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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Um poema, uma música e um concurso

por talesforlove, em 07.05.22

Hoje partilha-se um poema incluído na Antologia Natureza 2015/21.

 

LOVE, por Simone Souza (Brasil)

Love is born full

There are no small stages

When you install

Live and ready

 

This feeling has a 

Conducting wire

That cannot be cut

Not even for the pain.

 

Uma tradução possível para português, por Rui M.

 

AMOR

O amor nasce pleno

Não existem palcos pequenos

Quando nos instalamos 

Vivos e atentos

 

Este sentimento tem

Um fio condutor

Que não pode ser cortado

Nem sequer pela dor

 

Ainda assim, além destas belas palavras, aqui fica uma música por Nena.

"Portas do Sol"

 

 

Fica ainda o convite para uma visita aos programas "Minuto Verde" da Quercus, pois podem ser muito instrutivos:

https://www.google.pt/search?q=minuto+verde+quercus&sxsrf=ALiCzsbjAVQLXrwo6WL6daBFxPQTKtQBZQ%3A1651931256838&source=hp&ei=eHh2YtnIL4GIacWjtcgP&iflsig=AJiK0e8AAAAAYnaGiO7kQN4AHaQao1cJIpZ4V3iwNHit&ved=0ahUKEwjZ5IO-w833AhUBRBoKHcVRDfkQ4dUDCAc&uact=5&oq=minuto+verde+quercus&gs_lcp=Cgdnd3Mtd2l6EAMyBggAEBYQHjIGCAAQFhAeOgUIABCABDoLCC4QgAQQxwEQowI6BQguEIAEOggILhCABBDUAjoOCC4QgAQQxwEQowIQ1AI6BAgjECc6CwguEIAEEMcBENEDOgUIABDLAToLCC4QgAQQxwEQrwE6BwgAEAoQywE6BAgAEBM6CAgAEBYQHhATUABYwR1g2x9oAHAAeACAAZABiAHfEJIBBDguMTKYAQCgAQE&sclient=gws-wiz

 

E sim, haverá uma próxima edição do Concurso Natureza, ainda este ano.

Até breve.

 

Um mar como refúgio, em tempos de Ucrânia

por talesforlove, em 28.03.22

Nestes tempos conturbados, nunca será de mais relembrar que é necessário manter a paz de espírito, e para isso o mar pode ser uma solução. O poema seguinte é um bom indício do que se acaba de referir.

 

Submarino, Renato TouzPin, Brasil


Submarino
Submergir do raso para o fundo.
Para longe do ficar ao acaso,
De braços bem dados,
Mergulhados com o profundo.
Banhar-me com águas-de-cheiro colhidas em jardins próximos aos corais mais
coloridos.
Reconhecer que distante de mim,
Eu era desconhecido, seco, sozinho.
Catar conchinhas, pérolas e estrelas, no céu marino.
Pegar carona com golfinhos, pescar sereias, cavalgar cavalos marinhos.
Permissão a Neptuno para ali enamorar.
Para bons fluídos, a bênção de Iemanjá.
Ao emergir, afobado, sentir saudades das guelras que davam-me ares,
E, com isso, emarasmar.
Entediar-me. Em minha ilha me isolar.
Agora, mesmo que contra correntezas e marés,
A favor de minhas ondas, irei remar.
E, para reproduzir, rio acima irei nadar.
Gerar vivas nascentes, quentes cores refratar.
Dar um tempo da mesmice.
No subconsciente, de cabeça, mergulhar.
Fazer dos mares meu quintal, dos oceanos o meu lar.
De uma vez por todas e enfim amarar.
Mudar da superfície.
Me aprofundar no mar.
Meu desejo mora lá.
Quero namorar.
Quero lá morar.
Sumir um pouco da terra.
Ir no mar morar.

 

Fica ainda uma partilha de outro blog:

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/missao-ucrania-2022-i-13851230

 

Até breve.

 

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