto - Excepto 3 Vencedores Principais

por talesforlove, em 19.02.18

Tí­tulo

Autor

Paí­s

Classificação

       

Arraia (31)

Pedro Albeirice da Rocha

Brasil

Menção Honrosa

Miragem (39)

Natália Vale

Portugal

Selecionada

O anjo das matas (57)

Celso Lopes

Brasil

Menção Honrosa

A flor de Iridanis (64)

Mitro Vorga

Portugal

Menção Honrosa

       

O fazer bem (84)

Luís Amorim

Portugal

Menção Honrosa

A luz azul da resignação (88)

Rui Cruz

Portugal

Menção Honrosa

Novos Franciscos (92)

Aldenor Pimentel

Brasil

Selecionado

Epí­logo materno (95)

Rafael Torres

Brasil

Selecionado

A vingança da colmeia (99)

Laisa Ribeiro

Brasil

Selecionada

Planeta ameaçado (101)

Teresa Morais

Portugal

Menção Honrosa

Filha única (107)

José dos Reis Santos

Brasil

Selecionado

       

Do barro à  margem (123)

Magnus Langbecker

Brasil

Menção Honrosa

Em homenagem a Madalena Iglésias

por talesforlove, em 17.01.18

Fica uma parte da Opera "A Flauta Mágica" de Mozart

 

(em Alemão)
Sprecher: Ihr Fremdlinge! was sucht oder fordert ihn von uns?
Tamino: Freundschaft und Liebe.
Sprecher: Bist du bereit, es mit deinem Leben zu erkämpfen?
Tamino: Ja.

 

(em Inglês)

Speaker: Stranger, what do you seek or ask from us?
Tamino: Friendship and love.
Speaker: And are you prepared even if it costs you your life?
Tamino: I am.

 

Orador: Estrangeiro, o que procuras ou o que nos pedes?

Tamino: Amizade e amor.

Orador: E estás preparado ainda que te custe a vida?

Tamino: Sim eu estou.

 

Nota: 

Com efeito Madalena Iglésias afirmou que deixaria de cantar assim que se casasse e cumpriu a sua promessa.

Faleceu ontem 16 de Janeiro de 2018.

 

Fica a informação que quem desejar adquirir uma t-shirt do Concurso Literário Natureza "2017-2018" o pode fazer através de donativo no valor de 5 Euros mais custos de envio. Envie e-mail para ruiprcar@gmail.com.

 

 

Fotografias de Lisboa em Dezembro de 2017

por talesforlove, em 02.01.18

Feliz Ano Novo

 

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 Por favor, vejam abaixo o regulamento do Concurso Literário "Natureza 2017-2018"

Podem enviar a vossa reportagem sobre natureza, entre dias 4 e 24 de cada mês.

Pode, por favor, subscrever este blog colocando o seu e-mail na caixa no topo da página e seguindo instruções.

6 meses depois dos incêndios de Pedrógão (Junho 2017 - Portugal)

por talesforlove, em 17.12.17

Fica um vídeo a recordar a natureza; a importância das árvores.

Por favor subscrevam o blog colocando o vosso e-mail na caixa no topo e seguindo os passos.

Obrigado.

 

 

Música por:

Mattia Cupelli "Touch"
https://www.youtube.com/watch?v=_JYHk_D5A44

 

Concurso Literário Internacional "Natureza 2017-2018"

por talesforlove, em 15.11.17

É com grande alegria que anunciamos o início do Concurso Literário Internacional “Natureza 2017-2018” o qual este ano decorre entre 1 de Dezembro de 2017 e termina a 1 de Fevereiro de 2018. A 19 de Fevereiro são anunciados os pré-finalistas e a 28 de Fevereiro os principais vencedores.

Referimos alegria neste anúncio porque este é o reencontro de todos nós nesta aventura literária que tem por um dos seus grandes objetivos sensibilizar para a proteção da natureza. Um reencontro entre amigos. Este ano, pelo menos em Portugal, as alterações climáticas são mais evidentes: os grandes fogos florestais de 17 de Junho e de 15 de Outubro, parecem provar essa realidade. O sofrimento das pessoas foi enorme e notar a substituição de um manto verde pela cor da cinza, é triste. No mundo, o facto de as concentrações de CO2 na atmosfera estarem em níveis muito elevados, só nos pode deixar também atentos.

É tempo de agir, pelo que fica aqui também o convite à vossa participação neste concurso e de seguida as condições de participação e outros detalhes.

 

Nesta edição, procuramos novamente HOMENAGEAR também a comunidade emigrante Portuguesa, através da homenagem a Shawn Mendes!

“Nunca Estarás Só (Escrito à mão)”

https://www.youtube.com/watch?v=N7VCLNBNJQs

 Sem, é claro, esquecer os que ficam em Portugal!

 

 

 

O vídeo de “Nunca Estarás Só (Escrito à mão)” tem uma proximidade com a natureza e uma imagem de uma floresta conservada e verde que só nos pode inspirar e a letra é muito apelativa. Com efeito, é importante que não estejamos sós neste trabalho em prol da natureza.

