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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Poemas a Marco Paulo

por talesforlove, em 17.04.21

O Concurso Literário Natureza 2020-2021 terminou no passado dia 13 de Abril. Todavia, tal como previsto no regulamento, fazemos um breve prolongamento de tempo para receber mais alguns poemas para homenagear Marco Paulo. Por outras palavras, até final de Abril, ainda recebmos poemas para homenagear Marco Paulo!

Entretanto, partilha-se um programa de Bruno Nogueira, com forte componente ambiental:

https://www.tsf.pt/programa/tubo-de-ensaio/emissao/agua-com-sabor-a-fukushima-13567652.html

E, já agora, este sobre petições...

https://www.tsf.pt/programa/tubo-de-ensaio/emissao/agarrados-as-peticoes-13562999.html

Portanto, partilha-se, novamente, esta petição para Portugal, e que fz muito sentido em tempos de Covid-19:

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=movimento8

 

Finalmente, partilha-se sobre a felicidade...

https://fuiprocrastinar.blogs.sapo.pt/530-ser-feliz-da-trabalho-567385

 

Para terminar, hoje, apresenta-se a seguinte poesia de Viviane P.:

 

Isolamento

 

Eu me perdi no sofrimento,

Vi tanta gente triste , tanto vento.

Fiz até analogia entre a chuva e o sentimento.

Eu não vivo mais a contento...

Não tenho mais um parágrafo, vírgula, acento,

Só tenho mesmo hiatos, um e outro momento.

Frases curtas, miúdas e um pensamento,

Me expresso em contingências sem qualquer questionamento.

Sigo a passos lentos, mente em arrebatamento.

Ah, o futuro não está mais em andamento...

Eu me enganei , me faltou discernimento!

E, no meu peito veio o arrependimento,

De não ter percebido o grande acontecimento:

A virada no mundo, o afastamento!!

Por que não mudei meu comportamento?

Agora é um a um em isolamento!

Eu sinto muito, ah, como eu lamento...

Mas, deixo aqui meu depoimento:

A tristeza sim é que é aprisionamento!

E ainda que obrigatório o distanciamento,

Posso desejar-lhe em um aceno, um cumprimento,

Dias melhores, dias de paz e de acolhimento!

 

Até breve.

 

 

 

 

Hoje Dia Mundial do Sonho II: "Sonho" por Rui M.

por talesforlove, em 25.09.20

Sonho

Sonho. Com um dia reluzente, redondo como o mundo,

com os mares a curvarem-se perante o horizonte,

com as libelinhas levadas até à maresia, levadas pelo vendo,

que entre marés as leva a sobrevoar as águas,

e a mim a sonhar com golfinhos que saltam mais alto,

que as memórias, que as montanhas distantes.

 

Sonho. Com algas, em fraternidade, que os meus pés envolvem,

Como quem abraça alguém que se ama, se chama,

e Sonho com mergulhos em águas superficiais onde

a música da água e os sons baleares se misturam

com as hormonias dos camarões e os UV do sol

nas cores dos corais… que Sonham com o dia.

Faço surf sobre estes Sonhos…

 

Sonho. Com céus de esperança, que se refletem em batoréus,

mede-palmos, arranca-olhos, a voar rasantes, em Sonhos,

e com aranhas negras penduradas em estrepoeiros.

Sonho. Com o ar quente do céu, suave como um ardor de vida

e ouço passos sobre terras, crepitantes, sobre ervas,

os meus passos até ao rio,

onde entro numa jangada e remo, remo…

Vou sem parar, entre amieiros, ondulantes,

e salpicos de águas verdes, frias.

 

E, por fim, além da última esquina do rio:

de novo o mar… de novo abraçar,

de novo Sonhar…

1 de Outubro: Texto de quase crítica literária “Palavras Kaléidoscopiques”

por talesforlove, em 01.10.19

O livro “Palavras Kaléidoscopiques”, tem duas partes: um livro de poemas e outro de artes impressas, arte digital, num total de 109 páginas. A poesia é fruto do empenho da poetiza Jeanete Shimara e a arte visual é da autoria de Juan Alarcón. Os poemas surgem, em cada página, em 4 línguas: Francês, Inglês, Espanhol e Português, e é sempre diferente, em alternância, a ordem das línguas dos poemas dispostos em cada página, como se esse espaço fosse um universo próprio. Cada poema é um breve retrato de um sentimento, o qual é bem-sucedido, pois sentimos o que a poeta nos pretende transmitir. Cada um destes retratos nos absorve e nos “liberta” do mundo que nos rodeia, para entrarmos noutro local, que não conseguimos explicar, sendo, eventualmente, o mundo da poetiza que afinal de contas também é nosso… Uma viagem plena de interesse.

