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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

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Domingo - O Conto “Ilha de Santa Luzia” por Luísa F. - Pandemia

por talesforlove, em 22.11.20

Boa tarde.

Hoje apresentamos um conto por Luísa F. (Portugal) o qual foi premiado na Antologia Natureza 2018-2019. Nestes tempos de pandemia, recomenda-se cuidado na proximidade social em qualquer circunstância, de tal forma que as nossas vidas não sejam ainda mais afetadas. Neste momento, já temos a esperança de uma vacinação algures nos próximos meses.

 

Recomenda-se a leitura do conto “Ilha de Santa Luzia”.

 

Ilha de Santa Luzia


Quando me sentei, senti-os moverem-se debaixo das minhas pernas, sem os ver,
verdadeiramente, como se fossem transparentes; chamavam-lhes caranguejos fantasmas por terem a cor da areia fina e se confundirem com o ambiente. Tive
a clara impressão de estar em família e a sensação estranha de já ter estado
naquela ilha, a única com nome de santa no arquipélago das ilhas Afortunadas.
Por respeito a esses fantasmas tão familiares, por medo do ridículo, mas também
por ignorância, não me atrevi a falar no assunto ao meu pai, Branco (apesar de
ser um ilhéu muito tisnado) e um dos biólogos daquela pequena expedição.
Pedro era o seu assistente e tinha como missão principal a proteção da cagarra
de Cabo Verde, uma ave que nidifica no ilhéu vizinho e que o seu próprio pai
tinha caçado durante trinta e cinco anos, assim como muitos outros pescadores,
por se tratar de uma atividade tradicional. Milhares de crias foram dizimadas
nessa época, e não apenas as cagarras mas também os rabos-de-junco, com as
suas longas caudas, os alcatrazes, parecendo cavalheiros de nariz comprido, as
almas-negras de plumagem escura...que eram depois vendidos como cagarras.
Pedro achava que tinha uma dívida pessoal perante a natureza, contraída pelo
seu pai; mas, no seu entender, cabia-lhe a si e aos outros jovens devolver à ilha
essas espécies quase extintas.
A minha história começara muitos anos antes de eu nascer, mas os episódios
mais marcantes que recordava da infância eram os pesadelos frequentes com
enormes gatos e ratos vindos sabe-se lá de onde, que engoliam crias de aves
cujos ninhos estavam encravados na terra como pequenas manjedouras ou
berços de palha. O pediatra da altura descartou a hipótese de apneia do sono
mas tentou inteirar-se da nossa história familiar. Não foi difícil para o meu pai,
solteiro e dedicado, perceber que a explicação se encontrava naquele espantoso
lugar, que visitaríamos um dia. Explicou-me o que eram animais exóticos:
— Não são, como pensamos, aqueles animais estranhos e com um aspeto
diferente, fora da rotina e muito extravagantes, sabes? Quer dizer, não são só
esses; exóticos e invasores, para nós, são animais que vêm de outros sítios, de
outras terras e climas, estranhos à forma de vida da terra onde nos encontramos.
Exótico, como emigrante ou imigrante, como estrangeiro, está relacionado com
o nosso ponto de vista.
O meu pai não sabia exatamente o que era ser criança, porque ele próprio tinha
sido criado assim pelos meus avós, Luzia e Vicente. Quando as explicações se
alongavam, eu adormecia ao som das suas palavras, do alto dos meus seis anos,
sabendo que nessa noite não voltaria a ter pesadelos mas talvez sonhasse com
belas aves, com peixes-agulha e peixes-voadores muito curiosos e ágeis, com
águas cristalinas através das quais se viam os nossos próprios pés e o fundo do
mar.
Luzia era uma mulher falsamente seca e voluptuosa, que tinha abandonado a
ilha na década de 1970 com Vicente, quando ambos andavam pelos trinta. Não
se sabe em que circunstâncias se terão lá fixado, pois fizeram segredo disso até
à hora da partida, que ocorreu de forma misteriosa, depois de terem criados os
dois filhos, Branco e Raso, cujos nomes homenageavam os ilhéus vizinhos (os
outros dois integrantes da reserva natural), formando o que se tornaria, em
1990, património público, em conjunto com a ilha de Santa Luzia, deserta, mas
não solitária, ou, por assim dizer — deserta por deixar de sê-lo. Nessa época já
os dois irmãos tinham atingido a maioridade.
Acontece que a minha avó não engravidava porque a ilha estava interdita à presença humana,
salvo raras exceções, como eles, alguém que se batesse pelas espécies nativas; mas ainda assim
a santa exigiu que em troca da promessa de fertilidade o casal batizasse os filhos com os nomes
