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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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Capa da Antologia Natureza 2017-2018

por talesforlove, em 11.04.18

PassaroCapaAntologia 2017 2018 PtOK.png

 

Em Abril 2018

por talesforlove, em 01.04.18

Abril de 2018 recebe-nos de braços abertos. É tempo de partilhar o poema vencedor do Concurso Literário, e apresentar um olhar sobre a novela "O outro lado do paraíso" e ainda contribuir, um pouco, para ultrapassar o problema da vespa asiática.

 

O poema vencedor do Concurso Literário "Natureza 2017-2018"

 

As tempestades de areia

 

O deserto como um mar
(substrato: o sal universal: medula)
E o avolumar de suas ondas-dunas
E os vales lacunas entre outras dunas.
Oceano messiânico alastrando-se
                                             invadindo
                                                   propagando

                                                         (propaganda)                                                                                                                

 

Khamsin. Simum. Ghibli. Harmattan.
Legião tentacular endiabrada a esbravejar:


                                                 ¡A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                 ¡ A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                            ¡  A-VAN-ÇAR. EIA! 

                                                                                                             

Tal qual o degelo dos blocos de matéria-outra
De matéria-areia
Expandisse e dilatasse suas beiras
                                                       margens
Para muito além de seus próprios limiares
                                                                      orlas
Um Midas não-aurífero, arenífero
Tudo ferindo num ferino açoite ensandecido
Até que o globo circunscrito a uma-una camada tênue
Totalitária tessitura de clausura rasa
Cedesse enfim à ambição da abolição de todas as fronteiras
E instituída a tirania da saciedade
Em que tudo é deserto e nada foge:
Cárcere sem grades. Cânceres sem grades. Metástase

 

Por Arzírio Cardoso - Brasil

 


Um breve olhar sobre a novela Brasileira "O outro lado do paraíso" (atualmente em exibição no Canal SIC em Portugal)

 

Tocante e comovente, estamos perante uma história a fazer-nos sonhar com o lado bom do Brasil.
Podemos olhar para a luta ou dilema, entre a possibilidade de exploração de esmeraldas na terra rural, longe da cidade, e a possibilidade de manutenção de tudo como está, nessa mesma região. Vislumbra-se um pedaço de luta pela conservação da natureza: será mais valiosa a paz e beleza daquelas terras ou a riqueza material que estas guardam? E, todavia, também as esmeraldas possuem uma beleza muito própria.
A poesia das paisagens e dos passeios pelos quais as personagens nos levam, será como uma mensagem subliminar: "Venham até aqui". O verde da floresta e matiz esverdeado e cinza dos rios, preenche-nos de curiosidade por um calor muito distante. Uma paz morna, por vezes, de "eterno" verão. Tudo isto nos é mostrado e dado a sentir, com o auxílio de imagens, algumas delas panorâmicas.
A apresentação da novela é um aperitivo para o que se segue. A letra da música contém uma mensagem ética que de certa forma funde a natureza da paisagem à nossa natureza interior; a humanidade. A natureza selvagem surge com uma dimensão divinizante de si própria e dos personagens que a têm como palco das suas vidas. A câmara de filmagem "corre" pelas paisagens, tal como os nossos olhos levados pelo exercício da imaginação ao longo desse "modelo" perfeito para uma verdadeira obra de arte.
Esta novela leva-nos a paisagens tão próximas do âmago do ser humano que a natureza nela retratada não se separa do sentir das personagens, incluindo o da personagem principal: Clara. Existe, sente-se, um "ser de arte", no sentido metafísico, tal como Diderot (1751-1772) a definiu na Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. Porquê? Porque, por vezes, a história nos leva a sentir no limiar do surpreendente, no limiar do que não esperamos. Afinal, como se pode esperar vivenciar tantos sentimentos através de uma história imaginária, transposta para o ecrã? Afinal, estávamos enganados, foi possível.

 

 


A tragédia da vespa asiática em Portugal (velutina nigrithorax)

 

Como o nome indica, a vespa asiática é originária da Ásia, em concreto, da Ilha de Java (Indonésia). Atualmente, tem ameaçado seriamente a vida das abelhas europeias produtoras de mel pelo que têm sido feitos alguns estudos com o objetivo de saber melhor como a controlar e eliminar. Em particular, o ciclo biológico das vespas é muito útil conhecer: com efeito, entre Setembro e Fevereiro, as obreiras morrem e as novas vespas fundadoras hibernam; entre, Abril e Maio, estas vespas fundadoras começam a construir ninhos primários, usualmente com forma esférica, com diâmetro de cerca de 50 mm; depois, entram as novas colónias em atividade total, sendo nesta fase que se tornam uma grande ameaça a outros insetos.
Como a combater?
Além de armadilhas compradas em casas de apicultura, existem ainda iscos artesanais feitos com: i) água de derreter cera de favos velhos, e o seu pólen, após fermentação, para não atrair abelhas; ii) mistura, em partes iguais, de groselha, cerveja preta e vinho branco.
Para a destruição dos ninhos devem-se contactar as Câmaras Municipais.
Esperamos que este seja um pequeno, mas eficaz, contributo para salvar a abelha doméstica.

 

 

Um obrigado Stephen Hawking pelo exemplo de perseverança e pelo bom humor.

