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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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Filmes, Poesia e Evento Literário na Amadora em meados de Setembro

por talesforlove, em 13.09.19
De 13 a 15 de Setembro de 2019, pelos 40 anos da Cidade da Amadora (Área Metropolitana de Lisboa), decorre a IV Festa do Livro da Amadora 2019, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, com entrada livre, das 10h00 às 23h00.
 
A Amadora tem uma forte ligação à cultura, não apenas literariamente mas sobretudo quando olhamos para a sua história, sempre próxima das artes visuais e da música. No que diz respeito às artes visuais, destaca-se o Festival Internacional da Banda Desenhada e as pinturas nas fachadas dos edifícios, veja-se o trabalho dos instagrammers @ana_gil_, @eyes.of.rita, @filipesj, @ritacordeiro, @voodoolx, @fesvicente e @silviabernardino. Transpira uma certa arte urbana, feita por artistas urbanos e ainda um olhar nostálgico, sobretudo respeitoso, dirigido a figuras do passado, como Fernando Pessoa e Amália Rodrigues.
 
Veja-se este link:
https://amadoraemfesta.pt/
 
Continuamos, entretanto, com a poesia de Rosemary B. (Brasil), com o poema:
 
CONTROLE
 
 
Como poderei ser uma árvore frondosa,
Se não reconheço minhas raízes?
Se não me identifico,
Com os primórdios da evolução,
Ou da criação?
Somos nação?
Salvem suas almas!
Perdemos o controle.
Ultrapassamos o tolerável,
E as mentes estão em combustão.
Onde demônios brincam de roda,
Com sedutoras dúvidas em forma de canção.
Fazem chacota com a história,
E enquanto engessam a geração.
Optam pela agonia do passado deplorável,
Lugar incômodo, mas reconhecido.
Acham melhor retroceder.
Os jovens estão divididos,
Entre os rumos variados do poder;
Delirando em imensuráveis sonhos.
Fechem seus olhos,
E entoem um louvor aos injustiçados mortos,
Uma música de ninar aos vivos cegos,
Ou a todos, uma simples e redentora oração.
Somos os novos camaleões,
Na camuflagem salvífica contra irreconhecíveis e sorridentes predadores,
Com dentes pontiagudos, clarificados a lazer.
Estamos caindo, alienados,
Aplaudindo na plateia deste circo de horrores.
Engolindo embalagens plásticas,
De coisas mortas,
De coisas prontas.
O quê estará por trás da porta,
Daquilo que somos induzidos a gostar?
Vamos compartilhar!
É legal, e o mal está na moda!
E a bola azul ainda flutua no vácuo,
Abafado e extremamente quente,
Suspensa pela mão invisível,
Para os que creem e os que também não.
Somos crianças numa imensa creche,
Mal educadas,
Deseducadas,
Nunca educadas,
Que por necessidade ou não,
Roubam o lanche do irmão.
A fome não é minha...
Só creio no que sai na mídia!
Os fatos não me importam,
A moda, as marcas e o controle absoluto sim.
São os objetivos da sociedade que evolui amorfa,
Adornando a própria sepultura,
Dos que se tornam estéreis,
Sem compaixão, sem “Rios Doces”, nem cultura.
Abaixo as singularidades!
Os ignorantes se cansam muito fácil.
O raciocínio exige demasiado esforço.
Deleguem nossas vidas à manipulação televisiva ou a qualquer outro.
Se tudo explodir, talvez seja melhor,
Não teremos  que acordar cedo e ir trabalhar.
O que queremos são cinco segundos de fama,
Contudo, o tempo é escasso para tantos subterfúgios,
Encapsulados e sem sinapses,
Dos que não suportam, temem ou não querem se responsabilizar,
Pelo direito supremo do livre pensar.
 
 
Trata-se de um poema que mostra uma ligação profunda entre a realidade social e a ambiental.
Afinal, como garantir a continuidade de um consumo socialmente justificado, se não existir um
conhecimento técnico e social que permita a sua continuidade? Haverá forma sequer de o repensar,
sem criar feridas nas vidas humanas? Continuar a pensar e a viver, com o pano de fundo da degradação climática,
eis aquela que parece ser a realidade a ter em conta.
 
Para finalizar, apresenta-se um Trailer oficial do filme La La Land, a anunciar, para breve, um olhar mais profundo:
https://www.youtube.com/watch?v=lu4RHvouJH8

 

 
 
E ainda o filme sobre António Variações:
https://www.youtube.com/watch?v=0acffB_G9gY

 

 
Obrigado.
Até breve.
 

