Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Publicidade automática:

O Livro "(IN) CONSTANTE" por José Vieira

por talesforlove, em 31.07.18

Tentativa de crítica literária da obra (IN) CONSTANTE (2018)

 

(IN) CONSTANTE é um livro de poesia que parte dos conceitos de inconstante, ou seja, que é instável, e constante, ou seja, que é firme, o oposto do primeiro. Todavia, logo na poesia UM se refere “Era noite e ela partiu.” Assim, física e emocionalmente o autor nos leva a um movimento entre estes dois polos da existência. Em impulso, este livro parece resultar do objetivo aparente de se pretender construir um “pêndulo poético” que confronta o “absurdo”.

Surgem muitas perguntas e muitas respostas ao longo desta obra que nos parece querer confrontar mais que apaziguar e, se nos apazigua, é porque, por vezes, nos relembra o que já sabemos, se o soubermos, como um relógio despertador que nos quer arrancar de um sono letárgico. A obra pode ser vista como um instrumento de questionamento e por essa via de moldagem da ação do leitor.

E, quando encaramos o poema TRINTA, que começa com:

“Viver

É como uma folha de árvore

Que cai numa tarde de Outono”

surge na nossa mente uma questão: “porquê?!” não nos surpreende um poema longo, talvez demasiado, arriscando a repetibilidade, atendendo a que refere o mito de Sísifo, ou talvez não o seja, considerando que a pergunta inicial remete implicitamente, neste caso, para complexidade, cuja resposta ou explicação não é banal.

Sim, este livro pela poesia sem rima, “livre” e questionadora, convida a releitura se a vida para isso nos preparar…

 

Contacto do autor: teresavieiralobo@sapo.pt

 

O livro: https://www.leyaonline.com/pt/livros/poesia/in-constante-ebook/

 

NOTA: Tal foi a força criadora do autor que alguns erros ortográficos passaram para esta primeira edição. Algo que pode esclarecer através do contacto disponível.

 

Até breve.

Dia de 1 de Junho 2018

por talesforlove, em 01.06.18

Junho começa com o Dia da Criança. Símbolo também da esperança, futuro, sonho e presente.

Em Portugal, neste Junho, pela primeira vez, recorda-se o um ano após as mortes nos fogos florestais de 2017; sobretudo a tragédia de Pedrógão. Todos nós sabemos o que isso significa e significou; não é necessário, portanto, esclarecer o que esclarecido está. Queremos um novo horizonte mas, ainda neste mês de Maio esse evento, muito atual, se fez de novo nos seus tons próprios. Faleceu uma pessoa anónima, de seu nome João, a cortar erva/mato quando caiu de uma barreira com cerca de 2 metros de altura. Fim breve e com a simplicidade que fora a sua vida. Convém homenagear o anónimo, pois quem o faz?! O herói simples do dia comum que ninguém menciona por não se julgar merecer o gasto de tempo na escrita de um breve texto. Aquele que mesmo que fosse esquecido, ninguém repararia nesse facto e para quem ninguém tem necessidade de fazer a derradeira vénia publica. A homenagem aos mais notáveis faria quase um sentimento de dignidade a quem a faria mas, neste caso, esse sentimento é-nos mais pessoal, um exemplo, vindo de uma parte do mundo mais remota.

Entretanto, voltando a página, redescobrimos ou recordamos a combinação ardente de 2017: fogos florestais e a Feira do Livro de Lisboa. Em 2018, a pena mecânica criou mais um exército de livros comercialmente dispostos e apresentados (quase sempre), no Parque Eduardo VII. O tempo mais fresco brindou o país com a sua presença “salpicada”, um ou outro dia, com subtil chuva, pelo menos até ao dia de hoje. Mas será Junho assim tão morno?

À parte de perguntas como esta, “difusas”, dizem as “más línguas” que uma imagem pode erradicar a necessidade de 1000 palavras; motivo pelo qual vos oferecemos estas fotos:

 

 

1feira2018.jpg

 

2Feira2018.jpg

3Feira2018.jpg

 

 

Queremos acreditar que este ano a Feira terá ainda mais visitantes; nota-se uma enchente de famílias, de leitores, de turistas, de simples “olharapos”, que parece antever tal hipótese. Sem esquecer a nostalgia de feiras passadas… Afinal, onde está o telescópio que nos permite ver, lá longe, a lua cheia, redonda e perfeita como gostaríamos que fossem as nossas vidas?!
As poesias impõem-se pois novamente.

Por Joan B. (EUA – Califórnia)

 

WHY ME?

 

There are so many times in one’s life

When we quietly murmur “Why Me?

Complications, frustrations and worry

Seem to take over our lives and

Depression sets in.

We must remember that we are not alone

In how we feel.

The world today is full of negative images and writing.

How much more do we need to take hold of our own

Self in a determination to bring thoughts that are positive.

