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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

Contos das Estrelas

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COP26

por talesforlove, em 31.10.21

Bom dia!

Hoje é dia de COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, sobre a qual se pode encontrar mais informação em:

https://news.un.org/pt/tags/cop26

Acredito que poderá ter resultados positivos ainda que não suficientes para mitigar os desafios criados pela poluição e outras ações humanas nefastas, relativamente ao ambiente. Por um lado, são desafios complexos, que exigem mais estudo e trabalho do que tem sido dedicado e, por outro, não estão representadas todos os países nesta Conferência.

Até breve.

 

A Aristides de Sousa Mendes

por talesforlove, em 24.10.21

Boa noite.

Hoje um poema a Aristides de Sousa Mendes (por Rui M.), uma homenagem aos poemas (por Marcelo Souza) e ainda o Programa de Júlio Machado Vaz, porque referindo-se hoje a um tópico familiar, tem algo a ver com o ato de salvação de pessoas que fogem da guerra, frequentemente em Família.

 

a Aristides de Sousa Mendes, por Rui M. (Portugal)

 

Em momentos sombrios de medo.

Tempos que se distendem, em sangue,

a adiar a dor, sofrimento, pranto (abafado):

o sonho do sol e o calor, do amor impossível de crer.

 

Hoje, em Portugal:

PAR https://www.refugiados.pt/

 

Poetizando, por Marcelo Souza (Brasil)

 

Poetizando o mundo
O poeta faz sonhar,
Poetizando o leitor
O poeta faz amar,
Poetizando o estudante
O poeta faz crescer,
Poetizando o idoso
O poeta faz rejuvenescer,
Poetizando a natureza
O poeta vai proteger,
Poetizando a vida
O poeta vai crescer,
Poetizando a família
O poeta vai unir...
Poetizando a poesia
O poeta vai se eternizar!

(Do blog: http://marceloescritor2.blogspot.com)

 

Finalmente, o poema "O Amor é" para esta semana:

https://www.rtp.pt/play/p266/e574688/o-amor-e-fim-de-semana

 

Até breve.

Beatriz Pessoa e Fogos 2017

por talesforlove, em 16.10.21

Hoje, por serem passados 4 anos desde os fogos florestais que em 2017 destruíram ou modificaram a vida de tantas pessoas em Portugal, fica uma música calma e feliz, de esperança redobrada, por Beatriz Pessoa. Até parece que é algo à medida dos gostos de Fernando Pessoa. Não sabemos. O vídeo também poderá ser inspirador.

 

 

 

Recentemente, em TSF.PT, surgiu uma breve notícia sobre o facto de Setembro de 2021 ter sido um dos mais quentes desde que existem registos em Portugal.

 

Sonhos em cinza, mas elevados às altitudes inalcançáveis.

 

NOTA: A Antologia/Coletânea “Natureza 2015/21” contém alguns dos melhores trabalhos desde 2015 a 2021 que surgiram no contexto do Concurso Internacional de Literatura Natureza. Por existir uma versão do Concurso em Português e outra em Inglês, neste livro existem traduções de vários destes poemas e contos. Este livro é ele mesmo um exemplo de objeto que se deseja ser um caso de aplicação real dos princípios da sustentabilidade, pelo que, nele também se encontram as razões pelas quais essa sustentabilidade é verdadeiramente efetiva neste caso. Listam-se ainda algumas sugestões amigas do ambiente e das pessoas. Em resumo, trata-se de um sonho literário, que ao longo de 120 páginas A5 vai mais além do que este breve texto explica.

Para obter um exemplar contacte através do e-mail no topo do blog. Obrigado.

 

 

Até breve.

Fogo de Vulcão e Fogo da Humanidade

por talesforlove, em 01.10.21

Recentemente, a erupção de um vulcão em Las Palmas, Ilhas Canárias, tornou evidente que existe poluição de origem natural e com impacto na saúde humana. Um artigo científico, sobre a atividade vulcânica nos Açores e seu impacto na saúde humana é o seguinte: "Sleeping volcanoes, awaking health issues: the hazardous effects of hydrothermal emissions on the human respiratory system" por Patrícia Garcia et al.. Infelizmente, este trabalho encontra-se apenas disponível em Inglês. Neste texto refere-se o impacto da poluição atmosférica através das vias respiratórias. Para evitar os efeitos nefastos, sugere-se, por exemplo, que quem vive em habitações térreas durma nos pisos superiores.
No conto seguinte, incluído na Antologia Natureza 2020-2021, refere-se um outro fogo, causado por ação humana. Também ele igualmente perigoso... Entretanto, fica a nota que ainda não foi possível iniciar a publicação de um conto em parcelas, periodicamente, tal como já referido anteriormente.

