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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

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Poesia, Alimentação I, Inspiração

por talesforlove, em 03.05.20

A poesia, podemos dizer, tem algo a ver com a alimentação, na medida em que, em boa medida, é também um ato de saborear. Como curiosidade podemos ler o seguinte poema de Fernando Pessoa, em que “a alimentação surge como algo bebível”.

 

Bocas roxas de vinho

 

Bocas roxas de vinho

Testas brancas sob rosas,

Nus, brancos antebraços

Deixados sobre a mesa:

Tal seja, Lídia, o quadro

Em que fiquemos, mudos,

Eternamente inscritos

Na consciência dos deuses.

Antes isto que a vida

Como os homens a vivem,

Cheia da negra poeira

Que erguem das estradas.

Só os deuses socorrem

Com seu exemplo aqueles

Que nada mais pretendem

Que ir no rio das coisas.

(29-8-1915)

http://arquivopessoa.net/textos/2969

Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessa

 

 

 

 

Alimentação 1

 

O livro “Desperdício alimentar” (Setembro 2018), por Iva Pires, fala-nos do lixo que criamos ao desperdiçar alimentação, muita dela em bom estado mas que perdemos por fazermos as más opções ou simplesmente por descuido. Muito curioso é referir a escassez e o aumento de preços que surge normalmente em épocas de crise ou convulsão, como a 2ª Guerra Mundial ou a recente Crise Financeira Internacional, ambas a fazer recordar, em parte, a situação que vivemos nos nossos dias com o Covid-19. Até ao momento não podemos dizer que já se tenha verificado um aumento generalizado de preços, eventualmente porque a pandemia ainda é recente ou porque o contexto é muito diferente.

Acresce que no livro ficamos a conhecer uma certa perspetiva das fontes ou causas desta realidade e verificamos que em 2010, 53,6 % deste desperdício, estava diretamente relacionado com as famílias… Ou seja, existe aqui algo em que todos nós podemos contribuir enquanto pessoas autónomas e livres. Podemos, quem sabe, imaginar de novo a nossa forma de cozinhar, por exemplo, e porque não, fritar umas cascas de batata bem lavadas? E quem sabe temperá-las com uma pitada de sal e pimenta? Imaginar de novo a nossa cozinha não tem de ser algo enfadonho, pode mesmo ser divertido! Outra sugestão será fazer iogurtes de sabores, com pedaços, se quisermos, e depois utilizá-los para misturar com chantili e rechear um bolo delicioso!

 

Não há dúvida que a alimentação é central nas nossas vidas, que nos permite viver biologicamente, e chega mesmo ao ponto de ser responsável por doenças se em excesso (obesidade) ou em defeito (avitaminoses). Todavia, mesmo antes de uma fruta ser comestível, podemos dizer que já nos alimenta, quando contemplamos um campo florido ou respiramos o oxigénio que as árvores frutíferas produzem. Em próxima publicação vamos olhar com algum detalhe para o ato de plantar uma árvore.

 

Ficam ainda dois poemas “saborosos” e uma imagem inspiradora.

 

Estrelas novas

 

Venham estrelas novas

de constelações distantes.

Sonhei estar convosco,

pisar as vossas terras planetárias,

planícies imaginárias,

cores que me acariciam e inspiram.

 

Imagino-me a sofrer convosco as distâncias

inatingíveis, os planaltos de luz noturna,

os verdes a ser um dia,

o querer sem poder ser além.

Uma água cristalina como a lonjura,

uma verdade plena e doce como o luar.

 

 

Por Karina I.:

Sob Pedras e Flores:

 

Vou colher um canteiro inteiro

Só com as flores que tenho a jogar.

Já que as pedras só me machucam

Ao menos há algo a me consolar!

 

Porque com pedra sobre pedra

Uma muralha eu já construí

Estou cercada em minha própria cidade

E já não há mais para onde partir.

 

Jogue flores, quando vierem as pedras

Assim diz o ditame popular

Mas vejam as pedras no meio dos rios

A água passa, e elas continuam por lá.

 

Versos curtos, versos longos

o que me importa?… ainda há salvação?

