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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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“Dança das Flores” por Silvia F. em Antologia 2019

por talesforlove, em 16.07.20

Hoje partilhamos um poema presente na Antologia 2018-2019:

Dança das Flores

 

Vejo flores ao vento num jardim imenso
Elas dançam enlevadas
por esse som que o vento faz
Roçam-se, abraçam-se,
enroscam-se e beijam-se
E a melodia dos ventos,
as deixam ficar cada vez mais unidas
Bailam, contorcem, acariciam-se
 
Vislumbro outras flores
com seus sonhos e seus momentos
Esses, talvez, fiquem só na imaginação
Só no desejo, só no olhar
Porém existem e quem sabe,
em seu jardim,
até deixassem-se bailar
 
Aí, quando tudo vira calmaria
e o vento silencia
Cada uma retorna ao seu lugar,
e serenas, buscam novas emoções
 
Quem sabe a chuva...
A força da terra...
Ou o toque de um beija flor

 

Aé breve.

A Natureza no Campo Grande - Fotografia

por talesforlove, em 15.06.20

De facto, com a pandemia a natureza conseguiu respirar em Lisboa e uma eventual prova dessa realidade, é o facto de os animais eventualmente procriarem mais esta Primavera. Vejam-se os patos pequenos e os seus pais, logo nesta primeira fotografia!  

campogrande1.jpg

campogrande2.jpg

Já podemos notar algumas pessoas no local e alguma descontração.

Hoje, fica aqui uma música (muito) calma: "Madrigal"

Simonetti A. - Madrigal - Carlos Damas, violin/Jill Lawson, piano

hoje precisamos de um jardim,
que na sua delicadeza,
nos diga, enfim,
"não desistas!", com voz de firmeza...

Até breve.

 

Foto do Zoo de Lisboa (1) e um Poema

por talesforlove, em 16.03.20

No Zoo de Lisboa a 12 de Março 

zoo1 30.jpg

 

Branca Flor

 

Também tenho uma rosa branca para ti.

É a mais bela flor que já vi.

As suas pétalas são doces: come-as...

A sua cor é pura: concorda e observa-as...

 

Pega nela com cuidado e crê.

Cheira-a e deixa-te enlevar,

Pelo clamor de quem primeiro a vê,

Pela resignação de quem se deixa levar.

 

Mas, o caule que lhe dá vida tem espinhos.

E o branco suja-se mais depressa...

E és tentada a com ela beber doces vinhos...

 

Mas, a sua beleza consola-nos, não é?!

E a sua cor de neve é doce e leve,

Ainda que a sua vida seja de estames e breve...

 

Até breve.

O aquecimento global e como o vemos...

por talesforlove, em 27.01.20

Actualmente, a preservação do ambiente está na ordem do dia, por um lado, a poluição e a destruição dos locais naturais onde os animais e plantas selvagens vivem (são os ecossistemas que constituem os habitats dos seres vivos), e por outro lado, o aquecimento global. Este último, tal como inúmeros estudos pretendem demonstrar, desde a década de 70 do século XX, resulta da acumulação de CO2 (dióxido de carbono; 2 átomos de oxigénio – O2 – e um de carbono – C) na atmosfera, devido à ação do homem, quando provoca a poluição da atmosfera, sobretudo pela queima de combustíveis fósseis.

Porque este fenómeno é sobretudo “visível” com a “observação” de um número considerável de anos, existem muitas pessoas que duvidam da sua existência, e mesmo da sua real causa. Por exemplo, a subida das águas do mar são um dos fenómenos mais apontados como prova; portanto, é bom perceber que já é uma realidade... o divertido, fascinante, para os(as) mais curiosos(as), é compreender como se prova este facto; é simples: existem estruturas, à beira mar, como o marégrafo de Cascais, que medem a diferença entre a “altura” das águas na maré cheia e na maré vazia, sendo o ponto médio o ponto “0” (zero) da altitude nos mapas, a partir do qual se mede a altitude das montanhas em terra... Ora, como este marégrafo começou a funcionar em 1882, sabemos que, até hoje, o nível médio do mar subiu cerca de 20 centímetros. A estimativa, até 2100, é que venha a subir mais um metro, aproximadamente.

Fascinante... é também saber que a comparação da temperatura actual é feita relativamente ao seu valor médio entre 1850 e 1880, pois são necessários 30 anos, no mínimo, para calcular valores “atmosféricos” fiáveis e, adicionalmente, são anos anteriores à Revolução Industrial, época em que a máquina a vapor revolucionou a produção fabril e os transportes, e com a sua utilização o consumo de carvão subiu muito, levando à 1ª grande libertação de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, devido à atividade humana!

Não temos fotos originais do marégrafo mas, convidamos a uma visita virtual, fascinante, a partir da página da Câmara Municipal de Cascais:

https://www.cascais.pt/noticia/mareografo-de-cascais-a-medir-mares-desde-1882

Em Portugal, por exemplo, existe ainda outro na Figueira da Foz e, no resto do mundo, existem em inúmeros países.

Nota: para mais informação recomenda-se a leitura do livro “Reportagem Especial Adaptação às Alterações Climáticas em Portugal”, de Bruno Pinto, Penim Loureiro e Quico Nogueira, editado pela primeira vez em Novembro de 2016.

Fica ainda uma fotografia noturna, no Jardim do Museu de História Natural de Lisboa:

noitenojardimdomuseu.jpg

Até breve.

 

 

A nossa canção - O Jardim

por talesforlove, em 11.05.18

A canção de Portugal tem tudo a ver com natureza... Tudo a ver com este blogue.
Boa sorte para nós.

 

 

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