por talesforlove, em 19.07.18
Imaginem-me Verde…
(Parte I)
Verde, como uma árvore de raízes enterradas,
Em água gelada no Verão, terra, húmus e pedras aladas,
Que os teus olhos jamais verão,
Porque esta estação é só minha:
Reflexo nos meus olhos, meu coração,
Na qual sou fixo, Vida que não caminha.
Imaginem as minhas folhas no céu,
O vento a tocá-las como a um instrumento musical,
A tocar, a tocar, a tocar… Por séculos
e séculos, e Verões, Outonos, Invernos
e Primaveras sem fim…
E deita-se no chão um corpo, e outro,
e sentam-se, e ambos são elevados pelo
som. Lhes dá paz; infinda.
Imaginem as minhas folhas no céu,
um instrumento musical, dedilhado pelo vento,
por séculos, a tocar, a tocar, a tocar,
Invernos, Verões, só estas duas estações,
e tempos sem fim…
E enlevados pela música são dois corpos:
um sentado, olha o céu, filtrado por mim,
o outro, de pé, olha em redor e para cima,
ambos em paz. Universo feito de paz…
Por Rui M. a 19 de Julho 2018
por talesforlove, em 02.05.17
Composição Musical por JV e Rui M.
Letra: "vejo pássaros em revoada" poeta Jardim
Poema 1º Lugar da Categoria Poesia "Natureza 2016":
vejo pássaros em revoada
buscando o azul de outra estação.
seus pequenos corpos voando em bando
revogam a sentença do tempo
e comunicam sua decisão
a quem como eu
está maravilhado
contemplando o imenso mar.
mais parecem flutuar
no fluxo de alguma corrente
real ou inexistente.
em sua busca convicta
há também uma sentença
que decreta a liberdade
e a crença no fluir da vida,
acima dos barcos, nesta manhã
no hemisfério sul.
diante do imenso mar
tenho a alma acorrentada
e uma imensa vontade de voar.
por talesforlove, em 06.03.16
Parte I – Natureza revolta
É o reverso do estiolar de Verão,
o eterno primeiro momento Primaveril,
do despontar da primeira flor, primeira cor,
do sorriso imaculado da criança crente e mascarada.
Sendo a vitória da emoção sobre a razão,
Da furiosa liberdade da floresta encantada,
É fluido de música colorida no qual emergimos,
Na rua, na discoteca, na fita de papel e no que fingimos.
Parte II – Se tudo é magia
Quando envolta em música e magia emergiste,
Não sei o que sentiste, nem porque sentiste,
Só sei que princesa não eras, nem visão,
E que apenas mentira Medieval também não.
A tua mão, fria, dilui-se na máscara de Carnaval,
E os teus olhos, quentes, em cereais de chocolate imaginário.
Talvez fossem, afinal, a mágica tonalidade da música,
Que a electricidade dos nossos corpos ampliava, em súplica.