Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)
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Este mês a poesia e a natureza são o foco reforçado do blog, porque, por um lado temos duas referências de natureza, a Lisboa Capital Europeia Verde 2020 e alguns parques naturais menos conhecidos, e, por outro, temos a poesia "habitual".
O Parque Grená existe no vulcão das Furnas e recentemente foi feita esta partilha no "Blog da Patrícia". A fotografia do caminho entre as árvores, com "fatias" de madeira a auxiliar o percurso de quem por ali quiser ir, é realmente de enorme beleza. O verde das folhas é-nos mostrado de uma forma em que apenas podemos ficar encantados.
Igualmente, merece atenção o facto de Lisboa ser considerada a Capital Europeia Verde 2020. Não é tanto o prémio mas o facto de deste levar a que em Lisboa se plante um número elevado de árvores durante 2020. Ficam algumas páginas relevantes:
A poesia de Karina A. que nos chega do Brasil, com toda a sua força e a recordar que há flores, há espinhos e há sonhos e de todos "bebemos" encantamento poético. Como se do verde nada mais surgisse que não merecesse o nosso amor incondicional. Todavia, a natureza não se curva perante a espécie humana, ambas são um só, em que o respeito mútuo deve ser uma realidade.
Actualmente, a preservação do ambiente está na ordem do dia, por um lado, a poluição e a destruição dos locais naturais onde os animais e plantas selvagens vivem (são os ecossistemas que constituem os habitats dos seres vivos), e por outro lado, o aquecimento global. Este último, tal como inúmeros estudos pretendem demonstrar, desde a década de 70 do século XX, resulta da acumulação de CO2 (dióxido de carbono; 2 átomos de oxigénio – O2 – e um de carbono – C) na atmosfera, devido à ação do homem, quando provoca a poluição da atmosfera, sobretudo pela queima de combustíveis fósseis.
Porque este fenómeno é sobretudo “visível” com a “observação” de um número considerável de anos, existem muitas pessoas que duvidam da sua existência, e mesmo da sua real causa. Por exemplo, a subida das águas do mar são um dos fenómenos mais apontados como prova; portanto, é bom perceber que já é uma realidade... o divertido, fascinante, para os(as) mais curiosos(as), é compreender como se prova este facto; é simples: existem estruturas, à beira mar, como o marégrafo de Cascais, que medem a diferença entre a “altura” das águas na maré cheia e na maré vazia, sendo o ponto médio o ponto “0” (zero) da altitude nos mapas, a partir do qual se mede a altitude das montanhas em terra... Ora, como este marégrafo começou a funcionar em 1882, sabemos que, até hoje, o nível médio do mar subiu cerca de 20 centímetros. A estimativa, até 2100, é que venha a subir mais um metro, aproximadamente.
Fascinante... é também saber que a comparação da temperatura actual é feita relativamente ao seu valor médio entre 1850 e 1880, pois são necessários 30 anos, no mínimo, para calcular valores “atmosféricos” fiáveis e, adicionalmente, são anos anteriores à Revolução Industrial, época em que a máquina a vapor revolucionou a produção fabril e os transportes, e com a sua utilização o consumo de carvão subiu muito, levando à 1ª grande libertação de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, devido à atividade humana!
Não temos fotos originais do marégrafo mas, convidamos a uma visita virtual, fascinante, a partir da página da Câmara Municipal de Cascais:
Em Portugal, por exemplo, existe ainda outro na Figueira da Foz e, no resto do mundo, existem em inúmeros países.
Nota: para mais informação recomenda-se a leitura do livro “Reportagem Especial Adaptação às Alterações Climáticas em Portugal”, de Bruno Pinto, Penim Loureiro e Quico Nogueira, editado pela primeira vez em Novembro de 2016.
Fica ainda uma fotografia noturna, no Jardim do Museu de História Natural de Lisboa:
De 13 a 15 de Setembro de 2019, pelos 40 anos da Cidade da Amadora (Área Metropolitana de Lisboa), decorre a IV Festa do Livro da Amadora 2019, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, com entrada livre, das 10h00 às 23h00.
A Amadora tem uma forte ligação à cultura, não apenas literariamente mas sobretudo quando olhamos para a sua história, sempre próxima das artes visuais e da música. No que diz respeito às artes visuais, destaca-se o Festival Internacional da Banda Desenhada e as pinturas nas fachadas dos edifícios, veja-se o trabalho dos instagrammers @ana_gil_, @eyes.of.rita, @filipesj, @ritacordeiro, @voodoolx, @fesvicente e @silviabernardino. Transpira uma certa arte urbana, feita por artistas urbanos e ainda um olhar nostálgico, sobretudo respeitoso, dirigido a figuras do passado, como Fernando Pessoa e Amália Rodrigues.
