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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo :-)

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Sobre o 2º Poema Vencedor e Fado

por talesforlove, em 22.06.21

Prepara-se a partilha do Poema em 3º Lugar na corrente edição do Concurso Natureza 2020-2021 mas, antes ficam aqui umas merecidas palavras sobre o Poema que ficou em 2º Lugar, já partilhado.

Com efeito, trata-se de uma alegoria do mar, das sereias, enfim dos sonhos. Aqueles que se confundem com as águas e que nos fazem emergir e submergir quando o Fado do Tempo nos permitir. Transborda cor imaginada e um acreditar em algo quase metafísico, quase não perceptível. É bom ler o poema que cheira a mar e a paixão.

Assim, deixa-se aqui o fado "Mapa do Coração" por Ana Moura. Sobretudo, para quem sente saudade de um passeio plenamente livre pelas ruas de Lisboa.

Até breve.

17 Junho e Crítica Literária

por talesforlove, em 16.06.21

Fica aqui, hoje, uma fotografia pelas vítimas dos incêndios de 2017 em Portugal.

Um pequeno nada.

17junho2021.JPG

 

Apresenta-se igualmente a Tentativa de Crítica Literária

“Anzóis do Tempo . Poemas minimalistas .” por Claudete Soares

 

O Livro “Anzóis do Tempo . Poemas minimalistas .” de Claudete Soares é mais uma agradável surpresa da Autora.

Anzóis são objetos metálicos, consistência sólida, ponta encurvada e afiada, com formato próprio para conter uma isca que servirá de chamariz para um peixe.

Um peixe é um ser vivo aquático que além de ser considerado um alimento humano, por vezes é decorativo e outras vezes é ainda um símbolo. Todavia, está ausente do título, no qual surge, a palavra “tempo”. Como se refere “do” e não “de” assumimos que o tempo é o utilizador dos anzóis. Ele é o pescador! Mas quem é este Tempo? São momentos, instantes, em que surgem impactos em nós, os quais são sentimentos, pelo menos é o que parece transparecer em grande parte do vasto conjunto de belos poemas.

O adjetivo “minimalista”, que igualmente surge no título, só pode dizer respeito à dimensão dos poemas, quando medidos por número de palavras ou versos, i.e., uma única frase em composição poética, sendo que, neste caso concreto, são três. A sua mera inclusão na primeira porta de entrada da Obra, poderá ser visto como algo depreciativo, à luz determinados olhares e, nesse caso, é injusto pois a cada um dos conjuntos de três versos corresponde a procura a posteriori corresponde à tarefa hercúlea de retratar o que se sente, a fazer lembrar os poemas Japoneses do estilo Haiku.

Partindo do título para depois olharmos para os versos, parece surgir um enigma: “Porquê este Tempo?!” Este parece querer pescar-nos através de pequenos acontecimentos, também eles apenas pequenos ou minimalistas, só se olharmos para os segundos que tomam nas nossas vidas. Acredito que vem à superfície emocional de quem lê este Livro que somos o que sentimos, o que este Tempo nos fez sentir e que tantas vezes não controlamos e portanto, não somos assim tanto o que comemos, como por vezes parece ser lugar comum assumir; afinal, estes anzóis não dizem respeito à comida que queremos ver no nosso prato.

Aliás, até podemos pensar que somos devorados por este tempo, que somos nós as vítimas ou sortudos(as) destes anzóis predatórios que não são metálicos mas de matéria do dia-à-dia. Claro, estimada(o) leitor(a), que qualquer Livro nos pode fazer pensar sobre o Tempo, sucede, porém, que este contém poesia do Tempo, a qual pode ser vista como o resultado de uma pescaria do Sr. Tempo. E este resultado poético, surge às mãos de Claudete Soares: uma pessoa que investe o seu Tempo e recursos para partilhar o que vê ou julga ver, tal qual lhe é humanamente possível. E tudo se desenrola, eventualmente, como se o peixe escrevesse sobre a sua experiência aquando do processo de ser pescado…

Aqui o olhar poético sobrepõe-se ao olhar mais pragmático, sobrepondo à morte a vida, revisitada em cada instante, em cada página voltada, como se fosse um passo no decorrer dessa vida dominante, a qual é vista a partir de três pontos distintos em capítulos separados: … das horas; … da vida; e, … natureza. E aqui o papel do Tempo parece ser inferiorizado pela Autora, ao referir “Pescando instantes”. Não há dúvida que se não fosse o seu (o nosso) olhar atento, para o labor do Tempo, nada retiraria mas, como diria Isabel Allende: “en las historias radica el secreto de la vida y del mundo”, ou seja, ela, enquanto observadora e ladra de histórias da vida poderia sobreviver enquanto escritora. Não seria mais que isso.

Neste Livro, nesta Obra esmerada, delicada e bela, esteticamente e literariamente, Claudete Soares é também ela alguém que tenta capturar para si o mundo e utiliza o seu dom poético natural para poder retratar e nos fazer sentir, aquilo que é o Sr. Tempo que dita. Importa ser…

 

A própria nos transmite um rebuliço de Tempo na página 83:

Os olhos da noite

Pranteiam saudade.