O livro de artes impressas, é composto por um conjunto de desenhos digitais, com padrões e jogos de cores que, sendo sempre diferentes, nos fazem sentir que afinal, possuem sempre algo em comum. Existe uma fantasia, metade premeditada, metade incontrolável, a que o artista se parece entregar, abandonando-se à sua “sorte”, deixando-nos sem norte mas felizes. Uma abstração poética feita de formas; quase em 3 dimensões.

Mas não, não é só por tudo isto e muito mais, que vale a pena adquirir esta obra. Muitos de nós podemos sentir algo mais pois Juan Alarcón é Venezuelano, “autoexilado” no Brasil, e portanto este trabalho é também um ato de coragem para seguir em frente, após uma tempestade na vida de alguém. Assim, o livro é um testemunho “histórico” do momento que hoje se vive na Venezuela e pode-se assumir que também nos países de acolhimento, pois saber acolher bem pode ser um desafio com dificuldades muito próprias.

Em resumo, Jeanete Shimara + Juan Alarcón, são a dupla perfeita; os fazedores de oportunidades e quando se fecha o livro fica a saudade, a vontade de a ele regressar, como que a uma frutuosa terra distante. É assim inevitável o convite à leitura de um poema e a apreciação de uma imagem deste livro único.

PK-01ok.jpg

poema1.jpg

 

Podem-se contactar os Autores através de:

poesiemaisart@gmail.com

@poesiemaisart

Mais informação em:

https://twitter.com/ftcmag/status/977573298321154049?fbclid=IwAR3YnUJc_JxndPDhULCR-oAd43Vrs29eRxGf-4st6hyD1hSk1HdwWhK9o6U

 

Hoje é o Dia Nacional da Água em Portugal.

Podemos saber um pouco mais sobre este dia, aqui:

https://www.calendarr.com/portugal/dia-nacional-da-agua/

 

Até breve.

Uma poesia quase em 1 de Outubro

por talesforlove, em 27.09.19

Imaginar água…

 

Vejo-me esfera, translúcido,

Frio, como noite sem luar,

A cair desamparado, e o ar,

Congela-me pelos eriçados, de cristais.

Parto-me num ramo, disperso-me,

Estatelo-me no pó; dou-me:

(re)vejo-me fértil.

 

por Rui M.

16 e 17 de Setembro 2019

Homenagem a Dina

por talesforlove, em 12.04.19

Hoje faleceu a Dina, a cantora de "Amor de água fresca", uma canção cheia de "força" e referências a natureza. Fica aqui uma muito humilde homenagem a alguém com quem tive o privilégio de falar uma ou duas vezes, por sermos quase vizinhos. Alguém com talento e simpatia. 

Obrigado Dina.

A letra disponível aqui:

https://www.vagalume.com.br/dina/amor-dagua-fresca.html

 

Obrigado pela vossa visita.

Até breve.

2 de Abril de 2019: Água, Ambiente, Moçambique e “Rosa Branca, Floresta Negra”

por talesforlove, em 02.04.19

A água é considerada fonte de vida, sem dúvida, mas, o furacão Idai com o a sua força e água associada acaba por ser um exemplo de que esta, quando em excesso, pode ser uma fonte de morte. A falta de água, ao contrário, provocando uma seca, como tem sucedido várias vezes em Portugal Continental durante este século, tem suscitado forte preocupação e também ela exige uma adaptação da nossa forma de viver.

 

Água fonte de vida

 

Ontem e hoje recomeçou a chover abundantemente em várias regiões de Portugal, sendo, sem dúvida, um sinal de esperança para todos nós.

