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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

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Para as vítimas dos Fogos e Cheias

por talesforlove, em 17.07.21

Os recentes incêndios no Canadá, Chile e EUA, com as altas temperaturas a acompanhar a tragédia, só por si já eram manifestações importantes de alterações climáticas e/ou ação nefasta dos seres humanos sobre o ambiente.

Recentemente, as cheias na Alemanha, confirmadas como um resultado de aquecimento global, somam ao espanto já antes sentido... Afinal, é mais uma situação difícil de entender.

 

Fica hoje um conto por Vitor G. (Brasil), no qual a natureza é vista com alguma apreensão. 

 

Título: Conhecendo a natureza

 

Eu estava voltando do trabalho para casa, andando pelas ruas

movimentadas e escutando nada a não ser o som de motores e buzinas. O

ar estava fresco, mas eu sentia a poluição do trânsito, que o deixava

mais pesado. Já começava a anoitecer e as luzes dos postes já se

acendiam, tingindo o solo de um tom ora amarelado, ora azulado, num

contraste entre quente e frio que dava um aspecto ambíguo às ruas.

Isso se dava por estarem substituindo as lâmpadas de vapor de sódio,

amareladas, por lâmpadas LED mais modernas, de tom azulado. Segui pelo

caminho, observando as luzes e o intenso azul-escuro do céu que

anoitecia.

 

Caminhei pensativo, com as mãos nos bolsos e cabeça arriada, olhando

para o chão e desviando dos lixos que via pelo caminho. Minha vida era

infeliz. Eu podia até ter um trabalho que pagasse razoavelmente bem,

mas não tinha mais nada, nem amigos, nem família. Nada. Pensei em como

minha vida era desse jeito devido à maneira como a sociedade moderna

vive. Nós nos afastamos da natureza de tal maneira, que vivemos num

mundo artificial, fazendo atividades artificiais e vivendo

relacionamentos artificiais.

 

Imaginei então que eu pudesse buscar ter mais contato com a natureza.

Isso talvez me fizesse bem, mesmo que se fosse apenas por alguns dias.

Eu estava prestes a entrar de férias no trabalho, então imaginei que

eu pudesse aproveitar alguns dias em algum lugar mais afastado.

Cheguei em casa e logo pesquisei na internet por locais turísticos,

com natureza, próximo de mim. A maior parte dos lugares que eu

encontrava eram hotéis fazenda, mas não era o que eu queria. Eu queria

ter contato com algo natural, que pudesse me sintonizar com a natureza

de uma forma mais primal, então continuei pesquisando até encontrar um

hotel próximo a um morro na região. Não era um morro muito alto. Seu

ponto máximo estava a 405 m de altitude. Podia não ser tão alto, mas

para mim, que vivia preso dentro da cidade, seria algo fabuloso.

 

Pesquisei então pelos atrativos turísticos do local e vi que haviam

diversas trilhas que poderiam ser feitas. Isso era exatamente o que eu

precisava. Fazer uma trilha até o topo do morro certamente me faria

bem e me conectaria com a natureza, há tanto desconectada, pelos

longos anos preso dentro da mesma cidade.

 

Eu nunca havia feito uma trilha como essa antes e não fazia ideia do

que levar, então pesquisei na internet e encontrei diversos vídeos

explicando as dificuldades que eu enfrentaria e me recomendando que

utilizasse calças compridas, tênis, boné ou chapéu e repelente, além

de levar água para ir bebendo durante o percurso. Foram ótimas dicas.

Eu já pensaria em ir de calça e tênis, mas não teria lembrado de levar

o repelente.

 

Sem delongas, fiz minha reserva no hotel e já no dia seguinte, comprei

o repelente numa farmácia. Aguardei ansiosamente até que entrasse de

férias, para comprar minha passagem e me preparar. Arrumei minha mala

dias antes, colocando tudo que precisava e conferindo várias vezes,

para me certificar de que não estava esquecendo nada. Enfim, o dia

chegou e caminhei com a mala nas costas até a rodoviária, onde peguei

o ônibus que me levaria ao local. Foi uma viagem tranquila e sem

eventos. Passei a maior parte do tempo olhando pela janela e

observando como a paisagem se transformava gradualmente, à medida que

eu me afastava dos centros urbanos. O cinza era substituído pelo verde

e as caóticas construções de concreto e argila eram substituídas,

primeiro por longos campos repletos de gramíneas, onde podia-se ver

numerosos rebanhos pastando sob o ameno sol da manhã. Em seguida, os

campos eram substituídos por densas matas, por onde os raios de sol

sequer conseguiam atingir o solo. Eu me aproximava do local.

