Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Dia 17 Outubro: Pelas Vítimas dos Fogos de 2017, "Gisela João"

por talesforlove, em 03.10.20

Gisela João - Vieste do Fim do Mundo

 

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=TdL-MHtRzD4

 

Até breve.

Bombeiros Voluntários e Fogo

por talesforlove, em 01.08.20

IMG_3962 pt.JPG

 

Ser Bombeiro Voluntário é mesmo algo muito nobre e revela uma enorme capacidade de entrega de quem veste essa camisola voluntarista. E ano após ano, em Portugal, assistimos a uma triste expectativa, porque sempre não alcançada, de não ter um Verão sem fogos florestais.

Em 2017 a tragédia do fogo abateu-se sobre nós mas, em 2020, até hoje, sente-se a infelicidade de uma realidade marcada pela morte de bombeiros voluntários… em locais distintos e em circunstâncias sempre dispares. Afinal, se tivemos meses sem aviões, e poder fruir de um céu perfeitamente limpo, porque não meses sem bombeiros voluntários no combate às chamas? Não merecem mais proteção estes profissionais? Com efeito, se existem pessoas pagas e também preparadas para lutar contra os fogos, porque não mais o exército na luta contra os incêndios florestais? E porque não os bombeiros voluntários combaterem os fogos florestais aplicando o seu esforço na prevenção? Se limpassem em redor das casas, não se evitaria o stress de ter de lutar desesperadamente contra as chamas quando vidas estão eminentemente em perigo? É uma sugestão, em Homenagem aos Bombeiros Voluntários.

 

Partilha-se ainda o link para o Programa de Humor de Bruno Nogueira sobre os animais mortos em fogo em Santo Tirso:

https://www.tsf.pt/programa/tubo-de-ensaio/emissao/o-maior-inimigo-do-maior-amigo-do-homem-12441292.html

 

Até breve.

15 de Outubro 2019

por talesforlove, em 15.10.19

A 15 de Outubro de 2017 abatia-se sobre Portugal uma enorme tragédia e que infelizmente parecia ser uma repetição da tragédia de 17 de Junho do mesmo ano. O fogo voltava a consumir enormes áreas de floresta e a destruir, para sempre, vidas humanas, apanhadas num contexto terrível sem que tivessem uma verdadeira oportunidade de fuga. Hoje atualiza-se este blog, em memória dessas vítimas.

 

A sequência é a seguinte:

Parte I – Tentativa de crítica literária de “Flashes” por Maria Coquemala

Parte II – O testemunho “de fogo” do autor do blogue

Parte III – Cantinho da ciência: plantas e exoplanetas

Parte IV – Poesias

Parte V – Tempo de balanço, um adeus até Janeiro 2020

 

Parte I – Tentativa de crítica literária de “Flashes” por Maria Coquemala

 

O livro “Flashes” por Maria Coquemala, é composto por um conjunto de contos e crónicas, assumidamente curtos, pensados para leitores sem tempo para ler. São cerca de 170 páginas de prosa que nos revelam as motivações que levam a escritora a criar este conjunto de obras singulares: dar testemunho, por vezes criticar algumas realidades, incluir a natureza no enredo dos sentimentos humanos, mesmo os mais profundos, em resumo, “ser futura poeira cósmica” com um passado digno de ser respeitado e recordado, porque teve impacto nas nossas vidas.

Do ponto de vista da natureza e do momento histórico em que vivemos, marcado pela preocupação suscitada pelas alterações climáticas e pela destruição dos ecossistemas, existem nestes contos diversas questões que levam à reflexão sobre os nossos comportamentos e supostos desejos de preservação e fruição da beleza natural, que nos faz sentir bem, porque comunica com o mais íntimo de nós. No contexto de uma história imaginária, é frequente o leitor deparar-se com um dilema que o deixa a “pensar na vida”, ou seja, a sua atitude perante os outros seres vivos e o confronto com o seu agir fortemente influenciado pelo contexto social em que ele se insere enquanto indivíduo. Este facto, parece ser favorável a uma experiência enriquecedora enquanto leitor(a) e na minha opinião é mesmo assim; assumindo que o(a) leitor(a) tem pouco tempo para ler, não irá abandonar-se a uma longa leitura do livro, ainda que se apaixone pela história, porque os deveres diários são mais importantes. São?! A forma como o texto surge não é o da filosofia e, todavia, existe profundidade nos temas e na forma como nos são apresentados. Sim, temos uma leitura breve, aparentemente simples, só que se revela impactante, temos uma sequência de factos que não só nos faz pensar como também nos encaminha à imaginação de novas soluções ambientalmente amigas, mesmo que em contextos poéticos pouco comuns. Maria Coquemala consegue redigir “contos breves, com sumo”, ou seja, nos quais o(a) leitor(a) em pouco tempo consegue ler algo de relevante, belo, que faz acreditar que, após o final do conto, se acrescentou algo digno de nota à sua vivência. Talvez mesmo reler parte do texto, seja um pretexto para uma ligação renovada com a mãe natureza. Como exemplo deste “pretexto” sugiro a leitura do conto “Corações na praça”.

