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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Feira do Livro de Lisboa 2021, Pandemia, Esperança

por talesforlove, em 01.09.20

Por estes dias decorre a Feira do Livro de Lisboa e que alegria que decorra. Nos anos anteriores, poderemos dizer desde sempre… este evento foi um símbolo de magia nas nossas vidas, nós que adoramos alguns livros (não todos) como uma Princesa no topo da sua torre de sonhos inalcançáveis, como algumas poetisas Portuguesas do passado nos poderiam sugerir. Relembro, como se fosse uma lembrança trazida pelo vento que nos parece ser um mensageiro do passado, aquelas noites de verão em que as pessoas passeavam despreocupadas de banca em banca, com uma calma quase a roçar o desdém por alguém ali ao lado, fosse qual fosse a sua condição, e agora percebo que isso era só tranquilidade, como se existisse ainda um amanhã garantido e um pouco depois sempre fiel e sempre real, mesmo ali, naquele momento, naquele presente, verdadeiramente como um presente, que poderíamos desembrulhar a cada momento, qual dádiva sempre certa nas nossas vidas.

A cada noite, com um pouco de sorte, um pouco de perfume de jacarandá, a emprestar um pouco de exotismo e daquele azul em pólen refeito. Um cosmopolitismo que ali se edificava a cada momento e que se perfumava ainda com uma bela sardinha no prato, num Junho de Santos Populares. Ah! E aquela noite de Santo António com uma “procissão” de casados de Santo António a passear-se por aquela noite feita de livros, sonhos, comes e bebes, turistas, alegria quase eterna, negócios feitos, novos autores, literatura e quase literatura, técnica e construções por edificar.

As festas entre flores feitas de papel e Marchas Populares novas, renovadas e trazidas do passado afinal tão presente por ali, por todo o lado, nos nossos corações alfacinhas e forasteiros. Até parecia que o entardecer, cor de melão maduro, da Lisboa da Rua do Alecrim nos tomava por inteiro, num sabor a eterna juventude, eterna ilusão. E para rematar tudo isto, um sentimento de musicalidade vindo da Rua das Janelas Verdes, Lar da Madona, sim da Nossa Madona, que nos trazia esse sentimento de recentramento do mundo na nossa capital, como um crer capital no ser-se positivo e realisticamente vencedores.

E ali para os lados da Rua da Politécnica, ainda o nosso rasto, num passeio mesmo antes da Feira do Livro, sim porque literatura é vida, é crer, é imaginar mas é também técnica, é também ecologia. O Jardim do Museu de História Natural e o por do sol, por ali mais cor torrada leve, com as suas árvores centenárias e testemunhas de outros verões e outras pandemias, permitindo-nos relativizar tudo e manter os olhos no futuro que ai vem, mais esclarecido e marcado por um novo olhar mais inseguro e mais humilde.

Estes dias de Feira do Livro são dias de passeio com amigos, convívio e paz, nem que sejam com moderação e como recordação. “Viver é já vencer” eis a nossa nova crença e a nossa força para cada passo.

Ao fundo, como tantas vezes referido, o Tejo, com as suas águas tantas vezes reluzentes, a convidar o nosso olhar para o Oceano sempre lá, como marco gigantesco dos limites de todos nós como seres humanos, que nos inunde de sede de viver e nos faça agarrar a vida com as duas mãos e com todo o nosso sorriso.

Ali ao lado, do Parque Eduardo VII, fica o Jardim Botânico de Lisboa, com as suas pequenas paisagens tão… simplesmente, bonitas. No passado as estrelas cadentes davam direito a um desejo, e por ali, uma bela noite, uma estrela passou, e alguém desejou mais saúde, quero imaginar, e foi-lhe concedida. Cada árvore transformou-se numa testemunha desse momento e consta, imagino, que a cada noite segredam entre si, aquelas noites do passado agora se refazem e de novo podem trazer tudo o que queremos.