Vou rolando com minhas pedras

E assim seguindo, com minha nobre missão:

                                                                                tecer poesias!

 

a esperanca é uma flor reguea.jpg

 

Até breve.

Poesia e Natureza em Março

por talesforlove, em 01.03.20

Este mês a poesia e a natureza são o foco reforçado do blog, porque, por um lado temos duas referências de natureza, a Lisboa Capital Europeia Verde 2020 e alguns parques naturais menos conhecidos, e, por outro, temos a poesia "habitual". 

O Parque Grená existe no vulcão das Furnas e recentemente foi feita esta partilha no "Blog da Patrícia". A fotografia do caminho entre as árvores, com "fatias" de madeira a auxiliar o percurso de quem por ali quiser ir, é realmente de enorme beleza. O verde das folhas é-nos mostrado de uma forma em que apenas podemos ficar encantados. 

https://azoreangirl.blogs.sapo.pt/eu-vivo-no-paraiso-2-o-parque-no-9827

 

Igualmente, merece atenção o facto de Lisboa ser considerada a Capital Europeia Verde 2020. Não é tanto o prémio mas o facto de deste levar a que em Lisboa se plante um número elevado de árvores durante 2020. Ficam algumas páginas relevantes:

https://lisboagreencapital2020.com/en/

https://ec.europa.eu/portugal/news/opening-lisbon-european-green-capital-2020_pt

https://www.portugal2020.pt/content/lisboa-e-capital-verde-europeia-2020

 

A poesia de Karina A. que nos chega do Brasil, com toda a sua força e a recordar que há flores, há espinhos  e há sonhos e de todos "bebemos" encantamento poético. Como se do verde nada mais surgisse que não merecesse o nosso amor incondicional. Todavia, a natureza não se curva perante a espécie humana, ambas são um só, em que o respeito mútuo deve ser uma realidade.

 

Floradas na Serra

 

Já tive que pisar em

Muito espinho

Para trilhar este meu

Longo caminho

E mesmo com a dor eu

Fui seguindo

Sempre me fortalecendo e

Redimindo.

 

Já tive que colher

Muitos espinhos

De rosas espinhosas

Rubro vinho

Mas delas só me lembram

O perfume

Que venham a petalar

O meu Destino.

 

Na trilha sempre encontro

Com ranhuras

Vezes ou outra uma suave

Caminhada

Mas os espinhos estão lá

Para lembrarem

Que junto aos espinhos

Sempre há uma Florada.

 

Mais poesia por Karina A. em

www.karinaaldrighis.blogspot.com

 

Até breve.

A Poesia da pintura e do tempo

por talesforlove, em 11.01.20

Hoje é dia de poesia.

 

O tempo, por Viviane P.

 

Olhe para o seu rosto no espelho,

Comece a avaliar as mudanças

Quantas rugas e manchas

Estão aí comprovando que suas células

Cederam ao tempo o poder de lhe matar?

E, implacável, não hesita em deixar claro

Quem é que está no comando de tudo.....

E você que cuida tanto de seu corpo ainda jovem,

Se assusta ao ver o velho pelas ruas tão disforme!

Ele é você em outro tempo!

Já foi belo nu em pleno dia!

Hoje você se assusta até com o vento

Que muda seus cabelos de lugar

Que pensar, então, sobre o tempo

Que está aqui na esquina a lhe esperar?

Cuide, sim, do importante,

Pensamentos, gestos, sentimentos,

Eles são invulneráveis, o vento não poderá levar!

 

Soneto 138 de William Shakespeare, tradução por Ana Luísa Amaral

Sempre que minha amada me jura ser sincera,
Eu acredito nela, mesmo sendo mentira;
Deixá-la imaginar-me um jovem inocente,
Pouco entendido em falsas subtilezas do mundo.
Pensando, pois, em vão, que ela jovem me julga,
Embora bem sabendo que tive melhores dias,
Na sua língua falsa eu finjo acreditar,
E assim, de ambos os lados, a verdade é escondida.
Mas porque não diz ela que não é sincera?
Porque não digo eu a minha vera idade?
O hábito do amor é parecer confiar,
E o amor na idade gosta de a não contar.
Com ela me deleito, mentindo, e ela comigo,
E, a mentir nossas faltas, em deleite existimos.