We are thankful for the gifts we have been given

And take in the beauty that surrounds us in nature.

Healing does not take place overnight but as we

Take one day at a time and look at a beautiful sunset or

Perhaps an aura of a rainbow stretching across the sky,

We look to our future with strength of mind and the knowledge

That there will be brighter days ahead.

 

Tradução para Português, por Rui M.

 

Porquê eu?

Quantas vezes na vida de alguém
Quando silenciosamente murmuramos “Porquê eu?”
As complicações, frustrações e a preocupação
Parecem dominar a nossa vida e
A depressão se instala.
Temos de nos recordar que não estamos sós
Na nossa forma de sentir.
O mundo dos nossos dias está repleto de imagens e literatura negativa.
Tornando tão maior a necessidade de nos apropriarmos da nossa própria literatura
Com a determinação para materializar pensamentos positivos.
Nós estamos gratos pelos presentes que nos têm sido dados
E tomamos para nós a beleza que nos rodeia através da natureza.
A cura não acontece durante a noite mas na forma como nós
Encaramos cada dia de cada vez e vemos um maravilhoso pôr-do-sol ou
Talvez a aura de um arco-íris que se espraia pelo céu.
Nós olhamos para o futuro com confiança e o conhecimento
De que haverão dias mais cintilantes à nossa frente.

 

Nota: Dedicamos este poema a todos quantos sabem o que é a depressão e a todos quantos respeitam esta doença; em especial aos bons, os verdadeiros, profissionais de saúde que se preocupam com a dignidade da pessoa. Aqueles e aquelas que abraçaram a sua profissão por vocação e não como resultado de um mero exercício contabilístico.

 

E também se impõe a alegria de perceber que o livro que originou este blog, “Tales For The Ones in Love” já chegou ao Brasil. Ei-lo forte e intemporal, nas mãos da talentosa Escritora Brasileira Maria Coquemala.

 

LivroM2018.jpg

 

 

Para terminar, fiquemos com a força das ideias, feitas música.

Que as entenda quem tiver olhos para as sentir.

 

2 Cellos – Theme from Schindlers’ List

 

 

 

Até breve.

A Feira do Livro de LIsboa - 2018 - Começa Hoje

por talesforlove, em 25.05.18

 

http://feiradolivrodelisboa.pt/

 

Revisão crítica de “Adágios” por José Vieira

por talesforlove, em 11.08.17

“Adágios” (2017) é o terceiro livro publicado por José Vieira, pseudónimo da autora Teresa Vieira Lobo, nascida na década de 80 do século passado em Gaula . Esta obra surge após o amadurecimento literário proporcionado pelo primeiro livro “Estranhas Coincidências”, publicado em 2014, e pouco depois, em 2016, com o romance “Dedicação, Palavra e Honra”. Alguns contos publicados na revista literária “Submersa” e na plataforma “Quem conta um conto”, somam-se a esta atividade literária laboriosa.
“Adágio significa provérbio popular com mensagens de teor moral, ditado. Assim, considerando apenas o título “Adágios”, poderíamos supor que no interior deste livro iríamos encontrar uma coletânea de ditados, todavia, tal não é verdade pois, encontram-se 5 contos autónomos, todos eles, é certo, com mensagens morais explícitas com diversa gradação na forma como nos surgem.
Em prosa cativante, em ritmo marcado pela ação e emoção, surgem diante de nós as vidas, realistas, de cinco mulheres que procuram o melhor para si, e para os seus, em contextos frequentemente tormentosos mas também frequentemente felizes, muitas vezes em simultâneo, sem dúvida que a par e passo; em relato de luta entre o bem e o mal.
Na contracapa diz-se que “Adágios é um livro de vidas. De mulheres. De luta. Um dia foram elas... Amanhã seremos nós.” Convém olhar com algum cuidado esta sequência afirmativa. As vidas são, sem dúvida, o núcleo central deste trabalho, são elas que lhe dão corpo. São-no na perspetiva das mulheres, o que adiciona detalhes comoventes e familiares ou mesmo de “amor quase maternal”, como às páginas tantas se menciona, de tal forma que, quando em certo momento se fala de “essência”, já compreendemos, antecipadamente, o que se pretende referir ou pelo menos isso assumimos, dada a profundidade de alguns dos conflitos éticos com que se deparam as personagens.
Quero todavia acreditar que vários destes elementos dramáticos seriam parte destas histórias caso se de homens se tratasse... A luta ética é algo que pode dizer muito a todo o ser humano e é de seres humanos que versam estas páginas, sensíveis e cativantes. Todavia, não se concorda com a afirmação que remete para amanhã esta luta, pois por vezes podemos esquecer mas ela nos envolve a cada momento e em cada ação pois somos seres dotados de livre arbítrio.
Em resumo, a leitura de “Adágios” leva-nos longe, quem sabe a olhar “por dentro” a natureza humana. A certa altura com um prisma religioso e em outros tantos momentos tão só pelo sentir que, de facto, nos transmite. Se assumirmos que a literatura proporciona mudança ou alicerces a quem dela frui, este livro pode ser entendido como um bom caso de “literatura de catarse”. São páginas que valem a pena ser lidas.