1 de Setembro 2019 – Parte 1 – A Amazónia em Chamas

por talesforlove, em 31.08.19

Por estes dias os inúmeros fogos na Amazónia têm sido notícia e suscitaram inúmeras questões relacionadas com o ambiente, a gestão e também relacionadas com as pessoas que nela vivem e querem continuar a viver. Estamos perante um desafio que ultrapassa uma dimensão puramente biológica e ligada a conservação de um determinado ecossistema. Em certa medida, faz lembrar a proteção que em Portugal é dedicada aos sobreiros uma espécie protegida porque, é proibido cortar a árvore, em princípio, e isto pode ser visto como uma ingerência no direito de propriedade e gestão que um proprietário terá sobre um seu terreno. O interessante não é tanto esta vertente da realidade, pois percebe-se a proibição pela importância da árvore, mas sim a possibilidade que o proprietário tem de retirar rendimento desta árvore, através da cortiça. Olhando para a Amazónia podemos ver este desafio com os mesmos olhos e chegar à mesma conclusão: mesmo quem tem interesse económico na desflorestação/desmatação da Floresta Amazónica quando perceber que também pode subsistir, retirar sustento de uma Floresta totalmente conservada e viver com um nível de vida igual ou superior, vai querer essa mesma conservação. No que diz respeito à conservação da Floresta Amazónica, se o problema da sua destruição pode ser global, ainda que os potenciais principais prejudicados sejam os países em que ela existe, ou poderá deixar de existir, parece fazer sentido um apoio global para a sua conservação.

 

Apresentamos o poema vencedor da Antologia “Natureza 2018-2019”:

 

 

“Vida ao vento” por Bárbara Rocha de Brasil

 

 

Ao barulho do vento

       olho à janela

              no mesmo momento

                  em que uma folha cai

 

                                     E a folha vai

                                           voando ao vento

                                                     no mesmo momento

                                                em que uma outra nasce

 

                                                       E o vento vai

                                                  e a folha vem

                                    no mesmo momento

                             em que uma vida nova se tem

 

                                      E a folha vai

                                          voando ao vento

                                               e as volúpias da vida

                                                            já vivida vão

 

                                                                         E voltam e vão

                                                                             voando ao vento

                                                                     no mesmo momento

                                                        em que os versos se vão

 

                                             E a vida é assim

                                  como folhas ao vento

                          que a todo momento

                   se vão e em si vêm

 

                        E a vida é o vento

                            que a todo momento

                                         leva um ser

                                        para outro nascer

 

ARa1 Pt.jpg

 

Até breve.

Termina hoje a Feira do Livro de Lisboa 2019

por talesforlove, em 16.06.19

FeiraFoto3.jpg

Termina hoje a Feira do Livro fica a clara noção que está ainda melhor que antes.

Até breve.

Dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas

por talesforlove, em 10.06.19

Um soneto de Luís Vaz de Camões

 

Alegres campos, verdes arvoredos,
claras e frescas águas de cristal,
que em vós os debuxais ao natural
discorrendo da altura dos rochedos;

silvestres montes, ásperos penedos,
compostos em concerto desigual,
sabei que, sem licença de meu mal,
já não podeis fazer meus olhos ledos.

E pois me já não vedes como vistes,
não me alegrem verduras deleitosas
nem águas que correndo alegres vêm.

Semearei em vós lembranças tristes,
regando-vos com lágrimas saudosas,
e nascerão saudades de meu bem.
 
Uma fotografia de mangerico em plena Feira do Livro de Lisboa:
 

mangericofeira2019.jpg

Até breve.

Uma Fotografia da Feira do Livro de Lisboa 2019

por talesforlove, em 09.06.19

FeiraFoto1.jpg

Até breve.

13 de Março de 2019

por talesforlove, em 13.03.19

Caros Amigos e Autores,

 

Hoje pensamos um pouco sobre moda e ambiente, depois lemos um poema por Rui M. e finalmente, homenageamos Avicii (Tim Bergling), o DJ Sueco que partiu prematuramente a 20 de Abril de 2018.

 

O ambiente e a moda:

 

O conceito de “armário capsula”, já conhecido por tantas pessoas pode ser algo muito amigo do ambiente. Trata-se de ter um número limitado de peças de roupa que combinam perfeitamente umas com as outras e, portanto, significa ter menos roupa e utilizar mais a que temos.

