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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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O nosso Marco Paulo

por talesforlove, em 11.04.21

Bom dia.

Relembra-se que no Concurso Natureza 2020-2021 se pedem poemas para homenagear Marco Paulo! Vejam o regulamento neste blog, algumas partilhas atrás.

 

Por este facto, aqui partilhamos duas músicas do Marco e ainda um primeiro poema em sua homenagem. Espera-se que vos inspirem. Divulguem.

Marco Paulo - Nossa Senhora (TV)

Entretanto, partilha-se este texto sobre o Caminho de Santiago:

https://onthewrittenroad.blogs.sapo.pt/150-km-depois-7980

 

Marco Paulo - O que é que fazes esta noite (TV)

 

Marco Paulo, simplesmente
 
És o Homem, o Cantor, de Amor,
Dos espinhos, pedras e luz.
Humilde e simpático que nos seduz
e nos empresta o seu grande calor.
 
E neste torpor de música
Nem percebemos que és marco
das nossas vidas e esperanças,
como se de novo fossemos crianças.
 
O teu sorriso Jovial alegra-nos,
a Fé do teu coração, aquece-nos,
és o nosso Pessoa musical:
como se a tua voz iluminasse a nossa Natureza Humana.
 
Finalmente, fica o convite para conhecer mais sobre Bordalo II:
Obras de Bordalo II em Faro alertam para preservação de cavalos-marinhos da Ria Formosa | TVI24 (iol.pt)
https://tvi24.iol.pt/sociedade/arte/obras-de-bordalo-ii-em-faro-alertam-para-preservacao-de-cavalos-marinhos-da-ria-formosa
 
O Concurso Literário Natureza 2020-2021 termina a 13 de Abril (salvo indicação em contrário).
Até breve.

Crítica a António Cisneros e Lisboa sempre revisitada

por talesforlove, em 02.04.21

Hoje, recorda-se o poema "Então nas águas de Conchán", de António Cisneros.

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/tempo-de-ciencia-esperanca-pandemia-e-95013

 

Uma tentativa de crítica literária.

 

Há mais marés que marinheiros, tal qual há mais interpretações possíveis para este poema… feito de uma baleia, baleias em sonho, pedaços de vidas, recortes de imaginários, esperanças e fonemas.

Existe uma baleia feita de esperança, a qual dá à costa e ilumina as vidas de gentes quase despidas dessa mesma esperança… Desprevenidas, aperceberam-se, então, que a sua mãe natureza já os e as havia dotado dos instrumentos físicos e mentais, para aproveitar tudo o que ali se encontrava à mão, para construir um futuro melhor.

A nossa mãe natureza é tal qual um canivete Suíço, contém em si todos os caminhos do universo, desde os abismos marítimos até à vizinhança de Cassiopeia. Resta-nos “olhar e estar de acordo” tal como no poema Girassol de Ricardo Reis. Afinal, ser uma pessoa é também ser natureza, nada somos sem que ela nos permita. Por decreto? Por regulamento? Não, quase determinismo inicial. Nós somos ela e ela somos nós. Ela domina-nos como a uma mão protetora que nos impõe obstáculos para que os possamos contornar, aprender, comunicando melhor, tornando-nos mais humanos. Que tal seja algo positivo.

A pobreza das gentes deste porto marítimo de 1976 é aquela material, permitissem-lhes, dessem-lhes, os mesmos caminhos e rapidamente se tornariam tão cintilantes quanto os outros “não pobres”.

Estas letras e palavras contam-nos como aquele estado de encantamento perante o mar se, por um lado, tolhe os movimentos, por outro, faz crescer a cana de pesca das ideias ou dos sonhos, nas palavras de Augusto Curry. Sim. Existe sempre uma réstia de sol que escapa por entre as nuvens, até que ilumine, com a sua energia, um qualquer óleo balear que irá aportar algures nas vidas de alguém. Tal qual um voltar de página, um salpico de letras sobre as areias depositadas pelas ondas, sempre maiores que quem quer que seja que as tente domar. E sim existe uma magia única a cada bater de uma barbatana de baleia que, azul, percorre os sete mares, sempre com uma aventura diferente, tal como fossem possíveis analogias com as viagens pelas sete colinas de Lisboa.

