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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Amanhã? Poesia por São Gonçalves (2015)

por talesforlove, em 14.12.21

Caros(as) Amigos(as)

Amanhã é o dia esperado para recever as cópias em papel da nossa Antologia. Mas será assim? Com o Natal e o Covid-19 tudo é possível.

Fica então a primeira poesia desta nossa primeira Antologia.

Era assim que São Gonçalves homenageava o Sr Manoel de Oliveira em 2015:

 

Tudo é possível, São Gonçalves, Luxemburgo


tudo é possível quando a esperança se cola à vida
no passar dos anos, décadas desfilando
num olhar atento ao mundo
à memória, à história de um país amado, revisitado!
Tantas histórias contadas na tela de cinema
a vida, o drama, a comédia
a luta infinda dos homens de fé
transmutações de vida, de sonhos
o silêncio impenetrável nas horas de criação
centenária a vida de um homem
a magia do cinema transmitida de geração em geração!

 

amoreiras1ok.jpg

Foto por Rui M. (30 de Maio 2021)

 

Ainda uma música inspiradora por Bárbara Bandeira, acompanhada por um vídeo pleno de Natureza, verde como a esperança.

 

Como diria Leão Tolstoy:

"A Arte não é um trabalho manual, mas a transmissão do sentimento que o artista experimentou."

Que assim seja a nossa Antologia Natureza 2015-2021, plena de páginas cheias do verde aos nossos olhos, uma bandeira para o futuro.

Até breve.

 

 

1 de Setembro 2019 – Parte 1 – A Amazónia em Chamas

por talesforlove, em 31.08.19

Por estes dias os inúmeros fogos na Amazónia têm sido notícia e suscitaram inúmeras questões relacionadas com o ambiente, a gestão e também relacionadas com as pessoas que nela vivem e querem continuar a viver. Estamos perante um desafio que ultrapassa uma dimensão puramente biológica e ligada a conservação de um determinado ecossistema. Em certa medida, faz lembrar a proteção que em Portugal é dedicada aos sobreiros uma espécie protegida porque, é proibido cortar a árvore, em princípio, e isto pode ser visto como uma ingerência no direito de propriedade e gestão que um proprietário terá sobre um seu terreno. O interessante não é tanto esta vertente da realidade, pois percebe-se a proibição pela importância da árvore, mas sim a possibilidade que o proprietário tem de retirar rendimento desta árvore, através da cortiça. Olhando para a Amazónia podemos ver este desafio com os mesmos olhos e chegar à mesma conclusão: mesmo quem tem interesse económico na desflorestação/desmatação da Floresta Amazónica quando perceber que também pode subsistir, retirar sustento de uma Floresta totalmente conservada e viver com um nível de vida igual ou superior, vai querer essa mesma conservação. No que diz respeito à conservação da Floresta Amazónica, se o problema da sua destruição pode ser global, ainda que os potenciais principais prejudicados sejam os países em que ela existe, ou poderá deixar de existir, parece fazer sentido um apoio global para a sua conservação.

 

Apresentamos o poema vencedor da Antologia “Natureza 2018-2019”:

 

 

“Vida ao vento” por Bárbara Rocha de Brasil

 

 

Ao barulho do vento

       olho à janela

              no mesmo momento

                  em que uma folha cai

 

                                     E a folha vai

                                           voando ao vento

                                                     no mesmo momento

                                                em que uma outra nasce

 

                                                       E o vento vai

                                                  e a folha vem

                                    no mesmo momento

                             em que uma vida nova se tem

 

                                      E a folha vai

                                          voando ao vento

                                               e as volúpias da vida

                                                            já vivida vão

 

                                                                         E voltam e vão

                                                                             voando ao vento

                                                                     no mesmo momento

                                                        em que os versos se vão

 

                                             E a vida é assim

                                  como folhas ao vento

                          que a todo momento

                   se vão e em si vêm

 

                        E a vida é o vento

                            que a todo momento

                                         leva um ser

                                        para outro nascer

 

ARa1 Pt.jpg

 

Até breve.

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