Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Publicidade automática:

O mês de Maio e a sua música

por talesforlove, em 01.05.18

Maio é o mês do Euro Festival da Canção em Portugal, em Lisboa, no Parque das Nações. Começamos por mostrar uma fotografia no Parque das Nações e depois vamos até ao Miradouro de Santa Luzia, também em Lisboa. Em ambos os locais a natureza tem uma palavra a dizer. Após este passeio fotográfico, poderemos encontrar a tradução de dois poemas do Inglês para Português e ainda um poema da poeta Brasileira Maria Coquemala. Vamos então até à Casa de Fernando Pessoa, junto do Jardim da Estrela, uma das zonas lisboetas mais bonitas e ouvimos um poema da poetisa Uruguaia Juana de Ibarburu. Olhamos ainda uma outra capa alternativa para a nossa Antologia "Natureza 2017-2018". Para terminar, ouvimos uma música em homenagem a Salvador Sobral, sem dúvida, o nosso salvador, no que diz respeito ao Festival da Canção.

No Parque das Nações existem vários pinheiros mansos... e ao fundo o rio Tejo apresenta-se sempre com águas tranquilas.

 

ParqueNacoes.jpg

 


É todavia, a partir do Miradouro de Santa Luzia, que podemos ver a Lisboa Antiga: uma das suas versões mais fascinantes.

 

VistaAPartirMiradouroOK.jpg

 

 

E também belos azulejos Portugueses.

 

MiradouroOK2.jpg

 

 

E ainda, uma videira serena e simples.

 

MiradouroOK3.jpg

 

 

Apresentamos agora dois poemas na sua tradução.

 

1o Poema, por Eliza S., Polónia

True Fantasies

To Professor Bogumila Rouba
How easy it is to rest
in loneliness of fuzzy thoughts.
To leave plans behind,
to be there -
far,
beyond real time.
Just me
and my true fantasies.
To be free,
yet
trapped in the mouth of pulsating nature.
Only the low tide
revealing the nudity of the beach
reminds that
time flows.
 (Traduzido do Polaco para Inglês por Artur Komoter)

 

Tradução para Português:
Fantasias verdadeiras

À professora Bogumila Rouba
Como é fácil descansar
na solidão dos pensamentos difusos.
Para deixar os planos para trás,
estar lá -
longe,
além do tempo real.
Apenas eu
e as minhas verdadeiras fantasias.
Para ser livre,
ainda
preso na boca da natureza pulsante.
Apenas a maré se esvai
revelando a nudez da praia
e a lembrar que
o tempo passa.

 

2o Poema, por Joan B., EUA

Hearts That Are Broken

Sadness may fill a heart with longing ---
Longing for the sound of a baby’s laughter
Or the sweet chirping of a bird outside your window.
Sounds of nature bring a pleasant relief to a
Heart that is feeling so alone.
One’s heart is so entwined within our emotions
And we need to let thepurity of nature
Fill us with a joy aswe immerse ourselves in the
Gifts of nature’s beauty.
Then our heart will know the peace that comes
With becoming a part of nature’s delight.


Tradução para Português:

Corações que estão desfeitos

A tristeza pode preencher o coração com saudade ---
Anseio pelo som do riso de um bébé
Ou o doce chilrear de um pássaro lá fora além da tua janela.
E os sons da natureza trazem um doce alívio para um
Coração que se sente tão só.
O coração está entorpecido, preso nas nossas emoções
E nós temos de deixar a pureza da natureza
Preencher-nos com uma alegria própria do mergulho
Nas suas dádivas de beleza.
Então o nosso coração saberá a paz que surge
Quando nos tornamos parte desse deleite natural.


Um poema da poetiza Brasileira Maria Coquemala.

 

MINHA ALMA

Leve, minha alma se liberta e cresce.
Minha alma que nunca esteve tão alegre,
que abandona este corpo que se esvai.
      Minha alma transcende, avança no espaço...
      Levada pelas asas do desejo, ruma ao infinito...
      Minha alma atravessa o arco-íris
      e se pinta com as cores da alegria.
Apagam-se todas as lembranças doloridas.
Silenciam para sempre as vozes da saudade,
da tristeza, da dor, do sofrimento.
     Vão-se revelando à minha alma,
     os segredos todos do Universo...
     Já não há perguntas sem respostas.
     Já não há corpo, agonia e morte.
E a minha alma inteira, sem recortes,
realiza todas as minhas fantasias.
Razão e sentimento se fundem em harmonia.
    Minha alma andarilha avança no infinito
    desvendando veredas na eternidade.