 

220px-Stephen_Hawking.StarChild.jpg

 


Obrigado e até breve.

 

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Março 2018 - Mês das flores

por talesforlove, em 04.03.18

Março é o mês das flores, no hemisfério norte, da força da natureza em sempre superar os desafios que o mundo mineral lhe apresenta. A força da beleza a inundar os campos, planícies ou montanhas, vales ou terras à beira mar. Mês do dia da mulher. Estamos todos de parabéns por poder ver estas cores a surgir no horizonte e este é um motivo de alegria para todos os que nascem neste mês, incluindo o autor deste blog. 
Observamos pois, atónitos, o colorido selvagem exposto no vídeo que se segue, da autoria de Thomas Blanchard, divulgado no Dia de São Valentim de 2018. 

 

"DANCE DANCE"

 

Do ponto de vista artístico, as flores são apresentadas em 4 estações do ano.

O fogo para o Outono, o gelo para o Inverno, rápidos brotares para a Primavera e diversas cores para o Verão.

 

Musica : Velvet coffee ( Leonardo Villiger and Christophe Dugne Esquevin)

soundcloud.com/velvetcoffee

facebook.com/velvetcoffeemusic/

 

Director : Thomas Blanchard

thomas-blanchard.com/

facebook.com/thomasblanchardgraphiste/

 

Plantar uma árvore entre cinza, por Rui M.

 

Plantar uma árvore, de fruto, para flores, seria já por si um evento mas, plantá-la entre cinzas é algo muito distinto na forma de sentir. Trata-se de subverter a ordem natural das “coisas” no sentido em que a morte, da cinza, não “rima” com a vida que se pretende brote ali mesmo... Sobretudo se for o agente da destruição o mesmo da “criação”: o homem. 
Esta é uma árvore no local certo. Uma amendoeira para dar à luz as flores sinais de esperança no futuro mais verde e mais seguro. 
O eucalipto não é uma árvore natural de Portugal, mas sim da Austrália e quando incluído, massivamente, num meio rural muito abandonado, potencia enormemente os fogos florestais. Sucede mesmo que em terrenos limpos, se os terrenos dos vizinhos estiverem cheios de mato, em caso de incêndio as árvores podem ser queimadas através de chamas levadas pelo vento ou simplesmente secas pelo calor extremo. 
O melhor é esquecer esta possibilidade e olharmos para esta árvore plantada entre a cor cinza da destruição, algures no Distrito de Coimbra (Portugal). 

 

arvoreamendoeira.gif

 

Poesia por Jefferson Henrique

Fotografia por Carol Damascena

 

"O diabo recolhe mentes"

 

Solo promíscuo de mãos que se escondem
De olhos sem direção a eira da estrada
Onde cada mente jogada se mostra terrena
Como raiz de pequeno e pueril desejo

De ser e tornar tudo tão igual quanto fazem
Essa cruz que desvenda a esquina mortífera
Onde paira o rio que forma quando chove
Uma contagem regressiva para a extinção

Lua clara de um céu triste e estrelado
Onde tua luz se esvai para longe da profanação das mãos
Fazendo o dia apontar a cruz dos turbilhões
Onde transeuntes são fantasmas dos aguaceiros

Perdem-se nas vias corpos alagados
Mentes enfeitiçadas por atos e gestos que sempre se repetem
E tudo se faz igual novamente
Contagem regressiva...

Celebrando a vida com morte
Entoam antiga canção que faz o mundo ninar
Por desejos e vontades do absurdo em tudo transbordar
Um a um como com as mãos formam o declínio e fim.

 

IMG-20180228-WA0039.jpg

 

JURUBATUBA, OU O RIO PINHEIROS (Brasil)

por Vitor M.

 

Jurubatuba significa "Terra dos Jerivás", Jerivá é uma das espécies de palmeiras abundante no entorno do rio Pinheiros em São Paulo, também conhecido como Rio Jurubatuba.

Jurubatuba, dos tempos dos índios, em tupi, lugar com muitas palmeiras Jerivás. Rio Pinheiros pelos jesuítas, em 1560. Catequização dos índios e rios. Araucárias, os Pinheiros do Brasil, cobriam a região. Caminho de Pinheiros, hoje rua da Consolação, era o principal acesso à aldeia.

Aos poucos, pontes e ocupação das margens. Na margem direita, Fernão Dias, o bandeirante, passou a possuir terras.

Emboaçava, lugar por onde se passa, por onde passavam índios, já não passavam mais em 1590. Um Forte protegia a Villa de São Paulo de Piratininga dos ataques indígenas. "200.000 arcos" no dizer de Teodoro Sampaio. Entre os atacantes, principalmente, os belicosos Carijós, que ocupavam o território que ia de Cananéia-SP até a Lagoa dos Patos-RS. "O melhor gentio da costa" segundo os primeiros povoadores portugueses. Ser "melhor gentio" não os salvaram de serem escravizados por colonos europeus de São Vicente.

Século XX, italianos e japoneses chegavam se instalando às margens do antigo Jurubatuba. Transformação.

1926, os clubes esportivos resistiam nas margens. Provas. Travessias a nado e regatas.

Industrialização do estado. Estações elevatórias. Energia barata em abundância.