 

A capa de um livro a não perder:

Karina Capa.jpg

 

Até breve.

Parte IV – Poesias

por talesforlove, em 15.10.19

Poesias por Viviane P. (Brasil)

 

SANS FOI NI LOI

 

Je crois en la vérité dite dans les journaux

Je me réveille et je seris dans la rue

Le coup de feu du voisin est le premier impact

Et combien d'autres en entendras-je encore ?

Non, ce n'est pas moi qui vais crier.

Pour mettre fin à cette violence

Je ne suis qu'un spectateur, parce que je n'ai pas d'arme.

Je suis juste un citoyen qui a peur de tout

Y compris les cris

Je ne peux même pas parler.

Mes paroles peuvent tuer aussi.

Oui, en fait je suis quelqu'un

Bien que cela ne signifie pas que je suis une personne

Je suis quelqu'un sans droits, sans garantie

Sans foi et sans empathie

Et, à mon désespoir total,

Face aux abus improbables de la vie quotidienne,

Je vais me taire devant tout !



SANS FOI NI LOI

 

Acredito na verdade dita nos jornais

Acordo e saio para a rua

O tiro da  arma do vizinho é o primeiro impacto

E, quantos outros ainda  vou escutar?

Não , não sou eu quem vai gritar

Para que parem com esta violência

Sou apenas expectador, pois, não tenho arma alguma

Sou apenas um cidadão com medo de tudo

Inclusive de  gritar

Nem falar eu posso

Minhas palavras podem matar  também.

É, na verdade eu sou alguém

Embora isto não signifique  que  eu seja uma pessoa

Sou  alguém  sem direitos, sem  garantias

Sem fé e sem empatia

E, para meu total desespero,

Diante do improvável abuso no cotidiano,

Eu me calo diante de  tudo! 

 

 

ANCESTRALIDADE

 

É bonito ouvir você

 defender seu candidato

E fazer um ultimato

Só porque não penso assim

Faz piada, ri de mim

Ameaça me matar

Degolar , me escalpelar

E se  eu trato de um fato

O  diferente desiderato

Faz a ancestralidade

De repente  aparecer

Quando o homem para viver

Matava o outro para comer

Hoje   é pouco diferente

Pois, eu vejo muita gente

Que mata por prazer

Põe a carne no seu prato

O couro no sapato

E segue a vida a viver

Esta vida que repete

O comportamento humano

Entra um século e saí um ano

 Tudo igual até morrer.

Morre a vida do sujeito

Feito o homem ancestral

Com uma lança bem no peito

E, eu pergunto , e o direito

De pensar o desigual?

Me permita lhe dizer

Mesmo sendo  diferente

Sou um tanto inteligente

Para saber o bem  e o mal

E, percebo  em seu jeito

que essa ancestralidade

Muito  mais do que maldade

É seu jeito de esconder

O tamanho de seu ser

Pequenino na essência

Cuja dor da existência

Não permite aceitar

O que a vida faz brotar

Na cabeça de quem sente

Que viver é acrescentar.

E, termino consciente

De ter feito da semente

Nova forma de pensar.

Pense bem, meu  bom amigo,

Pois, o outro não existe

É você, se me permite,

Do avesso a me olhar.

Pense em mim como em você

Já que estou   na outra ponta

Que você vai encontrar.

 

 

 

Cesário Verde (Portugal, 2ª Metade do Século XIX)

 

Aspiro um cheiro a cozedura, e a lar

E a rama de pinheiro! Eu adivinho

O resinoso, o tão agreste pinho

Serrado nos pinhais da beira-mar.

[…]

 

“Submarino” Renato TouzPin de Brasil - 2º Lugar do Concurso Natureza 2018-2019

 

Submergir do raso para o fundo.

Para longe do ficar ao acaso,

De braços bem dados,

Mergulhados com o profundo.

Banhar-me com águas-de-cheiro colhidas em jardins próximos aos corais mais coloridos.

Reconhecer que distante de mim,

Eu era desconhecido, seco, sozinho.

Catar conchinhas, pérolas e estrelas, no céu marino.