dos ilhéus circundantes, que seriam para sempre os seus orientadores de carácter e mentores,
quando os pais já não pudessem cumprir essa função por darem por terminada a sua vida terrena
(depois de se terem banhado em águas claras e convivido com as mais magníficas espécies de
aves da região, e aprendido a dar os bons dias aos caranguejos-fantasmas).
Os filhos vieram, assim, após inúmeras preces, depois de Vicente ter subido à
Topona, o ponto mais alto da ilha (quase quatrocentos metros acima do nível do
mar) e aí ter rogado a Santa Luzia que os abençoasse com descendência. Vicente
parecia por vezes um pouco distante, porque reservado, mas podia mostrar-se
também muito próximo, afetuoso e atento aos detalhes.
Luzia juntara-se ao marido nessas preces, apesar de estar cada vez mais
convencida de que era estéril; mas quando abandonaram a ilha tinham a certeza
de que seriam pais em breve. Santa Luzia era quem lhes poderia valer, por ser
mulher, por ser santa e por ser, também ela, desabitada de seres humanos.
Branco, o meu pai, ao contrário do meu tio, sempre tinha sido um cético e
escusava-se a falar de coisas que não pudesse explicar pela ciência, mesmo que
fizessem parte da sua história. A verdade é que oito meses depois dava-se ao
mundo, já com um tufo de cabelo como uma crista rochosa, e nove meses mais
tarde nascia o tio Raso, à distância de um olhar. Os dois irmãos sempre se
distinguiram em tudo, no feitio, no aspeto, nos interesses. Raso protegia dezenas
de aves marinhas que sobrevoavam as arribas aproveitando a riqueza das águas
que circundavam o seu patrono, de relevo quase predominantemente plano, e
seis espécies diferentes que aí construíam os seus ninhos. Era cada uma mais
bonita que a outra. O meu tio era um homem pequeno e castanho, mas bastavam
três dias de chuva para lhe converter o ar apagado numa exuberante alegria. Já
o meu pai tinha como mascote o lagarto-gigante, o qual, felizmente, nunca se fez
presente nos meus sonhos; constava que tinha sido extinto no início do século
XX, no entanto ele mantinha a convicção de que alguns espécimenes pudessem
ter sobrevivido nos rochedos escarpados do ilhéu Branco, seu homónimo e
padrinho.
Pedro e eu fomos dar uma volta pelos ilhéus antes de darmos por findo o dia em
Santa Luzia; contei-lhe dos meus pesadelos com gatos e ratos e ele confidencioume que começavam a ser um problema na ilha. Eram espécies exóticas — e não
pude deixar de sorrir ao lembrar-me das explicações detalhadas do meu pai.
Falei-lhe nos meus avós e com surpresa constatei que era um assunto do qual
não tinha o menor conhecimento. O meu pai não falava da família, era austero
e reservado, com um temperamento acidentado e espinhoso, a léguas do seu
irmão, plácido e previsível. Pedro apenas conhecia a lenda — a história que se
contava entre os pescadores — segundo a qual nos anos 1970 o casal que ali
vivia tinha abandonado a ilha de Santa Luzia.
Dizia-se, em conversas de homens do mar, que eles talvez não tivessem dali saído
e que ainda hoje andariam disfarçados de caranguejos confundindo-se com o
vasto areal para permanecerem em paz. Fiquei arrepiada com aquela
interpretação que assumi como uma revelação, uma vez que eu própria já o tinha
intuído. Mais um assunto que o meu pai não entenderia.
Estávamos em 2014, quando eu acabara de cumprir vinte anos e terminava uma
licenciatura em Biologia Marinha. Pedro mostrou-me as pequenas calhandras
do Raso e os seus ninhos no solo e eu tive que confessara-lhe que o meu pai
sempre me pedira que desse continuidade ao seu trabalho na proteção dessa e
de outras espécies exclusivas da região, que chamávamos endémicas. Tal como
as tartarugas-marinhas, também essas espécies estão em vias de extinção,
principalmente por causa da predação humana. Santa Luzia era um local onde
se fazia caça indiscriminada, longe dos olhares indiscretos, mas agora também
os pescadores estão sensíveis aos problemas ambientais e ajudam a protegê-las.
Entretanto os turistas não são ainda bem-vindos, assim como no tempo em que
Luzia e Vicente ali conceberam o seu primeiro filho.
Voltámos finalmente a Santa Luzia e junto com o resto da equipa rumámos a
São Vicente, mesmo em frente. Pedro e eu fomos ficando cada vez mais
próximos e decidimos acampar em Santa Luzia, completamente isolados,
enquanto tentávamos perceber como varia a fauna da região e procurávamos
conhecer-nos melhor. O meu pai acatava tudo o que fosse para o bem da região
e das espécies endémicas, porém reagiu com alguma desconfiança.