Assim, se a nossa procura por roupa diminui a produção de roupa, eventualmente, também diminuirá, idealmente na mesma proporção, o que significa um estímulo a uma menor utilização dos recursos naturais.

Não defendo que a nossa vida se torne um suplício, no que diz respeito a vestir algo que gostamos, não o fazendo porque queremos ser mais “verdes”.

Fica apenas um “lembrete” relativamente a esta ideia, que até podemos tentar aplicar em parte. Porque não?

 

“Rosa Azul” por Rui M.

 

I

 

Doce é o vento do teu céu,

Que cai suavemente sobre os vales profundos

E os verdes que neles habitam,

Recobrindo os seus monstros, que neles vivem,

Quando liberto a minha imaginação, pura,

Sem a alegria da novidade, porque,

Tudo em ti me aprisiona com a tua força,

Feita de encantamento, como numa história

Das mil e uma noites e de uma esplanada

Na noite de faculdade.

 

De sonho é esse vento que me abraça,

Que beija as tuas faces e as de todos,

Que vem e tudo preenche,

Tal como quando uma criança adormece,

Embalada com a correria da tarde e já

Não sente o corpo; e seja o prolongamento

Do ambiente que a envolve e lhe garante tudo:

O futuro e ela são, então, suportados pela natureza.

A mãe de todas as cores e também tua mãe,

Que és azul como nunca uma rosa foi.

 

II

 

Não fosse o ser humano parte da natureza,

e tu não serias natural…

Fosse o mar sempre verde esmeralda ou escuro,

e tu não serias da cor dos oceanos…

Fosse eu imensamente desatento,

e tu não me surpreenderias tanto…

Sou atento, já não me julgava capaz de sentir surpresa.

Não fosse este mundo às vezes tão injusto…

Não te seria eu tão grato, por existires.

Não há espinho em ti que não seja meu,

porque o sangue que foge dos meus dedos

é a liberdade de te acariciar tal como és,

quem ama, ama plenitude,

não há dor que suplante o amor.

Estou certo, não sei porquê,

que terias sempre de existir,

para que o universo fosse pleno

e o azul do cosmos que cintila,

nos anéis de gelo e pó de Saturno,

decidiu repousar, em ti,

Vénus século XXI, que o seduziste,

até um só serem.

Como o arco e a mão de criança,

que brinca, brinca, brinca.

 

rosaok3.gif

 

Por Avicii.

Este vídeo, além de ser muito apelativo, mostra-nos muito verde e inspira-nos a seguir sempre em frente.

Avicii - Wake Me Up (Official Video)

 

 

Podemos encontrar o vídeo e gostar em:

https://www.youtube.com/watch?v=IcrbM1l_BoI

 

Até breve.

Poemas Vencedores - Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 28.02.19

Finalmente, anunciamos os vencedores da Categoria Poesia, para a Edição 2018-2019 do Concurso Natureza.

Poesia:
“Vida ao vento” Bárbara Rocha de Brasil - 1º Lugar
“Submarino” por Renato TouzPin de Brasil - 2º Lugar
“Chuva” por Maria Catarina Canas de Portugal - 3º Lugar
 
 
Menções honrosas:
 
“CHAYA” por Anna de Freitas de Portugal
“Preservação da vida” por Cristina Cacossi de Brasil
“O Cosmonauta e o Poeta” por Paulo Caldeira de Brasil
“Dança das Flores” por Silvia Ferrante de Brasil

 

Parabéns a todos os vencedores e vencedoras.

O Concurso Natureza tem feito um percurso de reconhecimento dos autores e autoras que acreditam nesta aventura literária e sobretudo acreditam num mundo diferente, em que o ambiente e a sua preservação, por ser central para o nosso bem estar, tem um papel central nas nossas vidas, enquanto comunidade global. 

Muitos trabalhos serão aqui divulgados, ainda que não premiados com primeiros lugares, assim os(asautores(as) assim o autorizem. 
Até breve e boa escrita.

