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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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De luto / pelo Museu Nacional do Brasil

por talesforlove, em 04.09.18

De luto / pelo Museu Nacional do Brasil

 

https://www.publico.pt/2018/09/03/culturaipsilon/noticia/museu-nacional-do-brasil-era-maior-museu-de-historia-natural-da-america-latina-1842833

 

https://www.dn.pt/mundo/interior/-museu-nacional-estava-degradado-e-sem-dinheiro-9794392.html

 

 

"Rui" um poema por Viviane P. (Brasil)

por talesforlove, em 31.08.18

Rui
 
Rui Carlos de Avelar
Rui Raposo  Aragão
Rui Alcântara Moreira
Rui Augusto de Queiroz
Rui Alberto Porto e Silva
Rui de Castro Andrade Costa
Tua  escrita me deu voz!
 
 
 
Rui Batista Brito Sousa
Rui Mota Borges Vaz
Rui das Fontes Alencar
Rui Mathias de Bragança
Rui Felipe de Albuquerque
Rui Mendonça Escobar
Rui Seabra Maciel
Rui: me destes esperança!
 
 
 
Rui Machado de Aguiar
Rui Lopes de Assunção
Rui Rodrigues Pereira
Rui Mendes Valadão
Rui Fernandes de Jesus
Rui Pereira Pinto Alves
Rui : eterna gratidão!

 

Muito obrigado pela gratidão e apoio.

Sabe bem ser bem-vindo e reconhecido.

 

Até breve.

 

Dois poemas por Ricardo S. (Brasil)

por talesforlove, em 31.07.18
Devasso desejo!
 
O sono profundo toma conta do meu ser;
Vastos são os desejos que afloram no meu corpo ao fechar dos olhos;
O véu da noite brilha radiante; como uma raposa do deserto, eu farejo os teus rastros, sinto a brisa fresca carregar o teu perfume por quilômetros sendo impulsionados pela poeira levantada do teu vestido de cor vermelho escarlate;
Quando balanças teus cabelos e andas com teus passos largos, as flores em tua volta se envergonham com tamanha beleza e se escondem ofendidas;
Tu não és musa, não és miss, muito menos princesa, mas o teu peso, a tua presença física e o teu poder sobre a natureza e os mortais te dão status de Deusa!
No teu caminhar, até a tua sombra ganha vida, quando passas rente ao mar, o teu poder é sentido, deixando as ondas sem direção e longe da calmaria;
Tu carregas em teus braços o segredo da sedução e da servidão, a magia das ilusões, a chama que aquece os corações dos puros, o sono dos amantes e a chave do que se chama amor!
Tu atormentas os homens oferecendo desejos que jamais serão alcançados;
Por que carregar tantos corações apaixonados no teu manto sagrado da perdição, se sabes que todos os homens jamais irão possuir o que querem de ti?
 
Amor à primeira vista
 
Real e lúdico ao mesmo tempo, energia paralisada;
O mundo deixa os seus movimentos de rotação e translação para trás por alguns minutos;
É o começo de uma vida a dois, sabendo que vai dar certo antes de acontecer;
Troca de olhares cheios de mistérios e enigmas incompreendidos pela grande maioria dos seres vivos;
Momento natural e único, eternizado com o doce sabor do tempo;
Amor que já nasce com o tema de uma boa novela ou de uma bela poesia.
Privilegiados, são os que sabem amar com o soprar do vento no rosto, com o calor crescente tomando conta do corpo sendo acompanhado de batidas aceleradas do coração.
Amor a primeira vista, me perdoem os que nunca sentiram; confesso que é para poucos!
 
Até muito em breve.
 

Dia de 1 de Junho 2018

por talesforlove, em 01.06.18

Junho começa com o Dia da Criança. Símbolo também da esperança, futuro, sonho e presente.