Veja-se este link:
https://amadoraemfesta.pt/
Continuamos, entretanto, com a poesia de Rosemary B. (Brasil), com o poema:
CONTROLE
Como poderei ser uma árvore frondosa,
Se não reconheço minhas raízes?
Se não me identifico,
Com os primórdios da evolução,
Ou da criação?
Somos nação?
Salvem suas almas!
Perdemos o controle.
Ultrapassamos o tolerável,
E as mentes estão em combustão.
Onde demônios brincam de roda,
Com sedutoras dúvidas em forma de canção.
Fazem chacota com a história,
E enquanto engessam a geração.
Optam pela agonia do passado deplorável,
Lugar incômodo, mas reconhecido.
Acham melhor retroceder.
Os jovens estão divididos,
Entre os rumos variados do poder;
Delirando em imensuráveis sonhos.
Fechem seus olhos,
E entoem um louvor aos injustiçados mortos,
Uma música de ninar aos vivos cegos,
Ou a todos, uma simples e redentora oração.
Somos os novos camaleões,
Na camuflagem salvífica contra irreconhecíveis e sorridentes predadores,
Com dentes pontiagudos, clarificados a lazer.
Estamos caindo, alienados,
Aplaudindo na plateia deste circo de horrores.
Engolindo embalagens plásticas,
De coisas mortas,
De coisas prontas.
O quê estará por trás da porta,
Daquilo que somos induzidos a gostar?
Vamos compartilhar!
É legal, e o mal está na moda!
E a bola azul ainda flutua no vácuo,
Abafado e extremamente quente,
Suspensa pela mão invisível,
Para os que creem e os que também não.
Somos crianças numa imensa creche,
Mal educadas,
Deseducadas,
Nunca educadas,
Que por necessidade ou não,
Roubam o lanche do irmão.
A fome não é minha...
Só creio no que sai na mídia!
Os fatos não me importam,
A moda, as marcas e o controle absoluto sim.
São os objetivos da sociedade que evolui amorfa,
Adornando a própria sepultura,
Dos que se tornam estéreis,
Sem compaixão, sem “Rios Doces”, nem cultura.
Abaixo as singularidades!
Os ignorantes se cansam muito fácil.
O raciocínio exige demasiado esforço.
Deleguem nossas vidas à manipulação televisiva ou a qualquer outro.
Se tudo explodir, talvez seja melhor,
Não teremos que acordar cedo e ir trabalhar.
O que queremos são cinco segundos de fama,
Contudo, o tempo é escasso para tantos subterfúgios,
Encapsulados e sem sinapses,
Dos que não suportam, temem ou não querem se responsabilizar,
Pelo direito supremo do livre pensar.
Trata-se de um poema que mostra uma ligação profunda entre a realidade social e a ambiental.
Afinal, como garantir a continuidade de um consumo socialmente justificado, se não existir um
conhecimento técnico e social que permita a sua continuidade? Haverá forma sequer de o repensar,
sem criar feridas nas vidas humanas? Continuar a pensar e a viver, com o pano de fundo da degradação climática,
eis aquela que parece ser a realidade a ter em conta.
Para finalizar, apresenta-se um Trailer oficial do filme La La Land, a anunciar, para breve, um olhar mais profundo:
Por estes dias os inúmeros fogos na Amazónia têm sido notícia e suscitaram inúmeras questões relacionadas com o ambiente, a gestão e também relacionadas com as pessoas que nela vivem e querem continuar a viver. Estamos perante um desafio que ultrapassa uma dimensão puramente biológica e ligada a conservação de um determinado ecossistema. Em certa medida, faz lembrar a proteção que em Portugal é dedicada aos sobreiros uma espécie protegida porque, é proibido cortar a árvore, em princípio, e isto pode ser visto como uma ingerência no direito de propriedade e gestão que um proprietário terá sobre um seu terreno. O interessante não é tanto esta vertente da realidade, pois percebe-se a proibição pela importância da árvore, mas sim a possibilidade que o proprietário tem de retirar rendimento desta árvore, através da cortiça. Olhando para a Amazónia podemos ver este desafio com os mesmos olhos e chegar à mesma conclusão: mesmo quem tem interesse económico na desflorestação/desmatação da Floresta Amazónica quando perceber que também pode subsistir, retirar sustento de uma Floresta totalmente conservada e viver com um nível de vida igual ou superior, vai querer essa mesma conservação. No que diz respeito à conservação da Floresta Amazónica, se o problema da sua destruição pode ser global, ainda que os potenciais principais prejudicados sejam os países em que ela existe, ou poderá deixar de existir, parece fazer sentido um apoio global para a sua conservação.
Apresentamos o poema vencedor da Antologia “Natureza 2018-2019”: