Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Em 1 e 2 de Junho 2019, em 3D

por talesforlove, em 02.06.19

Finalmente Junho, o Dia da Criança e a proximidade renovada do Verão, em Portugal… que saudades.

Este mês apresentamos alguns poemas, um desenho e um primeiro poema em 3D, para ser visto com os óculos próprios. Uma novidade que esperamos que gostem.

 

TERRA FERIDA por Simone Genari (Brasil)

 

A terra ferida, reclama sua vida

Tomaram-lhe o pulso,

Seu ar ficou escuro e seu olhar turvo

Abriram-lhe as chagas, roubaram-lhe a alma

Sufocaram sua voz, secaram sua foz

A terra ferida reclama sua vida

Em seu sonho há geleiras, tundras e cerrados

Se recorda dos lagos e dos verdes prados

Já não caem lhe as lágrimas, já não enxerga a beleza

Seu pranto seco causa-lhe dor e tristeza

A terra ferida, reclama sua vida

A esperança se foi assim como os rios

Só sobraram seus filhos e seus desvarios

No fio da sua vida entre tantos aparatos

Os filhos aguardam, sentindo-se ingratos

Ela suspira em vão, respira por aparelhos

Desfalece no chão, tem seus olhos vermelhos

A terra ferida, reclama sua vida

Ela que jovem, foi cortejada em verso

Só queria em seu sonho permanecer no universo

Febril e com suor escorrendo na testa

Ela se agarra aos minutos que o destino lhe empresta

Sequer teve tempo de deixar testamento

Sua morte lenta é um suave lamento

A terra ferida , já não tem mais vida

Seus filhos tardios lhe pedem o perdão

Lamentam sua existência ter sido em vão.

 

poema3D.jpg

poemaEsvoacarComNome.jpg

 

Até breve.

Tentativa de Crítica sobre o filme “O que de verdade importa” (27 e 28 de Outubro 2018)

por talesforlove, em 28.10.18

O filme “O que de verdade importa”, realizado por Paco Arango, tem como personagem central Alec (Oliver Jackson-Cohen) o qual possui um negócio de reparação de equipamentos elétricos e leva uma vida desregrada. Além de jogar a dinheiro continuamente, pese embora perca quase sempre, dorme com todas as mulheres que pode, não obstante tal realidade não preencher o vazio que sente no seu coração. Evidentemente, o seu negócio, com a marca “O Curandeiro”, ressente-se e está à beira da falência; facto evidente quando o seu único empregado recebe a visita do senhorio que o ameaça de despejo. É neste contexto que surge o seu tio, oferecendo-lhe a “salvação”: paga-lhe todas as dívidas se ele se deslocar de Inglaterra, onde vive, para Nova Escócia (Canadá).

Não, o objetivo desta tentativa de crítica cinematográfica não é contar toda a história do filme, por este motivo, paro por aqui esta descrição, a qual considero ser já suficiente para enquadrar o leitor neste universo muito particular.

A primeira imagem que me vem à cabeça quando me recordo deste filme, é a luz refletida nas águas de um lago, uma cena que nos transporta para um mundo de paz, serenidade, no qual, tal como na publicidade desta película, tudo é 100 % positivo. Tanto mais que a câmara se vai gradualmente afastando dessa luz cintilante, como um conjunto de pontos nas pequenas ondulações, a fazer lembrar as estrelas no azul celeste, das quais nos afastamos, ao encontro do verde das encostas montanhosas. Numa mesma panorâmica, o verde esperança e a oportunidade cósmica com o calor atómico feito escuro. Aquele dia de sol empresta-nos a calma que merecemos. Aliás, durante os 120 minutos durante os quais esta história se desenrola somos confrontados com estes pontos de vista, contrapondo alguma tensão emergente em dado momento, com a sensibilidade pictórica que nos abraça; torna mais leve o drama que por vezes parece dominar.

Alec, talvez o herói deste filme, é confrontado consigo próprio e são os outros e não ele próprio que o levam a aceitar-se tal qual é: não apenas um “curandeiro” da eletricidade mas também, e principalmente, um curandeiro da saúde de quem o rodeia, ou mais ainda, alguém capaz de reparar a vida dos outros, que afinal já o esperavam antes mesmo de ele chegar… Ele nunca aceitaria tal tarefa, a qual considera estar muito além de tudo o que considera razoável ser possível, ficando pois em plena crise de identidade quando em choque frontal com essa realidade. Tal como Alec, que se perdeu devido à morte do seu irmão, todos podemos reparar as nossas vidas quando também temos as mãos certas estendidas na nossa direção.