 

Desci do ônibus num pequeno povoado próximo ao morro e de lá, segui

para o hotel, onde desfiz minha mala e tomei um banho. Em seguida,

desci para almoçar num restaurante próximo. Era um local rústico e de

comida caseira. Não havia nada de luxuoso, mas a comida era gostosa.

Retornei ao hotel para escovar os dentes e então caminhei até o parque

do morro, onde aguardei na recepção de turistas, enquanto esperava que

o pesar do almoço se aliviasse. A recepção era uma construção simples,

onde várias pessoas entravam e saíam. Os que estavam chegando, paravam

para ler as informações sobre o lugar, enquanto os que estavam

retornando, paravam para descansar.

 

De acordo com as informações nos cartazes, o morro tinha 405 m de

altitude, o que não era nada espantoso, mas era o ponto mais alto da

região e possuía um dos maiores isolamentos topográficos do país, de

aproximadamente 2000 km, significando que em um raio de 2000 km não

havia nenhum ponto mais alto do que aquele. Após ler diversas

curiosidades sobre o local, saí e caminhei rumo à trilha. Eu estava

preparado, com a roupa adequada, repelente e água. Não levei mais nada

e sequer carreguei o celular para tirar fotos, pois eu queria me

aproximar da natureza.

 

Iniciei a caminhada entusiasmadamente, em rápidas passadas. À minha

frente havia um grupo de jovens, que ocupavam toda a espessura da

trilha, então procurei a primeira oportunidade de deixá-los para trás

e segui. Passei por algumas pessoas que subiam sozinhas, alguns casais

e um grupo da terceira idade, que pareciam ser os mais animados de

todos.

 

Eu estava tão acostumado a andar em planícies, que a subida me cansava

facilmente. Eu sentia o esforço dos músculos das minhas pernas,

enquanto minha respiração ofegava. Percebi que eu jamais conseguiria

chegar ao topo se andasse daquela maneira, então diminuí o passo e

parei para descansar em alguns pontos. Logo vi algumas das pessoas que

eu havia deixado para trás me ultrapassando.

 

Bebi um pouco da água e continuei. Dessa vez, andei mais calmamente,

observando a paisagem. Havia a mata para ambos os lados e a trilha era

a única parte onde se podia andar. Estava ligeiramente escuro, apesar

de estar em pleno início de tarde. O verde das folhas parecia

refrescar a minha visão, há tanto contaminada pelo cinza O ar, embora

mais difícil de respirar, era agradável e de pureza inigualável.

Caminhei por entre as folhagens, escutando os sons de pássaros por

toda parte, num coro que superava em beleza a música de qualquer

orquestra. Segui, acompanhando a trilha com cuidado, sempre observando

onde pisava. Eu estava prestes a entrar em contato com a natureza e

conhecê-la como nunca antes.

 

Precisei fazer mais uma pausa e bebi o restante da água que eu tinha.

Meu suor escorria pelo rosto e meu coração estava disparado. Sentei

numa pedra e descansei por um longo tempo, até que me recuperasse por

completo. Não tardou até que o grupo de jovens passasse por mim, me

deixando para trás, numa ironia que parecia ser proposital.

 

Levantei então e continuei a subida, que se tornava mais íngreme. Os

músculos das minhas pernas doíam a cada passo e eu já me perguntava se

eu não deveria retornar, mas eu precisava me aproximar da natureza e,

certamente, o topo do morro seria um formidável ponto para meditação.

Além do mais, dizem que o caminho de volta é sempre mais fácil, então

persisti, ainda que em fortes dores.

 

Mais uma pausa foi necessária e dessa vez eu não tinha água para

beber. Enquanto eu repousava, o grupo da terceira idade me

ultrapassou, me deixando constrangido com a situação. Eles claramente

não viram maldade alguma em me ultrapassar e me cumprimentaram

calorosamente antes de seguir. Pensei em acompanhá-los, mas eu ainda

não havia descansado o suficiente. Olhei para uma placa de indicação e

vi que eu já estava na altura de 320 m, então não faltava muito para

terminar a subida.

 

Com sede, fome, cansado e dolorido, continuei o percurso, que se

tornava tão íngreme, que eu já apoiava as mãos no chão para ajudar,

mas, ainda assim, persisti na minha subida. O sol já não estava mais

tão intenso e, sob as folhagens, formava-se uma sombra assustadora,

que me dava uma sensação de pressa como nunca antes, fazendo com que

eu adiantasse os passos, apesar da minha condição física.

