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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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Uma poesia quase em 1 de Outubro

por talesforlove, em 27.09.19

Imaginar água…

 

Vejo-me esfera, translúcido,

Frio, como noite sem luar,

A cair desamparado, e o ar,

Congela-me pelos eriçados, de cristais.

Parto-me num ramo, disperso-me,

Estatelo-me no pó; dou-me:

(re)vejo-me fértil.

 

por Rui M.

16 e 17 de Setembro 2019

A Luz da Feira da Luz e Roberto Leal

por talesforlove, em 15.09.19

Este ano, mesmo a Feira da Luz em Carnide (Lisboa) tem claras preocupações ambientais, com o controlo de resíduos. Como é habitual, a sua localização próxima de transportes públicos, facilita o acesso a todos que desejam fruir dos seus eventos culturais e animação indicada para todos os que desejam fazer compras e divertir-se, integrados no belo Jardim da Luz.

Mais informação aqui:

https://www.jf-carnide.pt/para-a-populacao/iniciativas/Feira-da-Luz-2019/6348/

 

Hoje, é também o dia em que Roberto Leal partiu... Vítima de cancro (como se diz em Portugal) ou câncer (como se diz no Brasil). Ele era um excelente artista, amado por muitos e dotado de uma postura humilde e trabalhadora que a todos nos cativava, tanto em Portugal como no Brasil, e em todo o mundo em que era conhecido.

Era um verdadeiro exemplo da força da natureza humana, até mesmo nos momentos mais complicados da sua vida. Era uma Luz para todos nós.

Fica agora o choque e a saudade.

Obrigado Roberto Leal, um grande abraço.

Ficamos com o seu primeiro sucesso "Arrebita":

E ainda "Verde Gaio":

 

Até breve.

Filmes, Poesia e Evento Literário na Amadora em meados de Setembro

por talesforlove, em 13.09.19
De 13 a 15 de Setembro de 2019, pelos 40 anos da Cidade da Amadora (Área Metropolitana de Lisboa), decorre a IV Festa do Livro da Amadora 2019, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, com entrada livre, das 10h00 às 23h00.
 
A Amadora tem uma forte ligação à cultura, não apenas literariamente mas sobretudo quando olhamos para a sua história, sempre próxima das artes visuais e da música. No que diz respeito às artes visuais, destaca-se o Festival Internacional da Banda Desenhada e as pinturas nas fachadas dos edifícios, veja-se o trabalho dos instagrammers @ana_gil_, @eyes.of.rita, @filipesj, @ritacordeiro, @voodoolx, @fesvicente e @silviabernardino. Transpira uma certa arte urbana, feita por artistas urbanos e ainda um olhar nostálgico, sobretudo respeitoso, dirigido a figuras do passado, como Fernando Pessoa e Amália Rodrigues.
 
Veja-se este link:
https://amadoraemfesta.pt/
 
Continuamos, entretanto, com a poesia de Rosemary B. (Brasil), com o poema:
 
CONTROLE
 
 
Como poderei ser uma árvore frondosa,
Se não reconheço minhas raízes?
Se não me identifico,
Com os primórdios da evolução,
Ou da criação?
Somos nação?
Salvem suas almas!
Perdemos o controle.
Ultrapassamos o tolerável,
E as mentes estão em combustão.
Onde demônios brincam de roda,
Com sedutoras dúvidas em forma de canção.
Fazem chacota com a história,
E enquanto engessam a geração.
Optam pela agonia do passado deplorável,
Lugar incômodo, mas reconhecido.
Acham melhor retroceder.
Os jovens estão divididos,
Entre os rumos variados do poder;
Delirando em imensuráveis sonhos.
Fechem seus olhos,
E entoem um louvor aos injustiçados mortos,
Uma música de ninar aos vivos cegos,
Ou a todos, uma simples e redentora oração.
Somos os novos camaleões,
Na camuflagem salvífica contra irreconhecíveis e sorridentes predadores,
Com dentes pontiagudos, clarificados a lazer.
Estamos caindo, alienados,
Aplaudindo na plateia deste circo de horrores.
Engolindo embalagens plásticas,
De coisas mortas,
De coisas prontas.
O quê estará por trás da porta,
Daquilo que somos induzidos a gostar?
Vamos compartilhar!
É legal, e o mal está na moda!
E a bola azul ainda flutua no vácuo,
Abafado e extremamente quente,
Suspensa pela mão invisível,
Para os que creem e os que também não.
Somos crianças numa imensa creche,
Mal educadas,
Deseducadas,
Nunca educadas,
Que por necessidade ou não,
Roubam o lanche do irmão.
A fome não é minha...
Só creio no que sai na mídia!
Os fatos não me importam,
A moda, as marcas e o controle absoluto sim.
São os objetivos da sociedade que evolui amorfa,
Adornando a própria sepultura,
Dos que se tornam estéreis,
Sem compaixão, sem “Rios Doces”, nem cultura.
Abaixo as singularidades!
Os ignorantes se cansam muito fácil.
O raciocínio exige demasiado esforço.
Deleguem nossas vidas à manipulação televisiva ou a qualquer outro.
Se tudo explodir, talvez seja melhor,
Não teremos  que acordar cedo e ir trabalhar.
O que queremos são cinco segundos de fama,
Contudo, o tempo é escasso para tantos subterfúgios,
Encapsulados e sem sinapses,
Dos que não suportam, temem ou não querem se responsabilizar,
Pelo direito supremo do livre pensar.
 