 

Lisboa 2018

por talesforlove, em 09.12.18

lisboa2018.gif

 

Tentativa de Crítica sobre o filme “O que de verdade importa” (27 e 28 de Outubro 2018)

por talesforlove, em 28.10.18

O filme “O que de verdade importa”, realizado por Paco Arango, tem como personagem central Alec (Oliver Jackson-Cohen) o qual possui um negócio de reparação de equipamentos elétricos e leva uma vida desregrada. Além de jogar a dinheiro continuamente, pese embora perca quase sempre, dorme com todas as mulheres que pode, não obstante tal realidade não preencher o vazio que sente no seu coração. Evidentemente, o seu negócio, com a marca “O Curandeiro”, ressente-se e está à beira da falência; facto evidente quando o seu único empregado recebe a visita do senhorio que o ameaça de despejo. É neste contexto que surge o seu tio, oferecendo-lhe a “salvação”: paga-lhe todas as dívidas se ele se deslocar de Inglaterra, onde vive, para Nova Escócia (Canadá).

Não, o objetivo desta tentativa de crítica cinematográfica não é contar toda a história do filme, por este motivo, paro por aqui esta descrição, a qual considero ser já suficiente para enquadrar o leitor neste universo muito particular.

A primeira imagem que me vem à cabeça quando me recordo deste filme, é a luz refletida nas águas de um lago, uma cena que nos transporta para um mundo de paz, serenidade, no qual, tal como na publicidade desta película, tudo é 100 % positivo. Tanto mais que a câmara se vai gradualmente afastando dessa luz cintilante, como um conjunto de pontos nas pequenas ondulações, a fazer lembrar as estrelas no azul celeste, das quais nos afastamos, ao encontro do verde das encostas montanhosas. Numa mesma panorâmica, o verde esperança e a oportunidade cósmica com o calor atómico feito escuro. Aquele dia de sol empresta-nos a calma que merecemos. Aliás, durante os 120 minutos durante os quais esta história se desenrola somos confrontados com estes pontos de vista, contrapondo alguma tensão emergente em dado momento, com a sensibilidade pictórica que nos abraça; torna mais leve o drama que por vezes parece dominar.

Alec, talvez o herói deste filme, é confrontado consigo próprio e são os outros e não ele próprio que o levam a aceitar-se tal qual é: não apenas um “curandeiro” da eletricidade mas também, e principalmente, um curandeiro da saúde de quem o rodeia, ou mais ainda, alguém capaz de reparar a vida dos outros, que afinal já o esperavam antes mesmo de ele chegar… Ele nunca aceitaria tal tarefa, a qual considera estar muito além de tudo o que considera razoável ser possível, ficando pois em plena crise de identidade quando em choque frontal com essa realidade. Tal como Alec, que se perdeu devido à morte do seu irmão, todos podemos reparar as nossas vidas quando também temos as mãos certas estendidas na nossa direção.

Em determinados momentos da vida, somos todos confrontados com estas duas visões sobre a nossa identidade: o nosso ponto de vista sobre nós próprios e o ponto de vista dos outros, quando nos veem, ou julgam ver… e como é de positividade que aqui se fala, quero dizer que queremos sempre em nós negar alguma capacidade que efetivamente temos. Não a conseguimos reconhecer. Por exemplo, apenas uma mínima parcela das pessoas que vão ler este texto é médico(a) mas todos podemos ajudar na luta contra o cancro, com um pequeno donativo para o IPO (Instituto Português de Oncologia), bastando assistir a este filme no cinema, uma ou mais vezes, em Portugal.

No final da película o propósito MAIOR desta história é revelado a todos: apelar à solidariedade. Não admira que o “tema cancro” surja nesta história, encarnado na personagem Abigail (Kaitlyn Bernard), a par e passo com o sofrimento das outras pessoas que julgam nada poder fazer para lutar contra a doença. Afinal, neste contexto, como noutros, todos nós podemos fazer algo de positivo, por pequeno que possa parecer o nosso contributo. É de facto uma excelente iniciativa, uma bela oportunidade para fazermos algo de bom.

100 % solidário é também o comovente sucesso, visível em cada sala de cinema que se apresenta sempre composta. Os cenários, a trama, as interpretações, na minha modesta opinião, são muito boas, sem que seja óbvia alguma pretensão de obter um OSCAR. Parece-me que, para esta equipa de realização, o maior prémio é ser ela própria o agente de cura nas vidas de muitos de nós. E consegue, pois que com a simplicidade despretensiosa com que o drama se interliga com a comédia, somos levados a refletir e a concordar com o que Margarida Rebelo Pinto defende: “é na arte da simplificação que reside 80 % da felicidade”. Quando acaba este filme sentimo-nos felizes.

 

 

A cinza...

por talesforlove, em 31.08.18

riocinza1.jpg

Um ano após os incêndios, ainda a cinza nas águas dos rios, após descer as encostas das montanhas, com a ajuda das chuvas.

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