 

Eu já cruzava com diversas pessoas descendo o morro, fazendo o caminho

de volta. Muitas delas eu reconhecia, pois haviam subido comigo ou as

vi na recepção. O volume constante de pessoas retornando me fazia

perceber que já estava ficando tarde e que logo o sol se esconderia,

deixando uma profunda escuridão, que muito dificultaria o trajeto. Eu

me perguntei mais uma vez se eu deveria descer logo, mas faltava pouco

e eu precisava muito desse contato com a natureza, então persisti,

usando todas as minhas forças para terminar o percurso.

 

A vegetação já se tornava esparsa e dava lugar a um terreno rochoso,

indicando que eu me aproximava do topo, o que era confirmado pelas

placas de indicação, que mostravam a marca de 390 m. O céu já adquiria

uma tonalidade rosada, sinal de que o sol se aproximava do horizonte e

que eu deveria me apressar ainda mais. Eu apenas subiria ao topo para

contemplar a natureza e logo desceria, antes que escurecesse, pois não

fazia mais sentido retornar no ponto onde eu estava sem visitar o

tipo.

 

O momento chegou e eu estava prestes a atingir o topo do morro, de

onde eu poderia contemplar a natureza como nunca antes. Eu estava

sozinho, o que me daria uma maior introspecção. Um estado de ânimo se

espalhou pelo meu corpo, enquanto eu dava os últimos passos, forçando

minhas doloridas pernas a subir. O céu já estava prestes a iniciar a

escurecer e eu deveria ser breve. Apenas contemplaria brevemente a

natureza e retornaria.

 

Eu não sei o que eu esperava encontrar no topo do morro ou de que

forma a natureza se apresentaria lá de cima, mas a imagem que vi me

chocou, fazendo com que eu repensasse tudo que havia construído a

respeito da natureza. Assim que cheguei ao cume, avistei um gavião que

estava a devorar uma ave menor, que, ainda viva, sacudia o corpo em

vãs tentativas de fuga. A ave estava com o corpo aberto e suas

entranhas expostas, agonizando de dor, enquanto o gavião beliscava sua

carne esporadicamente e a engolia com uma calma perturbadora,

levantando o pescoço e olhando para algo distante a cada nova

beliscada, sem se importar com o sofrimento da ave e sequer se dando o

trabalho de matá-la antes de comer. A julgar pelo estado em que se

encontrava, a ave parecia estar ali há algum tempo, numa incessante

agonia, sem forças para sequer clamar por socorro.

 

Ao me aproximar, o gavião se assustou e voou, largando a desafortunada

ave para trás, diante dos meus olhos, em sua agonia terminal. Era uma

imagem perturbadora, que me fazia questionar minha subida ao morro.

Tentei observar a paisagem, mas eu não conseguiria ignorar o

sofrimento da ave, porém, ao mesmo tempo, não havia nada que eu

pudesse fazer para salvá-la, pois sua morte era inevitável naquelas

condições.

 

Incomodado com a cena e sentindo compaixão pela ave, decidi que o mais

correto a se fazer seria matá-la de uma vez, para pôr fim em seu

sofrimento. Porém, eu não possuía nada comigo que pudesse ser

utilizado para matar a ave, então teria que pisar em cima dela, com

toda a minha força. Olhei em seus olhos e vi o retrato da agonia. A

ave parecia implorar para que eu a matasse, então, relutante, fechei

os olhos e desferi um forte golpe com os pés, numa tentativa

fracassada de encerrar sua vida, mas que causou apenas mais sofrimento

ao animal e me deixou perturbado por acertar algo de textura maleável,

que se movia em agonia, em efêmera tentativa de escapar.

 

Com um forte sentimento de culpa, tentei pisar mais uma vez, para

matá-la, mas, novamente, a ave não morreu. Eu já entrava em desespero

por causar ainda mais sofrimento ao animal, em vez de encerrá-lo,

então, movido pela aflição, dei uma sequência de pisadas fortes sobre

o bicho, que finalmente encerraram sua vida.

 

Ofegante, me afastei e observei o corpo do animal, já inanimado. Eu

havia subido o morro para conhecer a natureza e havia visto o seu pior

lado. Passei meus momentos de introspecção pensando no que havia

acabado de acontecer e desde então, eu tive a consciência do quão

cruel ela pode ser e nunca mais a glorifiquei como havia feito.

 

Se desejar fazer algo em memória das vítimas, poderá, por exemplo, fazer menos uma viagem de automóvel (movido a combustíveis poluidores) ou diminuir a velocidade durante a viagem. Ambas formas de diminuir a emissão de gases responsáveis pelo eveito de estufa.

Até breve.