Vão retificar o Pinheiros! 1928, início da obra terminada em 1950. Objetivo um: acabar com as inundações que um dia salvaram tribos, de acordo com Zagni (2004):

"Para os índios estabelecidos nessa região, antes da chegada do colonizador europeu, o fenômeno das cheias regulares do rio, conformando regiões extensas de várzeas ao longo de seu curso, fazia com que um número grande de peixes encalhasse nas regiões que haviam sido inundadas quando as águas voltavam ao seu nível normal, morrendo e secando ao sol. A importância desse fenômeno natural para a sobrevivência das tribos, ao qual se seguia a atividade de coleta desses mesmos peixes, fez com que a designação dada pelos índios ao território fosse ‘Piratininga’, que do tupi traduz- se como ‘peixe seco’ e demonstra o quanto a sobrevivência dessas tribos estava ligada à ocorrência de suas várzeas."

 

Objetivo 2: canalização. Águas direcionadas para Represa Billings. Usina Elevatória de Traição inverte o sentido do rio. Usina Hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão, recebe água do Tietê através do Pinheiros e da Billings. Energia Elétrica!

 

Estrada de Ferro Sorocabana, atual Linha Esmeralda da CPTM, é inaugurada em 1957. Em 1970, as margens são desmarginalizadas. Inauguração da Marginal Pinheiros. Tráfego. Isolamento. Solitário vive o Rio Pinheiros, o Jurubatuba dos índios, já não convive mais com a população.

 

Consequência das transformações: o rio perdeu as matas ciliares. Extinção da vegetação natural.

 

Na pequena faixa de terra que restou: linhas de transmissão de energia, interceptores e emissários de esgotos, oleoduto, cabos de telecomunicações, galerias de águas pluviais e também estradas de serviço para as operações de desassoreamento.

 

O Jurubatuba está esgotado! Cansado! Esgoto doméstico e resíduos são jogados nele. O rio Pinheiros e sua bacia são alvo de 290 indústrias e dejetos de 400 mil famílias. Comprometimento da qualidade de suas águas e da sobrevivência da fauna local.

 

Como diria Selton Mello em O Cheiro do Ralo de Lorenzo Mutarelli: "esse cheiro que você tá sentindo é do ralo". "Quem usa esse banheiro?" retruca um dos personagens. A poluição do rio afeta a vida diária das pessoas. Gás Sulfídrico. Mau Odor. Fedor! Risco à saúde. Culex Quinquefasciatus.

 

1992: Protejam a represa! Proibição do bombeamento para a Billings.

 

1998: iniciados os trabalhos de recuperação do rio.

 

2001: Geraldo Alckmin anuncia projeto de despoluição do rio, orçado em 100 milhões de dólares. Flotação. Volta do bombeamento de água pra Represa Billings, que é usada - para lembrar o leitor - pra abastecimento de água. O secretário do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, argumenta a favor da técnica de flotação: seria o mais eficiente, rápido e de menor custo.

 

10 anos depois. 160 milhões de reais gastos. O governo desiste do plano de limpeza do rio Pinheiros pela técnica de flotaçao.

 

Antes disso, em 2010, é inaugurada a Ciclovia Rio Pinheiros no governo José Serra.

 

Em 2016, Vitor Miranda, esse quem vos escreve, ao passar pela ponte da Cidade Universitária, enxerga a beleza desaparecida: o sol já posto no horizonte fluvial de uma natureza morta. O clic!

 

Rio Pinheiros (Jurubatuba) - Copy.jpg

 

"Incêndios sem fim!" (Joinville, Santa Catarina, Brasil)

por João A.

 

Não obstante os fatores climáticos, a ganância, a certeza da impunidade,
a indiferença e a inconsequência humana tem provocado destruição e tristeza ao redor do mundo.
Os desmatamentos descontrolados, o uso irresponsável do solo, a poluição do ar e das águas são alguns
dos muitos exemplos cometidos pela insânia dos indivíduos. Só em Santa Catarina, Brasil, no ano de 2017,
foram registrados mais de 1000 focos de incêndio, alguns de grandes proporções causados pela ação do Homem,
os quais trouxeram imenso prejuízo ao ecossistema, além de muitas perdas materiais. A Mãe Natureza, ao agir
na promoção dos eventos telúricos, tem sempre um papel reequilibrante e transformador. O homem, ao contrário,
atua movido por seus interesses egoísticos e escusos causando irreparáveis danos à humanidade e ao planeta.
Até quando tal desatino haverá de persistir?

 

INCÊNDIOS EM SC.jpg

Um abraço.

Boas leituras e até breve.

 

 

 

 

 

Os 3 Grandes Vencedores do "Concurso Literário Natureza 2017-2018"

por talesforlove, em 28.02.18

É com enorme satisfação e alegria que divulgamos os primeiros classificados desta edição do nosso concurso literário. 


Categoria Poesia: 

Título

Autor

País

Classificação

As tempestades de areia

Arzírio Cardoso

Brasil

1º Lugar

A última árvore do Universo

Celso Lopes

Brasil

2º Lugar

Antropoceno

Gervásio Paulus

Brasil

3º Lugar



Categoria Conto: 

Título

Autor

País

Classificação

Cada rio é uma voz

Wilson Filipe da Silva Vieira

Portugal

1º Lugar

O fio

Sihan Felix

Brasil

2º Lugar

Liberdade

Tiago Monteiro

Brasil

3º Lugar

         


Parabéns!