 

Referência da obra:

Vieira, J. (2017), “Adágios”, Chiado Editora, Lisboa, pp. 97

 

Tem interesse no livro?

Aqui tem o contacto da Autora: teresavieiralobo@sapo.pt

Entrevista a Paula Hawkins na Feira do Livro de Lisboa em 2017

por talesforlove, em 09.07.17

Autora das obras "Escrito na Água" e "A Rapariga no Comboio"

 

O que ser escritora significa para si?
Escrever é mais uma vocação que uma profissão: sou suficientemente sortuda para poder ganhar a vida a escrever, mas penso que escreveria – tal como sempre escrevi – mesmo que eu não fosse publicada. Desde a infância sempre tive grande prazer em escrever histórias: todavia foi apenas quando cheguei aos meus 30 anos que ganhei confiança suficiente para mostrar essas histórias a outras pessoas, mas a necessidade de criar ficção nunca me abandonou.

Que período da sua vida pensa que mais influenciou a sua escrita?
Possivelmente a fase final da minha adolescência ou os meus vinte anos mais jovens que correspondem ao tempo em que abandonei o Zimbabué, onde cresci, e em que me mudei para Londres, onde vivo atualmente. Esses anos foram agitados, e frequentemente solitários – escrevi muito durante esse tempo. Aos dezanove anos, mudei-me para Paris e vivi lá durante um ano. Essa foi a primeira vez que vivi sozinha, numa cidade estrangeira, a falar uma língua que eu tentava dominar mas com dificuldade. Foi solitário, novamente, mas excitante também.

É possível para um escritor criar o seu trabalho sem ter em conta os sentimentos das pessoas em seu redor?
Penso que talvez seja possível, embora eu não esteja certa que tal deva suceder. Escrever é, para mim, um exercício de empatia, na compreensão dos outros, em ser capaz de se colocar na posição do outro e imaginar os seus pensamentos e sentimentos. Assim, seria estranho, se ao imaginar os pensamentos e sentimentos de personagens ficcionais, ignorássemos os sentimentos das pessoas reais da sociedade em que vivemos.

Quase no Final da Feira do LIvro de Lisboa... 2017

por talesforlove, em 14.06.17

Uma frase de Fernando Pessoa:

 

"Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?"

 

Fernando Pessoa

Menções Honrosas - Categoria "Conto"

por talesforlove, em 22.02.17

 

"In Carcere" por Vítor de Lerbo, Brasil

"Camiranga" por Thásio Ferreira, Brasil

"As Tribos" por Luis Amorim, Portugal

"Da Natureza Humana" por Jober Rocha, Brasil

"Os sorrisos verdadeiros vinham em momentos especiais" por Eduardo Ferrari, Brasil

"Lição de vida" por Edweine Loureiro, Japão

"Barco Solitário" por Evandro Gaffuri, Brasil

"Sementes Invisíveis" por Louise Ribeiro, Brasil

"Derrame-se a natureza" por Nilton Silveira, Brasil

"A cor da noite" por Eduardo Soares, Brasil

"Uma prosa inusitada (a fábula contemporânea)" por Ricardo Lavaca, Brasil

"Moradores do alto" por Arai Santos, Brasil

"Mestres em Gaya" por Iná de Siqueira, Brasil

"O chorão" por Aparecida Gianello, Brasil

"Destino de Flor" por Cavaleiro de Cervantes, Brasil

 

Parabéns.


Alguns contos extras serão incluídos na Antologia final e tal será conhecido aquando da disponibilização do livro digital.


Entretanto, está prevista a divulgação do resultado da categoria "Poesia" em inícios de Março. Pedimos desculpa pela demora mas a qualidade dos trabalhos recebidos obriga a uma leitura muito cuidada dos mesmos.
 
Até breve.
A Equipa

 

 

Um livro interessante de Raquel Ochoa

por talesforlove, em 21.02.16

http://podcasts.rtp.pt/nas2.share/wavrss/at2/1601/3946230_197302-1601240033.mp3

 

Até breve!

Um livro em que se fala sobre poesia...

por talesforlove, em 19.02.16

http://podcasts.rtp.pt/nas2.share/wavrss/at2/1602/3971703_198473-1602102043.mp3

 

Até breve!

Divulgando o livro "Claro-Escuro" de Maria Toledo

por talesforlove, em 12.01.16
URL for Windows 10 https://www.microsoft.com/store/apps/9nblggh2wlmm
URL for Windows 8.1 and earlier http://apps.microsoft.com/windows/app/a99be27e-8fd0-4cc5-837f-91087739d0c6

 

Poesia com sentimento.

Boa leitura!

meta

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D