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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

15 de Outubro 2019

por talesforlove, em 15.10.19

A 15 de Outubro de 2017 abatia-se sobre Portugal uma enorme tragédia e que infelizmente parecia ser uma repetição da tragédia de 17 de Junho do mesmo ano. O fogo voltava a consumir enormes áreas de floresta e a destruir, para sempre, vidas humanas, apanhadas num contexto terrível sem que tivessem uma verdadeira oportunidade de fuga. Hoje atualiza-se este blog, em memória dessas vítimas.

 

A sequência é a seguinte:

Parte I – Tentativa de crítica literária de “Flashes” por Maria Coquemala

Parte II – O testemunho “de fogo” do autor do blogue

Parte III – Cantinho da ciência: plantas e exoplanetas

Parte IV – Poesias

Parte V – Tempo de balanço, um adeus até Janeiro 2020

 

Parte I – Tentativa de crítica literária de “Flashes” por Maria Coquemala

 

O livro “Flashes” por Maria Coquemala, é composto por um conjunto de contos e crónicas, assumidamente curtos, pensados para leitores sem tempo para ler. São cerca de 170 páginas de prosa que nos revelam as motivações que levam a escritora a criar este conjunto de obras singulares: dar testemunho, por vezes criticar algumas realidades, incluir a natureza no enredo dos sentimentos humanos, mesmo os mais profundos, em resumo, “ser futura poeira cósmica” com um passado digno de ser respeitado e recordado, porque teve impacto nas nossas vidas.

Do ponto de vista da natureza e do momento histórico em que vivemos, marcado pela preocupação suscitada pelas alterações climáticas e pela destruição dos ecossistemas, existem nestes contos diversas questões que levam à reflexão sobre os nossos comportamentos e supostos desejos de preservação e fruição da beleza natural, que nos faz sentir bem, porque comunica com o mais íntimo de nós. No contexto de uma história imaginária, é frequente o leitor deparar-se com um dilema que o deixa a “pensar na vida”, ou seja, a sua atitude perante os outros seres vivos e o confronto com o seu agir fortemente influenciado pelo contexto social em que ele se insere enquanto indivíduo. Este facto, parece ser favorável a uma experiência enriquecedora enquanto leitor(a) e na minha opinião é mesmo assim; assumindo que o(a) leitor(a) tem pouco tempo para ler, não irá abandonar-se a uma longa leitura do livro, ainda que se apaixone pela história, porque os deveres diários são mais importantes. São?! A forma como o texto surge não é o da filosofia e, todavia, existe profundidade nos temas e na forma como nos são apresentados. Sim, temos uma leitura breve, aparentemente simples, só que se revela impactante, temos uma sequência de factos que não só nos faz pensar como também nos encaminha à imaginação de novas soluções ambientalmente amigas, mesmo que em contextos poéticos pouco comuns. Maria Coquemala consegue redigir “contos breves, com sumo”, ou seja, nos quais o(a) leitor(a) em pouco tempo consegue ler algo de relevante, belo, que faz acreditar que, após o final do conto, se acrescentou algo digno de nota à sua vivência. Talvez mesmo reler parte do texto, seja um pretexto para uma ligação renovada com a mãe natureza. Como exemplo deste “pretexto” sugiro a leitura do conto “Corações na praça”.

Adicionalmente, acrescentam-se a algumas narrativas elementos sentimentais que se dirigem estritamente ao sentir da natureza humana. A pessoa não será antagonista da natureza selvagem, é também ela própria parte de um conjunto, por vezes em conflito, mas que tende para um equilíbrio. A ciência surge como uma chave que permite novas perguntas, como por exemplo no conto “Criogenia”, e o amor como “elemento-esperança”, por exemplo, no conto “Conto Nupcial”. Verdadeiramente, todos estes elementos surgem em quase todas estas breves narrativas, sendo mais vincados em algumas delas.

Se a literatura pode ser breve e bela, esta obra revela-nos que “sim”, mas que poderá perdurar se o(a)s leitores(as) não tenham tempo, não sei, e talvez seja um prenúncio de dúvida, e não uma qualquer coincidência, que leva a que o último conto proposto seja intitulado “Enigma”.