A Organização do Concurso Literário Natureza 2017-2018 agradece o empenho de Edweine Loureiro enquanto júri. A escolha meticulosa e apaixonada, de contos e poesia que nos tocam, sugere a profundidade de uma dádiva genuína de tempo que nos impele a ler com atenção redobrada os trabalhos seleccionados. A protecção da Natureza elevada à categoria de Arte, embalada pela música de Shawn Mendes. 

 

Acabamos em Festa

Até breve.

Shawn Mendes – “Something Big” – “Algo em grande”

 

 

Para subscrever o canal YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UC4-TgOSMJHn-LtY4zCzbQhw

 

Selecionados Categoria Poesia - Excepto 3 Vencedores Principais

por talesforlove, em 19.02.18

Tí­tulo

Autor

Paí­s

Classificação

Vento dos montes (1)

Alberto Arecchi

Itália

Menção Honrosa

Integração (7)

Maria Apparecida Sanches Coquemala

Brasil

Menção Honrosa

Indagações à Natureza (9)

Jober Rocha

Brasil

Selecionado

Oração aos quatro elementos (13)

Christina M. Herrmann

Alemanha

Selecionada

A natureza (20)

Laerte Silvio Tavares

Brasil

Selecionado

Pedrógão (24)

Mário Justino Silva

Portugal

Selecionado

Incêndio (26)

N. Rodrigues Lopes

Portugal

Selecionado

Floresta (28)

Guilherme Sanches Fischer

Brasil

Selecionado

No pomar (33)

Micheline de Souza Ramos

Brasil

Menção Honrosa

       

Poema verde (36)

Renata Alves Torres

Brasil

Selecionada

Deambulação (43)

Duarte d'Orey

Portugal

Selecionado

       

Derradeiro apelo (45)

João Alberto de Faria e Araújo

Brasil

Selecionado

Árvore (53)

Viviane Parreira

Brasil

Selecionada

Á sombra daquela Árvore (62)

Osvaldo Copertino Duarte

Brasil

Menção Honrosa

Vale? (68)

Gabriel Valentim de Oliveira Felipe

Brasil

Selecionado

Majestade amazônica (78)

Luciane Ferreira de Cunha Almeida

Brasil

Selecionada

O fim da primavera (95)

Rafael Torres

Brasil

Selecionado

Crepúsculo no deserto (98)

Sonia Regina Rocha Rodrigues

Canadá

Selecionada

Natureza sem dor (106)

Claudete Morsch Pereira Soares

Brasil

Menção Honrosa

Prométicas (111)

Roque Aloisio Weschenfelder

Brasil

Menção Honrosa

Comburente (114)

Adilson Roberto Gonçalves

Brasil

Menção Honrosa

       

A natureza e o caos (129)

Gustavo Leal de Albuquerque

Brasil

Selecionado

Selecionados Categoria Conto - Excepto 3 Vencedores Principais

por talesforlove, em 19.02.18

Tí­tulo

Autor

Paí­s

Classificação

       

Arraia (31)

Pedro Albeirice da Rocha

Brasil

Menção Honrosa

Miragem (39)

Natália Vale

Portugal

Selecionada

O anjo das matas (57)

Celso Lopes

Brasil

Menção Honrosa

A flor de Iridanis (64)

Mitro Vorga

Portugal

Menção Honrosa

       

O fazer bem (84)

Luís Amorim

Portugal

Menção Honrosa

A luz azul da resignação (88)

Rui Cruz

Portugal

Menção Honrosa

Novos Franciscos (92)

Aldenor Pimentel

Brasil

Selecionado

Epí­logo materno (95)

Rafael Torres

Brasil

Selecionado

A vingança da colmeia (99)

Laisa Ribeiro

Brasil

Selecionada

Planeta ameaçado (101)

Teresa Morais

Portugal

Menção Honrosa

Filha única (107)

José dos Reis Santos

Brasil

Selecionado

       

Do barro à  margem (123)

Magnus Langbecker

Brasil

Menção Honrosa

Fevereiro...

por talesforlove, em 01.02.18

Fevereiro começa hoje... talvez o melhor seja vermos algumas fotografias “de alegria” em Dezembro, em Lisboa.

 

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Com a naturalidade com que uma águia-de-bonelli caça durante o dia ou uma coruja-das-torres durante a noite, assim chega ao fim o Concurso Literário Natureza 2017-2018! Ainda em Fevereiro contamos divulgar os resultados das categorias poesia e conto.

Antes de lermos um poema por António do C., ainda antes de lermos um conto vencedor de 2017, e ainda antes de ler a Revisão crítica de “Adágios” por José Vieira, ou ouvir dois programas “O Amor é”, por Inês Meneses e Professor Júlio Machado Vaz, e finalmente ainda antes de ler “Esperança em pedaços (2)” por Rui M., do livro “Pedaços de esperança” a editar em 2018, convém-nos refletir sobre a ligação “perigosa” entre literatura, natureza e arte.

