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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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1 de Outubro: Texto de quase crítica literária “Palavras Kaléidoscopiques”

por talesforlove, em 01.10.19

O livro “Palavras Kaléidoscopiques”, tem duas partes: um livro de poemas e outro de artes impressas, arte digital, num total de 109 páginas. A poesia é fruto do empenho da poetiza Jeanete Shimara e a arte visual é da autoria de Juan Alarcón. Os poemas surgem, em cada página, em 4 línguas: Francês, Inglês, Espanhol e Português, e é sempre diferente, em alternância, a ordem das línguas dos poemas dispostos em cada página, como se esse espaço fosse um universo próprio. Cada poema é um breve retrato de um sentimento, o qual é bem-sucedido, pois sentimos o que a poeta nos pretende transmitir. Cada um destes retratos nos absorve e nos “liberta” do mundo que nos rodeia, para entrarmos noutro local, que não conseguimos explicar, sendo, eventualmente, o mundo da poetiza que afinal de contas também é nosso… Uma viagem plena de interesse.

O livro de artes impressas, é composto por um conjunto de desenhos digitais, com padrões e jogos de cores que, sendo sempre diferentes, nos fazem sentir que afinal, possuem sempre algo em comum. Existe uma fantasia, metade premeditada, metade incontrolável, a que o artista se parece entregar, abandonando-se à sua “sorte”, deixando-nos sem norte mas felizes. Uma abstração poética feita de formas; quase em 3 dimensões.

Mas não, não é só por tudo isto e muito mais, que vale a pena adquirir esta obra. Muitos de nós podemos sentir algo mais pois Juan Alarcón é Venezuelano, “autoexilado” no Brasil, e portanto este trabalho é também um ato de coragem para seguir em frente, após uma tempestade na vida de alguém. Assim, o livro é um testemunho “histórico” do momento que hoje se vive na Venezuela e pode-se assumir que também nos países de acolhimento, pois saber acolher bem pode ser um desafio com dificuldades muito próprias.

Em resumo, Jeanete Shimara + Juan Alarcón, são a dupla perfeita; os fazedores de oportunidades e quando se fecha o livro fica a saudade, a vontade de a ele regressar, como que a uma frutuosa terra distante. É assim inevitável o convite à leitura de um poema e a apreciação de uma imagem deste livro único.

PK-01ok.jpg

poema1.jpg

 

Podem-se contactar os Autores através de:

poesiemaisart@gmail.com

@poesiemaisart

Mais informação em:

https://twitter.com/ftcmag/status/977573298321154049?fbclid=IwAR3YnUJc_JxndPDhULCR-oAd43Vrs29eRxGf-4st6hyD1hSk1HdwWhK9o6U

 

Hoje é o Dia Nacional da Água em Portugal.

Podemos saber um pouco mais sobre este dia, aqui:

https://www.calendarr.com/portugal/dia-nacional-da-agua/

 

Até breve.

A poesia de Lord Byron (continuação)

por talesforlove, em 04.07.16

Se olharmos com cuidado a obra de Lord Byron, poderemos selecionar Manfredo, como um dos seus trabalhos mais exemplificativos. Por um lado, a ambiguidade e o facto de nos ofereçer diversas opções em aberto, permite uma experiência estética única, por outro lado, o herói byroniano, na sua manifesta inadaptação à sociedade, que ele rejeita e que o rejeita, abre portas à sua voz insurrecta e libertária no contexto do romantismo Ingês.

Finalmente, pese embora o tanto que fica por referir, pode-se argumentar que o ritmo rimado e a cadência particular dos seus versos, a par de alterações métricas em determinados momentos, nos faz compreender a ligação não só emocional, mas também sonora, melódica, à harmonia musical. Assim, faz todo o sentido referir este autor como um caso justificativo da pertinência  da ligação entre a literatura e a música, tal como é sugerida neste nosso concurso, na sua edição de 2016.

 

Pode enviar-nos a sua poesia, sem limite de dimensão, ou o seu conto curto, até 3000 palavras, relativo ao tema da natureza, para ruiprcar@gmail.com. Os trabalhos recebidos serão avaliados e a submissão do trabalho é gratuita.

 

Logo que possível faremos a divulgação completa do regulamento.

 

Boas leituras! e Boa escrita!

MINHA ILHA por Shmavon Azatyan - Arménia

por talesforlove, em 04.04.16

MINHA ILHA

 

Tu és a minha ilha celestial

para a qual eu nado

para me aportar

longe da maledicência de todo o mundo.

 

O mar é frio,

o dia é sombrio,

eu estou dormente –

os meus sentimentos tornam-se frígidos.

Todavia tu

tens o poder no meu coração.

 

Eu esforço-me até ti:

o dia de outono encurta

além das águas altas –

a vida esvanece-se,

e o salto do

brilho da venda dos olhos

desperta a minha antecipação.

 

E então a predisposição

que eu divinizo

nos teus gestos

perde a sua superioridade.

 

Quando chega o tempo

em que nós finalmente podemos falar

a ilha já desapareceu.

 

Entre tu e eu

o mar espraia-se sobrecarregado com céus sombrios;

apenas a topografia anónima

que nós ambos nos preocupámos em observar

é o que nos pode levar

para junto um do outro.

 

Nota: poema vencedor do concurso "Nature 2015", original em Inglês "MY ISLAND"

 

 

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