 

Entretanto, e porque a música se impõe, talvez pela luz da primavera, uma versão de "O Fado Português", pela I Maresias - TunaMaria.

https://www.facebook.com/TFIST/videos/819643462202052/

 

Um abraço.

Até breve.

 

 

 

José Saramago em 2020

por talesforlove, em 01.02.21

O ano 2020 foi um ano atípico, por causa da pandemia. Nele acabamos por encontrar todas as fragilidades possíveis dos seres humanos. 2021 continua a ser 2020. O calendário mudou mas tudo continuou, o que em boa verdade, já seria de esperar pois o vírus não tem nada a ver com o nosso calendário.
Ficam os fogos de artifício extemporâneo resultado de uma vontade reprimida de normalidade. O Autor deste blog não participou nesta alegria tão desprecavida mas compreende-se esta situação, quem a pode criticar?! Mas temos temos de esperar que o vírus se vá embora ou fincando que não seja uma ameaça.

Ironia foi o filme "O Ano da Morte de Ricardo Reis" ter estreado no ano em que a morte começou a estar presente no nosso dia a dia. Que falta de pontaria! À tragédia das salas de cinema fechadas somou-se o tópico do filme. Veja-se o filme de apresentação, do Inglês trailer, algo que eventualmente poderíamos traduzir de forma mais resumida como cinpub (ou cinematográfica publicidade). Fica a sugestão para uma nova palavra.

Fica ainda uma sugestão de áudio livro para a obra de José Saramago, a qual bebe inspiração em Fernando Pessoa.

Audio Livro:

https://www.bing.com/videos/search?q=o+ano+da+morte+de+ricardo+reis+trailer&&view=detail&mid=B2895CC97F058B39E08DB2895CC97F058B39E08D&rvsmid=331A5FEE166A0ECE01C8331A5FEE166A0ECE01C8&FORM=VDQVAP

 

Finalmente, para que fique claro que vale a pena confinar, que vale a pena aguardar pelo Verão, fica aqui uma música com um bom ritmo, por Zé Amaro. Pode ser que a variante Europeia do Covid-19 vá de férias no Verão e nos deixe em paz, afinal está claro que prefere as temperaturas mais baixas, ao contrário da variante Amazónica.

 

O Zé Amaro é um Artista que buscou a sua inspiração na música Brasileira, por sua vez inspirada noutras fontes.

Veja-se um pouco mais sobre ele em:

Zé Amaro | Costa e Ramos

 

Ainda um poema “A essência” por Getúlio O. (Brasil,

Poesia da Antologia 2018-2019)

 

Gosto dos andares tortos

De insetos felizes.

Admiro o soldadinho alvinegro

Que busca o amarelo, ao invés

Da roupa branca do homem engomado.

Sinto a fragrância do mato

Como estivesse sentindo um perfume francês.

Tenho bem querer por pessoas

De almas sorridentes.

Prezo olhos que sorriem

Mais do que bocas que se amostram.

O essencial não está no que se vê,

Mas no que se sente.

 

Entretanto, qualquer que jeja a vossa idade, sejam responsáveis: protejam-se!

Até breve.

Solidariedade a Tony Carreira e Família

por talesforlove, em 06.12.20

Hoje, porque estamos todos novamente de luto, pela morte da filha de Tony Carreira, a Sara Carreira, fica aqui uma partilha que embora já estivesse preparada para meados de Dezembro, ganha agora nova urgência, neste ano, ou melhor, nestes tempos, sem descrição possível. 

Que surjam de novo flores,

no mais profundo dos desertos,

que seja de novo vida e paz,

além das nossas forças.

Além da nossa compreensão.

 

E uma música da própria Sara Carreira...

 

Até breve.

Sede de "Normalidade"

por talesforlove, em 29.11.20

Estaremos de regresso em meados de Dezembro. Por agora partilhamos o trailer do Filme "Listen", uma notícia muito recente, relativa ao Chef Ljubomir, e finalmente um trailer musical do Filme da Bela e o Monstro, porque trás também um sopro de esperança.

Listen (2020) de Ana Rocha de Sousa | Trailer - YouTube

Uma notícia:

Ljubomir Stanisic em greve de fome (msn.com)

 

"Bela e o Monstro"

 

Até breve.