Em Portugal, neste Junho, pela primeira vez, recorda-se o um ano após as mortes nos fogos florestais de 2017; sobretudo a tragédia de Pedrógão. Todos nós sabemos o que isso significa e significou; não é necessário, portanto, esclarecer o que esclarecido está. Queremos um novo horizonte mas, ainda neste mês de Maio esse evento, muito atual, se fez de novo nos seus tons próprios. Faleceu uma pessoa anónima, de seu nome João, a cortar erva/mato quando caiu de uma barreira com cerca de 2 metros de altura. Fim breve e com a simplicidade que fora a sua vida. Convém homenagear o anónimo, pois quem o faz?! O herói simples do dia comum que ninguém menciona por não se julgar merecer o gasto de tempo na escrita de um breve texto. Aquele que mesmo que fosse esquecido, ninguém repararia nesse facto e para quem ninguém tem necessidade de fazer a derradeira vénia publica. A homenagem aos mais notáveis faria quase um sentimento de dignidade a quem a faria mas, neste caso, esse sentimento é-nos mais pessoal, um exemplo, vindo de uma parte do mundo mais remota.

Entretanto, voltando a página, redescobrimos ou recordamos a combinação ardente de 2017: fogos florestais e a Feira do Livro de Lisboa. Em 2018, a pena mecânica criou mais um exército de livros comercialmente dispostos e apresentados (quase sempre), no Parque Eduardo VII. O tempo mais fresco brindou o país com a sua presença “salpicada”, um ou outro dia, com subtil chuva, pelo menos até ao dia de hoje. Mas será Junho assim tão morno?

À parte de perguntas como esta, “difusas”, dizem as “más línguas” que uma imagem pode erradicar a necessidade de 1000 palavras; motivo pelo qual vos oferecemos estas fotos:

 

 

1feira2018.jpg

 

2Feira2018.jpg

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Queremos acreditar que este ano a Feira terá ainda mais visitantes; nota-se uma enchente de famílias, de leitores, de turistas, de simples “olharapos”, que parece antever tal hipótese. Sem esquecer a nostalgia de feiras passadas… Afinal, onde está o telescópio que nos permite ver, lá longe, a lua cheia, redonda e perfeita como gostaríamos que fossem as nossas vidas?!
As poesias impõem-se pois novamente.

Por Joan B. (EUA – Califórnia)

 

WHY ME?

 

There are so many times in one’s life

When we quietly murmur “Why Me?

Complications, frustrations and worry

Seem to take over our lives and

Depression sets in.

We must remember that we are not alone

In how we feel.

The world today is full of negative images and writing.

How much more do we need to take hold of our own

Self in a determination to bring thoughts that are positive.

We are thankful for the gifts we have been given

And take in the beauty that surrounds us in nature.

Healing does not take place overnight but as we

Take one day at a time and look at a beautiful sunset or

Perhaps an aura of a rainbow stretching across the sky,

We look to our future with strength of mind and the knowledge

That there will be brighter days ahead.

 

Tradução para Português, por Rui M.

 

Porquê eu?

Quantas vezes na vida de alguém
Quando silenciosamente murmuramos “Porquê eu?”
As complicações, frustrações e a preocupação
Parecem dominar a nossa vida e
A depressão se instala.
Temos de nos recordar que não estamos sós
Na nossa forma de sentir.
O mundo dos nossos dias está repleto de imagens e literatura negativa.
Tornando tão maior a necessidade de nos apropriarmos da nossa própria literatura
Com a determinação para materializar pensamentos positivos.
Nós estamos gratos pelos presentes que nos têm sido dados
E tomamos para nós a beleza que nos rodeia através da natureza.
A cura não acontece durante a noite mas na forma como nós
Encaramos cada dia de cada vez e vemos um maravilhoso pôr-do-sol ou
Talvez a aura de um arco-íris que se espraia pelo céu.
Nós olhamos para o futuro com confiança e o conhecimento
De que haverão dias mais cintilantes à nossa frente.

 

Nota: Dedicamos este poema a todos quantos sabem o que é a depressão e a todos quantos respeitam esta doença; em especial aos bons, os verdadeiros, profissionais de saúde que se preocupam com a dignidade da pessoa. Aqueles e aquelas que abraçaram a sua profissão por vocação e não como resultado de um mero exercício contabilístico.

 

E também se impõe a alegria de perceber que o livro que originou este blog, “Tales For The Ones in Love” já chegou ao Brasil. Ei-lo forte e intemporal, nas mãos da talentosa Escritora Brasileira Maria Coquemala.

 

LivroM2018.jpg

 

 

Para terminar, fiquemos com a força das ideias, feitas música.

