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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Terminou Hoje a Feira do Livro de Lisboa 2020

por talesforlove, em 13.09.20

É verdade.

Terminou hoje a Feira do Livro de Lisboa 2020. 

FeiraLivro2020.jpg

Foi uma feira bem-disposta, pese embora as limitações impostas pela pandemia. E em boa medida foi uma surpresa pela positiva pois tendo sido realizada em datas completamente diferentes das habituais, poderia pensar-se que também esse facto poderia influenciar a adesão das pessoas ao evento. Em boa verdade, alguns comentários foram positivos, pois evitou-se a chuva, quase uma tradição durante a feira. Existiram ainda alguns comentários saudosos, pois em Junho temos: "as Festas dos Santos Populares", "os casamentos de Santo António", "aquela música de fundo". Em resumo, no que diz respeito a saudades das datas anteriores, pode-se dizer que existe saudade de um contexto de festa popular e influenciado pelas memórias de um passado feliz da Feira do Livro. Todavia, seja como for, a nova data proporcionou uma Feira de sucesso num contexto difícil de gerir. Esta "nova" feira, pelo menos nesta data, merece alguma admiração pela positiva pois foi algo que pelo menos não prejudicou o formato anterior, foi uma excelente solução.

A Feira do Livro, uma vez mais, deixa saudades.

Até breve.

 

 

Feira do Livro de Lisboa 2021, Pandemia, Esperança

por talesforlove, em 01.09.20

Por estes dias decorre a Feira do Livro de Lisboa e que alegria que decorra. Nos anos anteriores, poderemos dizer desde sempre… este evento foi um símbolo de magia nas nossas vidas, nós que adoramos alguns livros (não todos) como uma Princesa no topo da sua torre de sonhos inalcançáveis, como algumas poetisas Portuguesas do passado nos poderiam sugerir. Relembro, como se fosse uma lembrança trazida pelo vento que nos parece ser um mensageiro do passado, aquelas noites de verão em que as pessoas passeavam despreocupadas de banca em banca, com uma calma quase a roçar o desdém por alguém ali ao lado, fosse qual fosse a sua condição, e agora percebo que isso era só tranquilidade, como se existisse ainda um amanhã garantido e um pouco depois sempre fiel e sempre real, mesmo ali, naquele momento, naquele presente, verdadeiramente como um presente, que poderíamos desembrulhar a cada momento, qual dádiva sempre certa nas nossas vidas.

A cada noite, com um pouco de sorte, um pouco de perfume de jacarandá, a emprestar um pouco de exotismo e daquele azul em pólen refeito. Um cosmopolitismo que ali se edificava a cada momento e que se perfumava ainda com uma bela sardinha no prato, num Junho de Santos Populares. Ah! E aquela noite de Santo António com uma “procissão” de casados de Santo António a passear-se por aquela noite feita de livros, sonhos, comes e bebes, turistas, alegria quase eterna, negócios feitos, novos autores, literatura e quase literatura, técnica e construções por edificar.

As festas entre flores feitas de papel e Marchas Populares novas, renovadas e trazidas do passado afinal tão presente por ali, por todo o lado, nos nossos corações alfacinhas e forasteiros. Até parecia que o entardecer, cor de melão maduro, da Lisboa da Rua do Alecrim nos tomava por inteiro, num sabor a eterna juventude, eterna ilusão. E para rematar tudo isto, um sentimento de musicalidade vindo da Rua das Janelas Verdes, Lar da Madona, sim da Nossa Madona, que nos trazia esse sentimento de recentramento do mundo na nossa capital, como um crer capital no ser-se positivo e realisticamente vencedores.

E ali para os lados da Rua da Politécnica, ainda o nosso rasto, num passeio mesmo antes da Feira do Livro, sim porque literatura é vida, é crer, é imaginar mas é também técnica, é também ecologia. O Jardim do Museu de História Natural e o por do sol, por ali mais cor torrada leve, com as suas árvores centenárias e testemunhas de outros verões e outras pandemias, permitindo-nos relativizar tudo e manter os olhos no futuro que ai vem, mais esclarecido e marcado por um novo olhar mais inseguro e mais humilde.

Estes dias de Feira do Livro são dias de passeio com amigos, convívio e paz, nem que sejam com moderação e como recordação. “Viver é já vencer” eis a nossa nova crença e a nossa força para cada passo.

Ao fundo, como tantas vezes referido, o Tejo, com as suas águas tantas vezes reluzentes, a convidar o nosso olhar para o Oceano sempre lá, como marco gigantesco dos limites de todos nós como seres humanos, que nos inunde de sede de viver e nos faça agarrar a vida com as duas mãos e com todo o nosso sorriso.

