Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)
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A aldeia da Benfeita, no Distrito de Coimbra, realizou o evento anual Mostra de Xinema da Benfeita de 27 a 30 de Julho. Provavelmente, este é o melhor evento de cinema para amantes da natureza em Portugal. Porquê? Porque a aldeia faz parte da Rede de Aldeias do Xisto, sendo o xisto a pedra de que tradicionalmente eram feitas as casas e muros da região centro de Portugal, juntamente com madeira. Ver estas casas é quase uma viagem no tempo.
O enquadramento de montanha, com a água de uma ribeira de caudal forte, com praia fluvial, um campo de futebol, a vegetação, um bar e um restaurante, o Cantinho do Açor, com esplanada alta, fazem a diferença. Igualmente, os filmes selecionados e o evento de música, com temas cinematográficos, encantam; encantamento esse realçado pelo facto da tela ser instalada ao ar livre. Não há dúvida, algo único e inesquecível.
Ficam duas fotografias ilustrativas.
Notícias:
Em Portugal, a banda de música Flor Girino, de inspiração naturalística, dá motivos de interesse. Veja-se a sua página temas musicais no YouTube – Flor Girino ou no Instagram.
No Brasil, a Academia Taubateana de Letras, em Taubaté, cidade do Estado de São Paulo, desenvolve a sua atividade literária e recentemente promoveu uma nova edição do seu concurso literário. Mais informação em: https://academiataubateanadeletras.com.br
Hoje, ao contrário do que estava pensado, não será partilhada nenhuma receita. Afinal, as imagens da dura realidade da fome na Faixa de Gaza não podem deixar ninguém indiferente; o apetite desaparece, o calor ou o frio esbatem-se.
Para olharmos o mundo de outra forma, aqui são publicados três poemas, que nos trazem amor, natureza, arrepios e esperança.
Natureza e Amor, por Aylton S. (Brasil)
De ponta a ponta, Lá no regato manso e claro, A fantasia e os arrepios correm soltos Onde o sufocar, o reclamar e o gemer Faz todo sentido, mas não adianta nada Somos, sim! Os caçadores dessas emoções Emoções, essas, que correm nos veios Entre matas virgens, plateias e cantos De pássaros no vigor da placidez e beleza Que adornam a Natureza Ancoramos nas promessas… No sufoco, sonhamos nossos sonhos Ao reclamar, caçamos desejos e prazeres Ao gemer, somos o som do desfiladeiro Que ferve suas águas penhascos abaixo Onde, também, evapora nosso cansaço Maravilhas do bem, esvoaçadas Tudo isso lá tem!
Pode tremer a Terra Pode trocar o sol com a lua Pode a vida ser um bumerangue Podem as águas claras mudarem o curso Pode, a vida, ser a gangorra de altos e baixos Mesmo assim, O arquipélago inteiro está pra nós.
Antes que o regato vire mar Antes que haja guerra nas estrelas Antes que eu, ou você, ou nós dois, Nos dignemos ao adeus… ao ribeirão Ainda há tempo para amar e puxar a âncora E, riacho abaixo, a caça e o caçador Lançarem mais iscas às nuances do amor.
XI., por R.S. (Portugal)
Neste momento desligo a música que nos toca, procuro o espaço de uma folha em branco para me encontrar. Não sei se chamo a este momento de “meu” ou, se o entrego ao tempo que passou sem te ter levado. É curioso que ainda me prendes, ainda me dás forma aos sonhos que por ti têm cara, cor… sombras. !Não sei se sabes mas eu tenho brilho nos olhos, desejo na boca, palavras para contar que nem o coração escutou. Posso construir um alfabeto, inventar novas línguas, encontrar formas de te dizer que quero estar aqui e tu não vens!
Quando te resolveres, quem seremos? O que seremos?
Parece estupidez mas, há palavras que não me saem da cabeça e as que mais se prendem, escutei no silêncio…
É amor? … não sei! Traz dor? não! Quero ver-te? sim! Que me fales? sim! Que apareças? sim! Que não pares? sim! Vem! … mas não venhas agora, ou ainda te perco!
PLANTEMOS, por Maurício W. (Brasil)
Tal qual a vida, as Tâmaras são presentes sagrados. São bênçãos divinas, que dão cor e sabor às nossas existências, às vezes tão sofridas. Tal qual a vida, as Tâmaras são agridoces. E sempre nos lembram: Na natureza, ajam agora, como se hojes, amanhãs já fossem. Plantemos! Plantar, é regar de suor o plantio. Que tudo que dói agora, nesse estado de rio sem movimento, Nesse isolamento que nos tirou abraços e a necessária reunião de corpos e almas, Seja um momento de paciências e calmas, num plantio silencioso. Plantemos! Plantemos as sementes de nossas tâmaras, com amor, Deixando nosso suor solitário, cair sobre a terra viva e cheia de fertilidade. E quando o mundo voltar ao eixo, colheremos amores e tâmaras... Com gosto de felicidade. Plantemos! Plantemos! Plantemos nosso amanhã ! Plantemos !
Vica um convite à escrita sobre a Natureza, pois continua a decorrer o Concurso Literário Natureza: https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/concurso-literario-internacional-193354