Ao passar por ali, um transeunte mais distraído, viu tudo e deteve-se por momentos. Os seus passos lentos, quase em desespero, reganharam ânimo. O céu daquela noite era todo feito de estrelas, quase sem luzes artificiais e assim, aquela abóbada de esperança se abateu sobre ambos. Os aviões também não rasgavam os céus e assim era a humanidade, de novo, mais carne, osso, sentimento que máquina e nadas. Uma noite de amor pela humanidade e uma tranquilidade em comunhão com aqueles seres sem sistema nervoso mas com sentir que não podemos explicar: as árvores, as plantas daquele jardim.

Depois com o nascer do sol, o acordeão e alguém a cantar enquanto outros comiam o pão feito pelos padeiros e padeiras daquela noite, a trabalhar para todos poderem viver e sorrir. Sim, porque na Pandemia do início do Século XX, também havia medo, esperança e alegria, pois que a coragem era ainda maior naqueles tempos.

Hoje, de novo na Feira do Livro, será tão melhor olhar para o social do evento e aqueles momentos de diversão mesmo que a comer uma qualquer sandes que ali seja vendida. Alguma música é tão importante para nos alegrar e fazer voltar a desejar ler um livro ou simplesmente olhar para uma capa e imaginar o que lá vai dentro.

 

Sonhar é acreditar e acreditar é esperar o melhor, mesmo enquanto o pião não volta a rodar despreocupado. Mas que importa……. Vou mergulhar nas águas geladas do mar de Carcavelos e aguardar mais um final de dia ardente de verão.

 

Até breve.

“Tons de Natureza” em Antologia Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 19.07.20

Hoje um poema de Lúcio, contido na Antologia Natureza 2018-2019, recorda o calor da natureza, a sua força e vida renovada. Existe uma beleza de paz, quando se observa o sol a passar por uma folha verde.

 

Tons de Natureza

 

Grama, sombra, folha e brisa

Sentado e pensando no que passou

Admirando o verde, a natureza

Eu sou "ela", ela "sou" eu ...

 

Água, corpos, calor e areia

O verão chegando, cores, sol e mar

Admirando a vista, a natureza

Tentando intensamente a vida gastar

 

Suor, montanha, cachoeira e árvores

Caminhando sem parar

Admirando a selva, a natureza

Antes mesmo de escalar.

 

Escalar? Meu Deus!

Céu azul e pássaros a cantar

Onde o céu encontra o chão

A vida parece por um fio estar!

 

Pois é ... Não há vida nesta Terra

Sem verde, sem mar e sem a natureza

Finalizo este poema exclamando

Respeite-a, ame-a e admire sua beleza!

 

Até breve.

Dia do Livro 2020

por talesforlove, em 23.04.20

Um livro deve ser, eventualmente, um quase manifesto de vida e não apenas um objeto comercial; em parte, um apóstolo, "crente" e assumido de um passado de uma autora ou autor que, que por já não ser presente, deixou de ser um "real", como nos habituámos a pensar no nosso dia à dia.

Ou seja, por outras palavras, num tom mais leve, um livro deve ser não  só algo que vamos mostrar aos outros e que, por esse motivo, desejamos que seja do seu agrado. Na minha opinião, e posso estar errado, um livro deve conter um pouco de nós e nessa medida "perpetuar" algo em que acreditamos, algo que nos faça sentido, também porque é o nosso (precioso) tempo que a ele dedicamos.

Há quem diga que a literatura é só  para entreter mas, discordo. Não pode ser só isso.

Hoje um blog literário como este, deve apelar à reconversão da indústria  do petróleo. Com o petróleo podem-se, eventualmente, criar medicamentos e outros produtos. Esta indústria  pode fazer painéis solares e outros geradores de energia limpa. Ninguém quer a miséria das pessoas dessas indústrias. Nós só queremos a nossa saúde e do planeta em que vivemos.

Haja saúde, hajam livros.

Até breve.

Uma Poesia e Um Conselho de Prevenção

por talesforlove, em 22.03.20

A sós

 

Sós, somos o profundo abismo,

P'las estradas pedaços de nada

O monólogo sem interlocutor e

A solitária floresta encantada...

 

Recentemente têm surgido várias informações na televisão, relativamente à utilização de álcool para desinfetar superfícies. Um dessas informações refere que o álcool deve ser a 70 % para que possa ser verdadeiramente útil para matar o covid-19.