Que as entenda quem tiver olhos para as sentir.

 

2 Cellos – Theme from Schindlers’ List

 

 

 

Até breve.

O mês de Maio e a sua música

por talesforlove, em 01.05.18

Maio é o mês do Euro Festival da Canção em Portugal, em Lisboa, no Parque das Nações. Começamos por mostrar uma fotografia no Parque das Nações e depois vamos até ao Miradouro de Santa Luzia, também em Lisboa. Em ambos os locais a natureza tem uma palavra a dizer. Após este passeio fotográfico, poderemos encontrar a tradução de dois poemas do Inglês para Português e ainda um poema da poeta Brasileira Maria Coquemala. Vamos então até à Casa de Fernando Pessoa, junto do Jardim da Estrela, uma das zonas lisboetas mais bonitas e ouvimos um poema da poetisa Uruguaia Juana de Ibarburu. Olhamos ainda uma outra capa alternativa para a nossa Antologia "Natureza 2017-2018". Para terminar, ouvimos uma música em homenagem a Salvador Sobral, sem dúvida, o nosso salvador, no que diz respeito ao Festival da Canção.

No Parque das Nações existem vários pinheiros mansos... e ao fundo o rio Tejo apresenta-se sempre com águas tranquilas.

 

ParqueNacoes.jpg

 


É todavia, a partir do Miradouro de Santa Luzia, que podemos ver a Lisboa Antiga: uma das suas versões mais fascinantes.

 

VistaAPartirMiradouroOK.jpg

 

 

E também belos azulejos Portugueses.

 

MiradouroOK2.jpg

 

 

E ainda, uma videira serena e simples.

 

MiradouroOK3.jpg

 

 

Apresentamos agora dois poemas na sua tradução.

 

1o Poema, por Eliza S., Polónia

True Fantasies

To Professor Bogumila Rouba
How easy it is to rest
in loneliness of fuzzy thoughts.
To leave plans behind,
to be there -
far,
beyond real time.
Just me
and my true fantasies.
To be free,
yet
trapped in the mouth of pulsating nature.
Only the low tide
revealing the nudity of the beach
reminds that
time flows.
 (Traduzido do Polaco para Inglês por Artur Komoter)

 

Tradução para Português:
Fantasias verdadeiras

À professora Bogumila Rouba
Como é fácil descansar
na solidão dos pensamentos difusos.
Para deixar os planos para trás,
estar lá -
longe,
além do tempo real.
Apenas eu
e as minhas verdadeiras fantasias.
Para ser livre,
ainda
preso na boca da natureza pulsante.
Apenas a maré se esvai
revelando a nudez da praia
e a lembrar que
o tempo passa.

 

2o Poema, por Joan B., EUA

Hearts That Are Broken

Sadness may fill a heart with longing ---
Longing for the sound of a baby’s laughter
Or the sweet chirping of a bird outside your window.
Sounds of nature bring a pleasant relief to a
Heart that is feeling so alone.
One’s heart is so entwined within our emotions
And we need to let thepurity of nature
Fill us with a joy aswe immerse ourselves in the
Gifts of nature’s beauty.
Then our heart will know the peace that comes
With becoming a part of nature’s delight.


Tradução para Português:

Corações que estão desfeitos

A tristeza pode preencher o coração com saudade ---
Anseio pelo som do riso de um bébé
Ou o doce chilrear de um pássaro lá fora além da tua janela.
E os sons da natureza trazem um doce alívio para um
Coração que se sente tão só.
O coração está entorpecido, preso nas nossas emoções
E nós temos de deixar a pureza da natureza
Preencher-nos com uma alegria própria do mergulho
Nas suas dádivas de beleza.
Então o nosso coração saberá a paz que surge
Quando nos tornamos parte desse deleite natural.


Um poema da poetiza Brasileira Maria Coquemala.