Prometemos trazer-lhe resultados em breve, para o convencer. O biólogo
concordava mas o pai resistia. A nossa rotina incluía a vigilância de ninhos de
cagarras para verificar o crescimento das crias. Pedro e eu pesámos
criteriosamente todas essas pequenas aves e sei que, nessa agradável rotina,
ele sentia que resgatava a dignidade do pai. A ilha já não era deserta, mas
tampouco era habitada: nós fomos privilegiados por, durante alguns dias,
poder acompanhar o pulsar da vida naquelas paragens. Agora fazemos idas e
vindas regulares com os pescadores, sem o pai de Pedro, que já cristalizou no
fundo do mar. Tentamos reintroduzir a raríssima calhandra em Santa Luzia,
essa ilha que nos habita e que apadrinha a nossa descendência.

 

Até breve.

 

 

 

"CHAYA" por Anna F. (em Antologia Natureza 2018-2019)

por talesforlove, em 01.08.20

Eu ando pelas escadarias de cristal
- embaixo o mar –
Um navio de velas brancas
e dourado o mastro
vejo singrar.
Ponho as paredes de minha casa
de vento e pó
O meu limite é o Universo
- não estou só.
Lá fora gritam os homens,
cantam os pardais,
passos distantes no horizonte
descansam em paz.
E ao por do sol, a bênção desce
como orvalho, chuva e neblina
E para dormir recito as preces
de menina.

Apanhem todos os átomos do infinito;
com eles vou construir
sino,
melodia,
canção.

É forte e viva a alma
que não se dobra
e só entende a linguagem
do coração.

 

NOTA: apenas texto, sem formatação especial de texto.

 

"Espelho das lindas estrelas" por Ana M. (Brasil - 3º Lugar - Antologia 2018-2019)

por talesforlove, em 01.08.20

 

É incrível como tudo na natureza e no nosso universo está conectado de alguma forma. Um
exemplo dessa doce conexão são os rios e as estrelas.
Os rios são muito abundantes na região Norte do Brasil que é onde moro. Morar em lugar que
tem rio é muito bom, pois durante o dia eles podem servir de meio de transporte, principalmente
nas regiões um pouco mais afastadas das cidades e podem proporcionar diversão, pois sempre é
possível dá um mergulho e nadar neles. Um banho gelado que acalma um pouco o calor.
Já durante a noite os rios se transformam em um lindo espelho da Lua e das estrelas. Tanto que
tem até uma lenda indígena que fala de uma índia que mergulhou atrás do reflexo da Lua por
acreditar se tratar da própria Lua que ela tanto admirava. E em um local com muitas árvores é
quase como se as estrelas ficassem mais brilhantes, mais felizes por não terem que competir com
as luzes artificiais da cidade. É como se por alguns momentos o próprio rio adquirisse um pouco
do brilho delas. Na natureza admiramos as muitas belezas da criação de Deus.
O ser humano quer chegar cada vez mais perto das estrelas, sem entender que elas já estão
perto dele. Basta ele se conectar com a natureza para as admirar em toda sua beleza. Os olhos
humanos assim como os rios são espelhos das lindas estrelas.

 

 

"A VIAGEM DO GRÃOZINHO DE AREIA" por Alberto A. (Itália - 2º Lugar - Antologia Natureza 2018-2019)

