Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)
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Hoje partilhamos um poema presente na Antologia 2018-2019:
Dança das Flores
Vejo flores ao vento num jardim imenso Elas dançam enlevadas por esse som que o vento faz Roçam-se, abraçam-se, enroscam-se e beijam-se E a melodia dos ventos, as deixam ficar cada vez mais unidas Bailam, contorcem, acariciam-se
Vislumbro outras flores com seus sonhos e seus momentos Esses, talvez, fiquem só na imaginação Só no desejo, só no olhar Porém existem e quem sabe, em seu jardim, até deixassem-se bailar
Aí, quando tudo vira calmaria e o vento silencia Cada uma retorna ao seu lugar, e serenas, buscam novas emoções
Quem sabe a chuva... A força da terra... Ou o toque de um beija flor
Por estes dias os inúmeros fogos na Amazónia têm sido notícia e suscitaram inúmeras questões relacionadas com o ambiente, a gestão e também relacionadas com as pessoas que nela vivem e querem continuar a viver. Estamos perante um desafio que ultrapassa uma dimensão puramente biológica e ligada a conservação de um determinado ecossistema. Em certa medida, faz lembrar a proteção que em Portugal é dedicada aos sobreiros uma espécie protegida porque, é proibido cortar a árvore, em princípio, e isto pode ser visto como uma ingerência no direito de propriedade e gestão que um proprietário terá sobre um seu terreno. O interessante não é tanto esta vertente da realidade, pois percebe-se a proibição pela importância da árvore, mas sim a possibilidade que o proprietário tem de retirar rendimento desta árvore, através da cortiça. Olhando para a Amazónia podemos ver este desafio com os mesmos olhos e chegar à mesma conclusão: mesmo quem tem interesse económico na desflorestação/desmatação da Floresta Amazónica quando perceber que também pode subsistir, retirar sustento de uma Floresta totalmente conservada e viver com um nível de vida igual ou superior, vai querer essa mesma conservação. No que diz respeito à conservação da Floresta Amazónica, se o problema da sua destruição pode ser global, ainda que os potenciais principais prejudicados sejam os países em que ela existe, ou poderá deixar de existir, parece fazer sentido um apoio global para a sua conservação.
Apresentamos o poema vencedor da Antologia “Natureza 2018-2019”: