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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

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Beatriz Pessoa e Fogos 2017

por talesforlove, em 16.10.21

Hoje, por serem passados 4 anos desde os fogos florestais que em 2017 destruíram ou modificaram a vida de tantas pessoas em Portugal, fica uma música calma e feliz, de esperança redobrada, por Beatriz Pessoa. Até parece que é algo à medida dos gostos de Fernando Pessoa. Não sabemos. O vídeo também poderá ser inspirador.

 

 

 

Recentemente, em TSF.PT, surgiu uma breve notícia sobre o facto de Setembro de 2021 ter sido um dos mais quentes desde que existem registos em Portugal.

 

Sonhos em cinza, mas elevados às altitudes inalcançáveis.

 

NOTA: A Antologia/Coletânea “Natureza 2015/21” contém alguns dos melhores trabalhos desde 2015 a 2021 que surgiram no contexto do Concurso Internacional de Literatura Natureza. Por existir uma versão do Concurso em Português e outra em Inglês, neste livro existem traduções de vários destes poemas e contos. Este livro é ele mesmo um exemplo de objeto que se deseja ser um caso de aplicação real dos princípios da sustentabilidade, pelo que, nele também se encontram as razões pelas quais essa sustentabilidade é verdadeiramente efetiva neste caso. Listam-se ainda algumas sugestões amigas do ambiente e das pessoas. Em resumo, trata-se de um sonho literário, que ao longo de 120 páginas A5 vai mais além do que este breve texto explica.

Para obter um exemplar contacte através do e-mail no topo do blog. Obrigado.

 

 

Até breve.

A voar

por talesforlove, em 01.05.21

Voo, por Rui M.

 

Eu voo

Sobre sonhos refeitos em cores

E avisto flores, tais quais estrelas

E montanhas, tais quais colinas marinhas.

 

Voo como se nadasse

Sonho como se rastejasse.

Não sou molusco, não sou lobo

Sei talvez ser lince.

 

E a voar ouço o tocar do vento:

essa melodia, sem dedilhar ou quaisquer teclas.

 

Selvagem..............

 

Piano não o vejo, revejo-me acordado.

Certa apenas é esta loucura solitária.

Esse honesto estado de alma.

A que a música dá asas,

sobre montanhas, frios alheios a raios de sol,

propulsionados pelo sentir,

e nos quais não estás e

para os quais não existo.

 

Findo-me.

Parto de novo,

sobre águas, tais quais nuvens.

 

Florian Christl - Fly (Voar)

https://www.youtube.com/watch?v=bs5fxPI53wQ

 

Até amanhã.

O nosso Marco Paulo

por talesforlove, em 11.04.21

Bom dia.

Relembra-se que no Concurso Natureza 2020-2021 se pedem poemas para homenagear Marco Paulo! Vejam o regulamento neste blog, algumas partilhas atrás.

 

Por este facto, aqui partilhamos duas músicas do Marco e ainda um primeiro poema em sua homenagem. Espera-se que vos inspirem. Divulguem.

Marco Paulo - Nossa Senhora (TV)

Entretanto, partilha-se este texto sobre o Caminho de Santiago:

https://onthewrittenroad.blogs.sapo.pt/150-km-depois-7980

 

Marco Paulo - O que é que fazes esta noite (TV)

 

Marco Paulo, simplesmente
 
És o Homem, o Cantor, de Amor,
Dos espinhos, pedras e luz.
Humilde e simpático que nos seduz
e nos empresta o seu grande calor.
 
E neste torpor de música
Nem percebemos que és marco
das nossas vidas e esperanças,
como se de novo fossemos crianças.
 
O teu sorriso Jovial alegra-nos,
a Fé do teu coração, aquece-nos,
és o nosso Pessoa musical:
como se a tua voz iluminasse a nossa Natureza Humana.
 
Finalmente, fica o convite para conhecer mais sobre Bordalo II:
Obras de Bordalo II em Faro alertam para preservação de cavalos-marinhos da Ria Formosa | TVI24 (iol.pt)
https://tvi24.iol.pt/sociedade/arte/obras-de-bordalo-ii-em-faro-alertam-para-preservacao-de-cavalos-marinhos-da-ria-formosa
 
O Concurso Literário Natureza 2020-2021 termina a 13 de Abril (salvo indicação em contrário).
Até breve.

Crítica a António Cisneros e Lisboa sempre revisitada

por talesforlove, em 02.04.21

Hoje, recorda-se o poema "Então nas águas de Conchán", de António Cisneros.