por talesforlove, em 01.08.20

A VIAGEM DO GRÃOZINHO DE AREIA

Antes do que o ar for criado, o céu era preto e a luz era dura, sem esfumaduras. Tudo era silêncio, as
árvores ficariam firmes... Na verdade, se querermos expressar toda a verdade, nem havia árvores ou
animais. Só uma paisagem fantasmagórica, feita de montanhas ásperas e vulcões. As rochas - que
pareciam cortadas com um machado - ressaltavam como silhuetas contra um céu sempre preto. Os rios
corriam impetuosos, negros como tinta, refletindo o céu. Um dia, do nada, uma pequena esfera
transparente começou a inchar, como uma bolha de sabão, tornou-se cada vez mais gigantesca, e em
seguida abriu-se e lançou o vento. Foi como um sopro de liberdade... O azul explodiu no céu e as águas
reverberavam-no com mil tonalidades. Finalmente, a vida das plantas e dos animais podia começar, as
árvores podiam roçar, alguém poderia ouvir o barulho do vento e das pedras caindo. O que tinha
acontecido? Um elfo, livre de herança e riqueza, implorou ao Criador para dar-lhe um sopro de vento,
algo que não custaria nada, apenas um sopro, e foi assim que houve o ar. Como todos sabem, a
respiração e a palavra não custam nada, mas são o mais que exista de vital. As cores se mexiam num
arco-íris iridescente com reflexões e transparências evanescentes, como as asas de uma libélula enorme.
O mesmo elfo que tinha aplicado para se tornar "mestre do vento", olhando no seu rosto reflexo em
uma poça de água, descobriu as próprias sombras e esfumaduras... Detalhes que faltavam até um
momento antes, quando seu rosto parecia uma meia-lua, meio claro e meio completamente preto.
Até aquele tempo, não havia pássaros nem outros seres voadores, até mesmo faltavam todos os
animais que respiram. Também faltavam as plantas, que precisam de ar para viver. Portanto, em toda a
Terra, apenas os elfos e os cristais foram testemunhas do evento maravilhoso. Os elfos contam isto em
suas tradições, que permanecem gravadas em uma veia de ouro puro, como em um livro secreto, na
parede mais escondida, na caverna mais profunda de todo o planeta. Esta página de sua história não
tem título "O nascimento do ar", mas começa com a frase: "No dia em que se viu o primeiro arco-íris".
Os elfos, de fato, não precisam de ar para respirar, mas ficaram tão impressionados com a grande
explosão das cores, como em uma bolha de sabão iridescente, ricas de tons e matizes, nunca vistas
antes, que marcaram a data, desde então e para sempre, como "tempo zero" de seu calendário.
A primeira rajada de vento levantou turbilhões. A coisa mais leve do mundo, na época, era um grãozinho
de areia, porque ainda não havia folhas ou penas. Esta é a história de um grãozinho que foi levantado,
nos desertos da Ásia Oriental, e começou a rodopiar com os redemoinhos de areia. Conheceu muitos
outros grãozinhos como ele, arranjou um monte de amigos e descobriu o mundo com gosto. Tanto
gosto que, a partir daquele momento, nunca mais voltou para o chão. Ele percorreu um caminho igual a
mil vezes em torno da Terra, mas - mesmo assim - não foi capaz de ver tudo. Nosso grãozinho ficou por
muito tempo confuso em uma nuvem vermelha, que girava acima dos desertos da Mongólia. Não poderíamos dar-lhe um nome mais familiar? O chamaremos Paulinho, permitindo-nos um pouco de
familiaridade, apesar de sua idade. Então, o grãozinho Paulinho se embarcou para uma longa viagem,
velejando com alguns amigos para a costa do Oceano, e então viu pela primeira vez, abaixo dele, o
verde das árvores.
Paulinho sentiu o fardo da umidade, quando o vento forte do deserto se mudou com a brisa do mar. A
viagem tinha-lhe - por assim dizer - entrado para a corrente sanguínea, e não queria parar. Sob ele
estava voando uma criatura estranha, nunca antes vista, com duas grandes asas abertas, deslizando
suavemente, e conseguindo assim pegar cada mínimo sopro de ar, de maneira que nunca descia da
altitude. Com uma manobra inteligente, Paulinho entrou em uma pena da asa desse grande pássaro.
Agora, ele poderia aproveitar a viagem sem se preocupar com a umidade ou com o calmo de vento. Ele
tinha certeza de que seu carreiro iria levá-lo para qualquer lugar do mundo, sem sequer fazer-lhe pagar
o bilhete. Veio porém um dia em que o grãozinho percebeu que seu transportador não estava mais em
movimento. Paulinho já não sentia a sensação do ar e percebeu que seu hospedeiro não podia mais se
mexer. Uma comoção, muito barulho ao redor. Bicos enormes batendo de todos os lados, para comer a
carne da ave que o tinha guiado pelos céus do mundo. De repente, tudo em volta dele ficou escuro e
Paulinho encontrou-se em um mundo de enzimas quentes e úmidos, ricos em ácidos e outras
substâncias estranhas que ele não conhecia. Foi uma sorte que a sua compleição forte, de quartzo e
sílica, lhe permitiria evitar ser digerido, e nem sequer ser atacado por todos aqueles sucos. Ele ainda
podia sentir o movimento da viagem, mas por um tempo não sentiu mais o ar por cima de si.
Finalmente, a libertação. Paulinho viu novamente a luz e logo se encontrou rodando em um céu