 

MINHA ALMA

Leve, minha alma se liberta e cresce.
Minha alma que nunca esteve tão alegre,
que abandona este corpo que se esvai.
      Minha alma transcende, avança no espaço...
      Levada pelas asas do desejo, ruma ao infinito...
      Minha alma atravessa o arco-íris
      e se pinta com as cores da alegria.
Apagam-se todas as lembranças doloridas.
Silenciam para sempre as vozes da saudade,
da tristeza, da dor, do sofrimento.
     Vão-se revelando à minha alma,
     os segredos todos do Universo...
     Já não há perguntas sem respostas.
     Já não há corpo, agonia e morte.
E a minha alma inteira, sem recortes,
realiza todas as minhas fantasias.
Razão e sentimento se fundem em harmonia.
    Minha alma andarilha avança no infinito
    desvendando veredas na eternidade.

Nota: no Livro "Pulsar" (2015), All Print Editora, São Paulo, Brasil

 

Agora sim, faz falta Fernando Pessoa... tentámos vê-lo em sua casa.... mas não estava.

 

CasaFPessoaOK1.jpg

 

 

Dizem que andava muito por Lisboa e pensamos então ir até ao Jardim da Estrela, mas nada... será melhor passar outro dia. Nunca é demais e ainda que não seja já possível realmente vê-lo, por já ter falecido, a verdade é que, de certa forma, se sente alguma proximidade do poeta. Malabarismos da nossa mente... que nos mente ou sente.

 

JardimDaEstrelaOK.jpg

 


O melhor será ouvir um belo poema de Juana de Ibarborou, a poetisa da Natureza, no programa da rádio, "O Som que os versos fazem ao abrir". Com Luis Caetano e Ana Luisa Amaral.

https://www.rtp.pt/play/p3076/e340701/o-som-que-os-versos-fazem-ao-abrir

 

Relembra-mos que a nossa Antologia está quase a ser publicada, e por este motivo revelamos aqui uma outra capa alternativa ao nosso livro. Não, esta não é a capa escolhida.

 

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Finalmente, terminamos como começámos, falando do Festival da Canção, este ano em Lisboa. Podemos encontrar em vários locais e várias ruas os anúncios relativos a este evento, entre a agitação do mar de turistas a passear-se alegremente pela Capital. Nada melhor do que ficarmos com um tributo a Salvador Sobral, com uma canção criada a partir de um dos Heterónimos de Fernando Pessoa: Alexander Search.

 

 

 

Até breve, e, por favor, não se esqueçam de subscrever este blog colocando o vosso e-mail na caixa no topo.

Muito obrigado.

 

 

Capa da Antologia Natureza 2017-2018

por talesforlove, em 11.04.18

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Em Abril 2018

por talesforlove, em 01.04.18

Abril de 2018 recebe-nos de braços abertos. É tempo de partilhar o poema vencedor do Concurso Literário, e apresentar um olhar sobre a novela "O outro lado do paraíso" e ainda contribuir, um pouco, para ultrapassar o problema da vespa asiática.

 

O poema vencedor do Concurso Literário "Natureza 2017-2018"

 

As tempestades de areia

 

O deserto como um mar
(substrato: o sal universal: medula)
E o avolumar de suas ondas-dunas
E os vales lacunas entre outras dunas.
Oceano messiânico alastrando-se
                                             invadindo
                                                   propagando

                                                         (propaganda)                                                                                                                

 

Khamsin. Simum. Ghibli. Harmattan.
Legião tentacular endiabrada a esbravejar:


                                                 ¡A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                 ¡ A-VAN-ÇAR. EIA!


                                                                            ¡  A-VAN-ÇAR. EIA! 

                                                                                                             

Tal qual o degelo dos blocos de matéria-outra
De matéria-areia
Expandisse e dilatasse suas beiras
                                                       margens
Para muito além de seus próprios limiares
                                                                      orlas
Um Midas não-aurífero, arenífero
Tudo ferindo num ferino açoite ensandecido
Até que o globo circunscrito a uma-una camada tênue
Totalitária tessitura de clausura rasa
Cedesse enfim à ambição da abolição de todas as fronteiras
E instituída a tirania da saciedade
Em que tudo é deserto e nada foge:
Cárcere sem grades. Cânceres sem grades. Metástase

 

Por Arzírio Cardoso - Brasil

 


Um breve olhar sobre a novela Brasileira "O outro lado do paraíso" (atualmente em exibição no Canal SIC em Portugal)

 