 

“Projecto Urano” por Alberto A.


Nos anos 1980-2000, a região do Corno da África foi “terra de ninguém”,
afundando sempre mais em uma sangrenta guerra civil. O tráfico ilegal
fundara por aí o paraíso internacional das descargas de lixo. Barcos,
carregados com lixo tóxico e radioactivo, viajavam da Europa em
direcção ao Oceano Índico. Recifes, caranguejos, lagostas, conchas do
mar, palmeirais e manguezais, o perfume de incenso e mirra, as memórias
épicas de comerciantes e viajantes... Todo aquele mundo ficou poluído,
submerso sob montes de lixo tóxico e radioactivo. Os marinheiros
pagavam as consequências, quando tomavam banho no mar.
Para resolver os problemas da poluição radioactiva na Europa, um
engenheiro realizou o “Projecto Urano”: torpedos, carregados com
escórias radioactivas, eram jogados no fundo do Oceano, ao longo das
praias da Somália.
No mês de Dezembro de 2004, um terremoto sacudiu a ilha de Sumatra.
Vagas gigantes, com até trinta metros de altura, atravessaram todo o
Oceano Índico. Houve quase trezentos mil mortos, mas as perdas ao longo
da costa africana não foram graves, pelo menos não em termos de vidas
humanas. A maré do maremoto arrasou e deslocou milhares de metros
cúbicos de areia, destruindo grandes extensões de recifes de coral,
trazendo à luz tambores, torpedos e recipientes de resíduos perigosos.
Muitos daqueles recipientes começaram a flutuar, abrindo-se e
derramando seu conteúdo nas praias.
Luminescências raras podiam ser vistas à noite, nos recifes, e a morte
de caranguejos e lagostas se espalhava como uma epidemia ao longo da
costa. Tapetes de peixe morto ficavam colados nas praias ao pé das
palmeiras. Centenas de animais no fundo do mar morreram de
contaminação. As populações costeiras relataram distúrbios raros:
anemia, inchaço, problemas respiratórios, insuficiência hepática.
Um pescador encontrou um pedaço de metal brilhante, preso no recife.
Ele tocou o cilindro e recebeu uma cruel sensação de queimação. O braço
enfraqueceu e a pele caiu, queimada, como se tivesse tocado uma
substância ácida. Então o cabelo começou a cair. Ele morreu lenta e
dolorosamente. Um fogo interior o devorou, nenhum médico, nenhuma cura
poderia salvá-lo. O que ele encontrara era lixo radioactivo, uma
pequena parte da imensa quantidade de lixo que os navios despejaram
na costa da região.
Mohamud era um menino de seis anos, brincava com seus amigos na praia.
À medida que a maré baixava, eles perseguiam os caranguejos. Com a
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maldade ingênua das crianças, os chutavam, como se estivessem jogando
bolas.
Um dia, Mohamud viu uma caixa escorrendo um líquido verde denso e
vagamente fluorescente. O garoto tocou e esfregou as mãos, como fazia
com sabão. Foi o maior erro de toda a sua jovem vida. Desde então, o
menino foi consumido por uma dor terrível. Não comia, não dormia e se
contorcia, não conseguia mais se segurar nas pernas. Todo o cabelo dele
caiu. Ficou rapidamente debilitado. Para o nosso amiguinho,
infelizmente, nada podia ser feito. Mohamud ainda não tinha sete anos.
Quem sabe que o sacrifício dele – e de outros como ele – não constitua
o preço por que aquela terra, com seu mar, retorne à paz e à beleza
do passado? Queria lembrá-lo como um pequeno símbolo, uma gota no oceano
de sofrimento que continua assombrando o Corno da África. Um sacrifício
que pode nos convencer a salvar os povos, os mares, as praias dos países
equatoriais, paraísos condenados, em um mundo sem paz nem
desenvolvimento.

 

Até breve.

 

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