Sucede, que muitas pessoas, inclusive eu próprio, compraram álcool a 95 ou 96 % e portanto, menos eficaz. Portanto, o desafio é transformar álcool a 96 % em álcool com uma concentração entre 61 % a cerca de 70 %. O facto de comprarmos um frasco com álcool a 96 % significa que este tem uma porção de 4 % de água e o restante é o álcool puro misturado. Sabendo isto é uma questão de fazer uma conta simples. Posto isto sugiro misturar, por exemplo, 36 partes de álcool (a 95 ou 96 %) com 14 partes de água ou um número diferente de partes mas que mantenha a mesma proporção. A ideia é evitar que o álcool se evapore demasiado depressa, antes mesmo de matar o vírus. A água atrasa o processo de evaporação do álcool.

Esta informação não dispensa a consulta da DGS mas está correta, foi confirmada.

Até breve.

 

2020 um novo Ano

por talesforlove, em 02.01.20

Estamos de regresso e é tão bom. Antes de mais, Votos de um 2020 com Saúde e Paz. A Saúde é essencial em tudo na vida e foi ela que permitiu todo e qualquer trabalho de literatura que alguma vez foi criado e é também verdade que mesmo para a conservação da natureza é necessária uma boa forma física e psíquica de quem a protege. A Paz é também essencial, sem dúvida, mas incrivelmente, mesmo sem Paz ou com uma Paz limitada, em tempos de guerra, surgiram alguns belos trabalhos literários, ou talvez eu minta e tenham surgido “naqueles” breves oásis de Paz, aqueles minutos únicos e preciosos, recheados de tranquilidade. Não interessa, o importante é que 2020 seja um tempo amigo de todos nós.

Este tempo de balanço, desde 15 de Outubro até hoje, permitiu concluir duas coisas muito importantes: 1ª É chegado o tempo de maior ação na conservação do ambiente, porque cada vez são mais visíveis os efeitos da destruição humana, além de ser urgente ”aproveitar a onda positiva” da partilha e construção de pontes humanas que este contexto pode criar; 2º Este blog vai evitar a homenagem a quem morre, tal como se tornou hábito a certa altura da vida deste humilde espaço, pois sente-se a necessidade de reforçar o foco no lado positivo deste mundo, azul, verde, vermelho, com tantas cores e com tanta beleza, independentemente do que possa suceder com todo o seu possível sabor amargo. Pergunto pois se o leitor ou leitora sente o mesmo e se tu, que estás a ler este texto pensas fazer algo de real pelo mundo que nos rodeia. Plantar uma árvore? Reciclar ou reparar aquele equipamento que parece ter chegado ao final da sua vida útil?

Um exemplo de acontecimento “amargo”, são os enormes fogos florestais que consomem a Austrália. A Oceânia (Austrália) é a terra mãe do eucalipto e como Portugal é um dos países do mundo que mais adotou esta árvore, embora não lhe seja nativa, sem dúvida é uma situação que só reforça os ensinamentos já obtidos. Fica o convite a ler e/ou ver estas páginas:

https://en.wikipedia.org/wiki/2019%E2%80%9320_Australian_bushfire_season

e

https://www.nytimes.com/2020/01/01/world/australia/fires.html

 

Para concluir, por hoje, fica esta foto de uma toca com cerca de 20 centímetros de largura e 30 de altura. Em zona ardida em 2017, em Portugal.

TocaBlogJaneiro2020.jpg

 

Um enorme e forte abraço neste novo ano e, à partida, até dia 11 de Janeiro, dia em que se espera publicar algumas poesias.

Até breve.

Filmes, Poesia e Evento Literário na Amadora em meados de Setembro

por talesforlove, em 13.09.19
De 13 a 15 de Setembro de 2019, pelos 40 anos da Cidade da Amadora (Área Metropolitana de Lisboa), decorre a IV Festa do Livro da Amadora 2019, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, com entrada livre, das 10h00 às 23h00.
 