Tocante e comovente, estamos perante uma história a fazer-nos sonhar com o lado bom do Brasil.
Podemos olhar para a luta ou dilema, entre a possibilidade de exploração de esmeraldas na terra rural, longe da cidade, e a possibilidade de manutenção de tudo como está, nessa mesma região. Vislumbra-se um pedaço de luta pela conservação da natureza: será mais valiosa a paz e beleza daquelas terras ou a riqueza material que estas guardam? E, todavia, também as esmeraldas possuem uma beleza muito própria.
A poesia das paisagens e dos passeios pelos quais as personagens nos levam, será como uma mensagem subliminar: "Venham até aqui". O verde da floresta e matiz esverdeado e cinza dos rios, preenche-nos de curiosidade por um calor muito distante. Uma paz morna, por vezes, de "eterno" verão. Tudo isto nos é mostrado e dado a sentir, com o auxílio de imagens, algumas delas panorâmicas.
A apresentação da novela é um aperitivo para o que se segue. A letra da música contém uma mensagem ética que de certa forma funde a natureza da paisagem à nossa natureza interior; a humanidade. A natureza selvagem surge com uma dimensão divinizante de si própria e dos personagens que a têm como palco das suas vidas. A câmara de filmagem "corre" pelas paisagens, tal como os nossos olhos levados pelo exercício da imaginação ao longo desse "modelo" perfeito para uma verdadeira obra de arte.
Esta novela leva-nos a paisagens tão próximas do âmago do ser humano que a natureza nela retratada não se separa do sentir das personagens, incluindo o da personagem principal: Clara. Existe, sente-se, um "ser de arte", no sentido metafísico, tal como Diderot (1751-1772) a definiu na Encyclopédie ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. Porquê? Porque, por vezes, a história nos leva a sentir no limiar do surpreendente, no limiar do que não esperamos. Afinal, como se pode esperar vivenciar tantos sentimentos através de uma história imaginária, transposta para o ecrã? Afinal, estávamos enganados, foi possível.

 

 


A tragédia da vespa asiática em Portugal (velutina nigrithorax)

 

Como o nome indica, a vespa asiática é originária da Ásia, em concreto, da Ilha de Java (Indonésia). Atualmente, tem ameaçado seriamente a vida das abelhas europeias produtoras de mel pelo que têm sido feitos alguns estudos com o objetivo de saber melhor como a controlar e eliminar. Em particular, o ciclo biológico das vespas é muito útil conhecer: com efeito, entre Setembro e Fevereiro, as obreiras morrem e as novas vespas fundadoras hibernam; entre, Abril e Maio, estas vespas fundadoras começam a construir ninhos primários, usualmente com forma esférica, com diâmetro de cerca de 50 mm; depois, entram as novas colónias em atividade total, sendo nesta fase que se tornam uma grande ameaça a outros insetos.
Como a combater?
Além de armadilhas compradas em casas de apicultura, existem ainda iscos artesanais feitos com: i) água de derreter cera de favos velhos, e o seu pólen, após fermentação, para não atrair abelhas; ii) mistura, em partes iguais, de groselha, cerveja preta e vinho branco.
Para a destruição dos ninhos devem-se contactar as Câmaras Municipais.
Esperamos que este seja um pequeno, mas eficaz, contributo para salvar a abelha doméstica.

 

 

Um obrigado Stephen Hawking pelo exemplo de perseverança e pelo bom humor.

 

220px-Stephen_Hawking.StarChild.jpg

 


Obrigado e até breve.

 

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Março 2018 - Mês das flores

por talesforlove, em 04.03.18

Março é o mês das flores, no hemisfério norte, da força da natureza em sempre superar os desafios que o mundo mineral lhe apresenta. A força da beleza a inundar os campos, planícies ou montanhas, vales ou terras à beira mar. Mês do dia da mulher. Estamos todos de parabéns por poder ver estas cores a surgir no horizonte e este é um motivo de alegria para todos os que nascem neste mês, incluindo o autor deste blog. 
Observamos pois, atónitos, o colorido selvagem exposto no vídeo que se segue, da autoria de Thomas Blanchard, divulgado no Dia de São Valentim de 2018. 

 

"DANCE DANCE"

 

Do ponto de vista artístico, as flores são apresentadas em 4 estações do ano.