Mas, veja-se o que estava a suceder em Portugal antes destas chuvas:

https://www.ipma.pt/pt/oclima/observatorio.secas/

 

A situação é de tal modo digna de atenção que já existe um “Observatório das Secas”. A necessidade de novos comportamentos torna-se importante, portanto, para acautelar um futuro mais seguro para todos nós. Por exemplo, se tivermos em atenção o custo do tratamento da água potável que bebemos nas nossas casas e que sai das nossas torneiras, talvez, seja uma boa ideia aproveitar captar e armazenar alguma água da chuva, quando possível, para pequenas tarefas diárias como lavar vegetais ou lavar janelas ou o carro. Imagine-se o impacto que este pequeno gesto teria se multiplicado por muitos lares. Repare-se que mesmo a água utilizada para estas tarefas simples é tratada como se fosse utilizada em consumo humano. Algo que só pode ser justificado pelos custos de distribuição da água, a qual não deve ser feita de forma duplicada.

 

Furacão Idai e Morte em Moçambique e África

 

É certamente do conhecimento de todos nós o impacto que o Furacão Idai teve em África e sobretudo em Moçambique. Muitas vidas roubadas, localidades inteiras destruídas, de novo o debate sobre as alterações climáticas e mesmo a localização de habitações face ao mar, cujo nível médio das suas águas tende a subir.

Basta olhar para estes dois jornais online e podemos ver detalhes que nos podem fazer levar a pensar na efemeridade das nossas vidas e da sua fragilidade:

https://www.mundoportugues.pt/tag/ciclone-icai/

https://www.publico.pt/mocambique?page=2

 

É neste contexto que aqui deixamos um poema por Stelio F. que obteve o 2º Lugar na Categoria Poesia no Concurso Literário “Natureza 2018-2019” (Versão em Inglês)

 

Paint me

 

Paint with forgetfulness

like the wall of time

with smoke flashing souvenirs

in all private emotions

Paint me with a brush

Paint me

grab me

No brush

With coal

  ripping me off the ground

slowly paint without haste

with dry ink

that prides itself

on this screen that is life

without coming

in the roots of my being

from my intimate pleasure

 

Tradução para Português por Rui M.

 

Pinta-me

 

Pinta com esquecimento

tal como a parede do tempo

com lembranças psicadélicas de fumo

com todas as emoções privadas

Pinta-me com uma escova

Pinta-me

Agarra-me

Sem pincel

Com carvão

   arranca-me do chão

pinta-me lentamente sem pressa

com tinta em pó

que se orgulha

neste ecrã que é a vida

sem vir

nas raízes do meu ser

do meu prazer íntimo

 

foto2ok.jpg

foto3ok.jpg

 

 

“Vozes da Primavera” (2017) por Maria A. S. Coquemala

 

Novamente, com a Primavera, justifica-se uma nova visita ao livro “Vozes da Primavera” (Editora Porto de Lenha, Brasil, contato@portodelenha.com) o qual nos encanta com a beleza da sua escrita. O livro é composto por um conjunto de contos com uma prosa muito cativante e com um ritmo muito próprio. Sem dúvida, uma oportunidade de leitura cativante e instrutiva, nesta Primavera que agora começa (em Portugal).

 

É tempo agora de olhar, pela primeira vez, um livro que nos fala de personagens que salvam as suas vidas na Floresta Negra. As árvores bebem a água para viver.

 

Um primeiro olhar sobre o livro “Rosa Branca, Floresta Negra”, por Eoin Dempsey (Irlanda)

 

“Aqueles que queimam livros acabarão um dia por queimar pessoas.” Esta parece ser a frase-chave no livro “Rosa Branca, Floresta Negra” (Editora Minotauro) a qual se bastaria a si mesma para nos fazer pensar. A profecia desta frase concretizou-se durante o regime Nazi na Alemanha da 2ª Guerra Mundial. Não será o objeto livro que está em causa mas sim as ideias que nele se perpetuam e através delas as pessoas que com elas viveram e nelas acreditaram. Hoje, os nazis poderiam queimar equipamentos kindle, por exemplo, para alcançar o mesmo propósito. Em “Rosa Branca, Floresta Negra” a crueldade contra as outras pessoas surge-nos como um crescendo: 1º anulam-se as pessoas psicologicamente, de forma cada vez mais absoluta, e depois, em 2º lugar, anulam-se fisicamente… Talvez hoje os Nazis tivessem de desligar toda a internet pois a liberdade não era um valor em que confiassem. 
Quem não se adequava aos padrões de Adolf Hitler, o Furer, seria aniquilado fosse ou não fosse Alemão e foi isso que a heroína, a enfermeira Franka Gerber, viveu, perdendo toda a família, ainda que o seu pai tivesse sido morto por um bombardeamento dos Aliados a edifícios civis. Fruto da depressão profunda que se apoderara dela, ela dirigia-se um dia para a Floresta Negra, para se suicidar, mas, todavia, não o fez, porque encontrou um soldado recém caído de paraquedas na neve, com ambas as pernas partidas. Salvando-o salvou-se.