Por exemplo, o quadro “A Primavera”, por Sandro Botticelli (1444 ou 1445 - 1510), nascido em Florença, cidade berço do Renascimento Italiano. Sem querer olhar com um detalhe exaustivo para esta obra, será de enfatizar a existência da figura da Deusa Flora, Deusa floral, com o seu vestido florido e recebe como dote um jardim fecundo, com floração abundante. Vénus, a Deusa do amor, surge como elemento apaziguador da natureza, por vezes, rigorosa, do amor. E cometendo a “traição à obra” de por simplicidade de análise esquecer todos os seus outros elementos, fica ainda a observação da existência de uma profusão de flores que para alguns botânicos é um notável efeito pictórico... com laranjeiras, acianos, miosótis, cravos, etc. Finalizando, esta pintura possui também uma dimensão de mudança, que surge associada à própria identidade da natureza, e é envolta em mistério. Afinal, quais as mudanças a que se aludem na pintura?! A obra tem uma dimensão mística, naturalística e literária, dado que o próprio pintor assumiu influências poéticas nas suas obras, sem exceção. Algo é certo, as muitas poesias recebidas ao longo do nosso Concurso Literário ligam natureza a humanidade mas também ao desejo mutante da natureza. Fica, por agora, o convite a continuação de boas leituras e contributos para uma natureza mais conservada e respeitada.

 

Por António do C. em 14/01/2018

 

Deram-me uma fotografia 

Como no título do livro de Paula Hawkins, 
estava escrito na água, 
que esta fotografia seria minha: 
luz em redomas de vidro, 
cercadas pela escuridão, aprisionadas por ela, 
irmãs de um mesmo meio de dispersão 
que nos solta espetros de contraluz. 

Tão simples, tão redondas, 
como as flores de um jardim: 
como o Jardim da Estrela, 
tudo cheio de uma cor, 
e tudo tão sem festa 
sem ilusão ou necessidade de perdão 

Serenidade é esta fotografia. 
Como se eu fosse um miúdo, de novo, 
e me sentisse em paz com o mundo. 
A bênção da infância é crer que basta crer, 
que ele nos deixa fazer tudo e sermos 
essa única ilusão. Verdadeiro refúgio. 

 

bolasdeluz2018.jpg

 

 

 

Um dos contos vencedores em 2017

 

4º Lugar

 

CHUVA NO DESERTO, por Alberto Arecchi, Itália

 

Está chovendo. Chove no deserto do Saara.

Com certeza, não se trata da nossa "chuva de março", nem do tempo triste do outono.

Na noite passada, vimos umas grandes nuvens negras engrossando para oeste, um pouco acima do maciço de Adrar, a antiga montanha sagrada que se levanta no meio do deserto. Depois do pôr do sol, a escuridão do céu estrelado foi subitamente atingida por raios, a partir daquela mancha negra, sobre a montanha distante. Nosso guia perscrutou o horizonte e nos mandou deslocar o campo para uma posição mais elevada. Geralmente arranjamos o campo em alguma depressão, abrigada dos ventos. Ontem à noite, porém, fomos para um morro bastante alto, fora do vale do rio, a salvo de súbitas inundações.

Parece paradoxal falar de cheias aqui, a frente do leito de um rio seco como uma esponja espremida, depois de quarenta dias de seca absoluta, sob o céu claro, sem que a gente veja uma única gota de água. No entanto, cerca das cinco horas da manhã, acordou-nos um ruído distante, que logo se tornava um rugido maçador. Um fenômeno bastante preocupante, que parecia aproximar-se. Crescidos com os filmes de cowboys, tínhamos a impressão de uma manada de bisões galopando em volta da nossa posição.

Vinte minutos depois, precedida por uma frente de ar muito frio, no álveo do rio chega uma montanha de água preta, com uma altura de cinco metros e a velocidade de um trem. O leito do riacho enche-se rapidamente. Se tivéssemos acampado lá, estaríamos reduzidos a escombros e arrastados até alguns quilômetros mais adiante, juntamente com as pedras que rolam no fundo, levadas pela cheia. Nossa sorte foi nos encontrar a uma pequena distância dos montes e da nuvem negra, e podermos assim nos tornar conscientes da chuva iminente. Cinquenta quilômetros mais adiante, a cheia iria chegar e atingir as caravanas sem nenhum aviso de alarme.

Ficamos atordoados, enquanto nosso guia se apressa para pegar as barracas, e cravar tudo o que possa ser arrastado pelo vento, e grita para nos colocar em lugares protegidos. Na verdade, após a onda de água suja da cheia - quase imediatamente - está chegando uma violenta tempestade de vento, com poeira grossa e com as primeiras rabanadas de chuva. É como se alguém estivesse lançando, em ondas repetidas, uma enorme quantidade de areia, terra e pequenas pedras afiadas, tudo misturado com água. Estamos fechados nos caminhões, mas nenhuma vedação poderia guardar-nos dos salpicos de água e terra, que penetram no interior. Pelas janelas não podemos ver além de poucos metros, nem perceber se - por acaso - escorregarmos no fundo do rio, tirados pela força da água. Somente os choques do forte vento, que balançam os meios de transporte, confortam-nos a não ser debaixo da água e ainda termos as rodas apoiadas no chão, e tranquilizam-nos por não ser sido arrastados pela força da água.

Na escuridão total, jogados como um trem desgovernado, em uma tempestade de poeira de carvão molhado. O ar é irrespirável, saturado de umidade. Um pesadelo de quarenta minutos.