A onda de calor na América do Norte

por talesforlove, em 09.07.21

Partilha-se a notícia da morte de milhões de mexilhões no Canadá:

http://www.ipsilon.publico.pt/2021/07/08/p3/noticia/onda-calor-aquece-canada-ja-cozeu-mil-milhoes-mexilhoes-1969645

 

Até breve.

Concurso Natureza 2020-2021 - Primeiros Resultados

por talesforlove, em 09.05.21

Bom dia!

Divulgam-se os primeiros resultados do Concurso Literário Natureza 2020-2021!

No próximo dia 13 de Maio, esperamos divulgar os restantes trabalhos que serão também incluídos na Antologia. Só depois serão partilhados os poemas a Marco Paulo!

 

POESIA:

1º lugar: “O Gaio” por Teresa Barranha (Portugal)
2º lugar: “Lágrimas de Sereia” por Regina Gouveia (Portugal)
3º lugar: (empate técnico)
“Cores de Novembro” por Catarina Canas (Portugal)
e
“Flores Urbanas” por Marcelo Souza (Brasil)


CONTO:

1º lugar: “O Amigo” por Sónia Rodrigues (Brasil)
2º lugar: “Projecto Urano” por Alberto Arecchi (Itália)
3º lugar: “Conhecendo a Natureza” por Vitor Gonçalves (Brasil)

 

Muitos parabéns!

Muito obrigado aos Membros do Júri pelo trabalho atento de ler todos os poemas e contos recebidos.

Entretanto, como hoje chove em Portugal, partilha-se a canção "Chuva" pela Fadista Mariza.

 

Até breve.

 

 

 

Poemas Vencedores - Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 28.02.19

Finalmente, anunciamos os vencedores da Categoria Poesia, para a Edição 2018-2019 do Concurso Natureza.

Poesia:
“Vida ao vento” Bárbara Rocha de Brasil - 1º Lugar
“Submarino” por Renato TouzPin de Brasil - 2º Lugar
“Chuva” por Maria Catarina Canas de Portugal - 3º Lugar
 
 
Menções honrosas:
 
“CHAYA” por Anna de Freitas de Portugal
“Preservação da vida” por Cristina Cacossi de Brasil
“O Cosmonauta e o Poeta” por Paulo Caldeira de Brasil
“Dança das Flores” por Silvia Ferrante de Brasil

 

Parabéns a todos os vencedores e vencedoras.

O Concurso Natureza tem feito um percurso de reconhecimento dos autores e autoras que acreditam nesta aventura literária e sobretudo acreditam num mundo diferente, em que o ambiente e a sua preservação, por ser central para o nosso bem estar, tem um papel central nas nossas vidas, enquanto comunidade global. 

Muitos trabalhos serão aqui divulgados, ainda que não premiados com primeiros lugares, assim os(asautores(as) assim o autorizem. 
Até breve e boa escrita.

 

Primeiros Resultados do Concurso Literário "Natureza 2018-2019"

por talesforlove, em 01.02.19

É com grande alegria que aqui apresentamos a lista de poemas e contos selecionados para entre eles escolher os finalistas do Concurso Literário “Natureza 2018-2019”

 

CONCURSO NATUREZA 2018-2019

 CATEGORIA CONTO



Autor

País

Alberto Arechi

Itália

 

Juliana Mesquita

Brasil

 

Luísa Fresta

Portugal

 

José da Silva

Brasil

 

Alessandra Barselar

Brasil

 

Evandro Valentim de Melo

Brasil

 

Maia Piva

Brasil

 

Thalita Cini

Brasil

 

Regina Caires

Brasil

 

Marcos Neves Jr.

Brasil

 

Francisco Guilherme 

Brasil

 

Diana Pinto

Portugal

 

Rafael Tsychiya

Brasil

 

Andrea Espindula

Brasil

 

 Ilva Moraes da Silva

Brasil

 

David Ariru

Brasil

 

Maria Thereza Bicudo

Brasil

 

Murilo Christino

Brasil

Eugénia Maria Martins

Portugal

Jéssyca Carvalho

Brasil

 Francisco Alcântara

Brasil

Thayanne Khésse Melo Silva

Brasil

Rosângela Dos Santos Oliveira Aragão De Matos

Brasil

Adônis Delano

Brasil

Luiz Otávio de Oliveira Alves

Brasil

Joaquim Bispo

Portugal

Zilmar Junior

Brasil

Adriano Figueiredo Monte Alegre

Brasil

Eduardo Soares

Brasil

Bruna Cristina Lima Nascimento

Brasil

Sonia Regina Rocha Rodrigues

Canadá

Lúcia de Fátima Carvalho

Brasil

Aldenor Pimentel

Brasil

Luís Amorim

Portugal

Juliana Karol Falcão

Brasil

Margareth Aparecida Leite

Brasil

Ana Carolina Machado

Brasil

 

