Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

A Natureza no Campo Grande - Fotografia

por talesforlove, em 15.06.20

De facto, com a pandemia a natureza conseguiu respirar em Lisboa e uma eventual prova dessa realidade, é o facto de os animais eventualmente procriarem mais esta Primavera. Vejam-se os patos pequenos e os seus pais, logo nesta primeira fotografia!  

campogrande1.jpg

campogrande2.jpg

Já podemos notar algumas pessoas no local e alguma descontração.

Hoje, fica aqui uma música (muito) calma: "Madrigal"

Simonetti A. - Madrigal - Carlos Damas, violin/Jill Lawson, piano

hoje precisamos de um jardim,
que na sua delicadeza,
nos diga, enfim,
"não desistas!", com voz de firmeza...

Até breve.

 

Um poema ao Sr Manoel de Oliveira

por talesforlove, em 23.05.20

É com grande alegria que partilhamos um dos poemas que foi vencedor do Concurso Literário dedicado ao Sr Manoel de Oliveira, em 2015.

A Força da Natureza, por Sara T.

 

Árvore de raiz funda

afunda-se na imaginação.

De folha persistente

- destacado combatente -

atravessa a intempérie

para que aclamemos:

“fora de serie!”

 

Oliveira.

Árvore generosa

que nos serve o alimento:

azeitona, azeite, deleite!

De folha pontiaguda

deixa muda

a audiência.

É hoje uma referencia.

 

Árvore e homem,

folha e guião,

dão fruto na sua estação.

E presos aos galhos da criação

estão A Caixa, A Carta, A Caça

e todo o Vale Abraão,

colhidos com a devoção

de famintos espectadores em massa.

 

E o tempo passa,

e a vida cresce

e todos os anos

a mesma árvore floresce.

Que a noite comece!

Quente e perfumada

Para irmos

juntos

ao cinema.

 

lave as maos.jpg

 

Até breve.

Poesia da Esperança

por talesforlove, em 12.04.20

20200408_084648.jpg

Até breve.

Uma Foto e Informação Útil

por talesforlove, em 31.03.20

No contexto da luta contra o Covid-19 fica aqui o link para um grupo que está a criar uma App com informação para todos:

https://github.com/WorldHealthOrganization/app

 

E

O nr de apoio para contribuir para construção de hospital no Campo Pequeno em Lisboa:

761 107 107

20200329_165408.jpg

Até breve.

Foto do Zoo de Lisboa (3) e um Poema

por talesforlove, em 18.03.20

A 12 de Março no Zoo de Lisboa.

Zoo 3 30.jpg

 

Em verde e cinza

 

A cidade que ignora a natureza

ignora a dádiva do oxigénio...

A natureza que ignora a cidade

ignora um dos seus belos frutos...

 

Cimento, areia, água, prego, aço frio,

movimento, ceia, mágoa, dor, amor...

Flor, planta, ave, humano, condor,

Todos, pedaço ao largo de rio...

 

Entre a cidade e a floresta

há mais em comum que pedaços frios:

Existe o calor do sonho,

sem tempo, morada ou resignação!

 

a 25 de Abril de 2017

 

Até breve.

O único poeta da natureza - Fernando Pessoa

por talesforlove, em 10.03.20

Hoje fica aqui um poema de Fernando Pessoa, neste caso Alberto Caeiro.

É muito interessante verificar que o poeta também olhava com especial atenção a natureza, escrevendo, muito possivelmente, com um sentimento de pertença, maior ainda que um sentimento de contemplação.

 

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,

Não há nada mais simples.

Tem só duas datas—a da minha nascença e a da minha morte.

Entre uma e outra coisa todos os dias são meus.

 

Sou fácil de definir.

Vi como um danado.

Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma.

Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.

Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.

Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;

Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.

Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

 

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.

Fechei os olhos e dormi.

Além disso, fui o único poeta da Natureza.

 

http://arquivopessoa.net/textos/996

 

Relativamente, ao corona vírus, o melhor será seguir as recomendações da Direção Geral de Saúde ao mesmo tempo que tentamos seguir a vida com normalidade.

Ficando óbvio que é nestes momentos que mais valorizamos a nossa vida e o que de bom temos.

 

Até breve.

 

 

A Luz da Feira da Luz e Roberto Leal

por talesforlove, em 15.09.19

Este ano, mesmo a Feira da Luz em Carnide (Lisboa) tem claras preocupações ambientais, com o controlo de resíduos. Como é habitual, a sua localização próxima de transportes públicos, facilita o acesso a todos que desejam fruir dos seus eventos culturais e animação indicada para todos os que desejam fazer compras e divertir-se, integrados no belo Jardim da Luz.

Mais informação aqui:

https://www.jf-carnide.pt/para-a-populacao/iniciativas/Feira-da-Luz-2019/6348/

 

Hoje, é também o dia em que Roberto Leal partiu... Vítima de cancro (como se diz em Portugal) ou câncer (como se diz no Brasil). Ele era um excelente artista, amado por muitos e dotado de uma postura humilde e trabalhadora que a todos nos cativava, tanto em Portugal como no Brasil, e em todo o mundo em que era conhecido.

Era um verdadeiro exemplo da força da natureza humana, até mesmo nos momentos mais complicados da sua vida. Era uma Luz para todos nós.

Fica agora o choque e a saudade.

Obrigado Roberto Leal, um grande abraço.