O fogo para o Outono, o gelo para o Inverno, rápidos brotares para a Primavera e diversas cores para o Verão.

 

Musica : Velvet coffee ( Leonardo Villiger and Christophe Dugne Esquevin)

soundcloud.com/velvetcoffee

facebook.com/velvetcoffeemusic/

 

Director : Thomas Blanchard

thomas-blanchard.com/

facebook.com/thomasblanchardgraphiste/

 

Plantar uma árvore entre cinza, por Rui M.

 

Plantar uma árvore, de fruto, para flores, seria já por si um evento mas, plantá-la entre cinzas é algo muito distinto na forma de sentir. Trata-se de subverter a ordem natural das “coisas” no sentido em que a morte, da cinza, não “rima” com a vida que se pretende brote ali mesmo... Sobretudo se for o agente da destruição o mesmo da “criação”: o homem. 
Esta é uma árvore no local certo. Uma amendoeira para dar à luz as flores sinais de esperança no futuro mais verde e mais seguro. 
O eucalipto não é uma árvore natural de Portugal, mas sim da Austrália e quando incluído, massivamente, num meio rural muito abandonado, potencia enormemente os fogos florestais. Sucede mesmo que em terrenos limpos, se os terrenos dos vizinhos estiverem cheios de mato, em caso de incêndio as árvores podem ser queimadas através de chamas levadas pelo vento ou simplesmente secas pelo calor extremo. 
O melhor é esquecer esta possibilidade e olharmos para esta árvore plantada entre a cor cinza da destruição, algures no Distrito de Coimbra (Portugal). 

 

arvoreamendoeira.gif

 

Poesia por Jefferson Henrique

Fotografia por Carol Damascena

 

"O diabo recolhe mentes"

 

Solo promíscuo de mãos que se escondem
De olhos sem direção a eira da estrada
Onde cada mente jogada se mostra terrena
Como raiz de pequeno e pueril desejo

De ser e tornar tudo tão igual quanto fazem
Essa cruz que desvenda a esquina mortífera
Onde paira o rio que forma quando chove
Uma contagem regressiva para a extinção

Lua clara de um céu triste e estrelado
Onde tua luz se esvai para longe da profanação das mãos
Fazendo o dia apontar a cruz dos turbilhões
Onde transeuntes são fantasmas dos aguaceiros

Perdem-se nas vias corpos alagados
Mentes enfeitiçadas por atos e gestos que sempre se repetem
E tudo se faz igual novamente
Contagem regressiva...

Celebrando a vida com morte
Entoam antiga canção que faz o mundo ninar
Por desejos e vontades do absurdo em tudo transbordar
Um a um como com as mãos formam o declínio e fim.

 

IMG-20180228-WA0039.jpg

 

JURUBATUBA, OU O RIO PINHEIROS (Brasil)

por Vitor M.

 

Jurubatuba significa "Terra dos Jerivás", Jerivá é uma das espécies de palmeiras abundante no entorno do rio Pinheiros em São Paulo, também conhecido como Rio Jurubatuba.

Jurubatuba, dos tempos dos índios, em tupi, lugar com muitas palmeiras Jerivás. Rio Pinheiros pelos jesuítas, em 1560. Catequização dos índios e rios. Araucárias, os Pinheiros do Brasil, cobriam a região. Caminho de Pinheiros, hoje rua da Consolação, era o principal acesso à aldeia.

Aos poucos, pontes e ocupação das margens. Na margem direita, Fernão Dias, o bandeirante, passou a possuir terras.

Emboaçava, lugar por onde se passa, por onde passavam índios, já não passavam mais em 1590. Um Forte protegia a Villa de São Paulo de Piratininga dos ataques indígenas. "200.000 arcos" no dizer de Teodoro Sampaio. Entre os atacantes, principalmente, os belicosos Carijós, que ocupavam o território que ia de Cananéia-SP até a Lagoa dos Patos-RS. "O melhor gentio da costa" segundo os primeiros povoadores portugueses. Ser "melhor gentio" não os salvaram de serem escravizados por colonos europeus de São Vicente.

Século XX, italianos e japoneses chegavam se instalando às margens do antigo Jurubatuba. Transformação.

1926, os clubes esportivos resistiam nas margens. Provas. Travessias a nado e regatas.