Adicionalmente, acrescentam-se a algumas narrativas elementos sentimentais que se dirigem estritamente ao sentir da natureza humana. A pessoa não será antagonista da natureza selvagem, é também ela própria parte de um conjunto, por vezes em conflito, mas que tende para um equilíbrio. A ciência surge como uma chave que permite novas perguntas, como por exemplo no conto “Criogenia”, e o amor como “elemento-esperança”, por exemplo, no conto “Conto Nupcial”. Verdadeiramente, todos estes elementos surgem em quase todas estas breves narrativas, sendo mais vincados em algumas delas.

Se a literatura pode ser breve e bela, esta obra revela-nos que “sim”, mas que poderá perdurar se o(a)s leitores(as) não tenham tempo, não sei, e talvez seja um prenúncio de dúvida, e não uma qualquer coincidência, que leva a que o último conto proposto seja intitulado “Enigma”.

Hoje não se consegue vislumbrar uma resposta para esta última questão, no que diz respeito a esta obra, mas o livro é digno de fazer parte da constelação de obras dignas de fazerem parte da nossa leitura exigente. Sem dúvida, este é um belo fruto de trabalho humilde e persistente, confirmando Maria Coquemala, como uma valorosa “tecelã das letras”.

capaflashes.JPG

 

Para contactar a autora e/ou adquirir um exemplar, recomenda-se o seguinte e-mail: maria-13@uol.com.br

 

Fogo de papel

por talesforlove, em 01.06.19

A 17 de Junho e a 15 de Outubro, do mesmo ano, abateu-se sobre Portugal uma catástrofe ambiental provavelmente sem paralelo no passado. Os fogos florestais não só tiraram a vida a mais de 100 pessoas, de uma forma horrível e quase em direto através dos canais televisivos, como ficou evidente a total incapacidade para as evitar. Querer salvar alguém e não o conseguir é certamente uma das maiores dores que um ser humano que sobreviva a uma catástrofe poderá sentir, quero acreditar.

Depois do choque vieram os ‘porquês’ sempre dignos de debate mas também e sem possibilidade alguma de refreamento surgiram as respostas evidentes para todos, ainda que não sejam peritos: por exemplo, o excesso de eucalipto. Agora, é também aparentemente evidente que o muito que entretanto foi feito não é suficiente, afinal havia tanto que deveria ter sido realizado antes e que não o foi, certo? Parece que o potencial excesso de eucalipto nas zonas ardidas espera apenas o tempo devido para se voltar a manifestar, após o crescimento das árvores em recuperação…

Tudo o que acabo de referir parece ser óbvio, assim como é garantido que o plástico a ser substituído pelo papel nas embalagens significa resolver um problema com um outro potencial problema, se bem que aparentemente menos drástico. Em 2016, na Europa, 40 % do plástico usado servia em embalagens e em segundo lugar no consumo, surgia, com 20 %, o setor da Construção (Fonte: PlasticsEurope). Este facto, significa que a eliminação ou a redução do plástico no acondicionamento dos produtos, é o caminho certo. Todavia, no futuro, é uma hipótese o regresso do plástico às embalagens porque, por exemplo, o projeto europeu EcoBioCap, desenvolveu um biopoliéster biodegradável, ou seja, um novo plástico. Convém recordar que se o plástico atual fosse biodegradável não seria o problema que hoje é e o abate de árvores para produção de papel acondicionador de produtos não seria necessário. Sem dúvida, pelo menos neste caso, devemos ter uma esperança fundada em dias melhores.

Até breve.

Um Ano depois do Fogo de Pedrógão

por talesforlove, em 18.06.18

Em memória da 50ª vítima do fogo de 15 de Outubro de 2017 e de todas as outras vítimas dos fogos de 2017. Um ano após o fogo de Pedrógão.

 

okgataecria2018.jpg

 

Até breve.