 

CATEGORIA POESIA





   

País

 

Anchieta de Santana

Brasil

 

Nanci Oliveira

Brasil

 

Renato TouzPin

Brasil

 

Claudia Lundgren

Brasil

 

Odenir Follador

Brasil

 

Jhonatan Mata

Brasil

 

Osmarina Ferreira

Brasil

 

Gabriel Lima

Brasil

 

Lucicleide Nascimento

Brasil

 

Paulo Caldeira

Brasil

 

Agnes Messmer

Brasil

 

Silvia Ferrante

Brasil

 

 

Cristina Cacossi

Brasil

 

 

Regina Gouveia

Portugal

 

 

Bárbara Rocha

Brasil

 

 

Marcelo Feres

Brasil

 

 

Solange Santana

Brasil

 

 

Eloísa Ávilla

Brasil

 

 

Aiume Silva da Paixão

Brasil

 

 

Matheus Campos

Brasil

 

 

André Soares

Brasil

 

 

Cesar Theis

Brasil

 

 

Larisa Guimarães

Brasil

 

 

Luiza Azevedo

Brasil

 

 

José Mellega

Brasil

 

 

Bruna Lima

Brasil

 

 

Lucas Santos

Brasil

 

 

Luis Alencar

Brasil

 

 

Vitor Costa

Brasil

 

 

Augusto de Sousa

Brasil

 

 

António Ramalho

Portugal

 

 

Carmen Dias

Brasil

 

 

Ana de Freitas

Portugal

 

 

Jair dos Santos

Brasil

 

Maria Catarina Canas

Portugal

 

Getúlio da Silva Oliveira

Brasil

 

Davi Frazão

Brasil

 

Alex Alexandre da Rosa

Brasil

 

Márcio Evanmarc

Brasil

 

LASANA LUKATA

Brasil

 

Beatriz Gomes

Brasil

 

Carlos Jorge Gomes Azevedo

Portugal

 

David Ariru

Brasil

 

Thaísa Cristofoleti de Vasconcelos

Brasil

 

Diego Sônego de Souza

Brasil

 

Marcony Meneguelli Alhadas

Brasil

 

 Cláudio Bertini

Brasil

 

Victor da Cunha Soares Trindade

Brasil

 

Alexandre Squara

Brasil

 

Bruno Augusto Valverde Marcondes de Moura

Brasil

 

João Victor Martins Ruyz

 

Brasil

 

 Antonio Hudson Carneiro de Souza

Brasil

 

Jéssyca Carvalho

Brasil

 

Lucêmio Lopes da Anunciação

Brasil

 

Tiago Arauto

Brasil

 

Thayanne Khésse Melo Silva

Brasil

 

Julia Aguiar de Araujo

Brasil

 

Kárita Helen da Silva

Brasil

 

Zenair Borin

Brasil

 

 Adônis Delano

Brasil

 

Valtair Evandro de Campos Grando

Brasil

 

Laryson Fonseca

Brasil

 

Jeanete Shimara Ferrão

Brasil

 

Francisco Carlos Rocha Fernandes

Brasil

 

Sara Timóteo

Portugal

 

Simone Lopes Genari

Brasil

 

Diobelso Teodoro de Souza

Brasil

 

Silvano Lyra

Brasil

 

Conceição Maciel

Brasil

 

Maikon Douglas

Brasil

 

Francisca Leide Rodrigues Freitas

Brasil

 

Matheus Jorge do Amaral de Souza

Brasil

 

Tatiane Marques Calloni

Brasil

 

Lúcia de Fátima Carvalho

Brasil

 

Anésio Fraga de Souza

Brasil

 

Jaqueline Rosa Fernandes

Brasil

 

Juliana Karol de Oliveira Falcão

Brasil

 

Telma Maria da Conceição

Brasil

 

Delaine Silva Santos

Brasil

 

Maria Ioneida Braga

Brasil

 

 Renata Alves Torres

Brasil

 

José Wilson Teixeira Cardoso

Brasil

 

Leandro Bonizi

Brasil

 

Sidnéya Day Ramos

Brasil

 

Luis Laercio Pereira

Brasil

 

Jéssica Bastos Nascimento

Brasil

 

Getúlio Pereira

Brasil

 

Maria Gonçalves

Portugal

 

Claudete Soares

Brasil

 

Lúcio Fernandes

Brasil

 

 

Outros poemas serão escolhidos para publicação no blog.

Obrigado e Parabéns!

Até breve.

