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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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No Dia Mundial do Teatro

por talesforlove, em 27.03.24

Neste Dia Mundial do Teatro e para inspiração ao Concurso Literário ao Ator Ruy de Carvalho, aqui fica um poema e um conjunto de sugestões importantes.

O Concurso em:

https://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/concurso-literario-em-homenagem-a-ruy-163153

 

Algumas sugestões em:

https://visao.pt/visaose7e/ver/2024-03-26-11-ideias-para-celebrar-o-dia-mundial-do-teatro/

 

Fica o poema “Ao pé da varanda” por João Araújo (Brasil) 

 

Deparei-me comigo perdido nas chispas
da manhã banhando-me em ouro e em contemplação.
Meus olhos extasiados buscavam,
no além da alvorada,
a beleza dos dias que ainda viriam carregados com suas incertezas
e alegrias fugidias vestidas de promessas.
Descobri-me do manto da noite
e aqueci-me nos raios generosos
que rompiam com o fascínio da escuridão
e bebi dos cânticos matutinos,
deliciando-me com o seu melódico sabor.
Pairando em nuvens,
corri o etéreo em busca de mim mesmo
e encontrei-me amante
na resplandescência dos astros.
Apreciei-me como se eu fosse
um deus decaído e lamentei as lembranças
que não mais me visitavam.
Meu espírito faiscava ilusões possíveis.
Bastava-me crer..., tão somente crer.
Trêmula luz acenava-me
chamando-me à existência e à realidade.
Deixei de lado minhas abstrações
e tornei ao casebre modesto,
cercado por um verdejante e florido vale,
à beira de um riacho de águas repousadas.
Sentei-me ao pé da varanda

e enquanto uma orquestra de insetos tocava Tchaikovsky, eu ensaiava
enredos.
Tuas mãos cariciosas afagaram
meus cabelos nevados e teu sorriso de sol refletiu luminâncias.
Entreguei-me aos teus encantos e dei-te,
da doçura dos meus versos apaixonados,
o melhor dos orgasmos.
Então..., revivi!

 

 

Até breve.

Fernando Pessoa e o teatro?

por talesforlove, em 24.03.24

Será que Fernando Pessoa gostava de teatro?

É o pensamento de hoje. Afinal, para Robert Bréchon (in Estranho Estrangeiro) os heterónimos são as máscaras ou rostos que este escritor assume para melhor se exprimir. Afinal, também, Pessoa viveu vários anos no Largo do São Carlos, via o teatro da sua janela ou ao sair de casa todos os dias…

 

Utilizando a sua máscara de Alberto Caeiro afirmou:

 

     Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse

                                                                                   [agradável,

      Porque para o meu ser adequado à existência das coisas

     O natural é o agradável só por ser natural.

 

Eventualmente o teatro fosse natural para ele de tão habituado estar a ele.

 

Hoje, chegada a Primavera, aqui fica um poema de Luís Amorim, contida na Antologia Natureza 2021.

 

“Nova face de natureza” Luís Amorim por (Portugal)

 

Findo o tempo quente

E mau efeito posto

Houve que mudar rosto

No florestal ambiente.

 

Nova face de natureza

Foi definida ao princípio

Numa rede pelo ofício

À comunidade sua riqueza.

 

Sociedade deu contributo

Com levada aplicação

Na colectiva plantação

Das espécies no ideal reduto.

 

Crescimento terá demora

Mas espera recompensará

Quando alegria já tem hora.

 

É neste dever que contará

Sempre e desde agora

Até cidadania que perdurará.

 

O regar no presente mora

E ao futuro bem chegará

Como tão saudável flora.

 

Notas:

a) Antologias disponíveis em papel;

b) São possíveis críticas literárias a novas obras.

 

Até breve.

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