Pegar carona com golfinhos, pescar sereias, cavalgar cavalos marinhos.

Permissão a Neptuno para ali enamorar.

Para bons fluídos, a benção de Iemanjá.

Ao emergir, afobado, sentir saudades das guelras que davam-me ares,

E, com isso, emarasmar.

Entediar-me. Em minha ilha me isolar.

Agora, mesmo que contra correntezas e marés,

A favor de minhas ondas, irei remar.

E, para reproduzir, rio acima irei nadar.

Gerar vivas nascentes, quentes cores refratar.

Dar um tempo da mesmice.

No subconsciente, de cabeça, mergulhar.

Fazer dos mares meu quintal, dos oceanos o meu lar.

De uma vez por todas e enfim amarar.

 

Mudar da superfície.

Me aprofundar no mar.

Meu desejo mora lá.

Quero namorar.

Quero lá morar.

Sumir um pouco da terra.

Ir no mar morar.

 

Flor no Chão - Rafael Alvarenga – Brasil - Itatiaia, 04 de julho de 2015

Um poema vencedor, em primeiro lugar, no Concurso Natureza 2015

 

Achei uma flor

No chão.

Três pétalas lhe sobravam.

Pensei salvá-la.

De que?

Voltei pelo caminho procurando-lhe

os pedaços, mas não sabia o seu caminho,

Fui em direção a casa, jarro d’água em pensamento.

Desisti.

Que atrocidade teria desbeiçado a flor?

Indigna formiga faminta?

Famigerado vento que me refresca a face?

Indolente passarinho que me encanta o tempo?

Achei uma flor

No chão.

Pensei salvá-la.

Desisti.

Deixei que alimentasse a formiga

Que tremulasse ao vento – uma última vez –

Que fosse ninho ao passarinho.

Salvei-a de minhas próprias mãos pensantes.

 

 

Execução sumária - Edweine Loureiro – Japão

Um poema vencedor, em primeiro lugar, no Concurso Natureza 2015

 

Sinto o golpe no tronco!

E grito, aflita,

mas ninguém liga

para esta amiga…

Pois velha estou…

E, para aumentar a dor,

descubro, com horror,

que meu algoz

é aquela criança:

a mesma que,

em outros tempos,

fosse na alegria

ou no sofrimento,

buscava abrigo

sob meus galhos.

E que, hoje,

machado na mão,

congela o coração,

para pôr abaixo

a floresta de carvalhos.

 

Natureza morta - Claudia M. - Brasil

Um poema vencedor, em primeiro lugar, no Concurso Natureza 2015

 

Vi a flor murchar

E o beija-flor perder a cor

Vi o rio secar

E o peixe não ter onde nadar

Vi o sol queimando a grama

E o gado assolar-se de fome

Vi as árvores morrendo

E o oxigênio se dissipando

Vi a chuva surgir na sua escassez

E a sua acidez prejudicar o solo

Vi o agrotóxico multiplicar-se

E a alface crescer de forma nímia

Vi a fruta cariar

E nem para adubo servir

Vi o povo amiúde e nada fazer para tudo renascer

E assim,

Vi a natureza perecer

E o homem com ela morrer.

 

 

 

 

 

Um breve texto poético de Anne Frank:

“Todos temos dentro de nós próprios uma Boa Nova!

A Boa Nova é que não sabemos realmente

quão grandes podemos ser,

o muito que podemos amar,

o muito que podemos alcançar,

e a imensa riqueza do nosso potencial.

Uma Boa Nova como esta não pode ser melhor!”

Parte V – Tempo de balanço, um adeus até Janeiro 2020

por talesforlove, em 15.10.19

 

Nas nossas vidas, por vezes, somos tentados a fazer um balanço de tarefas importantes que conseguimos implementar durante um longo período de tempo. Este é o sentimento que agora invade este blog: o sentimento de um tempo de balanço que se impõe. Tempo de olhar para o passado, enquadrá-lo no presente e aguardar para que o futuro, de novo presente, se imponha. São já alguns anos de literatura e ativismo ambiental e atualmente, com vários movimentos ambientais com grande impacto a ser notícia todos os meses (dias?!), parece que este trabalho deve ser repensado. Quem sabe para fazer mais e melhor ou simplesmente para continuar igual a si mesmo?!