A Amadora tem uma forte ligação à cultura, não apenas literariamente mas sobretudo quando olhamos para a sua história, sempre próxima das artes visuais e da música. No que diz respeito às artes visuais, destaca-se o Festival Internacional da Banda Desenhada e as pinturas nas fachadas dos edifícios, veja-se o trabalho dos instagrammers @ana_gil_, @eyes.of.rita, @filipesj, @ritacordeiro, @voodoolx, @fesvicente e @silviabernardino. Transpira uma certa arte urbana, feita por artistas urbanos e ainda um olhar nostálgico, sobretudo respeitoso, dirigido a figuras do passado, como Fernando Pessoa e Amália Rodrigues.
 
Veja-se este link:
https://amadoraemfesta.pt/
 
Continuamos, entretanto, com a poesia de Rosemary B. (Brasil), com o poema:
 
CONTROLE
 
 
Como poderei ser uma árvore frondosa,
Se não reconheço minhas raízes?
Se não me identifico,
Com os primórdios da evolução,
Ou da criação?
Somos nação?
Salvem suas almas!
Perdemos o controle.
Ultrapassamos o tolerável,
E as mentes estão em combustão.
Onde demônios brincam de roda,
Com sedutoras dúvidas em forma de canção.
Fazem chacota com a história,
E enquanto engessam a geração.
Optam pela agonia do passado deplorável,
Lugar incômodo, mas reconhecido.
Acham melhor retroceder.
Os jovens estão divididos,
Entre os rumos variados do poder;
Delirando em imensuráveis sonhos.
Fechem seus olhos,
E entoem um louvor aos injustiçados mortos,
Uma música de ninar aos vivos cegos,
Ou a todos, uma simples e redentora oração.
Somos os novos camaleões,
Na camuflagem salvífica contra irreconhecíveis e sorridentes predadores,
Com dentes pontiagudos, clarificados a lazer.
Estamos caindo, alienados,
Aplaudindo na plateia deste circo de horrores.
Engolindo embalagens plásticas,
De coisas mortas,
De coisas prontas.
O quê estará por trás da porta,
Daquilo que somos induzidos a gostar?
Vamos compartilhar!
É legal, e o mal está na moda!
E a bola azul ainda flutua no vácuo,
Abafado e extremamente quente,
Suspensa pela mão invisível,
Para os que creem e os que também não.
Somos crianças numa imensa creche,
Mal educadas,
Deseducadas,
Nunca educadas,
Que por necessidade ou não,
Roubam o lanche do irmão.
A fome não é minha...
Só creio no que sai na mídia!
Os fatos não me importam,
A moda, as marcas e o controle absoluto sim.
São os objetivos da sociedade que evolui amorfa,
Adornando a própria sepultura,
Dos que se tornam estéreis,
Sem compaixão, sem “Rios Doces”, nem cultura.
Abaixo as singularidades!
Os ignorantes se cansam muito fácil.
O raciocínio exige demasiado esforço.
Deleguem nossas vidas à manipulação televisiva ou a qualquer outro.
Se tudo explodir, talvez seja melhor,
Não teremos  que acordar cedo e ir trabalhar.
O que queremos são cinco segundos de fama,
Contudo, o tempo é escasso para tantos subterfúgios,
Encapsulados e sem sinapses,
Dos que não suportam, temem ou não querem se responsabilizar,
Pelo direito supremo do livre pensar.
 
 
Trata-se de um poema que mostra uma ligação profunda entre a realidade social e a ambiental.
Afinal, como garantir a continuidade de um consumo socialmente justificado, se não existir um
conhecimento técnico e social que permita a sua continuidade? Haverá forma sequer de o repensar,
sem criar feridas nas vidas humanas? Continuar a pensar e a viver, com o pano de fundo da degradação climática,
eis aquela que parece ser a realidade a ter em conta.
 
Para finalizar, apresenta-se um Trailer oficial do filme La La Land, a anunciar, para breve, um olhar mais profundo:
https://www.youtube.com/watch?v=lu4RHvouJH8

 

 
 
E ainda o filme sobre António Variações:
https://www.youtube.com/watch?v=0acffB_G9gY

 

 
Obrigado.
Até breve.
 