Rápida e súbita, como quando ela chegou, a chuva vai acabar. A luz aparece timidamente entre os vapores emanados a partir do solo molhado, cheio de poças.

A tempo para ver o nascimento de um grande arco-íris para o leste, em torno dos primeiros raios do sol que perfuram as nuvens.

Abaixo de nós, no leito do rio, a água parou a formar uma barreira, que nos impede qualquer passagem.

Ao nosso redor, o deserto enche-se rapidamente, animando-se como o passeio do sábado. Enxames de insetos voam no ar e concentram-se sobre as poças, moscas, mosquitos, efemerópteros com asas iridescentes. Besouros de cores vivas emergem do solo. Reconheço um inseto vermelhão, que aqui é chamado “o anjo da chuva”: claro que não podia faltar. Lagartos e sapos pequenos aparecem do nada, e com eles uma infinidade de pássaros. Afinal, há até alguns mamíferos que chegam para beber. Uma pequena gazela tenta pegar uma bebida, mantendo sua distância de nós. Um fenech (raposa do deserto) ousa em vez mais e se aproxima de nossas provisões, em busca de comida. Antes da tarde, os horizontes distantes aparecem como pastagens. Não é uma miragem, mas o resultado da revitalização de sementes que estavam na terra, esperando umas gotas de água - talvez por anos. É como se a terra tivesse aberto seu ventre, para desencadear uma segunda criação. Aqui no deserto a gente percebe e entende todo o esplendor e a energia total dos elementos primordiais: fogo, terra, ar, água. A água é o elemento final, em que tudo acaba e tudo renasce com um novo ciclo de vida.

Decidimos ficar por alguns dias neste pequeno oásis improvisado. O recomeço da nossa viagem, agora, entre as rochas e as areias molhadas, poderia ser muito perigoso, porque correríamos o risco de afundar com as rodas na lama. Mas - o que é mais importante - não queremos perder esta alegria primordial, a maravilha de sentir-nos no início da criação, para ver o nascimento e a primavera da vida, onde havia primeiro o Saara, o ‘grande nada’.

O sol desce no horizonte, nem sequer vê-se uma nuvem. Um escorpião captura a sua presa, uma pequena rã, já paralisada pelo veneno da sua cauda. Um grande lagarto de cabeça amarela assiste à cena e balança a cabeça, como um ser humano continuando a negar a evidência. O fenech decide ir-se embora: ele sabe que o lagarto se deu conta da sua presença, e sabe que é mais ágil do que ele. Hoje terá que encontrar outro jantar.

Nosso guia alarga o tapete para a oração do pôr do sol e se inclina em direção ao leste, onde o céu escurece rapidamente. Movimentos antigos, no seio de uma natureza em que acabaram de repetir-se os eternos rituais de nascimento, vida e morte. Sentimo-nos como folhas leves, transportadas neste cenário por uma nuvem passageira e um sopro de brisa.

Chegou a noite, outro dia passou. Brincamos como crianças, olhando com binóculos e lentes de telefoto para todas as espécies de plantas e animais que apareciam, para fixar a memória daquele fenômeno raro. O deserto agora vive e é como se todos os seres que nele habitam surgissem de um jogo de armário, e cada um vai, para ocupar seu lugar, num espetáculo teatral. Mas sabemos que amanhã será outro dia, acordaremos e nos encontraremos no deserto de sempre, murcho e seco.

 

Revisão crítica de “Adágios” por José Vieira      21 Julho 2017

 

“Adágios” (2017) é o terceiro livro publicado por José Vieira, pseudónimo da autora Teresa Vieira Lobo, nascida na década de 80 do século passado em Gaula . Esta obra surge após o amadurecimento literário proporcionado pelo primeiro livro “Estranhas Coincidências”, publicado em 2014, e pouco depois, em 2016, com o romance “Dedicação, Palavra e Honra”. Alguns contos publicados na revista literária “Submersa” e na plataforma “Quem conta um conto”, somam-se a esta atividade literária laboriosa.
“Adágio significa provérbio popular com mensagens de teor moral, ditado. Assim, considerando apenas o título “Adágios”, poderíamos supor que no interior deste livro iríamos encontrar uma coletânea de ditados, todavia, tal não é verdade pois, encontram-se 5 contos autónomos, todos eles, é certo, com mensagens morais explícitas com diversa gradação na forma como nos surgem.
Em prosa cativante, em ritmo marcado pela ação e emoção, surgem diante de nós as vidas, realistas, de cinco mulheres que procuram o melhor para si, e para os seus, em contextos frequentemente tormentosos mas também frequentemente felizes, muitas vezes em simultâneo, sem dúvida que a par e passo; em relato de luta entre o bem e o mal.
Na contracapa diz-se que “Adágios é um livro de vidas. De mulheres. De luta. Um dia foram elas... Amanhã seremos nós.” Convém olhar com algum cuidado esta sequência afirmativa. As vidas são, sem dúvida, o núcleo central deste trabalho, são elas que lhe dão corpo. São-no na perspetiva das mulheres, o que adiciona detalhes comoventes e familiares ou mesmo de “amor quase maternal”, como às páginas tantas se menciona, de tal forma que, quando em certo momento se fala de “essência”, já compreendemos, antecipadamente, o que se pretende referir ou pelo menos isso assumimos, dada a profundidade de alguns dos conflitos éticos com que se deparam as personagens.
Quero todavia acreditar que vários destes elementos dramáticos seriam parte destas histórias caso se de homens se tratasse... A luta ética é algo que pode dizer muito a todo o ser humano e é de seres humanos que versam estas páginas, sensíveis e cativantes. Todavia, não se concorda com a afirmação que remete para amanhã esta luta, pois por vezes podemos esquecer mas ela nos envolve a cada momento e em cada ação pois somos seres dotados de livre arbítrio.
Em resumo, a leitura de “Adágios” leva-nos longe, quem sabe a olhar “por dentro” a natureza humana. A certa altura com um prisma religioso e em outros tantos momentos tão só pelo sentir que, de facto, nos transmite. Se assumirmos que a literatura proporciona mudança ou alicerces a quem dela frui, este livro pode ser entendido como um bom caso de “literatura de catarse”. São páginas que valem a pena ser lidas.