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/tempo-de-ciencia-esperanca-pandemia-e-95013

 

Uma tentativa de crítica literária.

 

Há mais marés que marinheiros, tal qual há mais interpretações possíveis para este poema… feito de uma baleia, baleias em sonho, pedaços de vidas, recortes de imaginários, esperanças e fonemas.

Existe uma baleia feita de esperança, a qual dá à costa e ilumina as vidas de gentes quase despidas dessa mesma esperança… Desprevenidas, aperceberam-se, então, que a sua mãe natureza já os e as havia dotado dos instrumentos físicos e mentais, para aproveitar tudo o que ali se encontrava à mão, para construir um futuro melhor.

A nossa mãe natureza é tal qual um canivete Suíço, contém em si todos os caminhos do universo, desde os abismos marítimos até à vizinhança de Cassiopeia. Resta-nos “olhar e estar de acordo” tal como no poema Girassol de Ricardo Reis. Afinal, ser uma pessoa é também ser natureza, nada somos sem que ela nos permita. Por decreto? Por regulamento? Não, quase determinismo inicial. Nós somos ela e ela somos nós. Ela domina-nos como a uma mão protetora que nos impõe obstáculos para que os possamos contornar, aprender, comunicando melhor, tornando-nos mais humanos. Que tal seja algo positivo.

A pobreza das gentes deste porto marítimo de 1976 é aquela material, permitissem-lhes, dessem-lhes, os mesmos caminhos e rapidamente se tornariam tão cintilantes quanto os outros “não pobres”.

Estas letras e palavras contam-nos como aquele estado de encantamento perante o mar se, por um lado, tolhe os movimentos, por outro, faz crescer a cana de pesca das ideias ou dos sonhos, nas palavras de Augusto Curry. Sim. Existe sempre uma réstia de sol que escapa por entre as nuvens, até que ilumine, com a sua energia, um qualquer óleo balear que irá aportar algures nas vidas de alguém. Tal qual um voltar de página, um salpico de letras sobre as areias depositadas pelas ondas, sempre maiores que quem quer que seja que as tente domar. E sim existe uma magia única a cada bater de uma barbatana de baleia que, azul, percorre os sete mares, sempre com uma aventura diferente, tal como fossem possíveis analogias com as viagens pelas sete colinas de Lisboa.

 

Entretanto, e porque a música se impõe, talvez pela luz da primavera, uma versão de "O Fado Português", pela I Maresias - TunaMaria.

https://www.facebook.com/TFIST/videos/819643462202052/

 

Um abraço.

Até breve.

 

 

 

José Saramago em 2020

por talesforlove, em 01.02.21

O ano 2020 foi um ano atípico, por causa da pandemia. Nele acabamos por encontrar todas as fragilidades possíveis dos seres humanos. 2021 continua a ser 2020. O calendário mudou mas tudo continuou, o que em boa verdade, já seria de esperar pois o vírus não tem nada a ver com o nosso calendário.
Ficam os fogos de artifício extemporâneo resultado de uma vontade reprimida de normalidade. O Autor deste blog não participou nesta alegria tão desprecavida mas compreende-se esta situação, quem a pode criticar?! Mas temos temos de esperar que o vírus se vá embora ou fincando que não seja uma ameaça.

Ironia foi o filme "O Ano da Morte de Ricardo Reis" ter estreado no ano em que a morte começou a estar presente no nosso dia a dia. Que falta de pontaria! À tragédia das salas de cinema fechadas somou-se o tópico do filme. Veja-se o filme de apresentação, do Inglês trailer, algo que eventualmente poderíamos traduzir de forma mais resumida como cinpub (ou cinematográfica publicidade). Fica a sugestão para uma nova palavra.

Fica ainda uma sugestão de áudio livro para a obra de José Saramago, a qual bebe inspiração em Fernando Pessoa.

Audio Livro:

https://www.bing.com/videos/search?q=o+ano+da+morte+de+ricardo+reis+trailer&&view=detail&mid=B2895CC97F058B39E08DB2895CC97F058B39E08D&rvsmid=331A5FEE166A0ECE01C8331A5FEE166A0ECE01C8&FORM=VDQVAP

 

Finalmente, para que fique claro que vale a pena confinar, que vale a pena aguardar pelo Verão, fica aqui uma música com um bom ritmo, por Zé Amaro. Pode ser que a variante Europeia do Covid-19 vá de férias no Verão e nos deixe em paz, afinal está claro que prefere as temperaturas mais baixas, ao contrário da variante Amazónica.

 

O Zé Amaro é um Artista que buscou a sua inspiração na música Brasileira, por sua vez inspirada noutras fontes.