Hoje não se consegue vislumbrar uma resposta para esta última questão, no que diz respeito a esta obra, mas o livro é digno de fazer parte da constelação de obras dignas de fazerem parte da nossa leitura exigente. Sem dúvida, este é um belo fruto de trabalho humilde e persistente, confirmando Maria Coquemala, como uma valorosa “tecelã das letras”.

capaflashes.JPG

 

Para contactar a autora e/ou adquirir um exemplar, recomenda-se o seguinte e-mail: maria-13@uol.com.br

 

Parte V – Tempo de balanço, um adeus até Janeiro 2020

por talesforlove, em 15.10.19

 

Nas nossas vidas, por vezes, somos tentados a fazer um balanço de tarefas importantes que conseguimos implementar durante um longo período de tempo. Este é o sentimento que agora invade este blog: o sentimento de um tempo de balanço que se impõe. Tempo de olhar para o passado, enquadrá-lo no presente e aguardar para que o futuro, de novo presente, se imponha. São já alguns anos de literatura e ativismo ambiental e atualmente, com vários movimentos ambientais com grande impacto a ser notícia todos os meses (dias?!), parece que este trabalho deve ser repensado. Quem sabe para fazer mais e melhor ou simplesmente para continuar igual a si mesmo?!

 

Algumas críticas literárias a recordar:

 

1 de Outubro: Texto de quase crítica literária “Palavras Kaléidoscopiques”

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/1-de-outubro-texto-de-quase-critica-63348

 

Sobre “Cinco ensaios lógico-filosóficos” de Gottlob Frege

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/sobre-cinco-ensaios-logico-filosoficos-56151

 

Tentativa de crítica literária da obra (IN) CONSTANTE (2018)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/o-livro-in-constante-por-jose-vieira-44680

 

Revisão crítica de “Adágios” por José Vieira

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/revisao-critica-de-adagios-por-jose-27825

 

Texto de quase Crítica literária - "No topo das árvores" por Kiara Brinkman

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/texto-de-quase-critica-literaria-no-24859

 

 

Ficam alguns poemas a recordar, entre outros:

 

Poema a Brumadinho por João Alberto Araújo

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-a-brumadinho-por-joao-alberto-53161

 

Poema - "Va pensiero…" por Regina Gouveia (Brasil/Portugal)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-va-pensiero-por-regina-50169

 

"Rui" um poema por Viviane P. (Brasil)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/rui-um-poema-por-viviane-p-brasil-45640

 

Dois poemas por Ricardo S. (Brasil)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/dois-poemas-por-ricardo-s-brasil-44374

 

Um poema…

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-43938

 

Poema "Incêndio" por N. Lopes - Recordando os Fogos de Pedrógão

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-incendio-por-n-lopes-43599

 

Fogo da Floresta e Fogo do Amor

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/fogo-da-floresta-e-fogo-do-amor-31009

 

Flor que Renasce (Em Pedrógão) / Poema

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/flor-que-renasce-em-pedrogao-poema-29523

 

"Existe um outro céu" por Emily Dickinson (1830-1886)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/existe-um-outro-ceu-por-emily-dickinson-28043

 

Poema – Minha Natureza

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-minha-natureza-26225

 

Esperança para Pedrógão Grande após o incêndio - um poema

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/esperanca-para-pedrogao-grande-apos-o-24016

 

Um poema com tradução para Dinamarquês

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-com-traducao-para-dinamarques-18363

 

MINHA ILHA por Shmavon Azatyan - Arménia

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/minha-ilha-por-shmavon-azatyan-6889

 

Um poema sobre a natureza - Árvore de Pedro Barroso

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-sobre-a-natureza-arvore-de-5204

 

Gostaria de pensar que vários(as) dos(as) visitantes deste blog um dia, apenas pelo sentimento suscitado pelo que aqui leram, foram capazes de ser mais amigos(as) da natureza e, quem sabe, plantar uma árvore, uma planta, uma esperança.

Ao longo destes anos este blog semeou alegria em muitos autores premiados nos concursos literários e criou esperança em tantos outros, ao mesmo tempo que patrocinava a plantação e o semear de árvores, plantas e arbustos, tudo de uma forma amiga do ambiente. Igualmente, surgiram muitos poemas e até livros inspirados pela veia naturalística deste blog e ainda relações de amizade e de profissionalismo, além de trabalhos de equipa e de sucesso, sempre a pensar no bem comum que é um ambiente preservado, amigo da humanidade. Um verdadeiro espaço de partilha de arte que por vezes, não teria outra forma de ser conhecida, ou mesmo não teria o estímulo para existir.

Sim é tempo de balanço e de descansar com um forte sentimento de dever cumprido.

Ficam as músicas inspiradoras, “4 Estações” de Vivaldi, em fundo ecológico e um fado por Jerónimo Caracol, que gentilmente nos cedeu uma música para aqui ser partilhada. Ambas têm um forte toque da natureza.

 

Antonio Vivaldi - The Four Seasons - Julia Fischer - Performance Edit (Full HD 1080p)

[“As quatro estações” de Vivaldi nos jardins de Gales]

Jerónimo Caracol, no fado a Fanhões, de Euclides Cavaco, no fado santa Luzia.mp3

 

Fica igualmente uma foto inspiradora:

foto12019.png

 

 

Um abraço.

Até breve.

balanco.gif

 

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