 

Referência da obra:

Vieira, J. (2017), “Adágios”, Chiado Editora, Lisboa, pp. 97

 

Tem interesse no livro?

Aqui tem o contacto da Autora: teresavieiralobo@sapo.pt

 

O Amor é

 

Este mês apresentamos dois programas “O Amor é”, de Inês Meneses e o Professor Júlio Machado Vaz, com sua autorização. É com grande satisfação que os partilhamos. 
O primeiro dos programas que partilhamos é o “O Amor é (Fim de Semana) - Eugénio de Andrade e os amigos. | 27 Jan, 2018”. Eugénio de Andrade, a sua escrita, poesia, é o foco de uma conversa que nos procura elucidar um pouco mais acerca dos meandros do amor. A natureza humana é aqui observada pelo prisma, fascinante, da amizade. Igualmente se fala da vida do escritor, e de uma forma um pouco mais abrangente das vidas dos escritores, bem como com a possibilidade da sua escrita ser o reflexo dessas vidas ou não ser necessariamente assim. A escrita pode não refletir mesmo a vida do escritor. O melhor é mesmo ouvirmos este programa que nos permite vaguear também pela vida literária. 

 

https://www.rtp.pt/play/p266/o-amor-e-fim-de-semana

 

O segundo programa que aqui se partilha é o “O Amor é (Fim de Semana) Pedrogão - dar a volta. | 30 Dez, 2017”. Como o próprio nome nos revela, tem um tema também ligado ao ambiente, tanto quanto a tragédia dos fogos florestais em Portugal nos permite, por fatalidade, admitir. A abordagem é a da psicologia, ou será antes, poderemos dizer, a estrita visão humanista desta situação, ainda associada à mudança de ano, e a tentativa de nos libertarmos de fantasmas, ou por outras palavras, nos vermos livres de situações adversas nas nossas vidas. Pedrógão é o exemplo aqui sublinhado e o efeito, positivo, da solidariedade gerada nas e pelas pessoas. As famílias humanas são claramente uma realidade profundamente ligada à natureza. Nós somos a natureza. Fica o convite, a ouvirem este programa que nos elucida sobre uma ou várias vertentes das nossas vidas. Quem sabe nos poderemos tornar melhores pessoas, que apoiem a natureza, mas também melhores escritores?

 

https://www.rtp.pt/play/p266/e323082/o-amor-e-fim-de-semana

 

Por Rui M.

Do livro “Pedaços de esperança” a editar em 2018

 

Esperança em pedaços (2)

 

Pequenas partes de mim são esperança,

de um dia maior, de uma luz abrasadora,

de calor, de amor, de sonhos cativos de livros,

de livros que mendigam sonhos para existir.

 

Todos mendigamos um dia a claridade da manhã,

Porque ela nos liberta dos nossos nadas...

Porque nos alimenta com raios atómicos...

Porque não queremos deixar de sentir.

 

E quando um dia, ainda sonhado, ainda por vir,

virem pedaços de vidro às cores pelo chão...

Não são. São partes da minha esperança a resistir.

A sonhar, a orar, a acreditar; nos sonhos que virão.

 

 

Obrigado pela visita.

Até breve.

 

 

 

 

 

 

Em homenagem a Madalena Iglésias

por talesforlove, em 17.01.18

Fica uma parte da Opera "A Flauta Mágica" de Mozart

 

(em Alemão)
Sprecher: Ihr Fremdlinge! was sucht oder fordert ihn von uns?
Tamino: Freundschaft und Liebe.
Sprecher: Bist du bereit, es mit deinem Leben zu erkämpfen?
Tamino: Ja.

 

(em Inglês)

Speaker: Stranger, what do you seek or ask from us?
Tamino: Friendship and love.
Speaker: And are you prepared even if it costs you your life?
Tamino: I am.

 

Orador: Estrangeiro, o que procuras ou o que nos pedes?

Tamino: Amizade e amor.

Orador: E estás preparado ainda que te custe a vida?

Tamino: Sim eu estou.

 

Nota: 

Com efeito Madalena Iglésias afirmou que deixaria de cantar assim que se casasse e cumpriu a sua promessa.

Faleceu ontem 16 de Janeiro de 2018.

 

Fica a informação que quem desejar adquirir uma t-shirt do Concurso Literário Natureza "2017-2018" o pode fazer através de donativo no valor de 5 Euros mais custos de envio. Envie e-mail para ruiprcar@gmail.com.