flamejante, feito de fogo ardente. Não era um pôr do sol tropical, mas a erupção de um vulcão enorme.
Paulinho de areia se viu apanhado no vórtice de uma enorme nuvem de cinzas, que pairava sobre o
planeta. De lá, via os continentes, mares e rios. Uma paisagem verdadeiramente estupenda.
Uma partícula minúscula de pedra-pomes se agarrou a ele. Paulinho nunca tinha-se visto a si mesmo em
um espelho. Naquele dia, sua amiga disse-lhe que era uma maravilhosa peça de quartzo iridescente,
uma gota de vidro vulcânico, que refratava as mais belas cores do espectro... Uma pena verdadeira, que
ela não se pudesse admirar!
Por muitos séculos, a nuvem da erupção cobriu os céus do mundo. Foi a longa lua-de-mel com a
Pomicinha sempre ligada com ele. Abaixo deles, as cores se tornaram obscuros. Era a sombra de sua
nuvem, que cobria e resfriava o globo. Na altitude, no entanto, que maravilha de luz e cores! Os
grãozinhos rodavam, arrastados por cada sopro de vento, para compor todas as tonalidades do arco-íris,
todas as reflexões, todas as transparências que podem sair dos jogos entre os minerais nascidos no
ventre da Terra. Nessa altura a Terra, vista do espaço, deve ter parecido um grande globo luminoso, ou
pelo menos cercado por uma espécie de lenço brilhante.
Ao longo do tempo, a nuvem era destinada a assentar-se. Um dia, finalmente, Paulinho viu a superfície
da Terra: quanto tinha mudado! Tudo era verde, o mundo era povoado por animais de todos os tipos. A
corrente de vento que levava os grãozinhos foi assentando-se. Foi então que Paulinho e a sua parceira
decidiram não parar nunca mais na superfície do globo. Era demasiado agradável viajar, levados pelo
vento, e ver o mundo mudando, com todas as cores e todos os seus perigos. Quantas vezes arriscaram de ser queimados pela erupção de um vulcão! Um par de vezes as correntes do ar, nas montanhas, os
levaram até os limites da atmosfera. Nessas altitudes, Paulinho viu novamente o céu negro acima dele,
como no início de sua existência.
As coisas ao seu redor mudavam. Os sopros de ar os arrastavam de cima a baixo, por todos os
continentes e sobre os mares, e faziam sentir vivo o Paulinho, com a sua parceira Pomicinha. Os dois, no
entanto, não mudavam, ficando sempre os mesmos que no primeiro momento da sua existência. Eles
nunca foram alterados, não respiravam, não cresciam, não estavam vivos. Durante a longa viagem,
suspensos no ar do planeta, tinham visto muitos seres vivos nascendo, crescendo, envelhecendo e
morrendo. Os dois, no entanto, como todos os grãozinhos de areia, mantiveram-se sempre iguais, como
no primeiro dia da sua existência. O ar era importante, essencial para o movimento contínuo, mas
podiam também existir sem ele. Até viam com maravilha que os seres vivos do mundo animal e do
mundo vegetal, nesse globo rico de cores, ao qual eles também pertenciam, não poderiam existir sem
aquela camada de ar, que não só dava-lhes as cores, as sombras, mas também o movimento e mesmo a
vida.
Um dia apareceu um longo cilindro branco, flamejante, subindo rapidamente, disparado a partir do solo.
Eles queriam experimentar a emoção de apanhar esse objeto: eles tinham ouvido dizer que era a mais
recente descoberta, em termos de viagens, e que poderia levantar-se muito mais alto, até onde
ninguém tinha ido antes. O longo tubo de metal branco foi rapidamente para o céu azul, mas alguns
instantes depois, o céu tornou-se negro, completamente preto e cheio de estrelas, como no primeiro dia
do mundo. Em princípio, Paulinho e Pomicinha não percebiam a sensação de viajar com uma velocidade
assustadora. Então eles viram debaixo deles o globo azul, que se tornava visivelmente mais pequeno, e
eles sabiam que aquele era o mundo em que sempre tinham sido, desde o primeiro de seus dias. Por um
momento, sentiram uma sensação nunca experimentada, um tipo de medo ou ansiedade, algo que um
grãozinho de areia nunca deveria sentir. O ar não estava mais lá, mas voavam, com uma velocidade
impressionante, no espaço profundo, sem ruídos, sem toques, porque não havia mais o fluxo de ar
sobre eles.
A expedição espacial terminou com um pouso na superfície da Lua. Com o impacto, os dois grãozinhos
de areia foram lançados a partir da casca do navio e caíram sobre uma pilha de poeira lunar. A viagem
de Paulinho e Pomicinna tinha parado. Nos céus negros desprivados da atmosfera, nunca mais poderiam
encontrar nem um sopro de ar para os levantar. Só podiam observar desconsolados - para sempre -
aquele grande globo azul, alto no céu da Lua, em que podiam ver ventos e tempestades a mover
continuamente enormes nuvens brancas, rodando em forma de espirales. Em Paulinho e na sua
companheira surgia, a partir de profundo, uma espécie de saudade.
O mundo do movimento contínuo tinha-se mudado para eles no mar da Paz Eterna, onde nada muda e
onde o céu é sempre preto. O reino da quietude eterna. Próximo a eles, plantado no solo da Lua, um
mastro com uma bandeira que nunca poderia bater no vento.

