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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Feira do Livro de Lisboa 2021, Pandemia, Esperança

por talesforlove, em 01.09.20

Por estes dias decorre a Feira do Livro de Lisboa e que alegria que decorra. Nos anos anteriores, poderemos dizer desde sempre… este evento foi um símbolo de magia nas nossas vidas, nós que adoramos alguns livros (não todos) como uma Princesa no topo da sua torre de sonhos inalcançáveis, como algumas poetisas Portuguesas do passado nos poderiam sugerir. Relembro, como se fosse uma lembrança trazida pelo vento que nos parece ser um mensageiro do passado, aquelas noites de verão em que as pessoas passeavam despreocupadas de banca em banca, com uma calma quase a roçar o desdém por alguém ali ao lado, fosse qual fosse a sua condição, e agora percebo que isso era só tranquilidade, como se existisse ainda um amanhã garantido e um pouco depois sempre fiel e sempre real, mesmo ali, naquele momento, naquele presente, verdadeiramente como um presente, que poderíamos desembrulhar a cada momento, qual dádiva sempre certa nas nossas vidas.

A cada noite, com um pouco de sorte, um pouco de perfume de jacarandá, a emprestar um pouco de exotismo e daquele azul em pólen refeito. Um cosmopolitismo que ali se edificava a cada momento e que se perfumava ainda com uma bela sardinha no prato, num Junho de Santos Populares. Ah! E aquela noite de Santo António com uma “procissão” de casados de Santo António a passear-se por aquela noite feita de livros, sonhos, comes e bebes, turistas, alegria quase eterna, negócios feitos, novos autores, literatura e quase literatura, técnica e construções por edificar.

As festas entre flores feitas de papel e Marchas Populares novas, renovadas e trazidas do passado afinal tão presente por ali, por todo o lado, nos nossos corações alfacinhas e forasteiros. Até parecia que o entardecer, cor de melão maduro, da Lisboa da Rua do Alecrim nos tomava por inteiro, num sabor a eterna juventude, eterna ilusão. E para rematar tudo isto, um sentimento de musicalidade vindo da Rua das Janelas Verdes, Lar da Madona, sim da Nossa Madona, que nos trazia esse sentimento de recentramento do mundo na nossa capital, como um crer capital no ser-se positivo e realisticamente vencedores.

E ali para os lados da Rua da Politécnica, ainda o nosso rasto, num passeio mesmo antes da Feira do Livro, sim porque literatura é vida, é crer, é imaginar mas é também técnica, é também ecologia. O Jardim do Museu de História Natural e o por do sol, por ali mais cor torrada leve, com as suas árvores centenárias e testemunhas de outros verões e outras pandemias, permitindo-nos relativizar tudo e manter os olhos no futuro que ai vem, mais esclarecido e marcado por um novo olhar mais inseguro e mais humilde.

Estes dias de Feira do Livro são dias de passeio com amigos, convívio e paz, nem que sejam com moderação e como recordação. “Viver é já vencer” eis a nossa nova crença e a nossa força para cada passo.

Ao fundo, como tantas vezes referido, o Tejo, com as suas águas tantas vezes reluzentes, a convidar o nosso olhar para o Oceano sempre lá, como marco gigantesco dos limites de todos nós como seres humanos, que nos inunde de sede de viver e nos faça agarrar a vida com as duas mãos e com todo o nosso sorriso.

Ali ao lado, do Parque Eduardo VII, fica o Jardim Botânico de Lisboa, com as suas pequenas paisagens tão… simplesmente, bonitas. No passado as estrelas cadentes davam direito a um desejo, e por ali, uma bela noite, uma estrela passou, e alguém desejou mais saúde, quero imaginar, e foi-lhe concedida. Cada árvore transformou-se numa testemunha desse momento e consta, imagino, que a cada noite segredam entre si, aquelas noites do passado agora se refazem e de novo podem trazer tudo o que queremos.

Ao passar por ali, um transeunte mais distraído, viu tudo e deteve-se por momentos. Os seus passos lentos, quase em desespero, reganharam ânimo. O céu daquela noite era todo feito de estrelas, quase sem luzes artificiais e assim, aquela abóbada de esperança se abateu sobre ambos. Os aviões também não rasgavam os céus e assim era a humanidade, de novo, mais carne, osso, sentimento que máquina e nadas. Uma noite de amor pela humanidade e uma tranquilidade em comunhão com aqueles seres sem sistema nervoso mas com sentir que não podemos explicar: as árvores, as plantas daquele jardim.

Depois com o nascer do sol, o acordeão e alguém a cantar enquanto outros comiam o pão feito pelos padeiros e padeiras daquela noite, a trabalhar para todos poderem viver e sorrir. Sim, porque na Pandemia do início do Século XX, também havia medo, esperança e alegria, pois que a coragem era ainda maior naqueles tempos.

Hoje, de novo na Feira do Livro, será tão melhor olhar para o social do evento e aqueles momentos de diversão mesmo que a comer uma qualquer sandes que ali seja vendida. Alguma música é tão importante para nos alegrar e fazer voltar a desejar ler um livro ou simplesmente olhar para uma capa e imaginar o que lá vai dentro.