 

Fica a nossa tradução desta letra para Português:

Nunca Estarás Só (Escrito à mão)

 

Eu prometo que um dia eu estarei do teu lado

Eu te manterei sã e salva

Neste momento tudo é uma loucura

E eu não sei como parar ou ir mais devagar

 

Ei

Eu percebo que há muito para falar entre nós

E eu não posso ficar

Deixa-me apenas abraçar-te um pouco mais agora

 

Toma um pedaço do meu coração

E faz com que seja todo uma parte de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

Tu nunca estarás só

Quando sentires a minha falta, fecha os olhos

Eu Posso estar longe, mas não ausente

Quando adormeceres hoje à noite

Lembra-te que nos deitamos sob as mesmas estrelas

 

E, ei

Eu percebo que há muito para falar entre nós

E eu não posso ficar

Deixa-me apenas abraçar-te um pouco mais agora

 

Toma um pedaço do meu coração

E faz com que seja todo uma parte de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

 

E toma

Um pedaço do meu coração

E faz dele um pouco de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

 

Detalhes de Regulamento 2017:

  1. A participação neste concurso é gratuita.
  2. Qualquer pessoa de qualquer país pode participar desde que submeta trabalho redigido em português.
  3. Cada participante pode submeter um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 3000 palavras.
  4. Os trabalhos devem ser enviados por e-mail para Rui M. (ruiprcar@gmail.com) juntamente com nome, país, contacto electrónico. O assunto do e-mail deve ser “Concurso Literário Internacional ‘Natureza – 2017-2018’”.
  5. Os autores premiados finalistas têm direito a certificado em formato digital.
  1. Todos os poemas seleccionados serão publicados em antologia, a qual estará disponível em formato PDF (possibilidade de vir a existir em Windows), com um custo de 2,5 € (pagamento de donativo por PayPal). Após descontados os custos do concurso, o valor restante será utilizado na compra de árvores e sementes. Os autores premiados têm direito a uma versão gratuita.
  2. Data limite de participação: 1 de Fevereiro de 2018.
  3. Pré-finalistas anunciados a 19 de Fevereiro.
  4. Os resultados finais serão anunciados a 28 de Fevereiro em  http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/.
  5. O primeiro classificado de cada categoria terá direito a prémio no valor de 10 Euros.

 

Tema principal: "Proteção à natureza"

Tema de apoio: "A canção de Shawn Mendes"

 

 

Organizador do concurso:

Rui M.

 

Responsável do Júri:

Edweine Loureiro

Poeta e escritor Brasileiro radicado no Japão.

Premiado internacionalmente.

 

Principal patrocinador:

Rui M. Publishing

 

==================================

Parceiros iniciais 2017 (lista não definitiva):

  

1) Jornal Bom Dia - Luxemburgo

http://bomdia.eu 

 

2) Blog do Lucabe - Brasil

http://www.lucabe.com.br/

 

Este ano a App LinbonTourism em associação (sem custo; basta seguir botão lado esquerdo):

https://www.microsoft.com/store/apps/9nblggh3335s

 

Para nos seguir:

http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/data/rss

ou, no início do blog, submeter o e-mail e seguir os passos indicados.

 

Pinturas disponíveis:

folhas1withletters.jpg

flor1comletras.jpg

 

Contributos de autores

por talesforlove, em 02.11.17

Por Ester Galhardo dois poemas

 

A criação do mundo

 

Criou Deus no princípio o Universo em seis dos dias.
Era o mundo disforme e vago com negrume.
Mas pairava o Espírito n’águas arredias
E disse o Altíssimo: haja luz. E veio o lume.

E separou o clarão das trevas, dia e noite,
No primo dia. E houve, pois, tarde mais aurora.
Disse idem: haja firmamento na torrente
Chamando a base de Céu no dia de agora.

Por continuação disse nos dias seguintes:
Ocorra uma separação entre a água e o sedento -
Quer dizer, entre o mar e a plaga, o rio e os lotes –,
Produzam as planícies árvores e o mato,

Façam-se luminares no Céu, o sol e a lua,
Nasçam seres viventes no ar e ainda no mar
E ao ser terrestre: reproduza. A Terra é tua.
Viu então que era boa a feitura posta a amar.

Façamos, pois, o homem a nossa imagem e,
Conforme a nossa semelhança, disse Deus.
Governe sobre a Terra, do golfinho ao bode,
Das bestas das águas profundas e de Zeus.

E do barro montou Deus a um belo boneco
De contornos e sapiências a Ele iguais.
Por toda parte projetada de seu corpo,
Felicidade e devoção usava a mais.

O boneco era de estatura intimidante,
De perfeição a um pecador inesperável.
Era aos olhos de Deus um ser exuberante
Ainda que fosse por Ele reprovável.

Sabia o Altíssimo que o homem decairia,
Que pecaria na primeira tentação.
Mesmo assim as narinas Ele sopraria

Dizendo-lhe: é muito bom em exatidão.

 

Galhardo

 

Doces, as águas, das Minas Gerais,
Onde peixes subiam infinitos,
Alegres, nos gentis mananciais,
E vida permitiam aos distritos.

Agora, essa lama, vede! Olhais!
Carregada, corre, com mil detritos,
Radioativos, e, morte, provais.
Quem, pois, irá pagar por tais delitos?

-A natureza, com danos funestos;
-Os moradores, sem teto e comida;
-O Brasil, pela beleza perdida.

Pois vós, mesmo que em erro manifesto,
Governadores, em falta homicida,
Nunca tereis parte em ação vindita!

 

 

 


"Rondó do Planeta" por Mardenia Maria, publicado no livro em e-book “Sinta a CALIDEZ dos poemas” na Amazon.com
www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_noss?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&url=search-alias%3Ddigital-text&field-keywords=calidez&rh=n%3A5308307011%2Ck%3Acalidez

 

Rondó do planeta

 

O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Jogamos lixos nas ruas
Com a chuva vai enchendo

O planeta está morrendo
E nós desobedecendo
Devastamos as florestas
E a terra vai se aquecendo

O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Queremos tecnologia
Impactou o meio ambiente

O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Os desastres naturais
Estão bem mais frequentes

O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Tudo desequilibrado
Anseios prevalecendo
Resiliência humana!
Buscar tanta ostentação...
E será que vale a pena?

 

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