 

 

 

Tentativa de Crítica sobre o filme “O que de verdade importa” (27 e 28 de Outubro 2018)

por talesforlove, em 28.10.18

O filme “O que de verdade importa”, realizado por Paco Arango, tem como personagem central Alec (Oliver Jackson-Cohen) o qual possui um negócio de reparação de equipamentos elétricos e leva uma vida desregrada. Além de jogar a dinheiro continuamente, pese embora perca quase sempre, dorme com todas as mulheres que pode, não obstante tal realidade não preencher o vazio que sente no seu coração. Evidentemente, o seu negócio, com a marca “O Curandeiro”, ressente-se e está à beira da falência; facto evidente quando o seu único empregado recebe a visita do senhorio que o ameaça de despejo. É neste contexto que surge o seu tio, oferecendo-lhe a “salvação”: paga-lhe todas as dívidas se ele se deslocar de Inglaterra, onde vive, para Nova Escócia (Canadá).

Não, o objetivo desta tentativa de crítica cinematográfica não é contar toda a história do filme, por este motivo, paro por aqui esta descrição, a qual considero ser já suficiente para enquadrar o leitor neste universo muito particular.

A primeira imagem que me vem à cabeça quando me recordo deste filme, é a luz refletida nas águas de um lago, uma cena que nos transporta para um mundo de paz, serenidade, no qual, tal como na publicidade desta película, tudo é 100 % positivo. Tanto mais que a câmara se vai gradualmente afastando dessa luz cintilante, como um conjunto de pontos nas pequenas ondulações, a fazer lembrar as estrelas no azul celeste, das quais nos afastamos, ao encontro do verde das encostas montanhosas. Numa mesma panorâmica, o verde esperança e a oportunidade cósmica com o calor atómico feito escuro. Aquele dia de sol empresta-nos a calma que merecemos. Aliás, durante os 120 minutos durante os quais esta história se desenrola somos confrontados com estes pontos de vista, contrapondo alguma tensão emergente em dado momento, com a sensibilidade pictórica que nos abraça; torna mais leve o drama que por vezes parece dominar.

Alec, talvez o herói deste filme, é confrontado consigo próprio e são os outros e não ele próprio que o levam a aceitar-se tal qual é: não apenas um “curandeiro” da eletricidade mas também, e principalmente, um curandeiro da saúde de quem o rodeia, ou mais ainda, alguém capaz de reparar a vida dos outros, que afinal já o esperavam antes mesmo de ele chegar… Ele nunca aceitaria tal tarefa, a qual considera estar muito além de tudo o que considera razoável ser possível, ficando pois em plena crise de identidade quando em choque frontal com essa realidade. Tal como Alec, que se perdeu devido à morte do seu irmão, todos podemos reparar as nossas vidas quando também temos as mãos certas estendidas na nossa direção.

Em determinados momentos da vida, somos todos confrontados com estas duas visões sobre a nossa identidade: o nosso ponto de vista sobre nós próprios e o ponto de vista dos outros, quando nos veem, ou julgam ver… e como é de positividade que aqui se fala, quero dizer que queremos sempre em nós negar alguma capacidade que efetivamente temos. Não a conseguimos reconhecer. Por exemplo, apenas uma mínima parcela das pessoas que vão ler este texto é médico(a) mas todos podemos ajudar na luta contra o cancro, com um pequeno donativo para o IPO (Instituto Português de Oncologia), bastando assistir a este filme no cinema, uma ou mais vezes, em Portugal.

No final da película o propósito MAIOR desta história é revelado a todos: apelar à solidariedade. Não admira que o “tema cancro” surja nesta história, encarnado na personagem Abigail (Kaitlyn Bernard), a par e passo com o sofrimento das outras pessoas que julgam nada poder fazer para lutar contra a doença. Afinal, neste contexto, como noutros, todos nós podemos fazer algo de positivo, por pequeno que possa parecer o nosso contributo. É de facto uma excelente iniciativa, uma bela oportunidade para fazermos algo de bom.

100 % solidário é também o comovente sucesso, visível em cada sala de cinema que se apresenta sempre composta. Os cenários, a trama, as interpretações, na minha modesta opinião, são muito boas, sem que seja óbvia alguma pretensão de obter um OSCAR. Parece-me que, para esta equipa de realização, o maior prémio é ser ela própria o agente de cura nas vidas de muitos de nós. E consegue, pois que com a simplicidade despretensiosa com que o drama se interliga com a comédia, somos levados a refletir e a concordar com o que Margarida Rebelo Pinto defende: “é na arte da simplificação que reside 80 % da felicidade”. Quando acaba este filme sentimo-nos felizes.