Julho e Agosto 2019: Seca em Angola, Fogos em Portugal, Vaga de Calor na Europa e Calor em Nova York (1)

por talesforlove, em 26.07.19

Neste preciso momento, praticamente em simultâneo, verificamos seca em Angola (estará o deserto do Namibe a crescer?), fogos em Portugal (teremos nós percebido os reais impactos da alteração climática, ou será apenas o mal dos eucaliptos?), uma vaga de calor na restante Europa (iremos no futuro, nós em Portugal, de férias para o Reino Unido para ter dias de calor e um verão azul suficientemente longo?) e o calor em Nova York (será normal?). Esta é apenas uma observação, sem respostas, apenas perguntas e percebemos que muitas vezes a pergunta é ainda mais importante que uma resposta.

Este é mais um texto neste blog, para nos fazer pensar, nada mais. Estamos já de seguida a ler poesia, talvez a suavidade das palavras nos inspire.

 

Peixinhos, por KARINA ALDRIGHIS

 

Peixinho dourado,

Peixinho listrado,

Borbulha no aquário

Blu, blu, blu, blu…

 

Batendo no vidro,

De um lado ao outro,

Ele fica nervoso!

Blu, blu, blu, blu…

 

Nadadeiras em riste,

Cauda empinada,

Nado sincronizado.

Blu, blu, blu, blu…

 

Algas no aquário,

O baú do pirata

A ostra gigante.

Blu, blu, blu, blu…

 

Ele abre e fecha

Sua boca engraçada,

E borbulha hilário!

Blu, blu, blu, blu…

 

Com pedrinhas ao fundo

Multicoloridas

Ele sobe e desce.

Blu, blu, blu, blu…

 

Não cansa de viver

Em um mundo quadrado

De vidro transparente?

Blu, blu, blu, blu…

 

Até agora que eu saiba

Nenhum morreu afogado,

Que fato inusitado!

Blu, blu, blu, blu…

 

NOTA: Do livro “Ninho de Borbuletas” (2018), com tradução para Inglês por Leandro Monteiro

 

Amizade de Verdade, por Marcelo de Oliveira

 

Amizade de Verdade

Tempestade,

Luta, letargia

Aborrecimento todo dia

Quem diria...

Que a amizade sobrepõe a tudo

Tudinho...

 

Fortalece, quando de verdade

Nem sempre a gente sabe tudo

Nunca a gente sabe nada

Mas o que sempre sabemos

É que a amizade de verdade

Fica para sempre.

 

Nota: Instagram de Marcelo de Oliveira: marceloescritor

 

Dois discursos por Greta Thunberg (Suécia - em Inglês com legendas)

UN COP24 - Discurso de Greta Thunberg (com legendas)

https://www.youtube.com/watch?v=EpvuS0EbywI

 

https://www.youtube.com/watch?v=H2QxFM9y0tY

 

 

Ainda, embora sem legendas (dublagem), fica este vídeo para podermos perceber a dimensão das manifestações inspiradas por Greta Thunberg. Sem dúvida, um movimento único e oportuno.

https://www.youtube.com/watch?v=uRgJ-22S_Rs

A Antologia "Natureza 2018-2019" estará disponível no final da próxima semana.

Até breve.

Em 1 e 2 de Junho 2019, em 3D

por talesforlove, em 02.06.19

Finalmente Junho, o Dia da Criança e a proximidade renovada do Verão, em Portugal… que saudades.

Este mês apresentamos alguns poemas, um desenho e um primeiro poema em 3D, para ser visto com os óculos próprios. Uma novidade que esperamos que gostem.

 

TERRA FERIDA por Simone Genari (Brasil)

 