 

Algumas críticas literárias a recordar:

 

1 de Outubro: Texto de quase crítica literária “Palavras Kaléidoscopiques”

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/1-de-outubro-texto-de-quase-critica-63348

 

Sobre “Cinco ensaios lógico-filosóficos” de Gottlob Frege

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/sobre-cinco-ensaios-logico-filosoficos-56151

 

Tentativa de crítica literária da obra (IN) CONSTANTE (2018)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/o-livro-in-constante-por-jose-vieira-44680

 

Revisão crítica de “Adágios” por José Vieira

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/revisao-critica-de-adagios-por-jose-27825

 

Texto de quase Crítica literária - "No topo das árvores" por Kiara Brinkman

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/texto-de-quase-critica-literaria-no-24859

 

 

Ficam alguns poemas a recordar, entre outros:

 

Poema a Brumadinho por João Alberto Araújo

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-a-brumadinho-por-joao-alberto-53161

 

Poema - "Va pensiero…" por Regina Gouveia (Brasil/Portugal)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-va-pensiero-por-regina-50169

 

"Rui" um poema por Viviane P. (Brasil)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/rui-um-poema-por-viviane-p-brasil-45640

 

Dois poemas por Ricardo S. (Brasil)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/dois-poemas-por-ricardo-s-brasil-44374

 

Um poema…

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-43938

 

Poema "Incêndio" por N. Lopes - Recordando os Fogos de Pedrógão

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-incendio-por-n-lopes-43599

 

Fogo da Floresta e Fogo do Amor

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/fogo-da-floresta-e-fogo-do-amor-31009

 

Flor que Renasce (Em Pedrógão) / Poema

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/flor-que-renasce-em-pedrogao-poema-29523

 

"Existe um outro céu" por Emily Dickinson (1830-1886)

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/existe-um-outro-ceu-por-emily-dickinson-28043

 

Poema – Minha Natureza

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/poema-minha-natureza-26225

 

Esperança para Pedrógão Grande após o incêndio - um poema

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/esperanca-para-pedrogao-grande-apos-o-24016

 

Um poema com tradução para Dinamarquês

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-com-traducao-para-dinamarques-18363

 

MINHA ILHA por Shmavon Azatyan - Arménia

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/minha-ilha-por-shmavon-azatyan-6889

 

Um poema sobre a natureza - Árvore de Pedro Barroso

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/um-poema-sobre-a-natureza-arvore-de-5204

 

Gostaria de pensar que vários(as) dos(as) visitantes deste blog um dia, apenas pelo sentimento suscitado pelo que aqui leram, foram capazes de ser mais amigos(as) da natureza e, quem sabe, plantar uma árvore, uma planta, uma esperança.

Ao longo destes anos este blog semeou alegria em muitos autores premiados nos concursos literários e criou esperança em tantos outros, ao mesmo tempo que patrocinava a plantação e o semear de árvores, plantas e arbustos, tudo de uma forma amiga do ambiente. Igualmente, surgiram muitos poemas e até livros inspirados pela veia naturalística deste blog e ainda relações de amizade e de profissionalismo, além de trabalhos de equipa e de sucesso, sempre a pensar no bem comum que é um ambiente preservado, amigo da humanidade. Um verdadeiro espaço de partilha de arte que por vezes, não teria outra forma de ser conhecida, ou mesmo não teria o estímulo para existir.

Sim é tempo de balanço e de descansar com um forte sentimento de dever cumprido.

Ficam as músicas inspiradoras, “4 Estações” de Vivaldi, em fundo ecológico e um fado por Jerónimo Caracol, que gentilmente nos cedeu uma música para aqui ser partilhada. Ambas têm um forte toque da natureza.

 

Antonio Vivaldi - The Four Seasons - Julia Fischer - Performance Edit (Full HD 1080p)

[“As quatro estações” de Vivaldi nos jardins de Gales]

Jerónimo Caracol, no fado a Fanhões, de Euclides Cavaco, no fado santa Luzia.mp3

 

Fica igualmente uma foto inspiradora:

foto12019.png

 

 

Um abraço.