Ali ao lado, do Parque Eduardo VII, fica o Jardim Botânico de Lisboa, com as suas pequenas paisagens tão… simplesmente, bonitas. No passado as estrelas cadentes davam direito a um desejo, e por ali, uma bela noite, uma estrela passou, e alguém desejou mais saúde, quero imaginar, e foi-lhe concedida. Cada árvore transformou-se numa testemunha desse momento e consta, imagino, que a cada noite segredam entre si, aquelas noites do passado agora se refazem e de novo podem trazer tudo o que queremos.

Ao passar por ali, um transeunte mais distraído, viu tudo e deteve-se por momentos. Os seus passos lentos, quase em desespero, reganharam ânimo. O céu daquela noite era todo feito de estrelas, quase sem luzes artificiais e assim, aquela abóbada de esperança se abateu sobre ambos. Os aviões também não rasgavam os céus e assim era a humanidade, de novo, mais carne, osso, sentimento que máquina e nadas. Uma noite de amor pela humanidade e uma tranquilidade em comunhão com aqueles seres sem sistema nervoso mas com sentir que não podemos explicar: as árvores, as plantas daquele jardim.

Depois com o nascer do sol, o acordeão e alguém a cantar enquanto outros comiam o pão feito pelos padeiros e padeiras daquela noite, a trabalhar para todos poderem viver e sorrir. Sim, porque na Pandemia do início do Século XX, também havia medo, esperança e alegria, pois que a coragem era ainda maior naqueles tempos.

Hoje, de novo na Feira do Livro, será tão melhor olhar para o social do evento e aqueles momentos de diversão mesmo que a comer uma qualquer sandes que ali seja vendida. Alguma música é tão importante para nos alegrar e fazer voltar a desejar ler um livro ou simplesmente olhar para uma capa e imaginar o que lá vai dentro.

 

Sonhar é acreditar e acreditar é esperar o melhor, mesmo enquanto o pião não volta a rodar despreocupado. Mas que importa……. Vou mergulhar nas águas geladas do mar de Carcavelos e aguardar mais um final de dia ardente de verão.

 

Até breve.

Férias até Setembro 2020

por talesforlove, em 01.08.20

Boa tarde!

Estamos de férias até Setembro. Não se esqueçam de visitar, subscrever, partilhar, olhar.. e serem felizes.

Vem de novo mar e lava tudo o que nos pode fazer olhar turvo,

sem que vejamos o belo e o profundo, como o universo, 

como tu, como a luz do teu azul e do ter verde puro e reluzente.

 

guincho1.jpg

 

Até breve.

Bombeiros Voluntários e Fogo

por talesforlove, em 01.08.20

IMG_3962 pt.JPG

 

Ser Bombeiro Voluntário é mesmo algo muito nobre e revela uma enorme capacidade de entrega de quem veste essa camisola voluntarista. E ano após ano, em Portugal, assistimos a uma triste expectativa, porque sempre não alcançada, de não ter um Verão sem fogos florestais.

Em 2017 a tragédia do fogo abateu-se sobre nós mas, em 2020, até hoje, sente-se a infelicidade de uma realidade marcada pela morte de bombeiros voluntários… em locais distintos e em circunstâncias sempre dispares. Afinal, se tivemos meses sem aviões, e poder fruir de um céu perfeitamente limpo, porque não meses sem bombeiros voluntários no combate às chamas? Não merecem mais proteção estes profissionais? Com efeito, se existem pessoas pagas e também preparadas para lutar contra os fogos, porque não mais o exército na luta contra os incêndios florestais? E porque não os bombeiros voluntários combaterem os fogos florestais aplicando o seu esforço na prevenção? Se limpassem em redor das casas, não se evitaria o stress de ter de lutar desesperadamente contra as chamas quando vidas estão eminentemente em perigo? É uma sugestão, em Homenagem aos Bombeiros Voluntários.

 

Partilha-se ainda o link para o Programa de Humor de Bruno Nogueira sobre os animais mortos em fogo em Santo Tirso:

https://www.tsf.pt/programa/tubo-de-ensaio/emissao/o-maior-inimigo-do-maior-amigo-do-homem-12441292.html

 

Até breve.

Árvore Portuguesa do Ano 2020 – 2ª e 3ª classificadas

por talesforlove, em 18.04.20

Atualmente, temos uma qualidade do ar muito superior à que tínhamos em Fevereiro de 2020, sendo que tal se deve, infelizmente, ao motivo que certamente todos nós conhecemos.