Ficamos com o seu primeiro sucesso "Arrebita":

E ainda "Verde Gaio":

 

Até breve.

Biólogo e Artista Plástico

por talesforlove, em 09.09.19

O Artista Plástico e Biólogo Fernando Grade faleceu ontem, aos 64 anos, vítima de cancro. Era um defensor de causas ambientais e gostava de falar do impacto da ação humana no Algarve, que era a sua terra. Evidentemente, o facto de ser Biólogo proporcionou-lhe uma visão mais detalhada, mais próxima, da realidade e por isso, e também por ter ousado ser também Artista Plástico, o seu legado deverá continuar a ser tido em conta. Muitos de nós não o conheceríamos, todavia, tal não se deverá ao seu desmerecimento mas acima de tudo à nossa limitação humana. Sim, hoje, a luta pela conservação da natureza parece revestir-se, ironicamente, de contornos "artísticos", no sentido de ser uma arte delicada, de difícil execução e até, não raras vezes, difícil compreensão.

A Arte surge aqui como uma intermediária sensível entre a debilidade da ação humana e quem com ela contacta, através deste "filtro", este olhar, frequentemente sem palavras, que nos faz sentir de novo uma realidade, uma dualidade: entre o que gostaríamos de ser, ao agir, e aquilo que realmente conseguimos ser, ou quase ser... Trata-se de um alerta, através de uma linguagem individual, mas movida por causas e não só estética.

Duas páginas que nos podem informar mais sobre o seu legado:


https://www.sulinformacao.pt/2019/09/morreu-fernando-grade-artista-plastico-e-defensor-de-causas/

https://www.sulinformacao.pt/2018/07/pedro-cabrita-reis-esta-exposicao-e-uma-luz/

 

Até breve.

1 de Setembro 2019 – Parte 1 – A Amazónia em Chamas

por talesforlove, em 31.08.19

Por estes dias os inúmeros fogos na Amazónia têm sido notícia e suscitaram inúmeras questões relacionadas com o ambiente, a gestão e também relacionadas com as pessoas que nela vivem e querem continuar a viver. Estamos perante um desafio que ultrapassa uma dimensão puramente biológica e ligada a conservação de um determinado ecossistema. Em certa medida, faz lembrar a proteção que em Portugal é dedicada aos sobreiros uma espécie protegida porque, é proibido cortar a árvore, em princípio, e isto pode ser visto como uma ingerência no direito de propriedade e gestão que um proprietário terá sobre um seu terreno. O interessante não é tanto esta vertente da realidade, pois percebe-se a proibição pela importância da árvore, mas sim a possibilidade que o proprietário tem de retirar rendimento desta árvore, através da cortiça. Olhando para a Amazónia podemos ver este desafio com os mesmos olhos e chegar à mesma conclusão: mesmo quem tem interesse económico na desflorestação/desmatação da Floresta Amazónica quando perceber que também pode subsistir, retirar sustento de uma Floresta totalmente conservada e viver com um nível de vida igual ou superior, vai querer essa mesma conservação. No que diz respeito à conservação da Floresta Amazónica, se o problema da sua destruição pode ser global, ainda que os potenciais principais prejudicados sejam os países em que ela existe, ou poderá deixar de existir, parece fazer sentido um apoio global para a sua conservação.

 

Apresentamos o poema vencedor da Antologia “Natureza 2018-2019”:

 

 

“Vida ao vento” por Bárbara Rocha de Brasil

 

 

Ao barulho do vento

       olho à janela

              no mesmo momento

                  em que uma folha cai

 

                                     E a folha vai

                                           voando ao vento

                                                     no mesmo momento

                                                em que uma outra nasce

 

                                                       E o vento vai

                                                  e a folha vem

                                    no mesmo momento

                             em que uma vida nova se tem

 

                                      E a folha vai

                                          voando ao vento

                                               e as volúpias da vida

                                                            já vivida vão

 

                                                                         E voltam e vão

                                                                             voando ao vento

                                                                     no mesmo momento

                                                        em que os versos se vão

 

                                             E a vida é assim

                                  como folhas ao vento

                          que a todo momento

                   se vão e em si vêm

 

                        E a vida é o vento

                            que a todo momento

                                         leva um ser

                                        para outro nascer

 

ARa1 Pt.jpg

 

Até breve.

A Antologia Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 11.08.19

Caros Amigos e Autores,

É com enorme prazer que informamos estar “concluída” a produção da Antologia Natureza 2018-2019.

A conclusão deste trabalho poderia nunca ser dada como real, dada a tamanha beleza dos trabalhos recebidos e selecionados e a inspiração por ela suscitada.

Este ano, a Antologia divide-se em Caderno 1 e Caderno 2, em quase 300 páginas de sucesso crescente.

 

Fica um abraço suave e incondicional, como o de uma árvore, tal qual a árvore e o amor na música seguinte:

“Ombra Mai Fu” (“Sombra nunca foi” ou “A árvore nunca foi sombra”) por Franco Fagioli.

 

 

E como estamos em Agosto, tempo de regresso a Portugal de imensos Emigrantes Portugueses, fica uma música de homenagem, com um vídeo realizado durante uma dessas viagens de regresso, por exemplo, a partir de França.

 

“Meu querido mês de Agosto” por Dino Meira.

 

https://www.youtube.com/watch?v=KmIQws6geFY

 

Um enorme Muito Obrigado a todos e Até Breve.

 

meta

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D