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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Um dia mais

por talesforlove, em 10.09.20

Este é um dia das nossas vidas marcado pela esperança de superar uma pandemia que nos deixa coartados nas nossas liberdades e nos faz entender até que ponto dependemos uns dos outros e nos comportamos de forma cívica e responsável.

Mais um dia em que as pessoas de idade mais avançada, esses livros sem palavras escritas mas com muito conteúdo, estão dependentes daqueles e daquelas a quem deram a vida.
E é também aquele dia em que Leonardo DiCaprio é notícia por defender a criação de um fundo para apoiar a Floresta Amazónica, as suas árvores, os seus animais, todos os seus seres vivos, e ainda os que os protegem, ou seja, também os Povos indígenas locais.

Não deixam de ser sempre pertinentes as palavras do Sr António Guterres (ONU) que apela ao combate ao Covid-19 e às alterações climáticas… Vejam-se os seguintes links:

 

Os fogos em Portugal, os fogos e os céus tingidos de vermelho na Califórnia e em geral as tragédias ambientais pelo mundo, tanto o sublinham.

https://www.publico.pt/2019/06/13/p3/noticia/antonio-guterres-capa-time-salvar-planeta-batalha-vidas-1876318

https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/guterres-quer-recuperacao-da-crise-com-combate-a-alteracoes-climaticas

 

E este ano, a Feira do Livro de Lisboa, continua a dar um ar da sua graça ou melhor, vários ares das suas graças; pessoas precavidas, saber e sonhos empacotados em livros, e mais olhares que sorrisos, menos papel publicitário e mais ambiente, mais um passo em frente. Afinal, a Feira é uma sobrevivente, nasceu no pós-gripe Espanhola… e talvez por isso a sua vida ao livre nos cative tanto, por agora. “Recheia-nos” com dias melhores, os de agora e os do futuro, esse sempre desconhecido, sempre além da esquina, por muito volúvel e insegura que ela seja.

E mesmo aquele momento, em que aqui vos testemunho ter visto um escritor conhecido amparado por familiares, ali mesmo a tentar visitar aquela Feira, a sua Feira, é algo que agora me faz sentir feliz, pelo simbolismo que tem, ainda que recheado de aparente fragilidade.

Fica, portanto, uma canção para todos e todas que me elevam e a todos e todas quantos alimentam este blog, feito de literatura e natureza.

Muito obrigado e um Abraço.

Até breve.

 

https://www.youtube.com/watch?v=GRm2IdD7d5Y

Westlife - You Raise Me Up (Live At Croke Park Stadium)

 

Letra e Tradução

 

You Raise Me Up

 

When I am down and, oh my soul, so weary;

When troubles come and my heart burdened be;

Then, I am still and wait here in the silence,

Until you come and sit awhile with me.

 

You raise me up, so I can stand on mountains;

You raise me up, to walk on stormy seas;

I am strong, when I am on your shoulders;

You raise me up... To more than I can be.

 

You raise me up, so I can stand on mountains;

You raise me up, to walk on stormy seas;

I am strong, when I am on your shoulders;

You raise me up... To more than I can be.

 

[There is no life - no life without its hunger;

Each restless heart beats so imperfectly;

But when you come and I am filled with wonder,

Sometimes, I think I glimpse eternity.]

 

You raise me up, so I can stand on mountains;

You raise me up, to walk on stormy seas;

I am strong, when I am on your shoulders;

You raise me up... To more than I can be.

 

You raise me up, so I can stand on mountains;

You raise me up, to walk on stormy seas;

I am strong, when I am on your shoulders;

You raise me up... To more than I can be.

 

Tradução livre para Português, por Rui M.

 

Tu me elevas

 

Quando estou deprimido e cansado, até às profundezas da minh'alma,

Quando os problemas ensombram o meu coração,

Então eu espero aqui em silêncio

Até que tu vens e te sentas, por instantes, junto a mim.

 

Tu me elevas, para que eu possa suportar as montanhas;

Tu me elevas, para eu andar sobre mares tempestuosos;

Eu sou forte, quando estou sobre os teus ombros;

Tu me elevas... A algo maior do que eu algumas vez poderia ser.

 

Tu me elevas, para que eu possa suportar as montanhas;

Tu me elevas, para eu andar sobre mares tempestuosos;

Eu sou forte, quando estou sobre os teus ombros;

Tu me elevas... A algo maior do que eu algumas vez poderia ser.

 

[Não existe vida alguma - nenhuma vida sem fome;

Cada coração irrequieto bate na sua imperfeição bate;

Mas quando tu vens e eu me sinto maravilhado,

Por vezes, acredito vislumbrar a eternidade.]

 

Tu me elevas, para que eu possa suportar as montanhas;

Tu me elevas, para eu andar sobre mares tempestuosos;

Eu sou forte, quando estou sobre os teus ombros;

Tu me elevas... A algo maior do que eu algumas vez poderia ser.

 

Tu me elevas, para que eu possa suportar as montanhas;

Tu me elevas, para eu andar sobre mares tempestuosos;

Eu sou forte, quando estou sobre os teus ombros;

Tu me elevas... A algo maior do que eu algumas vez poderia ser.

 

“Lobos, Humanidade e Florestas” Parte I

por talesforlove, em 13.03.20

O lobo é um predador em vias de extinção em muitos locais da Europa. Em Portugal o panorama não é diferente, mas não é só ele que está em vias de desaparecer, são também as comunidades rurais que com eles conviveram durante séculos: as compostas por pastores.
No livro “Malditos histórias de homens e de lobos” de Ricardo J. Rodrigues, jornalista, faz-se um retrato desta relação de amor e ódio, quanto mais ódio quanto mais amor, em terras dos Lusíadas. “Tudo” começa com a oportunidade de ver um covil de uma alcateia no Gerês em local elevado, cercado de arbustos; um misto de mistérios, hormonas da excitação e curiosidade. Tudo como se não se tratasse de um local de chegada, mas sim um marco para uma jornada inesperada. E foi…
Ao viajar na “companhia do lobo”, ou seja, tendo-o na nossa mente, descobrimos que afinal ele é um animal gregário e que toda a alcateia se une para salvar o lobo e loba alfa e sua prol, não vá a comida não chegar para todos e a alcateia desaparecer, vítima da fome. Hoje as autoestradas são verdadeiras muralhas, fronteiras quase intransponíveis que cercam tanto pastores como lobos e tudo isto causa estranheza, pois é como se numa via como esta, apenas interesse o ponto de partida e o ponto de chegada. As comunidades por onde estas passam são retalhadas e a “liberdade” de circulação se tornasse limitada.
Em polos opostos homens e lobos, afinal no mesmo lado… A tal ponto que estes últimos, sente-se, se tornam tanto símbolos de medo como de identidade comum.
Faz agora algum tempo que na TV ouvi a história do último lobisomem, alegadamente morto no Alandroal. Mais do que misticismo ou receio transformado em imaginação, parece que esta proximidade humanidade vs animal fez nascer uma criatura “nova”: realmente fonte de união entre os dois…

 

 

Até breve.

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