 
Trata-se de um poema que mostra uma ligação profunda entre a realidade social e a ambiental.
Afinal, como garantir a continuidade de um consumo socialmente justificado, se não existir um
conhecimento técnico e social que permita a sua continuidade? Haverá forma sequer de o repensar,
sem criar feridas nas vidas humanas? Continuar a pensar e a viver, com o pano de fundo da degradação climática,
eis aquela que parece ser a realidade a ter em conta.
 
Para finalizar, apresenta-se um Trailer oficial do filme La La Land, a anunciar, para breve, um olhar mais profundo:
https://www.youtube.com/watch?v=lu4RHvouJH8

 

 
 
E ainda o filme sobre António Variações:
https://www.youtube.com/watch?v=0acffB_G9gY

 

 
Obrigado.
Até breve.
 

Biólogo e Artista Plástico

por talesforlove, em 09.09.19

O Artista Plástico e Biólogo Fernando Grade faleceu ontem, aos 64 anos, vítima de cancro. Era um defensor de causas ambientais e gostava de falar do impacto da ação humana no Algarve, que era a sua terra. Evidentemente, o facto de ser Biólogo proporcionou-lhe uma visão mais detalhada, mais próxima, da realidade e por isso, e também por ter ousado ser também Artista Plástico, o seu legado deverá continuar a ser tido em conta. Muitos de nós não o conheceríamos, todavia, tal não se deverá ao seu desmerecimento mas acima de tudo à nossa limitação humana. Sim, hoje, a luta pela conservação da natureza parece revestir-se, ironicamente, de contornos "artísticos", no sentido de ser uma arte delicada, de difícil execução e até, não raras vezes, difícil compreensão.

A Arte surge aqui como uma intermediária sensível entre a debilidade da ação humana e quem com ela contacta, através deste "filtro", este olhar, frequentemente sem palavras, que nos faz sentir de novo uma realidade, uma dualidade: entre o que gostaríamos de ser, ao agir, e aquilo que realmente conseguimos ser, ou quase ser... Trata-se de um alerta, através de uma linguagem individual, mas movida por causas e não só estética.

Duas páginas que nos podem informar mais sobre o seu legado:


https://www.sulinformacao.pt/2019/09/morreu-fernando-grade-artista-plastico-e-defensor-de-causas/

https://www.sulinformacao.pt/2018/07/pedro-cabrita-reis-esta-exposicao-e-uma-luz/

 

Até breve.

1 de Setembro 2019 – Parte 2 – Livros, Jorge de Sena e Lítio

por talesforlove, em 01.09.19

Hoje, mesmo hoje, termina a 4ª Festa do Livro em Belém, uma iniciativa da Presidência da República de Portugal. O programa está disponível em:

 

http://www.presidencia.pt/?idc=199

 

Uma iniciativa que também recorda, este ano, os 100 anos do nascimento de Jorge de Sena, um poeta que vale a pena conhecer. Fica aqui a sua história de vida:

 

http://cvc.instituto-camoes.pt/seculo-xx/jorge-de-sena-55876-dp1.html#.XWtVFy5KjIU

 

Convida-se à leitura do poema “Uma Pequenina Luz” por Jorge de Sena:

 

Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una picolla
… em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que a não vêem
só a adivinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Brilhando indeflectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:
brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha

 

 

Após a leitura deste poema, que nos apresenta inúmeros “recantos” e motivos de interesse, somos tentados a continuar a pensar em poesia…

 

Apresentamos o poema em 3º Lugar, também Vencedor da Antologia “Natureza 2018-2019”:

 

“Chuva” por Maria Catarina Canas de Portugal

 

 

CHUVA

 

Sinto que a chuva me pede respostas

Por ao cair uma canção entoar

Será que eu posso e canto com ela ?

Será que apenas devo observar ?

O que as gotas pequenas e grandes

Dizem no céu no seu voltear

É um mistério sempre estranho

Que muito anseio poder desvendar

Em toda a canção o encanto está

No poder perceber as notas dispersas

Que parecem encetar muitas conversas

Mas melodia as gotas entoam

E quem com elas souber entoar

Música infinita irá encontrar

 

Atualmente, existe algo de novo que surge em Portugal e que pouco tem a ver com poesia mas sim com trabalho e pragmatismo e ambiente, ou seja, o início da exploração de lítio a ser utilizado em baterias dos carros elétricos. Pode-se dizer que sim, que existe uma nova arte nas engenharias, o de proporcionar tecnologia mais amiga do ambiente e que isso é poético. E sim, com carros elétricos abre-se a fabulosa oportunidade de termos transportes menos poluidores, com menor emissão de dióxido de carbono e menor ruído. Sim, tudo isto é verdade. Mas, então porque temos manifestações em Portugal contra esta exploração de lítio? 
Veja-se esta notícia: 

 

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cerca-de-400-pessoas-unidas-na-serra-da-estrela-contra-a-exploracao-de-litio

 

A verdade é que existe o receio de ver multiplicados os impactos negativos de outras explorações mineiras, os quais frequentemente não são minimizados. Assim, o teste de novas soluções para minimizar este impacto poderá ser benéfico. Afinal, hoje existem inúmeros estudos para acautelar a exploração de Marte e não se acautela a exploração da Terra? Por exemplo, existem estudos que sugerem a utilização de cianobactérias para produção de oxigénio no espaço, e estes resultados são divulgados, e seria excelente ver a divulgação e exemplos reais de uma exploração mineira mais amiga do ambiente.

No mundo do cinema existem alguns filmes que exploram o eventual fracasso da nossa exploração da Terra, como principal instigador de uma exploração do espaço. Veja-se este trailer do filme Interstellar:

 

 

 

Até breve.

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