Esta alteração tão importante pode ser uma justificação para pensarmos em hipóteses que podem ser muito interessantes, em concreto as seguintes:

  1. Será possível detetar alguma oscilação na alteração da temperatura média global?
  2. Será possível detetar alguma oscilação no número de casos de cancro do pulmão e outras doenças cuja justificação mais habitual tem sido a poluição atmosférica?

e

    3. A sociedade terá comportamentos emocionais diferentes no futuro?

 

Desejo que desta tragédia de saúde seja possível retirar algo de positivo, que suplante o sofrimento a que se tem assistido.

E para esquecer esta realidade, convido-vos a conhecer:

1. A Oliveira de Moução, perto de Abrantes, que é a mais antiga de Portugal (2º Lugar do Concurso Árvore Portuguesa do Ano 2020). Uma bela árvore com um tronco tão grande que já tem uma abertura central, através da qual podemos ver o céu através dela! Muito bonito!

e

2. A Canforeira de Bencanta, que poderá ser a maior da Europa (3º Lugar do Concurso Árvore Portuguesa do Ano 2020). Uma árvore com uma casca muito rugosa que quase nos faz lembrar a pele de um monstro imaginário…

 

Partilhem estes resultados. Subscrevam o blog. Obrigado.

Até breve.

Natal 2019 Lx - Luso

por talesforlove, em 03.04.20

Como um pedaço de vida perdida, que não podemos recuperar... Assim é o Natal 2019 em todos nós. Não é só em Lisboa, como na foto "tremida" que aqui vos deixo, mas em todo o lado.

Enquanto que em alguns pontos do país e do mundo, a tragédia do Covid-19 é ignorada, como se não existisse, ficam nos limites dos nossos medos (ou da minha esperança ?!) as possibilidades de termos outro Natal assim este ano.

Como era tão bom e não pudemos reconhecer... quanto tempo perdido com "nadas".

 

É tempo de virar a página,

e aguardar a canção 

da alegria, a andorinha p'la janela,

O sol vem a nós,

em nossas casas...

SONHOS PARA OLHARES APERTADOS.

 

Natal 2019 Tremido.jpg

Nota: perto da Rua da Misericórdia 

Até breve.

2020 um novo Ano

por talesforlove, em 02.01.20

Estamos de regresso e é tão bom. Antes de mais, Votos de um 2020 com Saúde e Paz. A Saúde é essencial em tudo na vida e foi ela que permitiu todo e qualquer trabalho de literatura que alguma vez foi criado e é também verdade que mesmo para a conservação da natureza é necessária uma boa forma física e psíquica de quem a protege. A Paz é também essencial, sem dúvida, mas incrivelmente, mesmo sem Paz ou com uma Paz limitada, em tempos de guerra, surgiram alguns belos trabalhos literários, ou talvez eu minta e tenham surgido “naqueles” breves oásis de Paz, aqueles minutos únicos e preciosos, recheados de tranquilidade. Não interessa, o importante é que 2020 seja um tempo amigo de todos nós.

Este tempo de balanço, desde 15 de Outubro até hoje, permitiu concluir duas coisas muito importantes: 1ª É chegado o tempo de maior ação na conservação do ambiente, porque cada vez são mais visíveis os efeitos da destruição humana, além de ser urgente ”aproveitar a onda positiva” da partilha e construção de pontes humanas que este contexto pode criar; 2º Este blog vai evitar a homenagem a quem morre, tal como se tornou hábito a certa altura da vida deste humilde espaço, pois sente-se a necessidade de reforçar o foco no lado positivo deste mundo, azul, verde, vermelho, com tantas cores e com tanta beleza, independentemente do que possa suceder com todo o seu possível sabor amargo. Pergunto pois se o leitor ou leitora sente o mesmo e se tu, que estás a ler este texto pensas fazer algo de real pelo mundo que nos rodeia. Plantar uma árvore? Reciclar ou reparar aquele equipamento que parece ter chegado ao final da sua vida útil?

Um exemplo de acontecimento “amargo”, são os enormes fogos florestais que consomem a Austrália. A Oceânia (Austrália) é a terra mãe do eucalipto e como Portugal é um dos países do mundo que mais adotou esta árvore, embora não lhe seja nativa, sem dúvida é uma situação que só reforça os ensinamentos já obtidos. Fica o convite a ler e/ou ver estas páginas:

https://en.wikipedia.org/wiki/2019%E2%80%9320_Australian_bushfire_season

e

https://www.nytimes.com/2020/01/01/world/australia/fires.html

 

Para concluir, por hoje, fica esta foto de uma toca com cerca de 20 centímetros de largura e 30 de altura. Em zona ardida em 2017, em Portugal.

TocaBlogJaneiro2020.jpg

 

Um enorme e forte abraço neste novo ano e, à partida, até dia 11 de Janeiro, dia em que se espera publicar algumas poesias.

Até breve.

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