 

Sonhar é acreditar e acreditar é esperar o melhor, mesmo enquanto o pião não volta a rodar despreocupado. Mas que importa……. Vou mergulhar nas águas geladas do mar de Carcavelos e aguardar mais um final de dia ardente de verão.

 

Até breve.

Novos livros e nova poesia em 2019

por talesforlove, em 15.01.19

Boa tarde Amigos Autores,

 

Nada melhor do que começar o ano com sol e alguma bela poesia!

É interessante verificar que a par da publicação em papel surge imediatamente a publicação em formato digital. É algo que parece ser bom para o ambiente pois existe menor consumo de papel e o gasto de energia dos equipamentos de leitura parece ser negligenciável. A estes factos acresce que o formato digital é menos oneroso que o formato em papel. Para muitas pessoas, o livro continua a ser algo privilegiado na leitura de poemas e outra literatura, sendo que, podemos alegar, ainda contém a magia das coisas sem tempo e eventualmente sem grande complexidade.

 

Assim, com grande alegria, convidamos à leitura do livro “FAZENDO AMOR COM O UNIVERSO EM VERSOS” (Outubro 2018) de Claudete Soares (Brasil – Bento Gonçalves - RS), Editores Valdir Ben e Vânia Bortoletti, o qual nos apresenta um conjunto de poemas de grande sensibilidade estética e humana, a par de uma composição gráfica belíssima. Entre esses trabalhos encontra-se o seguinte:

 

capa do livroOK.jpg

 

 

 

FELIZ

 

Violinos tocam em mim

quando acordo em ti.

O meu anjo doce

estende um tapete de luz

para revestir o meu dia.

E eu caminho nas rosas das horas

entre perfumes e espinhos.

Feliz.

 

 

 

E ainda, este humaníssimo:

 

DOR DE MENINA

 

A menina chorava...

De feições doces, mas tão sofridas!

Quem saberá das suas feridas?

 

Quem saberá das dores

que lhe escurecem a alma?

Nem as flores, cujos perfumes

lambem a sua face,

conseguem serenar o coração aflito.

 

Ele que quer ganhar o infinito,

fugir desse lugar cruel

que lhe tira o mel da vida

e o cobre com véu os sonhos,

lhe roubando a seiva pueril.

 

Que olhos bondosos poderão vê-la,

e agasalha-la em seu colo,

salvando-a da aflição?

 

 

Para adquirir esta obra, com quase 150 poemas, e também disponível em versão digital/e-book, recomendamos os seguintes contactos: claudete@msrg.com.br e bendesign@bendesign.com.br

  

Ainda outro livro de poesia, que vale a pena conhecer, é “Azul Instantâneo” (2018) por Pedro Vale (Portugal – Madeira). A poesia visual é muito importante neste livro e sem dúvida oferece uma diversidade na interpretação do que se pretende transmitir. Assim, não é de estranhar que o design gráfico da obra, nomeadamente na capa, apresente linhas tão simples, não ofuscando, de forma alguma, o conteúdo poético já de si tão gráfico.

 

IMG_6281azul2OK.jpg

 

Um poema, sem nome, a ler será:

 

Talvez um dia recordes

num qualquer espelho torto

quão simples fora a tua salva

e te lembres daquela vez

em que ceáramos apenas meia

laranja e nada de pão naquela casa cega

com o telhado a verter lágrimas

de fel.

 

E ainda este:

cresceaespuma.jpg

 

Para contactar o autor, recomenda-se o seguinte contacto: valedepedro@gmail.com

 

Finalmente, convida-se à leitura de um poema naturalista por Marcelo de Oliveira Souza, IwA (Brasil):

 

Venezuela!

 

Veneza pequena, está ela

Grande emblema, singela!

Motriz da América,

Via da janela.

Braço forte,

Com clientela

Petróleo bruto

Na cancela,

Estado ativo

Virando favela.

 

O Fruto Maduro

Sofre no duro

Distorce o futuro,

Nesse grande enduro,

Não tem futuro...

Sem cair do pé.

Ninguém acode

Nem perde a fé,

O povo grita,

O sofrimento irrita

Até um dia o fruto Maduro

Que apodrece a árvore

Cair na maré!

  

Venezuela!

 

Venecia pequeña, está ella

¡Gran insignia, sencilla!

Motriz de América,

Vía de la ventana.

Brazo fuerte,

Con clientela

Petróleo bruto

En la cancela,

Estado activo

Que se transforma en barrio de lata.

 

El Fruto Maduro

Sufre mucho

Distorsiona el futuro,

En ese gran testarudez,

No tiene futuro ...

Sin caer del pie.

Nadie ayuda

No pierde la fe,

El pueblo grita,

El sufrimiento irrita

Hasta un día el fruto Maduro

Que se pudre en el árbol

¡Caer en la marea!

 

Até breve.

Abraço.

"Ao Longe O Mar" por Madredeus

por talesforlove, em 16.01.17

Letra e música de Madredeus.

"Ao Longe o Mar"

https://www.letras.mus.br/madredeus/152424/

 

Local alternativo para a música:

https://www.youtube.com/watch?v=av2ZEzNL8P8

 

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