 

 

Até breve.

 

"A Borboleta e o Pássaro" por Maria P. (Brasil - 1º Lugar na Antologia Natureza 2018-2019)

por talesforlove, em 30.07.20

Em dia de viagem a Marte, ficamos como uma viagem aos sentimentos terrestres. Algo muito importante e talvez mais marcante.

 

"A Borboleta e o Pássaro"

 

Era uma vez uma borboleta. Linda como as manhãs de primavera e colorida como as
flores do jardim. Ela morava com sua mãe num canteiro florido, por onde voava, toda orgulhosa
de suas asas aveludadas e de seus rodopios pelo ar. Quando pousava, os raios de sol, batendo
no colorido de suas asas, produziam um brilho especial que deixava todas as flores morrendo
de inveja.
Essa borboleta chamava-se Céu. Sua mãe lhe deu esse nome por causa do efeito azulado
de suas asas ao sol. Céu era muito esperta, passava o dia todo voando de flor em flor e fazendo
peripécias de borboleta pelo ar. Mas ela não tinha amigos. No canteiro havia formigas, lagartas,
famílias inteiras de joaninhas e besouros. Mas a linda borboleta não queria saber de ninguém.
Achava que ser amiga de seres tão inferiores não ficava bem para uma borboleta tão linda e
especial.
Céu achava que era a única borboleta linda de toda a face da terra e que nenhuma outra
borboleta ou bicho pudesse se comparar a ela. Quando saía de casa, de manhã bem cedinho,
para pegar os primeiros raios de sol nas asas coloridas, Céu nem prestava atenção ao dia que
nascia, ou na água do lago, ou no orvalho que refrescava as flores, ou no canto dos pássaros.
Ela só se preocupava em aparecer bela e formosa mais uma vez e arrancar suspiros por onde
passava.
Todos que moravam no canteiro realmente a achavam especial e maravilhosa, e tinham
até medo de chegar perto dela porque Céu era tão orgulhosa que, das duas uma: ou ignorava
completamente o coitado que quisesse falar com ela ou dava uma resposta atravessada,
malcriada mesmo. E lá se ia embora, toda emproada. E assim o tempo ia passando.
Até que, certa vez, numa manhã ensolarada, como de costume, Céu saiu de casa para o seu
passeio matinal. Passando pela alameda das azaleias, ouviu algo estranho, como um farfalhar
de asas. E o barulho não era de asa boa, que pode voar, era de asa machucada, se arrastando
pelo chão.

Céu não aguentou a curiosidade e resolveu investigar. Foi voando bem baixinho, no
meio do canteiro, sem fazer nenhum ruído, bem suave, até que o barulho ficou bem perto. Ela
continuou voando em completo silêncio, até que, ao sair detrás de uma grande folha, viu um
pássaro no chão, lutando para levantar voo, sem conseguir. Uma de suas asas estava
machucada.
Céu pensou: "Se eu chegar muito perto, ele pode querer me devorar. Mas se eu não for
até lá, não vou saber quem é ele. E ele também não vai saber quem sou eu!". Assim, orgulhosa
como sempre, Céu se aproximou do pássaro que, ao vê-la, fez aquela cara que todo mundo
fazia quando via a linda borboleta pela primeira vez. Ela percebeu a cara de admiração do
pássaro e ficou radiante, tomando confiança para chegar ainda mais perto.
- Olá! Meu nome é Céu! - foi logo se apresentando.
- Nome bonito. O meu é Flauta - disse o pássaro, com uma ponta de dor na fala.
- O que aconteceu com você? - quis saber a curiosa.
- Eu machuquei minha asa. Não vi a cerca e vim voando muito depressa. Quando
percebi, já estava em cima dela e... levei o maior tombo! - disse o pássaro e deu um trinadinho
de dor.
- Ah, coitadinho! - disse Céu, sem nenhum pingo de sinceridade na voz.
- Pois é. Agora preciso me arrastar para um lugar mais seguro até minha asa sarar. E o
problema é que enquanto eu não conseguir voar, não vou conseguir encontrar comida nem
água. E pode demorar um bocado até eu ficar bem o suficiente.
- Eu posso te ajudar - falou a borboleta.
- Pode? Como?
- Bem, eu posso encontrar um bom lugar para você ficar, aqui perto, e trazer um pouco
de comida.
- Puxa! Isso seria muito bom! - animou-se o pássaro.
Claro que a intenção de Céu não era só ajudar o pássaro ferido, mas, assim, ela poderia
ver a sua expressão de admiração toda vez que viesse vê-lo. Já estava cansada das mesmas
caras que olhavam para ela todos os dias no canteiro. Ele era alguém novo e isso a deixava mais
envaidecida ainda. Não era um pássaro bonito, mas, pelo menos não eram aqueles bichos
chatos do canteiro.