 

 

Concurso Literário - "Natureza 2018-2019" - O Universo Nossa Casa

por talesforlove, em 06.10.18
A partir do espaço, a terra é um pequeno ponto de luz azul. Somos um pequeno grande nada, a esperança feita vida. Claro que a maioria de nós apenas teve a possibilidade de ver esse azul em ecrãs de televisão ou computador... ou em uma fotografia num livro. Todavia, acende-se no peito uma emoção estranha, quando nos deparamos com essa imagem.

Esse estado de espírito não nos prende, ainda assim, e somos tentados a olhar em redor, para o universo: para o profundo desconhecido que vai além da nossa imaginação, que nos impõe, as suas cores, as suas químicas, as suas leis da física, as suas vidas.

Enquanto a nossa ação em terra nos faz pensar, dadas as reações da natureza, sob a forma de inundações, tufões e fogos florestais enormes, o universo mantém-se uma "terra" de oportunidades. Até mesmo a literatura parece ter a obrigação de não repetir os erros do passado; tudo deve ser melhor.

A natureza do universo serve-nos de musa para mais este concurso literário. E mesmo um romance de Nicholas Sparks parece ser diferente se pensado nesse contexto imenso e cósmico. Tão impossível quanto um amor dito impossível, tão impetuoso como a vida no meio do nada...
 

natureza3.jpg

 


É neste contexto que, com grande alegria, anunciamos o início do Concurso Internacional de Literatura "Natureza 2018-2019", que este ano vai de 15 de outubro de 2018 a 15 de dezembro de 2018. Em 1 de fevereiro de 2019 são anunciados os pré-finalistas e no dia 28 de fevereiro de 2019 os principais vencedores.

Pode a poesia sobreviver a um universo que parece ser tão avesso à vida? O que temos nós a dizer sobre algo que nos é ainda tão desconhecido? Haverá alguma ligação, alguma comparação, que possamos fazer com a nossa realidade terrestre? Como pode surgir a ciência na literatura neste nosso contexto? Tudo isto é um desafio e nos faz pensar. Acima de tudo, deve ser visto como uma ação de boa disposição e alegria: um exercício de escrita entre amigos.

Todos(as) são bem vindos(as).
 
 

natureza2.jpg

 

 
 
Detalhes do Regulamento 2018-2019:

1. A participação neste concurso é gratuita.

2. Qualquer pessoa de qualquer país pode participar desde que submeta trabalhos escritos em português.

3. Cada participante pode enviar um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 3000 palavras. 

4. As obras devem ser enviadas por e-mail para Rui M. (ruiprcar@gmail.com) juntamente com nome, país, contacto eletrónico. O assunto do email deve ser "Concurso Literário Internacional  'Natureza - 2018-2019'". Espaçamento entre linhas: espaçamento simples; Dimensão da letra: 12; Tipo de letra: Calibri; textos no corpo do e-mail e não em ficheiro.

5. Os autores participantes concordam em receber e-mails no futuro que tenham como objetivo principal divulgar futuras iniciativas literárias. Devem subscrever o blog (caixa no topo).

6. Os finalistas vencedores de primeiros prémios têm direito a um certificado digital.

7. Todos os poemas selecionados serão publicados em antologia, que estará disponível em formato PDF (possibilidade de existir no Windows), com um custo de 2,5 € (pagamento de uma doação pelo PayPal). Os autores premiados têm direito a uma versão gratuita.

8. Direitos do autor: os autores têm seus direitos sobre os trabalhos publicados, a fim de publicar como quiserem em qualquer outro lugar. A organização do concurso detém direitos totais sobre os trabalhos publicados no contexto da Antologia do concurso.

9. Prazo final para participação: 15 de dezembro de 2018.

10. Pré-finalistas anunciados em 1 de fevereiro.

11. Os resultados finais serão anunciados no dia 28 de fevereiro em http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt e, quando possível, em outros websites a indicar no futuro próximo.

12. O primeiro de cada categoria terá direito a um prémio: obra de arte (uma pintura A4) enviada pelo correio.
 
 
Membros do júri:
[Lista não definitiva]

A) Edweine Loureiro (Brasil - Japão)
Escritor Brasileiro radicado no Japão.
Premiado internacionalmente.
 
B) Membro da Universidade de Lisboa (Portugal)
Anónimo.
 
C) Karina I. (Brasil)
Escritora premiada internacionalmente. 
 
D) Membro da Universidade de Lisboa (Portugal)
Anónimo. Formação em Astrofísica.
 

natureza1.jpg

 

 
Parcerias:
[Lista não definitiva]

Projeto "1 Café 1 Árvore"
https://m.facebook.com/1cafe.1arvore
 
Jornal "Bom Dia" Luxemburgo
http://bomdia.lu/
 
 
Ligação extra:
 
Arte sobre natureza
https://myvisualarte.blogs.sapo.pt/
 
 
Inspiração em:
A) Observatório Astronómico de Lisboa
http://oal.ul.pt/
 
B) E como mil anos podem ser necessários para viajar até aos confins do universo...