Veja-se um pouco mais sobre ele em:

Zé Amaro | Costa e Ramos

 

Ainda um poema “A essência” por Getúlio O. (Brasil,

Poesia da Antologia 2018-2019)

 

Gosto dos andares tortos

De insetos felizes.

Admiro o soldadinho alvinegro

Que busca o amarelo, ao invés

Da roupa branca do homem engomado.

Sinto a fragrância do mato

Como estivesse sentindo um perfume francês.

Tenho bem querer por pessoas

De almas sorridentes.

Prezo olhos que sorriem

Mais do que bocas que se amostram.

O essencial não está no que se vê,

Mas no que se sente.

 

Entretanto, qualquer que jeja a vossa idade, sejam responsáveis: protejam-se!

Até breve.

Solidariedade a Tony Carreira e Família

por talesforlove, em 06.12.20

Hoje, porque estamos todos novamente de luto, pela morte da filha de Tony Carreira, a Sara Carreira, fica aqui uma partilha que embora já estivesse preparada para meados de Dezembro, ganha agora nova urgência, neste ano, ou melhor, nestes tempos, sem descrição possível. 

Que surjam de novo flores,

no mais profundo dos desertos,

que seja de novo vida e paz,

além das nossas forças.

Além da nossa compreensão.

 

E uma música da própria Sara Carreira...

 

Até breve.

Sede de "Normalidade"

por talesforlove, em 29.11.20

Estaremos de regresso em meados de Dezembro. Por agora partilhamos o trailer do Filme "Listen", uma notícia muito recente, relativa ao Chef Ljubomir, e finalmente um trailer musical do Filme da Bela e o Monstro, porque trás também um sopro de esperança.

Listen (2020) de Ana Rocha de Sousa | Trailer - YouTube

Uma notícia:

Ljubomir Stanisic em greve de fome (msn.com)

 

"Bela e o Monstro"

 

Até breve.

Ecologia e Música

por talesforlove, em 15.11.20

Faleceu na semana passada o Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, considerado um dos pioneiros da ecologia em Portugal. Partilha-mos aqui a descrição que existe na Wikipédia:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gon%C3%A7alo_Ribeiro_Telles

A ecologia, eventualmente mais que nunca, está no centro das atenções da muitos de nós, a tal ponto que mesmo a música reflete esse centro da nossa sociedade.

Veja-se o projeto "Sem Adubos" remistura por Miguel Torga (o DJ):

https://infinita1961.bandcamp.com/track/sem-adubos-remistura-ao-natural-do-torga

 

Trata-se de música eletrónica que tem uma letra relacionada com a preocupação ambiental. Outro músico que já se inspirou na causa ambientalista é M-Pex, sendo que não utilizou letra ou texto a palavra para esse efeito:

http://centraldeartistas.pt/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=646&Itemid=0

 

Até breve.

 

Uma citação optimista

por talesforlove, em 21.05.20

"A vida é como um cobertor demasiado pequeno. Puxa-se para cima e fica-se com os pés de fora, sacudimo-lo para baixo e ficamos a tremer de frio nos ombros; mas as pessoas bem-dispostas conseguem encolher os joelhos e passar uma noite muito confortável."

por Marion Howard

Esta afirmação, recheada de verdade, merece ser partilhada pois atualmente o optimisto é mesmo muito importante.

 

Fica um vídeo inspirador de Hauser "Alone, Together" ("Sozinhos, Juntos") porque a Humanidade já superou inúmeros desafios ao longo da história.

 

https://www.youtube.com/watch?v=5eYuUAV4YE4

Até breve

Poesia, Música: Portugal mais forte que o Covid-19

por talesforlove, em 19.03.20

Imaginária

 

Tu, és a minha Ausente.

Quando desfolhas as tuas palavras,

Te sinto perto, à minha porta.

És o fogo, e dentro de mim lavras.

 

Talvez a candura que nelas repousa

Seja a razão para o que sinto.

Ou o sibilo o melancólico daquela que ousa.

O presságio trágico do amor que sinto.

 

Mas, tu nem sempre comigo vens.

Também és longínquos aléns!

Rio revolto... solto!

 

Palavras, que recordo, passam-me pelas mãos.

Têm amarras, anzóis e agulhões!

Mas, o vento vela-as para o sideral longe...

 

A Missão - "O Oboé de Gabriel"

The Mission - "Gabriel's Oboe" (cover by Bevani flute)

 

bandeira-de-portugal.jpg

Até breve.

 

 

 

 

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