Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)
Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)
Subscrever por e-mail
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
Hoje, ao contrário do que estava pensado, não será partilhada nenhuma receita. Afinal, as imagens da dura realidade da fome na Faixa de Gaza não podem deixar ninguém indiferente; o apetite desaparece, o calor ou o frio esbatem-se.
Para olharmos o mundo de outra forma, aqui são publicados três poemas, que nos trazem amor, natureza, arrepios e esperança.
Natureza e Amor, por Aylton S. (Brasil)
De ponta a ponta, Lá no regato manso e claro, A fantasia e os arrepios correm soltos Onde o sufocar, o reclamar e o gemer Faz todo sentido, mas não adianta nada Somos, sim! Os caçadores dessas emoções Emoções, essas, que correm nos veios Entre matas virgens, plateias e cantos De pássaros no vigor da placidez e beleza Que adornam a Natureza Ancoramos nas promessas… No sufoco, sonhamos nossos sonhos Ao reclamar, caçamos desejos e prazeres Ao gemer, somos o som do desfiladeiro Que ferve suas águas penhascos abaixo Onde, também, evapora nosso cansaço Maravilhas do bem, esvoaçadas Tudo isso lá tem!
Pode tremer a Terra Pode trocar o sol com a lua Pode a vida ser um bumerangue Podem as águas claras mudarem o curso Pode, a vida, ser a gangorra de altos e baixos Mesmo assim, O arquipélago inteiro está pra nós.
Antes que o regato vire mar Antes que haja guerra nas estrelas Antes que eu, ou você, ou nós dois, Nos dignemos ao adeus… ao ribeirão Ainda há tempo para amar e puxar a âncora E, riacho abaixo, a caça e o caçador Lançarem mais iscas às nuances do amor.
XI., por R.S. (Portugal)
Neste momento desligo a música que nos toca, procuro o espaço de uma folha em branco para me encontrar. Não sei se chamo a este momento de “meu” ou, se o entrego ao tempo que passou sem te ter levado. É curioso que ainda me prendes, ainda me dás forma aos sonhos que por ti têm cara, cor… sombras. !Não sei se sabes mas eu tenho brilho nos olhos, desejo na boca, palavras para contar que nem o coração escutou. Posso construir um alfabeto, inventar novas línguas, encontrar formas de te dizer que quero estar aqui e tu não vens!
Quando te resolveres, quem seremos? O que seremos?
Parece estupidez mas, há palavras que não me saem da cabeça e as que mais se prendem, escutei no silêncio…
É amor? … não sei! Traz dor? não! Quero ver-te? sim! Que me fales? sim! Que apareças? sim! Que não pares? sim! Vem! … mas não venhas agora, ou ainda te perco!
PLANTEMOS, por Maurício W. (Brasil)
Tal qual a vida, as Tâmaras são presentes sagrados. São bênçãos divinas, que dão cor e sabor às nossas existências, às vezes tão sofridas. Tal qual a vida, as Tâmaras são agridoces. E sempre nos lembram: Na natureza, ajam agora, como se hojes, amanhãs já fossem. Plantemos! Plantar, é regar de suor o plantio. Que tudo que dói agora, nesse estado de rio sem movimento, Nesse isolamento que nos tirou abraços e a necessária reunião de corpos e almas, Seja um momento de paciências e calmas, num plantio silencioso. Plantemos! Plantemos as sementes de nossas tâmaras, com amor, Deixando nosso suor solitário, cair sobre a terra viva e cheia de fertilidade. E quando o mundo voltar ao eixo, colheremos amores e tâmaras... Com gosto de felicidade. Plantemos! Plantemos! Plantemos nosso amanhã ! Plantemos !
Vica um convite à escrita sobre a Natureza, pois continua a decorrer o Concurso Literário Natureza: https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/concurso-literario-internacional-193354
É com enorme satisfação que aqui publicamos a nova edição do Concurso Literário Natureza África, este ano com o tema de Moçambique.
Sugerimos um conjunto de temas possíveis em associação: (i) Moçambique e natureza; (ii) Moçambique e a dança tradicional; (iii) Moçambique e flores; (iv) Moçambique e amor; (v) Moçambique e esperança; (vi) Moçambique e amizade;
(vii) Animais e plantas de África.
Uma visita ao Parque da Gorongosa, localizado em Sofala (Zona Centro de Moçambique), mesmo que virtual, suscita sempre um fascínio enorme. Os animais selvagens de grande porte em liberdade são como uma visão de um outro mundo, no qual a espécie humana ocupa apenas uma pequena parte do todo. A força de um antílope a correr a alta velocidade faz-nos sentir espanto porque estes seres não necessitam de quaisquer tecnologias para fazerem aquilo que nós consideraríamos ser apenas ao alcance de um super-homem. Os sons das aves e dos animais locais parecem saídos de um filme de ficção científica, mas, não o são. Pelo contrário, são musicalidades de um planeta terra ameaçado. E quem aprecia o que é autêntico, aprecia estas ondas sonoras que nos preenchem quase como o som da voz de alguém desaparecido, que nos vem à memória. Existe um travo de saudade ou de surpresa maior que o nosso peito, o coração acelera.
No parque existem inúmeras aves, como os calaus terrestres e os abutres, e animais de grande porte, por exemplo, elefantes, leões e zebras. A estes seres vivos soma-se uma enorme variedade de borboletas, constituída por mais de 500 espécies (forbespt.com – Moçambique Gorongosa).
Regulamento 2025: 1. A participação neste concurso é gratuita. 2. Qualquer pessoa natural de Moçambique, São Tomé, Cabo Verde, Angola e Guiné, pode participar desde que submeta trabalhos escritos em português. 3. Cada participante pode enviar um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 2000 palavras. 4. As obras devem ser enviadas por e-mail para Rui M. (blogsnat@gmail.com) juntamente com nome, país, contacto eletrónico. O assunto do email deve ser "Concurso Literário África 2025 Moçambique". Espaçamento entre linhas: espaçamento simples; Dimensão da letra: 12; textos no corpo do e-mail e não em ficheiro. A resposta da organização do Concurso, a cada trabalho recebido, poderá demorar alguns dias. 5. Os autores participantes concordam em receber e-mails no futuro que tenham como objetivo principal divulgar futuras iniciativas literárias. Devem subscrever o blog (caixa no topo). 6. Os finalistas vencedores de primeiros prémios têm direito a um certificado digital. 7. Todos os poemas selecionados serão publicados em antologia, que estará disponível em formato PDF (possibilidade de existir no Windows), com um custo de 2,5 € (pagamento de uma doação pelo PayPal). Os autores premiados têm direito a uma versão gratuita. 8. Direitos do autor: os autores têm os seus direitos sobre os trabalhos publicados, a fim de publicar como quiserem em qualquer outro lugar. A organização do concurso detém direitos totais sobre os trabalhos publicados no contexto da Antologia do concurso. 9. Prazo para participação: de 4 de Agosto a 15 de Dezembro de 2025. 10. Os resultados finais serão anunciados até final de 2025 em http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt. 11. O primeiro classificado de cada categoria terá direito a um prémio: coleção de obras de arte digitais.
Membros do júri:
Lince Verde Poeta
Karina Issa Poeta
Para a edição deste ano sugere-se um passeio inspirador perto de casa, para conhecer melhor um jardim mais próximo, uma árvore ou mesmo uma planta de um vizinho.
O Concurso Literário África 2025 Moçambique, apoia a aplicação Estarolas, a qual pode ser instalada em telemóveis Android gratuitamente.