A terra ferida, reclama sua vida

Tomaram-lhe o pulso,

Seu ar ficou escuro e seu olhar turvo

Abriram-lhe as chagas, roubaram-lhe a alma

Sufocaram sua voz, secaram sua foz

A terra ferida reclama sua vida

Em seu sonho há geleiras, tundras e cerrados

Se recorda dos lagos e dos verdes prados

Já não caem lhe as lágrimas, já não enxerga a beleza

Seu pranto seco causa-lhe dor e tristeza

A terra ferida, reclama sua vida

A esperança se foi assim como os rios

Só sobraram seus filhos e seus desvarios

No fio da sua vida entre tantos aparatos

Os filhos aguardam, sentindo-se ingratos

Ela suspira em vão, respira por aparelhos

Desfalece no chão, tem seus olhos vermelhos

A terra ferida, reclama sua vida

Ela que jovem, foi cortejada em verso

Só queria em seu sonho permanecer no universo

Febril e com suor escorrendo na testa

Ela se agarra aos minutos que o destino lhe empresta

Sequer teve tempo de deixar testamento

Sua morte lenta é um suave lamento

A terra ferida , já não tem mais vida

Seus filhos tardios lhe pedem o perdão

Lamentam sua existência ter sido em vão.

 

poema3D.jpg

poemaEsvoacarComNome.jpg

 

Até breve.

29 de Maio - Feira do Livro de Lisboa - Portugal

por talesforlove, em 29.05.19

Começou hoje a Feira do Livro de Lisboa 2019, com música e boa disposição.

Pode verificar o programa aqui:

https://feiradolivrodelisboa.pt/

Além de livros que nos façam viajar no tempo e nas ideias, bem como olhar o mundo com outros olhos, fica o sentimento, renovado ano após ano, que não estamos apenas perante uma montra de livros mas sim uma montra de sonhos de e para pessoas. Evidente que vale a pena procurar os novos autores ou autores menos conhecidos pois afinal de contas, quem era Pessoa antes de ser conhecido de todos?! Certamente, alguém sem habilitações para trabalhar numa biblioteca... Com efeito foi-lhe recusado um trabalho em biblioteca por não ter o conhecimento necessário para esse efeito. Vale a pena procurar e ficar um pouco a ler o livro de um autor ou autora desconhecidos, seja qual for a sua época. Será uma forma muito válida para conhecermos mais sobre literatura e podermos comparar. Porque não?

É mais uma aventura que se inicia. Certamente envolta no cheiro Brasileiro dos jacarandás que tendo sido trazidos do Brasil, agora nos presenteiam com as suas cores azuis e exóticas. Uma dose extra de encantamento a acompanhar os sacos de papel que este ano parecem querer ajudar na sustentabilidade ecológica do evento, pelo menos evitando o plástico, pois o consumo extra de papel pode dar origem a um novo olhar sobre a iniciativa.

Existem certamente outras Feiras do Livro muito interessantes noutros locais.

Convida-se o leitor ou leitora a enviar mais informação sobre esses eventos, por favor.

Obrigado.

Até breve.

2 de Abril de 2019: Água, Ambiente, Moçambique e “Rosa Branca, Floresta Negra”

por talesforlove, em 02.04.19

A água é considerada fonte de vida, sem dúvida, mas, o furacão Idai com o a sua força e água associada acaba por ser um exemplo de que esta, quando em excesso, pode ser uma fonte de morte. A falta de água, ao contrário, provocando uma seca, como tem sucedido várias vezes em Portugal Continental durante este século, tem suscitado forte preocupação e também ela exige uma adaptação da nossa forma de viver.

 

Água fonte de vida

 

Ontem e hoje recomeçou a chover abundantemente em várias regiões de Portugal, sendo, sem dúvida, um sinal de esperança para todos nós.

Mas, veja-se o que estava a suceder em Portugal antes destas chuvas:

https://www.ipma.pt/pt/oclima/observatorio.secas/

 

A situação é de tal modo digna de atenção que já existe um “Observatório das Secas”. A necessidade de novos comportamentos torna-se importante, portanto, para acautelar um futuro mais seguro para todos nós. Por exemplo, se tivermos em atenção o custo do tratamento da água potável que bebemos nas nossas casas e que sai das nossas torneiras, talvez, seja uma boa ideia aproveitar captar e armazenar alguma água da chuva, quando possível, para pequenas tarefas diárias como lavar vegetais ou lavar janelas ou o carro. Imagine-se o impacto que este pequeno gesto teria se multiplicado por muitos lares. Repare-se que mesmo a água utilizada para estas tarefas simples é tratada como se fosse utilizada em consumo humano. Algo que só pode ser justificado pelos custos de distribuição da água, a qual não deve ser feita de forma duplicada.