 


Christina Perri- A Thousand Years (Official Music Video)
Letra e tradução para breve.
 
C) Imagens da NASA em
https://www.nasa.gov/topics/solarsystem/images/index.html
 
Este ano homenagem a Nelly Furtado.
Quem desejar pode fazer um poema em sua homenagem e terá atenção especial por parte do júri.

 


Força (Radio Edit) Official Video
Vídeo por Pablo Campos
Força
NELLY FURTADO
FOLKLORE
All rights reserved © 2004 DreamWorks Records
 
Até breve e votos de feliz escrita.

Capa da Antologia Natureza 2017-2018

por talesforlove, em 11.04.18

PassaroCapaAntologia 2017 2018 PtOK.png

 

Os 3 Grandes Vencedores do "Concurso Literário Natureza 2017-2018"

por talesforlove, em 28.02.18

É com enorme satisfação e alegria que divulgamos os primeiros classificados desta edição do nosso concurso literário. 


Categoria Poesia: 

Título

Autor

País

Classificação

As tempestades de areia

Arzírio Cardoso

Brasil

1º Lugar

A última árvore do Universo

Celso Lopes

Brasil

2º Lugar

Antropoceno

Gervásio Paulus

Brasil

3º Lugar



Categoria Conto: 

Título

Autor

País

Classificação

Cada rio é uma voz

Wilson Filipe da Silva Vieira

Portugal

1º Lugar

O fio

Sihan Felix

Brasil

2º Lugar

Liberdade

Tiago Monteiro

Brasil

3º Lugar

         


Parabéns!

A Organização do Concurso Literário Natureza 2017-2018 agradece o empenho de Edweine Loureiro enquanto júri. A escolha meticulosa e apaixonada, de contos e poesia que nos tocam, sugere a profundidade de uma dádiva genuína de tempo que nos impele a ler com atenção redobrada os trabalhos seleccionados. A protecção da Natureza elevada à categoria de Arte, embalada pela música de Shawn Mendes. 

 

Acabamos em Festa

Até breve.

Shawn Mendes – “Something Big” – “Algo em grande”

 

 

Para subscrever o canal YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UC4-TgOSMJHn-LtY4zCzbQhw

 

Selecionados Categoria Poesia - Excepto 3 Vencedores Principais

por talesforlove, em 19.02.18

Tí­tulo

Autor

Paí­s

Classificação

Vento dos montes (1)

Alberto Arecchi

Itália

Menção Honrosa

Integração (7)

Maria Apparecida Sanches Coquemala

Brasil

Menção Honrosa

Indagações à Natureza (9)

Jober Rocha

Brasil

Selecionado

Oração aos quatro elementos (13)

Christina M. Herrmann

Alemanha

Selecionada

A natureza (20)

Laerte Silvio Tavares

Brasil

Selecionado

Pedrógão (24)

Mário Justino Silva

Portugal

Selecionado

Incêndio (26)

N. Rodrigues Lopes

Portugal

Selecionado

Floresta (28)

Guilherme Sanches Fischer

Brasil

Selecionado

No pomar (33)

Micheline de Souza Ramos

Brasil

Menção Honrosa

       

Poema verde (36)

Renata Alves Torres

Brasil

Selecionada

Deambulação (43)

Duarte d'Orey

Portugal

Selecionado

       

Derradeiro apelo (45)

João Alberto de Faria e Araújo

Brasil

Selecionado

Árvore (53)

Viviane Parreira

Brasil

Selecionada

Á sombra daquela Árvore (62)

Osvaldo Copertino Duarte

Brasil

Menção Honrosa

Vale? (68)

Gabriel Valentim de Oliveira Felipe

Brasil

Selecionado

Majestade amazônica (78)

Luciane Ferreira de Cunha Almeida

Brasil

Selecionada

O fim da primavera (95)

Rafael Torres

Brasil

Selecionado

Crepúsculo no deserto (98)

Sonia Regina Rocha Rodrigues

Canadá

Selecionada

Natureza sem dor (106)

Claudete Morsch Pereira Soares

Brasil

Menção Honrosa

Prométicas (111)

Roque Aloisio Weschenfelder

Brasil

Menção Honrosa

Comburente (114)

Adilson Roberto Gonçalves

Brasil

Menção Honrosa

       

A natureza e o caos (129)

Gustavo Leal de Albuquerque

Brasil

Selecionado

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