 

 

Concurso Literário Internacional "Natureza 2017-2018"

por talesforlove, em 15.11.17

É com grande alegria que anunciamos o início do Concurso Literário Internacional “Natureza 2017-2018” o qual este ano decorre entre 1 de Dezembro de 2017 e termina a 1 de Fevereiro de 2018. A 19 de Fevereiro são anunciados os pré-finalistas e a 28 de Fevereiro os principais vencedores.

Referimos alegria neste anúncio porque este é o reencontro de todos nós nesta aventura literária que tem por um dos seus grandes objetivos sensibilizar para a proteção da natureza. Um reencontro entre amigos. Este ano, pelo menos em Portugal, as alterações climáticas são mais evidentes: os grandes fogos florestais de 17 de Junho e de 15 de Outubro, parecem provar essa realidade. O sofrimento das pessoas foi enorme e notar a substituição de um manto verde pela cor da cinza, é triste. No mundo, o facto de as concentrações de CO2 na atmosfera estarem em níveis muito elevados, só nos pode deixar também atentos.

É tempo de agir, pelo que fica aqui também o convite à vossa participação neste concurso e de seguida as condições de participação e outros detalhes.

 

Nesta edição, procuramos novamente HOMENAGEAR também a comunidade emigrante Portuguesa, através da homenagem a Shawn Mendes!

“Nunca Estarás Só (Escrito à mão)”

https://www.youtube.com/watch?v=N7VCLNBNJQs

 Sem, é claro, esquecer os que ficam em Portugal!

 

 

 

O vídeo de “Nunca Estarás Só (Escrito à mão)” tem uma proximidade com a natureza e uma imagem de uma floresta conservada e verde que só nos pode inspirar e a letra é muito apelativa. Com efeito, é importante que não estejamos sós neste trabalho em prol da natureza.

 

Fica a nossa tradução desta letra para Português:

Nunca Estarás Só (Escrito à mão)

 

Eu prometo que um dia eu estarei do teu lado

Eu te manterei sã e salva

Neste momento tudo é uma loucura

E eu não sei como parar ou ir mais devagar

 

Ei

Eu percebo que há muito para falar entre nós

E eu não posso ficar

Deixa-me apenas abraçar-te um pouco mais agora

 

Toma um pedaço do meu coração

E faz com que seja todo uma parte de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

Tu nunca estarás só

Quando sentires a minha falta, fecha os olhos

Eu Posso estar longe, mas não ausente

Quando adormeceres hoje à noite

Lembra-te que nos deitamos sob as mesmas estrelas

 

E, ei

Eu percebo que há muito para falar entre nós

E eu não posso ficar

Deixa-me apenas abraçar-te um pouco mais agora

 

Toma um pedaço do meu coração

E faz com que seja todo uma parte de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

 

E toma

Um pedaço do meu coração

E faz dele um pouco de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

 

Detalhes de Regulamento 2017:

  1. A participação neste concurso é gratuita.
  2. Qualquer pessoa de qualquer país pode participar desde que submeta trabalho redigido em português.
  3. Cada participante pode submeter um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 3000 palavras.
  4. Os trabalhos devem ser enviados por e-mail para Rui M. (ruiprcar@gmail.com) juntamente com nome, país, contacto electrónico. O assunto do e-mail deve ser “Concurso Literário Internacional ‘Natureza – 2017-2018’”.
  5. Os autores premiados finalistas têm direito a certificado em formato digital.
  1. Todos os poemas seleccionados serão publicados em antologia, a qual estará disponível em formato PDF (possibilidade de vir a existir em Windows), com um custo de 2,5 € (pagamento de donativo por PayPal). Após descontados os custos do concurso, o valor restante será utilizado na compra de árvores e sementes. Os autores premiados têm direito a uma versão gratuita.
  2. Data limite de participação: 1 de Fevereiro de 2018.
  3. Pré-finalistas anunciados a 19 de Fevereiro.
  4. Os resultados finais serão anunciados a 28 de Fevereiro em  http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/.
  5. O primeiro classificado de cada categoria terá direito a prémio no valor de 10 Euros.

 

Tema principal: "Proteção à natureza"

Tema de apoio: "A canção de Shawn Mendes"

 

 

Organizador do concurso:

Rui M.

 

Responsável do Júri:

Edweine Loureiro

Poeta e escritor Brasileiro radicado no Japão.

Premiado internacionalmente.

 

Principal patrocinador:

Rui M. Publishing

 

==================================

Parceiros iniciais 2017 (lista não definitiva):

  

1) Jornal Bom Dia - Luxemburgo

http://bomdia.eu 

 

2) Blog do Lucabe - Brasil

http://www.lucabe.com.br/

 

Este ano a App LinbonTourism em associação (sem custo; basta seguir botão lado esquerdo):

https://www.microsoft.com/store/apps/9nblggh3335s

 

Para nos seguir:

http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/data/rss

ou, no início do blog, submeter o e-mail e seguir os passos indicados.

 

Pinturas disponíveis:

folhas1withletters.jpg

flor1comletras.jpg

 

Sobre "Luna Lina" por Júlio Carlos Alves

por talesforlove, em 07.08.17

Podem ver detalhes em:

https://www.youtube.com/watch?v=9UN74vwFSWo

 

Até breve.

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