 

Furacão Idai e Morte em Moçambique e África

 

É certamente do conhecimento de todos nós o impacto que o Furacão Idai teve em África e sobretudo em Moçambique. Muitas vidas roubadas, localidades inteiras destruídas, de novo o debate sobre as alterações climáticas e mesmo a localização de habitações face ao mar, cujo nível médio das suas águas tende a subir.

Basta olhar para estes dois jornais online e podemos ver detalhes que nos podem fazer levar a pensar na efemeridade das nossas vidas e da sua fragilidade:

https://www.mundoportugues.pt/tag/ciclone-icai/

https://www.publico.pt/mocambique?page=2

 

É neste contexto que aqui deixamos um poema por Stelio F. que obteve o 2º Lugar na Categoria Poesia no Concurso Literário “Natureza 2018-2019” (Versão em Inglês)

 

Paint me

 

Paint with forgetfulness

like the wall of time

with smoke flashing souvenirs

in all private emotions

Paint me with a brush

Paint me

grab me

No brush

With coal

  ripping me off the ground

slowly paint without haste

with dry ink

that prides itself

on this screen that is life

without coming

in the roots of my being

from my intimate pleasure

 

Tradução para Português por Rui M.

 

Pinta-me

 

Pinta com esquecimento

tal como a parede do tempo

com lembranças psicadélicas de fumo

com todas as emoções privadas

Pinta-me com uma escova

Pinta-me

Agarra-me

Sem pincel

Com carvão

   arranca-me do chão

pinta-me lentamente sem pressa

com tinta em pó

que se orgulha

neste ecrã que é a vida

sem vir

nas raízes do meu ser

do meu prazer íntimo

 

foto2ok.jpg

foto3ok.jpg

 

 

“Vozes da Primavera” (2017) por Maria A. S. Coquemala

 

Novamente, com a Primavera, justifica-se uma nova visita ao livro “Vozes da Primavera” (Editora Porto de Lenha, Brasil, contato@portodelenha.com) o qual nos encanta com a beleza da sua escrita. O livro é composto por um conjunto de contos com uma prosa muito cativante e com um ritmo muito próprio. Sem dúvida, uma oportunidade de leitura cativante e instrutiva, nesta Primavera que agora começa (em Portugal).

 

É tempo agora de olhar, pela primeira vez, um livro que nos fala de personagens que salvam as suas vidas na Floresta Negra. As árvores bebem a água para viver.

 

Um primeiro olhar sobre o livro “Rosa Branca, Floresta Negra”, por Eoin Dempsey (Irlanda)

 

“Aqueles que queimam livros acabarão um dia por queimar pessoas.” Esta parece ser a frase-chave no livro “Rosa Branca, Floresta Negra” (Editora Minotauro) a qual se bastaria a si mesma para nos fazer pensar. A profecia desta frase concretizou-se durante o regime Nazi na Alemanha da 2ª Guerra Mundial. Não será o objeto livro que está em causa mas sim as ideias que nele se perpetuam e através delas as pessoas que com elas viveram e nelas acreditaram. Hoje, os nazis poderiam queimar equipamentos kindle, por exemplo, para alcançar o mesmo propósito. Em “Rosa Branca, Floresta Negra” a crueldade contra as outras pessoas surge-nos como um crescendo: 1º anulam-se as pessoas psicologicamente, de forma cada vez mais absoluta, e depois, em 2º lugar, anulam-se fisicamente… Talvez hoje os Nazis tivessem de desligar toda a internet pois a liberdade não era um valor em que confiassem. 
Quem não se adequava aos padrões de Adolf Hitler, o Furer, seria aniquilado fosse ou não fosse Alemão e foi isso que a heroína, a enfermeira Franka Gerber, viveu, perdendo toda a família, ainda que o seu pai tivesse sido morto por um bombardeamento dos Aliados a edifícios civis. Fruto da depressão profunda que se apoderara dela, ela dirigia-se um dia para a Floresta Negra, para se suicidar, mas, todavia, não o fez, porque encontrou um soldado recém caído de paraquedas na neve, com ambas as pernas partidas. Salvando-o salvou-se.

 

[Continua]

 

Até breve.

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