Ecologia e Música

por talesforlove, em 15.11.20

Faleceu na semana passada o Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, considerado um dos pioneiros da ecologia em Portugal. Partilha-mos aqui a descrição que existe na Wikipédia:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gon%C3%A7alo_Ribeiro_Telles

A ecologia, eventualmente mais que nunca, está no centro das atenções da muitos de nós, a tal ponto que mesmo a música reflete esse centro da nossa sociedade.

Veja-se o projeto "Sem Adubos" remistura por Miguel Torga (o DJ):

https://infinita1961.bandcamp.com/track/sem-adubos-remistura-ao-natural-do-torga

 

Trata-se de música eletrónica que tem uma letra relacionada com a preocupação ambiental. Outro músico que já se inspirou na causa ambientalista é M-Pex, sendo que não utilizou letra ou texto a palavra para esse efeito:

http://centraldeartistas.pt/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=646&Itemid=0

 

Até breve.

 

Uma citação optimista

por talesforlove, em 21.05.20

"A vida é como um cobertor demasiado pequeno. Puxa-se para cima e fica-se com os pés de fora, sacudimo-lo para baixo e ficamos a tremer de frio nos ombros; mas as pessoas bem-dispostas conseguem encolher os joelhos e passar uma noite muito confortável."

por Marion Howard

Esta afirmação, recheada de verdade, merece ser partilhada pois atualmente o optimisto é mesmo muito importante.

 

Fica um vídeo inspirador de Hauser "Alone, Together" ("Sozinhos, Juntos") porque a Humanidade já superou inúmeros desafios ao longo da história.

 

https://www.youtube.com/watch?v=5eYuUAV4YE4

Até breve

Poesia, Música: Portugal mais forte que o Covid-19

por talesforlove, em 19.03.20

Imaginária

 

Tu, és a minha Ausente.

Quando desfolhas as tuas palavras,

Te sinto perto, à minha porta.

És o fogo, e dentro de mim lavras.

 

Talvez a candura que nelas repousa

Seja a razão para o que sinto.

Ou o sibilo o melancólico daquela que ousa.

O presságio trágico do amor que sinto.

 

Mas, tu nem sempre comigo vens.

Também és longínquos aléns!

Rio revolto... solto!

 

Palavras, que recordo, passam-me pelas mãos.

Têm amarras, anzóis e agulhões!

Mas, o vento vela-as para o sideral longe...

 

A Missão - "O Oboé de Gabriel"

The Mission - "Gabriel's Oboe" (cover by Bevani flute)

 

bandeira-de-portugal.jpg

Até breve.

 

 

 

 

Fernando Pessoa, poesia, flores e música

por talesforlove, em 16.02.20

Agora, após o final de uma exposição sobre a Amazónia, surge uma exposição sobre a criação com a natureza, na Galeria das Belas Artes, da Faculdade de Belas Artes. Com multimédia, imersão e outras surpresas. Vale a pena. Sigamos em frente.

 

Fernando Pessoa também gostava de sentir a natureza e de escrever sobre a natureza, como se a recordasse ou se a quisesse manter junto de si. Fica aqui um exemplo, seguido de uma música acompanhada de um vídeo que nos permite ver algumas paisagens que bem podiam ter inspirado este poema.

 

IX

 

Sou um guardador de rebanhos.

O rebanho é os meus pensamentos

E os meus pensamentos são todos sensações.

Penso com os olhos e com os ouvidos

E com as mãos e os pés

E com o nariz e a boca.

 

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la

E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

 

Por isso quando num dia de calor

Me sinto triste de gozá-lo tanto,

E me deito ao comprido na erva,

E fecho os olhos quentes,

Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,

Sei a verdade e sou feliz.

 

Fonte: http://arquivopessoa.net/textos/1488

 

Ludovico Einaudi - Nuvole Bianche

https://www.youtube.com/watch?v=xyY4IZ3JDFE

ceu palmeiras.jpg

 

 

A quem nos desejar contactar, a manifestar a vontade de vir a adquirir, no futuro, o livro deste blog, fica o obrigado sentido.

Até breve.

 

Filmes, Poesia e Evento Literário na Amadora em meados de Setembro

por talesforlove, em 13.09.19
De 13 a 15 de Setembro de 2019, pelos 40 anos da Cidade da Amadora (Área Metropolitana de Lisboa), decorre a IV Festa do Livro da Amadora 2019, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, com entrada livre, das 10h00 às 23h00.
 