Em determinados momentos da vida, somos todos confrontados com estas duas visões sobre a nossa identidade: o nosso ponto de vista sobre nós próprios e o ponto de vista dos outros, quando nos veem, ou julgam ver… e como é de positividade que aqui se fala, quero dizer que queremos sempre em nós negar alguma capacidade que efetivamente temos. Não a conseguimos reconhecer. Por exemplo, apenas uma mínima parcela das pessoas que vão ler este texto é médico(a) mas todos podemos ajudar na luta contra o cancro, com um pequeno donativo para o IPO (Instituto Português de Oncologia), bastando assistir a este filme no cinema, uma ou mais vezes, em Portugal.

No final da película o propósito MAIOR desta história é revelado a todos: apelar à solidariedade. Não admira que o “tema cancro” surja nesta história, encarnado na personagem Abigail (Kaitlyn Bernard), a par e passo com o sofrimento das outras pessoas que julgam nada poder fazer para lutar contra a doença. Afinal, neste contexto, como noutros, todos nós podemos fazer algo de positivo, por pequeno que possa parecer o nosso contributo. É de facto uma excelente iniciativa, uma bela oportunidade para fazermos algo de bom.

100 % solidário é também o comovente sucesso, visível em cada sala de cinema que se apresenta sempre composta. Os cenários, a trama, as interpretações, na minha modesta opinião, são muito boas, sem que seja óbvia alguma pretensão de obter um OSCAR. Parece-me que, para esta equipa de realização, o maior prémio é ser ela própria o agente de cura nas vidas de muitos de nós. E consegue, pois que com a simplicidade despretensiosa com que o drama se interliga com a comédia, somos levados a refletir e a concordar com o que Margarida Rebelo Pinto defende: “é na arte da simplificação que reside 80 % da felicidade”. Quando acaba este filme sentimo-nos felizes.

 

 

A cinza...

por talesforlove, em 31.08.18

riocinza1.jpg

Um ano após os incêndios, ainda a cinza nas águas dos rios, após descer as encostas das montanhas, com a ajuda das chuvas.

Professor Marcelo Rebelo de Sousa - Momento de Amor - Incêncios de Portugal

por talesforlove, em 22.10.17

marcelo.jpg

 

Vamos todos ajudar.

 

Save

Um filme a ver: Indice Médio de Felicidade (Portugal Agosto 2017)

por talesforlove, em 11.09.17

Podem ver o trailer aqui:

 

Na minha opinião, este filme aborda de forma agradável o tema delicado da crise financeira global que tem afetado Portugal nos anos recentes. É bom verificar como os amigos e família podem ajudar os protagonistas desta história a centrarem a sua via no essencial e a (re)construírem a sua vivência com base em sentimentos que podemos identificar como "de felicidade".
Sim, é um filme bonito que ajuda a encontrar horizontes renovados para o presente (e para o futuro). A imagem "final" do trailer, uma longa ponte, ajuda-nos neste sentido... Que bom!

 

Boas leituras.

Save

MINHA ILHA por Shmavon Azatyan - Arménia

por talesforlove, em 04.04.16

MINHA ILHA

 

Tu és a minha ilha celestial

para a qual eu nado

para me aportar

longe da maledicência de todo o mundo.

 

O mar é frio,

o dia é sombrio,

eu estou dormente –

os meus sentimentos tornam-se frígidos.

Todavia tu

tens o poder no meu coração.

 

Eu esforço-me até ti:

o dia de outono encurta

além das águas altas –

a vida esvanece-se,

e o salto do

brilho da venda dos olhos

desperta a minha antecipação.

 

E então a predisposição

que eu divinizo

nos teus gestos

perde a sua superioridade.

 

Quando chega o tempo

em que nós finalmente podemos falar

a ilha já desapareceu.

 

Entre tu e eu

o mar espraia-se sobrecarregado com céus sombrios;

apenas a topografia anónima

que nós ambos nos preocupámos em observar

é o que nos pode levar

para junto um do outro.

 

Nota: poema vencedor do concurso "Nature 2015", original em Inglês "MY ISLAND"

 

 

Para a capa da Antologia!

por talesforlove, em 15.12.15

capa.jpg

 

meta

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D