Industrialização do estado. Estações elevatórias. Energia barata em abundância.

Vão retificar o Pinheiros! 1928, início da obra terminada em 1950. Objetivo um: acabar com as inundações que um dia salvaram tribos, de acordo com Zagni (2004):

"Para os índios estabelecidos nessa região, antes da chegada do colonizador europeu, o fenômeno das cheias regulares do rio, conformando regiões extensas de várzeas ao longo de seu curso, fazia com que um número grande de peixes encalhasse nas regiões que haviam sido inundadas quando as águas voltavam ao seu nível normal, morrendo e secando ao sol. A importância desse fenômeno natural para a sobrevivência das tribos, ao qual se seguia a atividade de coleta desses mesmos peixes, fez com que a designação dada pelos índios ao território fosse ‘Piratininga’, que do tupi traduz- se como ‘peixe seco’ e demonstra o quanto a sobrevivência dessas tribos estava ligada à ocorrência de suas várzeas."

 

Objetivo 2: canalização. Águas direcionadas para Represa Billings. Usina Elevatória de Traição inverte o sentido do rio. Usina Hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão, recebe água do Tietê através do Pinheiros e da Billings. Energia Elétrica!

 

Estrada de Ferro Sorocabana, atual Linha Esmeralda da CPTM, é inaugurada em 1957. Em 1970, as margens são desmarginalizadas. Inauguração da Marginal Pinheiros. Tráfego. Isolamento. Solitário vive o Rio Pinheiros, o Jurubatuba dos índios, já não convive mais com a população.

 

Consequência das transformações: o rio perdeu as matas ciliares. Extinção da vegetação natural.

 

Na pequena faixa de terra que restou: linhas de transmissão de energia, interceptores e emissários de esgotos, oleoduto, cabos de telecomunicações, galerias de águas pluviais e também estradas de serviço para as operações de desassoreamento.

 

O Jurubatuba está esgotado! Cansado! Esgoto doméstico e resíduos são jogados nele. O rio Pinheiros e sua bacia são alvo de 290 indústrias e dejetos de 400 mil famílias. Comprometimento da qualidade de suas águas e da sobrevivência da fauna local.

 

Como diria Selton Mello em O Cheiro do Ralo de Lorenzo Mutarelli: "esse cheiro que você tá sentindo é do ralo". "Quem usa esse banheiro?" retruca um dos personagens. A poluição do rio afeta a vida diária das pessoas. Gás Sulfídrico. Mau Odor. Fedor! Risco à saúde. Culex Quinquefasciatus.

 

1992: Protejam a represa! Proibição do bombeamento para a Billings.

 

1998: iniciados os trabalhos de recuperação do rio.

 

2001: Geraldo Alckmin anuncia projeto de despoluição do rio, orçado em 100 milhões de dólares. Flotação. Volta do bombeamento de água pra Represa Billings, que é usada - para lembrar o leitor - pra abastecimento de água. O secretário do Meio Ambiente, Ricardo Tripoli, argumenta a favor da técnica de flotação: seria o mais eficiente, rápido e de menor custo.

 

10 anos depois. 160 milhões de reais gastos. O governo desiste do plano de limpeza do rio Pinheiros pela técnica de flotaçao.

 

Antes disso, em 2010, é inaugurada a Ciclovia Rio Pinheiros no governo José Serra.

 

Em 2016, Vitor Miranda, esse quem vos escreve, ao passar pela ponte da Cidade Universitária, enxerga a beleza desaparecida: o sol já posto no horizonte fluvial de uma natureza morta. O clic!

 

Rio Pinheiros (Jurubatuba) - Copy.jpg

 

"Incêndios sem fim!" (Joinville, Santa Catarina, Brasil)

por João A.

 

Não obstante os fatores climáticos, a ganância, a certeza da impunidade,
a indiferença e a inconsequência humana tem provocado destruição e tristeza ao redor do mundo.
Os desmatamentos descontrolados, o uso irresponsável do solo, a poluição do ar e das águas são alguns
dos muitos exemplos cometidos pela insânia dos indivíduos. Só em Santa Catarina, Brasil, no ano de 2017,
foram registrados mais de 1000 focos de incêndio, alguns de grandes proporções causados pela ação do Homem,
os quais trouxeram imenso prejuízo ao ecossistema, além de muitas perdas materiais. A Mãe Natureza, ao agir
na promoção dos eventos telúricos, tem sempre um papel reequilibrante e transformador. O homem, ao contrário,
atua movido por seus interesses egoísticos e escusos causando irreparáveis danos à humanidade e ao planeta.
Até quando tal desatino haverá de persistir?