A Amadora tem uma forte ligação à cultura, não apenas literariamente mas sobretudo quando olhamos para a sua história, sempre próxima das artes visuais e da música. No que diz respeito às artes visuais, destaca-se o Festival Internacional da Banda Desenhada e as pinturas nas fachadas dos edifícios, veja-se o trabalho dos instagrammers @ana_gil_, @eyes.of.rita, @filipesj, @ritacordeiro, @voodoolx, @fesvicente e @silviabernardino. Transpira uma certa arte urbana, feita por artistas urbanos e ainda um olhar nostálgico, sobretudo respeitoso, dirigido a figuras do passado, como Fernando Pessoa e Amália Rodrigues.
 
Veja-se este link:
https://amadoraemfesta.pt/
 
Continuamos, entretanto, com a poesia de Rosemary B. (Brasil), com o poema:
 
CONTROLE
 
 
Como poderei ser uma árvore frondosa,
Se não reconheço minhas raízes?
Se não me identifico,
Com os primórdios da evolução,
Ou da criação?
Somos nação?
Salvem suas almas!
Perdemos o controle.
Ultrapassamos o tolerável,
E as mentes estão em combustão.
Onde demônios brincam de roda,
Com sedutoras dúvidas em forma de canção.
Fazem chacota com a história,
E enquanto engessam a geração.
Optam pela agonia do passado deplorável,
Lugar incômodo, mas reconhecido.
Acham melhor retroceder.
Os jovens estão divididos,
Entre os rumos variados do poder;
Delirando em imensuráveis sonhos.
Fechem seus olhos,
E entoem um louvor aos injustiçados mortos,
Uma música de ninar aos vivos cegos,
Ou a todos, uma simples e redentora oração.
Somos os novos camaleões,
Na camuflagem salvífica contra irreconhecíveis e sorridentes predadores,
Com dentes pontiagudos, clarificados a lazer.
Estamos caindo, alienados,
Aplaudindo na plateia deste circo de horrores.
Engolindo embalagens plásticas,
De coisas mortas,
De coisas prontas.
O quê estará por trás da porta,
Daquilo que somos induzidos a gostar?
Vamos compartilhar!
É legal, e o mal está na moda!
E a bola azul ainda flutua no vácuo,
Abafado e extremamente quente,
Suspensa pela mão invisível,
Para os que creem e os que também não.
Somos crianças numa imensa creche,
Mal educadas,
Deseducadas,
Nunca educadas,
Que por necessidade ou não,
Roubam o lanche do irmão.
A fome não é minha...
Só creio no que sai na mídia!
Os fatos não me importam,
A moda, as marcas e o controle absoluto sim.
São os objetivos da sociedade que evolui amorfa,
Adornando a própria sepultura,
Dos que se tornam estéreis,
Sem compaixão, sem “Rios Doces”, nem cultura.
Abaixo as singularidades!
Os ignorantes se cansam muito fácil.
O raciocínio exige demasiado esforço.
Deleguem nossas vidas à manipulação televisiva ou a qualquer outro.
Se tudo explodir, talvez seja melhor,
Não teremos  que acordar cedo e ir trabalhar.
O que queremos são cinco segundos de fama,
Contudo, o tempo é escasso para tantos subterfúgios,
Encapsulados e sem sinapses,
Dos que não suportam, temem ou não querem se responsabilizar,
Pelo direito supremo do livre pensar.
 
 
Trata-se de um poema que mostra uma ligação profunda entre a realidade social e a ambiental.
Afinal, como garantir a continuidade de um consumo socialmente justificado, se não existir um
conhecimento técnico e social que permita a sua continuidade? Haverá forma sequer de o repensar,
sem criar feridas nas vidas humanas? Continuar a pensar e a viver, com o pano de fundo da degradação climática,
eis aquela que parece ser a realidade a ter em conta.
 
Para finalizar, apresenta-se um Trailer oficial do filme La La Land, a anunciar, para breve, um olhar mais profundo:
https://www.youtube.com/watch?v=lu4RHvouJH8

 

 
 
E ainda o filme sobre António Variações:
https://www.youtube.com/watch?v=0acffB_G9gY

 

 
Obrigado.
Até breve.
 

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