E assim, Céu se despediu do forasteiro, depois de arranjar um lugar mais escondido,
onde ele pudesse ficar sem perigo, prometendo voltar mais tarde com um pouco de água e
comida. E saiu radiante, já pensando em que piruetas podia fazer, quando voltasse, para deixálo boquiaberto. Foi até em casa, pegou um pouco de água e comida e voltou para o lugar onde
havia deixado o pássaro. Ele ainda estava lá, com a asa machucada, mas quietinho num canto.
- Olha, eu não consegui trazer muito, mas acho que é o suficiente.
- Muito obrigado, linda borboleta - disse o pássaro, fazendo um elogio à sua benfeitora.
- De nada - respondeu Céu, se enchendo de orgulho.
E assim, os dois passaram o dia juntos, conversando. Quer dizer, só Céu falou, contando
todas as suas peripécias dentro do canteiro, de como os outros bichos admiravam sua beleza,
de como ela tinha nascido linda, do porque sua mãe colocou esse nome nela, de quando ela foi
pedida em casamento pelo feioso Louva-a-Deus. O pássaro prestava muita atenção nas
histórias contadas pela borboleta e ia imaginando as cenas. Às vezes ria junto com ela de
alguma parte engraçada ou apenas suspirava quando ela falava da admiração dos outros
bichos.
E, aos poucos, foi percebendo que a linda borboleta era um tanto egoísta, vaidosa e
orgulhosa, e que não se importava muito com os outros. Mas resolveu ficar calado porque não
queria perder a nova amiga.
Ouviu com paciência suas histórias naquele dia e no outro e no seguinte, esperando que
sua asa ficasse boa para ir para casa. Em todos esses dias, a borboleta sempre vinha, no mesmo
horário, e trazia um lanche.
Quando ela começou a se cansar de contar as mesmas histórias, ele resolveu contar um
pouco de suas aventuras no mundo lá fora do canteiro. E contou sobre um lago muito grande
onde moravam peixes de todas as cores, e sobre os grandes animais da floresta, e as árvores
que dão frutos maravilhosos e tão diferentes que não acabam nunca, e de outros pássaros com
seus cantos tão bonitos e suas penas de cores vibrantes... Céu foi ouvindo tudo e ficando cada
vez mais incomodada. Como assim? Então existiam, fora do canteiro, outros bichos e plantas
que eram tão ou mais bonitos e interessantes do que ela? Isso não podia ser verdade. Devia ser
história daquele pássaro maluco, ela pensou.
Mas o pássaro continuava contando suas histórias. Agora falava de outras terras onde
havia bichos muito diferentes, frutas exóticas, águas limpinhas e frescas, flores gigantes e
animais minúsculos. E Céu pensava: "mas como eu nunca soube de nada disso? Então o mundo
não é igual ao canteiro?" E uma coceirinha foi tomando conta de Céu, uma vontade de
conhecer aquelas coisas todas que o pássaro estava contando, uma comichão de saber mais, de
ver com os próprios olhos.

E foi assim que, numa tarde, o pássaro achou que já era hora de experimentar a asa
machucada, para ver se conseguia voar. Preparou-se, deu um impulso e... conseguiu! A asa
estava boa. Céu olhou para o voo do pássaro e sentiu uma pontada estranha, uma dorzinha
bem fininha lá dentro de si. Achou esquisito e se assustou um pouco. Nunca havia sentido nada
parecido. Mas ali, olhando o pássaro alçar voo, preparando-se para retomar seu caminho e ir
embora, Céu sentiu que não queria ficar longe dele.
Ela não entendia muito bem ainda, mas estava com medo de sentir saudades, pois não
sabia o que era isso. Era a primeira vez que sentia medo de que alguém lhe fizesse falta.
Quando o pássaro pousou ao seu lado, Céu estava murcha. O pássaro notou sua tristeza.
- O que foi? - perguntou preocupado.
- Você já está bom, agora pode ir embora... - disse, numa voz sumida.
O pássaro, enternecido pela tristeza da nova amiga, abraçou-a com cuidado e disse:
- Sempre seremos amigos. Eu virei visitar você e poderemos sair por aí, conhecer outros
lugares, beber água fresca do rio. Olha, eu sou muito grato por sua ajuda, mas preciso voltar.
Tenho um mundo inteiro para voar... Mas a nossa amizade nunca vai acabar, eu prometo.
Um meio sorriso se abriu no rosto de Céu. Um sorriso que era um misto de dor, alegria,
tristeza, saudades... mas sem nenhum pingo de vaidade ou de orgulho. Céu também não sabia
disso, mas a amizade com o pássaro tinha mudado alguma coisa dentro dela.
Então o pássaro se preparou para ir embora. Os dois se despediram com muito carinho,
prometendo se encontrar em breve. Como lembrança, Céu deu a ele um ramo de miosótis, que
o pássaro guardou.
- Até breve, querida amiga.
- Até breve, querido amigo.
E antes de levantar voo, o pássaro também deu seu presente a Céu. Um presente tão
maravilhoso que ela nunca mais esqueceria. Não era nada de guardar, nem de comer, nem de
pegar. Não era sequer algo que ela pudesse mostrar para alguém. O pássaro se ajeitou no galho de azaleia e cantou. Um canto tão doce, tão terno, tão magnífico que Céu sentiu como se o verdadeiro céu tivesse descido na terra. E então ele se foi. E Céu finalmente entendeu porque seu nome era Flauta.
Ele era um rouxinol.

 

Até breve.

“Tons de Natureza” em Antologia Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 19.07.20

Hoje um poema de Lúcio, contido na Antologia Natureza 2018-2019, recorda o calor da natureza, a sua força e vida renovada. Existe uma beleza de paz, quando se observa o sol a passar por uma folha verde.

 

Tons de Natureza

 

Grama, sombra, folha e brisa

Sentado e pensando no que passou

Admirando o verde, a natureza

Eu sou "ela", ela "sou" eu ...

