Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)
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Um livro deve ser, eventualmente, um quase manifesto de vida e não apenas um objeto comercial; em parte, um apóstolo, "crente" e assumido de um passado de uma autora ou autor que, que por já não ser presente, deixou de ser um "real", como nos habituámos a pensar no nosso dia à dia.
Ou seja, por outras palavras, num tom mais leve, um livro deve ser não só algo que vamos mostrar aos outros e que, por esse motivo, desejamos que seja do seu agrado. Na minha opinião, e posso estar errado, um livro deve conter um pouco de nós e nessa medida "perpetuar" algo em que acreditamos, algo que nos faça sentido, também porque é o nosso (precioso) tempo que a ele dedicamos.
Há quem diga que a literatura é só para entreter mas, discordo. Não pode ser só isso.
Hoje um blog literário como este, deve apelar à reconversão da indústria do petróleo. Com o petróleo podem-se, eventualmente, criar medicamentos e outros produtos. Esta indústria pode fazer painéis solares e outros geradores de energia limpa. Ninguém quer a miséria das pessoas dessas indústrias. Nós só queremos a nossa saúde e do planeta em que vivemos.
O sono profundo toma conta do meu ser; Vastos são os desejos que afloram no meu corpo ao fechar dos olhos; O véu da noite brilha radiante; como uma raposa do deserto, eu farejo os teus rastros, sinto a brisa fresca carregar o teu perfume por quilômetros sendo impulsionados pela poeira levantada do teu vestido de cor vermelho escarlate; Quando balanças teus cabelos e andas com teus passos largos, as flores em tua volta se envergonham com tamanha beleza e se escondem ofendidas; Tu não és musa, não és miss, muito menos princesa, mas o teu peso, a tua presença física e o teu poder sobre a natureza e os mortais te dão status de Deusa! No teu caminhar, até a tua sombra ganha vida, quando passas rente ao mar, o teu poder é sentido, deixando as ondas sem direção e longe da calmaria; Tu carregas em teus braços o segredo da sedução e da servidão, a magia das ilusões, a chama que aquece os corações dos puros, o sono dos amantes e a chave do que se chama amor! Tu atormentas os homens oferecendo desejos que jamais serão alcançados; Por que carregar tantos corações apaixonados no teu manto sagrado da perdição, se sabes que todos os homens jamais irão possuir o que querem de ti?
Amor à primeira vista
Real e lúdico ao mesmo tempo, energia paralisada; O mundo deixa os seus movimentos de rotação e translação para trás por alguns minutos; É o começo de uma vida a dois, sabendo que vai dar certo antes de acontecer; Troca de olhares cheios de mistérios e enigmas incompreendidos pela grande maioria dos seres vivos; Momento natural e único, eternizado com o doce sabor do tempo; Amor que já nasce com o tema de uma boa novela ou de uma bela poesia. Privilegiados, são os que sabem amar com o soprar do vento no rosto, com o calor crescente tomando conta do corpo sendo acompanhado de batidas aceleradas do coração. Amor a primeira vista, me perdoem os que nunca sentiram; confesso que é para poucos!
Um blog que se diz de literatura e promove um concurso literário sobre “natureza” não pode deixar de tomar nota da tragédia do fogo de Pedrógão Grande e Concelhos Vizinhos, em Portugal. Era bem melhor que nada tivesse acontecido mas há que dar uma palavra de apoio às pessoas afectadas e seus familiares. O fogo tem estado à solta e indomável... Neste blog apresentamos sugestões e não uma solução, só se saberia se seria realmente uma solução se pelo menos em parte fosse testada...
A primeira sugestão:
Transformar a “estrada da morte” em “estrada da nossa esperança” através do escrupuloso cumprimento da Lei Florestal em ambos os lados da estrada, mas se a Lei em si mesma for insuficiente então que se altere atendendo ao que sucedeu. A limpeza das duas margens da estrada deveria ser no mínimo de 20 metros implicando pelo menos a redução da densidade das árvores e, porque não, apoio do Estado aos particulares. A criação de locais de repouso em ambos os lados da estrada, de forma espaçada, recorrendo a atividades úteis como por exemplo, a criação de um parque eólico ao longo da estrada ainda que o seu rendimento não seja o mais desejado... Porque não estudar forma de melhorar esse desempenho atendendo a que em estradas como esta se assiste frequentemente a situações de fuga a fogos? Não valerá a pena o estudo e o custo atendendo a que as vidas humanas valem muitíssimo mais?
Afinal a própria energia elétrica gerada poderá ser usada para um sistema de monitorização remota das estradas da região. A existência das torres e do respetivo parque, poderá criar, só por si, uma área envolvente sem floresta densa e com locais de resguardo para quem passa nesta via (e outras). Trata-se, eventualmente uma sinergia ... Quaisquer ideias ou sugestões que surjam para evitar esta situação no futuro só podem ser úteis se forem de facto implementadas e seria interessante verificar em que se fala em Portugal no próximo dia 17 de Julho, apenas um mês depois da tragédia da enorme perda de vidas humanas... e depois a 17 de Agosto, e sucessivamente, pois de facto neste contexto há que estabelecer objetivos e marcos no tempo para verificar o que se tem feito... No próximo texto uma próxima sugestão...