 

INCÊNDIOS EM SC.jpg

Um abraço.

Boas leituras e até breve.

 

 

 

 

 

Os 3 Grandes Vencedores do "Concurso Literário Natureza 2017-2018"

por talesforlove, em 28.02.18

É com enorme satisfação e alegria que divulgamos os primeiros classificados desta edição do nosso concurso literário. 


Categoria Poesia: 

Título

Autor

País

Classificação

As tempestades de areia

Arzírio Cardoso

Brasil

1º Lugar

A última árvore do Universo

Celso Lopes

Brasil

2º Lugar

Antropoceno

Gervásio Paulus

Brasil

3º Lugar



Categoria Conto: 

Título

Autor

País

Classificação

Cada rio é uma voz

Wilson Filipe da Silva Vieira

Portugal

1º Lugar

O fio

Sihan Felix

Brasil

2º Lugar

Liberdade

Tiago Monteiro

Brasil

3º Lugar

         


Parabéns!

A Organização do Concurso Literário Natureza 2017-2018 agradece o empenho de Edweine Loureiro enquanto júri. A escolha meticulosa e apaixonada, de contos e poesia que nos tocam, sugere a profundidade de uma dádiva genuína de tempo que nos impele a ler com atenção redobrada os trabalhos seleccionados. A protecção da Natureza elevada à categoria de Arte, embalada pela música de Shawn Mendes. 

 

Acabamos em Festa

Até breve.

Shawn Mendes – “Something Big” – “Algo em grande”

 

 

Para subscrever o canal YouTube:

https://www.youtube.com/channel/UC4-TgOSMJHn-LtY4zCzbQhw

 

Selecionados Categoria Poesia - Excepto 3 Vencedores Principais

por talesforlove, em 19.02.18

Tí­tulo

Autor

Paí­s

Classificação

Vento dos montes (1)

Alberto Arecchi

Itália

Menção Honrosa

Integração (7)

Maria Apparecida Sanches Coquemala

Brasil

Menção Honrosa

Indagações à Natureza (9)

Jober Rocha

Brasil

Selecionado

Oração aos quatro elementos (13)

Christina M. Herrmann

Alemanha

Selecionada

A natureza (20)

Laerte Silvio Tavares

Brasil

Selecionado

Pedrógão (24)

Mário Justino Silva

Portugal

Selecionado

Incêndio (26)

N. Rodrigues Lopes

Portugal

Selecionado

Floresta (28)

Guilherme Sanches Fischer

Brasil

Selecionado

No pomar (33)

Micheline de Souza Ramos

Brasil

Menção Honrosa

       

Poema verde (36)

Renata Alves Torres

Brasil

Selecionada

Deambulação (43)

Duarte d'Orey

Portugal

Selecionado

       

Derradeiro apelo (45)

João Alberto de Faria e Araújo

Brasil

Selecionado

Árvore (53)

Viviane Parreira

Brasil

Selecionada

Á sombra daquela Árvore (62)

Osvaldo Copertino Duarte

Brasil

Menção Honrosa

Vale? (68)

Gabriel Valentim de Oliveira Felipe

Brasil

Selecionado

Majestade amazônica (78)

Luciane Ferreira de Cunha Almeida

Brasil

Selecionada

O fim da primavera (95)

Rafael Torres

Brasil

Selecionado

Crepúsculo no deserto (98)

Sonia Regina Rocha Rodrigues

Canadá

Selecionada

Natureza sem dor (106)

Claudete Morsch Pereira Soares

Brasil

Menção Honrosa

Prométicas (111)

Roque Aloisio Weschenfelder

Brasil

Menção Honrosa

Comburente (114)

Adilson Roberto Gonçalves

Brasil

Menção Honrosa

       

A natureza e o caos (129)

Gustavo Leal de Albuquerque

Brasil

Selecionado

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