Nota: no Livro "Pulsar" (2015), All Print Editora, São Paulo, Brasil

 

Agora sim, faz falta Fernando Pessoa... tentámos vê-lo em sua casa.... mas não estava.

 

CasaFPessoaOK1.jpg

 

 

Dizem que andava muito por Lisboa e pensamos então ir até ao Jardim da Estrela, mas nada... será melhor passar outro dia. Nunca é demais e ainda que não seja já possível realmente vê-lo, por já ter falecido, a verdade é que, de certa forma, se sente alguma proximidade do poeta. Malabarismos da nossa mente... que nos mente ou sente.

 

JardimDaEstrelaOK.jpg

 


O melhor será ouvir um belo poema de Juana de Ibarborou, a poetisa da Natureza, no programa da rádio, "O Som que os versos fazem ao abrir". Com Luis Caetano e Ana Luisa Amaral.

https://www.rtp.pt/play/p3076/e340701/o-som-que-os-versos-fazem-ao-abrir

 

Relembra-mos que a nossa Antologia está quase a ser publicada, e por este motivo revelamos aqui uma outra capa alternativa ao nosso livro. Não, esta não é a capa escolhida.

 

passaro2.jpg

 

 

Finalmente, terminamos como começámos, falando do Festival da Canção, este ano em Lisboa. Podemos encontrar em vários locais e várias ruas os anúncios relativos a este evento, entre a agitação do mar de turistas a passear-se alegremente pela Capital. Nada melhor do que ficarmos com um tributo a Salvador Sobral, com uma canção criada a partir de um dos Heterónimos de Fernando Pessoa: Alexander Search.

 

 

 

Até breve, e, por favor, não se esqueçam de subscrever este blog colocando o vosso e-mail na caixa no topo.

Muito obrigado.

 

 

Acróstico de Fernando Pessoa dedicado a Ophélia - O fogo em Portugal

por talesforlove, em 16.10.17

Porque o furacão Ophélia ainda não "chora" e porque a prevenção florestal tem sido uma mentira, fica este belo poema de Fernando Pessoa:

 

Onde é que a maldade mora

Poucos sabem onde é

Há maneira de o saber

É em quem quando diz que chora

Leva a rir e a responder

Indo em crueldade até

A gente não a entender

 

Nota: estamos em LUTO por todos aqueles que já perderam a vida nos fogos.

Hoje devemos estar mais unidos.

 

Fogo da Floresta e Fogo do Amor

por talesforlove, em 15.10.17

Num dia em que arde Portugal continental, o norte de Espanha, a Califórnia e várias regiões da Austrália, em Portugal, em particular, aguarda-se a chegada do furacão Ophélia como uma grande esperança para o fim deste inferno de chamas.

 

Tanto quanto se sabe, a única namorada de Fernando Pessoa foi Ophélia Queiroz.

Fica aqui um poema que ele lhe dedicou:

 

Quando passo um dia inteiro

Sem ver o meu amorzinho

Cobre-me um frio de Janeiro

No Junho do meu carinho

 

Fonte: página 30 de

"Cartas de Amor a Ophélia Queiroz" por Fernando Pessoa (2009), com organização, postfácio e notas de David Mourão-Ferreira, Lisboa, Editora Ática, pp. 168

 

Nem que fosse apenas para conhecer esta obra já valeria a pena ir à Feira do Livro de Lisboa de 2017.

Boas leituras e votos de empenho ambiental.

Homenagem a todos nós que acreditamos num futuro melhor...

por talesforlove, em 22.06.17

Porque é nos momentos difíceis que devemos ser maiores (e seremos):

 

Para ser grande, sê inteiro: nada

        Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

         No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

         Brilha, porque alta vive.

 

Ricardo Reis (Fernando Pessoa), 1933

 

 

Quase no Final da Feira do LIvro de Lisboa... 2017

por talesforlove, em 14.06.17

Uma frase de Fernando Pessoa:

 

"Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, porque não sonhar os meus próprios sonhos?"

 

Fernando Pessoa

meta

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D