Até breve.

balanco.gif

 

Julho e Agosto 2019: Seca em Angola, Fogos em Portugal, Vaga de Calor na Europa e Calor em Nova York (1)

por talesforlove, em 26.07.19

Neste preciso momento, praticamente em simultâneo, verificamos seca em Angola (estará o deserto do Namibe a crescer?), fogos em Portugal (teremos nós percebido os reais impactos da alteração climática, ou será apenas o mal dos eucaliptos?), uma vaga de calor na restante Europa (iremos no futuro, nós em Portugal, de férias para o Reino Unido para ter dias de calor e um verão azul suficientemente longo?) e o calor em Nova York (será normal?). Esta é apenas uma observação, sem respostas, apenas perguntas e percebemos que muitas vezes a pergunta é ainda mais importante que uma resposta.

Este é mais um texto neste blog, para nos fazer pensar, nada mais. Estamos já de seguida a ler poesia, talvez a suavidade das palavras nos inspire.

 

Peixinhos, por KARINA ALDRIGHIS

 

Peixinho dourado,

Peixinho listrado,

Borbulha no aquário

Blu, blu, blu, blu…

 

Batendo no vidro,

De um lado ao outro,

Ele fica nervoso!

Blu, blu, blu, blu…

 

Nadadeiras em riste,

Cauda empinada,

Nado sincronizado.

Blu, blu, blu, blu…

 

Algas no aquário,

O baú do pirata

A ostra gigante.

Blu, blu, blu, blu…

 

Ele abre e fecha

Sua boca engraçada,

E borbulha hilário!

Blu, blu, blu, blu…

 

Com pedrinhas ao fundo

Multicoloridas

Ele sobe e desce.

Blu, blu, blu, blu…

 

Não cansa de viver

Em um mundo quadrado

De vidro transparente?

Blu, blu, blu, blu…

 

Até agora que eu saiba

Nenhum morreu afogado,

Que fato inusitado!

Blu, blu, blu, blu…

 

NOTA: Do livro “Ninho de Borbuletas” (2018), com tradução para Inglês por Leandro Monteiro

 

Amizade de Verdade, por Marcelo de Oliveira

 

Amizade de Verdade

Tempestade,

Luta, letargia

Aborrecimento todo dia

Quem diria...

Que a amizade sobrepõe a tudo

Tudinho...

 

Fortalece, quando de verdade

Nem sempre a gente sabe tudo

Nunca a gente sabe nada

Mas o que sempre sabemos

É que a amizade de verdade

Fica para sempre.

 

Nota: Instagram de Marcelo de Oliveira: marceloescritor

 

Dois discursos por Greta Thunberg (Suécia - em Inglês com legendas)

UN COP24 - Discurso de Greta Thunberg (com legendas)

https://www.youtube.com/watch?v=EpvuS0EbywI

 

https://www.youtube.com/watch?v=H2QxFM9y0tY

 

 

Ainda, embora sem legendas (dublagem), fica este vídeo para podermos perceber a dimensão das manifestações inspiradas por Greta Thunberg. Sem dúvida, um movimento único e oportuno.

https://www.youtube.com/watch?v=uRgJ-22S_Rs

A Antologia "Natureza 2018-2019" estará disponível no final da próxima semana.

Até breve.

Obrigado ao Júri do Concurso Literário "Natureza 2018-2019"

por talesforlove, em 09.04.19

Agora que nos preparamos para iniciar a produção da Antologia "Natureza 2018-2019" é mais que tempo para agradecer a todos os elementos do júri, sem os quais este projeto não seria o sucesso que é. 

Obrigado Edweine Loureiro, pelo empenho mesmo durante os tempos especiais. 
Obrigado Karina Issa pelo entusiasmo insuperável. 
Obrigado a quem de forma anónima deu o seu trabalho, e conhecimento astronómico, em nome do Observatório Astronómico de Lisboa. 
E obrigado a quem, também de forma anónima, deu o seu contributo, em nome da Universidade de Lisboa. 

Um grande abraço e até breve. 

obrigado ao juri.jpg

 

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