Nem a lua dorme

 

E, “imediatamente” antes, na página 22, paradoxal, transmitindo imensidão temporal, surge:

Beijos de anjos

acendem lanternas

do tempo

 

Sonhamos a cada momento, com esta união de grafismo e literatura, sendo que o primeiro apelo estético, só mesmo com o livro nas nossas mãos se poderá realmente sentir e compreender.

Que bela leitura e que belo tempo passado a contemplar estas paisagens literárias talhadas pelo tempo.

 

Obrigado pela vossa atenção.

 

Este Livro pode ser encontrado em:

www.travassoseditora.com

travassos@travassoseditora.com

 

imagem do livro.jpg

 

 

Até breve.

No Dia dos Oceanos

por talesforlove, em 08.06.21

Não deixe lixo na praia!

dia dos oceanos.jpg

 

 

Até breve

Uma partilha social

por talesforlove, em 07.06.21

Hoje partilha-se um testemunho neste blog muito interessante também sobre Sustentabilidade:

https://omundodesofiaeduca.blogs.sapo.pt/nao-normalizem-o-bullying-1631

Até breve.

2o Poema de Junho

por talesforlove, em 06.06.21

Aqui se partilha o Poema 2º Classificado do Concurso Literário. 

 

Lágrimas de sereia, por Regina Gouveia (Portugal)

 

 

As sereias leves dos cabelos roxos,

róseos, azuis ou de brancura alvar,

dançavam, lascivas, nas águas do mar.

Lembravam medusas.

Inspiravam poetas.

 

Dos seus olhos vagos e ausentes

se, porventura, lágrimas corriam,

com as águas do mar se confundiam.

Sereias, quais musas,

inspiravam poetas.

 

Talvez seus olhos verdes, de videntes,

previssem desgraças que rondavam o mar-

“Mermaid tears”, que nunca iriam chorar.

Lágrimas rudes, obtusas,

que não inspiram poetas.

 

“Plasticus marítimus”, espécie invasora.

Quando incautos humanos a criaram,

provavelmente não imaginaram

sequelas escusas,

que não inspiram poetas.

 

Pérfidas, “falsas medusas” infestam o mar,

ostentando as cores mais diversas.

Tartarugas ingénuas, pelo mar dispersas,

ingerem-nas, confusas.

Choram os poetas.

 

Plâncton “Errante”, alimentas seres marinhos,

de protozoários “insignificantes”

a raias, golfinhos e baleias gigantes.

A nenhum te recusas.

Cantam-te os poetas.

 

Pródigo, a maior fonte de oxigénio do planeta,

tu, minúsculo plâncton, tão generoso,

infiltrado por um inimigo poderoso.

“Esférulas intrusas”!

Choram os poetas.

 

Em que mares nadarão hoje as sereias

que enlouqueciam os marinheiros com seu canto?

Em que mares lembrarão medusas,

com seus cabelos longos e olhares de quebranto?

Em que mares recordarão tempos de glória?

Quiçá em mares de lágrimas, do seu sentido pranto.

 

Até breve.

A poesia de 1 de Junho

por talesforlove, em 01.06.21

Hoje apresenta-se o Poema Primeiro Classificado da Edição 2020-2021 do Concurso Literário Internacional Natureza.

Por ser Dia da Criança poderemos ceder à tentação de crer que apreciar uma poesia é algo que, verdadeiramente, apenas só pode ser real se tivermos a nossa mente aberta ao que nos rodeia, no sentido inocente. Não é verdadeiro este ponto de vista pois o que está em causa pode ser também ler algo emocional que se assemelha a ler uma história, como em um livro de 300 páginas. Um pouco exagerada na dimensão a comparação, é certo, mas o que interessa mesmo é o que temos pela frente e o que é retratado.

Este poema é um pouco de romance, é um pouco de natureza, muito de ligação entre humanidade e essa natureza e conta-nos uma história, se a ela estivermos abertos. Existe liberdade e alegria nestas palavras que nos trazem asas de imaginação. Uma música de floresta cheia de vida.

O melhor será mesmo ler e perceber o que está em causa. Fica o convite!

 

O gaio por Teresa Barranha (Portugal)

 

É a segunda vez que um gaio espreita a minha janela.

É do mais incomum, ver uma ave tão bela,

que parece trazer, naquelas penas azuis,

um pedacinho de céu.

E será isso mesmo…

Terão decidido em convenção,

todas as aves que se escondiam dos homens,

mostrarem-nos que há outras paragens

onde nos podemos olhar sem medo.

Até ver o gaio, na minha janela,

o homem era seu predador

hoje, esta ave tão bela,

mostrou-me que se veste de amor,

com aquelas penas de céu,

onde ele e eu

partilhamos o sentido da liberdade.

Liberdade que nasce,

primeiro, nos pássaros,

que cresce com a nossa imaginação,

e voa, com o gaio na minha janela,

sem precisar de o ter na mão.

 

 

Uma fotografia apelativa da Primavera.

tulipas para blog.png

 

Apresenta-se em breve o segundo classificado.

Até breve.

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