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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor após Agosto. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

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A Natureza no Campo Grande - Fotografia

por talesforlove, em 15.06.20

De facto, com a pandemia a natureza conseguiu respirar em Lisboa e uma eventual prova dessa realidade, é o facto de os animais eventualmente procriarem mais esta Primavera. Vejam-se os patos pequenos e os seus pais, logo nesta primeira fotografia!  

campogrande1.jpg

campogrande2.jpg

Já podemos notar algumas pessoas no local e alguma descontração.

Hoje, fica aqui uma música (muito) calma: "Madrigal"

Simonetti A. - Madrigal - Carlos Damas, violin/Jill Lawson, piano

hoje precisamos de um jardim,
que na sua delicadeza,
nos diga, enfim,
"não desistas!", com voz de firmeza...

Até breve.

 

Frases 1 - Sophia

por talesforlove, em 27.04.20

natal 2019 cantora anabela.jpg

Por Sophia

Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio 

E livres habitamos a substância do tempo

 

Até breve.

Fernando Pessoa: D. Dinis em Mensagem

por talesforlove, em 16.04.20

Um poema de Fernando Pessoa.

 

Sexto

 

        D. DINIS

 

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo

O plantador de naus a haver,

E ouve um silêncio múrmuro consigo:

É o rumor dos pinhais que, como um trigo

De Império, ondulam sem se poder ver.

 

Arroio, esse cantar, jovem e puro,

Busca o oceano por achar;

E a fala dos pinhais, marulho obscuro,

É o som presente desse mar futuro,

É a voz da terra ansiando pelo mar.

9-2-1934

Mensagem. Fernando Pessoa. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1934 (Lisboa: Ática, 10ª ed. 1972).

 - 31.
 

nomuseu1.jpg

Nota: fotografia no Jardim do Museu de História Natural de Lisboa (Fevereiro 2020)

 

Até breve.

Feira de Lisboa 2020 - Jorge de Sena e o poema "Uma pequenina luz"

por talesforlove, em 11.04.20

Boa noite,

Fica a informação que a Feira do Livro de Lisboa será em finais de Agosto e inícios de Setembro. Podem confirmar em: www.apel.pt

Partilhamos um poema de Jorge de Sena "Uma pequenina luz"

Uma pequenina luz bruxuleante
Não na distância brilhando no extremo da estrada
Aqui no meio de nós e a multidão em volta
Une toute petite lumière
Just a little light
Una picolla, em todas as línguas do mundo
Uma pequena luz bruxuleante
Brilhando incerta mas brilhando aqui no meio de nós
Entre o bafo quente da multidão
A ventania dos cerros e a brisa dos mares
E o sopro azedo dos que a não vêem
Só a adivinham e raivosamente assopram
Uma pequena luz, que vacila exacta
Que bruxuleia firme, que não ilumina, apenas brilha
Chamaram-lhe voz ouviram-na, e é muda
Muda como a exactidão, como a firmeza, como a justiça
Brilhando indeflectível
Silenciosa não crepita
Não consome não custa dinheiro
Não é ela que custa dinheiro
Não aquece também os que de frio se juntam
Não ilumina também os rostos que se curvam
Apenas brilha, bruxuleia ondeia
Indefectível, próxima dourada
Tudo é incerto, ou falso, ou violento: Brilha
Tudo é terror, vaidade, orgulho, teimosia: Brilha
Tudo é pensamento, realidade, sensação, saber: Brilha
Desde sempre, ou desde nunca, para sempre ou não: Brilha
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
Como a exactidão como a firmeza, como a justiça
Apenas como elas
Mas brilha
Não na distância. Aqui
No meio de nós
Brilha

 

Até breve.

 

Natal 2019 Lx - Luso

por talesforlove, em 03.04.20

Como um pedaço de vida perdida, que não podemos recuperar... Assim é o Natal 2019 em todos nós. Não é só em Lisboa, como na foto "tremida" que aqui vos deixo, mas em todo o lado.

Enquanto que em alguns pontos do país e do mundo, a tragédia do Covid-19 é ignorada, como se não existisse, ficam nos limites dos nossos medos (ou da minha esperança ?!) as possibilidades de termos outro Natal assim este ano.

Como era tão bom e não pudemos reconhecer... quanto tempo perdido com "nadas".

 

É tempo de virar a página,

e aguardar a canção 

da alegria, a andorinha p'la janela,

O sol vem a nós,

em nossas casas...

SONHOS PARA OLHARES APERTADOS.

 

Natal 2019 Tremido.jpg

Nota: perto da Rua da Misericórdia 

Até breve.

Uma Foto e Informação Útil

por talesforlove, em 31.03.20

No contexto da luta contra o Covid-19 fica aqui o link para um grupo que está a criar uma App com informação para todos:

https://github.com/WorldHealthOrganization/app

 

E

O nr de apoio para contribuir para construção de hospital no Campo Pequeno em Lisboa:

761 107 107

20200329_165408.jpg

Até breve.

Foto do Zoo de Lisboa (2) e um Poema

por talesforlove, em 17.03.20

Uma outra foto no Zoo de Lisboa a 12 de Março de 2020.

Zoo 2 30.jpg

Dislexia semântica

 

Há a frustração do correr mas jamais chegar.

A castração da criação pedindo perdão.