 

[Continua]

 

Até breve.

Em Breve

por talesforlove, em 29.03.19

No próximo dia 2 de Abril esperamos vir a fazer a atualização de início de mês.

Entretanto, fica esta fotografia, partilhada pelo autor Stelio Filipe.

É possível ver a enorme destruição provocada pelo Furação Idai em Moçambique.

foto1ok.jpg

Até breve.

 

Poemas Vencedores - Natureza 2018-2019

por talesforlove, em 28.02.19

Finalmente, anunciamos os vencedores da Categoria Poesia, para a Edição 2018-2019 do Concurso Natureza.

Poesia:
“Vida ao vento” Bárbara Rocha de Brasil - 1º Lugar
“Submarino” por Renato TouzPin de Brasil - 2º Lugar
“Chuva” por Maria Catarina Canas de Portugal - 3º Lugar
 
 
Menções honrosas:
 
“CHAYA” por Anna de Freitas de Portugal
“Preservação da vida” por Cristina Cacossi de Brasil
“O Cosmonauta e o Poeta” por Paulo Caldeira de Brasil
“Dança das Flores” por Silvia Ferrante de Brasil

 

Parabéns a todos os vencedores e vencedoras.

O Concurso Natureza tem feito um percurso de reconhecimento dos autores e autoras que acreditam nesta aventura literária e sobretudo acreditam num mundo diferente, em que o ambiente e a sua preservação, por ser central para o nosso bem estar, tem um papel central nas nossas vidas, enquanto comunidade global. 

Muitos trabalhos serão aqui divulgados, ainda que não premiados com primeiros lugares, assim os(asautores(as) assim o autorizem. 
Até breve e boa escrita.

 

A dois dias do Concurso Literário "Natureza 2018-2019"

por talesforlove, em 13.10.18

 

agua1.jpg

A força da água......... 

Até breve.

No início de Outubro, Alfama, terra da alegria - Primeira Publicação

por talesforlove, em 02.10.18

E ainda que Alfama seja sempre terra de alegria, sempre, pois é feita de pessoas livres como o vento, que lhe seguem os passos, aqui fica um poema mais triste, ironicamente belo e escrito pela poetisa brasileira Viviane P.

 

FADO


Eu fui grande um outro dia, 
O meu nome era alegria,

Eu amava tal Maria,

Sempre sol era o que  eu  via.
Meu sorriso reluzia,
Minh´ alma se expandia,
Eu sonhava e não dormia.
 
 
Era noite,  ouvi um  fado,
Meu  olhar ficou parado,
Nas lembranças do passado,
E eu fiquei logo cansado.
Descobri que ao meu  lado,
A tristeza tinha estado,
Eu  sofria, um coitado!
 
 
Madrugada, eu entendi,
Alegria eu  não vivi,
E em Alfama descobri,
Naqueles bares em que caí,
Os fados todos que esqueci,
Cujas  letras eu bebi,
E embriagado eu me vi.
 
 
E me vi em muita dor,
Em  um fado de amor,
Deste  fado, eu sou cantor,
Mostrando todo  o esplendor,
De ser  fadista, um sonhador,
Vou com ele onde for,
Pois, sou do fado o senhor!

 

 

Recordamos ainda a importância de utilizar a água de forma responsável e quem sabe reutilizar quando possível. Eventualmente, lavando os vidros do carro com água sem detergente e no final utilizar a água suja, no balde, para regar uma planta.

 

É também com enorme satisfação que anunciamos para breve o Concurso Literário "Natureza 2018-2019".

 

Até breve.

 

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