Capa da Antologia Natureza 2017-2018

por talesforlove, em 11.04.18

PassaroCapaAntologia 2017 2018 PtOK.png

 

Selecionados Categoria Poesia - Excepto 3 Vencedores Principais

por talesforlove, em 19.02.18

Tí­tulo

Autor

Paí­s

Classificação

Vento dos montes (1)

Alberto Arecchi

Itália

Menção Honrosa

Integração (7)

Maria Apparecida Sanches Coquemala

Brasil

Menção Honrosa

Indagações à Natureza (9)

Jober Rocha

Brasil

Selecionado

Oração aos quatro elementos (13)

Christina M. Herrmann

Alemanha

Selecionada

A natureza (20)

Laerte Silvio Tavares

Brasil

Selecionado

Pedrógão (24)

Mário Justino Silva

Portugal

Selecionado

Incêndio (26)

N. Rodrigues Lopes

Portugal

Selecionado

Floresta (28)

Guilherme Sanches Fischer

Brasil

Selecionado

No pomar (33)

Micheline de Souza Ramos

Brasil

Menção Honrosa

       

Poema verde (36)

Renata Alves Torres

Brasil

Selecionada

Deambulação (43)

Duarte d'Orey

Portugal

Selecionado

       

Derradeiro apelo (45)

João Alberto de Faria e Araújo

Brasil

Selecionado

Árvore (53)

Viviane Parreira

Brasil

Selecionada

Á sombra daquela Árvore (62)

Osvaldo Copertino Duarte

Brasil

Menção Honrosa

Vale? (68)

Gabriel Valentim de Oliveira Felipe

Brasil

Selecionado

Majestade amazônica (78)

Luciane Ferreira de Cunha Almeida

Brasil

Selecionada

O fim da primavera (95)

Rafael Torres

Brasil

Selecionado

Crepúsculo no deserto (98)

Sonia Regina Rocha Rodrigues

Canadá

Selecionada

Natureza sem dor (106)

Claudete Morsch Pereira Soares

Brasil

Menção Honrosa

Prométicas (111)

Roque Aloisio Weschenfelder

Brasil

Menção Honrosa

Comburente (114)

Adilson Roberto Gonçalves

Brasil

Menção Honrosa

       

A natureza e o caos (129)

Gustavo Leal de Albuquerque

Brasil

Selecionado

Selecionados Categoria Conto - Excepto 3 Vencedores Principais

por talesforlove, em 19.02.18

Tí­tulo

Autor

Paí­s

Classificação

       

Arraia (31)

Pedro Albeirice da Rocha

Brasil

Menção Honrosa

Miragem (39)

Natália Vale

Portugal

Selecionada

O anjo das matas (57)

Celso Lopes

Brasil

Menção Honrosa

A flor de Iridanis (64)

Mitro Vorga

Portugal

Menção Honrosa

       

O fazer bem (84)

Luís Amorim

Portugal

Menção Honrosa

A luz azul da resignação (88)

Rui Cruz

Portugal

Menção Honrosa

Novos Franciscos (92)

Aldenor Pimentel

Brasil

Selecionado

Epí­logo materno (95)

Rafael Torres

Brasil

Selecionado

A vingança da colmeia (99)

Laisa Ribeiro

Brasil

Selecionada

Planeta ameaçado (101)

Teresa Morais

Portugal

Menção Honrosa

Filha única (107)

José dos Reis Santos

Brasil

Selecionado

       

Do barro à  margem (123)

Magnus Langbecker

Brasil

Menção Honrosa

Por 15 de Outubro e 17 de Junho de 2017 - Fogos Florestais

por talesforlove, em 16.02.18

Para que não se esqueçam as ví­timas. Fica uma nova sugestão relativa a este tema: porque não a população residente no litoral continental de Portugal, poder votar também nas eleições das Autarquias do chamado interior do paí­s, quando tem alguma ligação a esses territórios?
Até breve e boas leituras.

 

16Fevereiro2018.gif

 

 

Fotografias de Lisboa em Dezembro de 2017

por talesforlove, em 02.01.18

Feliz Ano Novo

 

bolha.gif

camoes.gif

chiado1.gif

rossio.gif

 Por favor, vejam abaixo o regulamento do Concurso Literário "Natureza 2017-2018"

Podem enviar a vossa reportagem sobre natureza, entre dias 4 e 24 de cada mês.

Pode, por favor, subscrever este blog colocando o seu e-mail na caixa no topo da página e seguindo instruções.

meta

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D