O impulso súbito de não querer ser em vão.

A travagem brusca de quem se quer deitar.

 

Há a inconsistência de amar a vida e a morte,

De quem por Destino aceita a tal sorte

E ainda o florido imenso do Alentejo

E ainda a ausência de quem já não vejo.

 

Mas há ainda a força das palavras

A força da fonte que jorra no Verão

E o vermelho rubro do sangue do meu coração.

 

E há o trocar do sofrer por sofrer

Pelo eterno amanhecer, renascido,

De quem perdura por tanto escrever...

 

Até breve.

Foto do Zoo de Lisboa (1) e um Poema

por talesforlove, em 16.03.20

No Zoo de Lisboa a 12 de Março 

zoo1 30.jpg

 

Branca Flor

 

Também tenho uma rosa branca para ti.

É a mais bela flor que já vi.

As suas pétalas são doces: come-as...

A sua cor é pura: concorda e observa-as...

 

Pega nela com cuidado e crê.

Cheira-a e deixa-te enlevar,

Pelo clamor de quem primeiro a vê,

Pela resignação de quem se deixa levar.

 

Mas, o caule que lhe dá vida tem espinhos.

E o branco suja-se mais depressa...

E és tentada a com ela beber doces vinhos...

 

Mas, a sua beleza consola-nos, não é?!

E a sua cor de neve é doce e leve,

Ainda que a sua vida seja de estames e breve...

 

Até breve.

Poesia e Natureza em Março

por talesforlove, em 01.03.20

Este mês a poesia e a natureza são o foco reforçado do blog, porque, por um lado temos duas referências de natureza, a Lisboa Capital Europeia Verde 2020 e alguns parques naturais menos conhecidos, e, por outro, temos a poesia "habitual". 

O Parque Grená existe no vulcão das Furnas e recentemente foi feita esta partilha no "Blog da Patrícia". A fotografia do caminho entre as árvores, com "fatias" de madeira a auxiliar o percurso de quem por ali quiser ir, é realmente de enorme beleza. O verde das folhas é-nos mostrado de uma forma em que apenas podemos ficar encantados. 

https://azoreangirl.blogs.sapo.pt/eu-vivo-no-paraiso-2-o-parque-no-9827

 

Igualmente, merece atenção o facto de Lisboa ser considerada a Capital Europeia Verde 2020. Não é tanto o prémio mas o facto de deste levar a que em Lisboa se plante um número elevado de árvores durante 2020. Ficam algumas páginas relevantes:

https://lisboagreencapital2020.com/en/

https://ec.europa.eu/portugal/news/opening-lisbon-european-green-capital-2020_pt

https://www.portugal2020.pt/content/lisboa-e-capital-verde-europeia-2020

 

A poesia de Karina A. que nos chega do Brasil, com toda a sua força e a recordar que há flores, há espinhos  e há sonhos e de todos "bebemos" encantamento poético. Como se do verde nada mais surgisse que não merecesse o nosso amor incondicional. Todavia, a natureza não se curva perante a espécie humana, ambas são um só, em que o respeito mútuo deve ser uma realidade.

 

Floradas na Serra

 

Já tive que pisar em

Muito espinho

Para trilhar este meu

Longo caminho

E mesmo com a dor eu

Fui seguindo

Sempre me fortalecendo e

Redimindo.

 

Já tive que colher

Muitos espinhos

De rosas espinhosas

Rubro vinho

Mas delas só me lembram

O perfume

Que venham a petalar

O meu Destino.

 

Na trilha sempre encontro

Com ranhuras

Vezes ou outra uma suave

Caminhada

Mas os espinhos estão lá

Para lembrarem

Que junto aos espinhos

Sempre há uma Florada.

 

Mais poesia por Karina A. em

www.karinaaldrighis.blogspot.com

 

Até breve.

Uma fotografia e um convite poético

por talesforlove, em 04.02.20

Entramos em Fevereiro com temperaturas frequentemente superiores ao que poderíamos esperar, pelo que um passeio ao ar livre no fim de semana poderá vir a ser possível, tal como se estivéssemos na Primavera.

Fica um convite para ver a exposição A Home Made by Drawing: Amazonia (24 Jan – 17 Feb 2020), na Capela das Belas Artes, na Faculdade de Belas Artes, em Lisboa. Esta exposição fala da Amazónia enquanto casa, de tal forma que “explora modalidades não-estáticas e fluidas do habitar, que evoquem uma relação alternativa entre os seres humanos e o seu ambiente”, ou seja, sugere formas alternativas da noção de casa humana, a nossa. Haverá forma mais profunda de colocar em causa a nossa forma de relacionamento com a natureza? Podemos reparar que uma parte da instalação nos leva a imaginar uma casa sobre estacas de madeira, porque os animais selvagens, caso contrário, podem mesmo invadir e “partilhar” connosco a nossa habitação. Artisticamente, possivelmente sentimos uma simbologia da própria floresta amazónica que é incluída através de uma fotografia de grandes dimensões, o que é muito apelativo, sobretudo para quem a ama e sente esta “poesia visual”. Para conhecer mais sobre o autor desta exposição existe ainda esta página www.bordonaro.eu.

 

Fica uma fotografia noturna de uma árvore localizada algures em Lisboa, fica o enigma.

ArvoreCampoGrande.jpg

Até breve.

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