 

Água, corpos, calor e areia

O verão chegando, cores, sol e mar

Admirando a vista, a natureza

Tentando intensamente a vida gastar

 

Suor, montanha, cachoeira e árvores

Caminhando sem parar

Admirando a selva, a natureza

Antes mesmo de escalar.

 

Escalar? Meu Deus!

Céu azul e pássaros a cantar

Onde o céu encontra o chão

A vida parece por um fio estar!

 

Pois é ... Não há vida nesta Terra

Sem verde, sem mar e sem a natureza

Finalizo este poema exclamando

Respeite-a, ame-a e admire sua beleza!

 

Até breve.

Árvore Portuguesa do Ano 2020 – 2ª e 3ª classificadas

por talesforlove, em 18.04.20

Atualmente, temos uma qualidade do ar muito superior à que tínhamos em Fevereiro de 2020, sendo que tal se deve, infelizmente, ao motivo que certamente todos nós conhecemos.

Esta alteração tão importante pode ser uma justificação para pensarmos em hipóteses que podem ser muito interessantes, em concreto as seguintes:

  1. Será possível detetar alguma oscilação na alteração da temperatura média global?
  2. Será possível detetar alguma oscilação no número de casos de cancro do pulmão e outras doenças cuja justificação mais habitual tem sido a poluição atmosférica?

e

    3. A sociedade terá comportamentos emocionais diferentes no futuro?

 

Desejo que desta tragédia de saúde seja possível retirar algo de positivo, que suplante o sofrimento a que se tem assistido.

E para esquecer esta realidade, convido-vos a conhecer:

1. A Oliveira de Moução, perto de Abrantes, que é a mais antiga de Portugal (2º Lugar do Concurso Árvore Portuguesa do Ano 2020). Uma bela árvore com um tronco tão grande que já tem uma abertura central, através da qual podemos ver o céu através dela! Muito bonito!

e

2. A Canforeira de Bencanta, que poderá ser a maior da Europa (3º Lugar do Concurso Árvore Portuguesa do Ano 2020). Uma árvore com uma casca muito rugosa que quase nos faz lembrar a pele de um monstro imaginário…

 

Partilhem estes resultados. Subscrevam o blog. Obrigado.

Até breve.

"Tudo é possível" poema de São Gonçalves (2015) e Conselho Covid-19

por talesforlove, em 13.04.20

Apresentamos o poema vencedor do Concurso Literário em Homenagem ao Senhor Manoel de Oliveira, Cineasta Português:

 

Tudo é possível
 
tudo é possível quando a esperança se cola à vida

no passar dos anos, décadas desfilando

num olhar atento ao mundo

à memória,à historia de um pais amado,revisitado!
 

Tantas histórias contadas na tela de cinema

a vida,o drama ,a comédia

a luta infinda dos homens de fé


transmutações de vida, de sonhos

o silêncio impenetrável nas horas de criação

centenária a vida de um homem

 
a magia  do cinema transmitida de geração em geração!

 

Fica aqui também um conselho para quem deseja desinfetar uma superfície e tem água oxigenada em casa, a qual está num frasco com indicação de fora de prazo. Com efeito, a água oxigenada, ou peróxido de hidrogénio, degrada-se rápidamente após o frasco aberto e mesmo que não seja aberto, este líquido degrada-se a um ritmo aproximado de 0,5 % ao ano. A melhor forma de o testar será derramar um pouco e verificar se ainda faz borbulhas, sendo que se ainda produz borbulhas então está em condições.

Para mais detalhes recomenda-se o seguinte texto:

file:///C:/Users/Rui/Desktop/H2O2%20Hydrogen%20Peroxide.pdf

Até breve.

A Antologia Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 11.08.19

Caros Amigos e Autores,

É com enorme prazer que informamos estar “concluída” a produção da Antologia Natureza 2018-2019.

A conclusão deste trabalho poderia nunca ser dada como real, dada a tamanha beleza dos trabalhos recebidos e selecionados e a inspiração por ela suscitada.

Este ano, a Antologia divide-se em Caderno 1 e Caderno 2, em quase 300 páginas de sucesso crescente.

 

Fica um abraço suave e incondicional, como o de uma árvore, tal qual a árvore e o amor na música seguinte:

“Ombra Mai Fu” (“Sombra nunca foi” ou “A árvore nunca foi sombra”) por Franco Fagioli.

 

 

E como estamos em Agosto, tempo de regresso a Portugal de imensos Emigrantes Portugueses, fica uma música de homenagem, com um vídeo realizado durante uma dessas viagens de regresso, por exemplo, a partir de França.

 

“Meu querido mês de Agosto” por Dino Meira.

 

https://www.youtube.com/watch?v=KmIQws6geFY

 

Um enorme Muito Obrigado a todos e Até Breve.

 

A Capa da Antologia "Natureza 2018 2019"

por talesforlove, em 06.06.19

capa1Pt.jpg

 

Até breve.

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