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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via blogsnat@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 4 a 24 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

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O Fado do Plástico

por talesforlove, em 04.07.20

Bom dia.

O plástico não tem de ser um Fado, algo que se usa sempre e sempre origina problemas quando o deitamos fora. Ontem foi o Dia Internacional Sem Plástico e esta data faz-nos recordar que podemos reutilizar pelo menos alguns dos sacos que vamos comprando ou que nos vão dando, que os podemos colocar no ecoponto da reciclagem do plástico e que podemos mesmo evitar a sua utilização, por exemplo utilizando sacos de pano para o pão. E quem sabe reutilizar os sacos de plástico para fazer algo que surja na nossa imaginação?

 

Na sequência da partilha anterior, recorda-se Amália, com os seus Fados, por vezes tristes, por vezes alegres, mas sempre belos. O poema que se segue foi escrito por Viviane P.:

 

Um fado triste

 

Trago uma dor no peito

Que nada vai retirar

Quando deito em meu leito

Vem a dor a me abraçar

Por que foges, alegria?

Por que choras  lá no Tejo?

É que morreu  a parceria

Entre o amor e o beijo!

Era a estrofa de um fado

Que uma bela ali cantava

Em Alfama e no Chiado

Uma voz sempre  ecoava...

Em  meu lindo Portugal

No peito da amada dama

A poesia madrigal

Perguntava: Quem  me ama?

Eu a amo até morrer!

E, morto de dor estou

Porque nunca vou  esquecer

Aquela que em mim ficou

Canta, canta passarinho

Teu  fado em meu ouvido

Que  eu vou chorando sozinho

Morrendo sem ter vivido

Pois, sem ti, minha querida,

Não tenho motivação

Amália , és minha vida

Vou contigo em coração!

 

 

O coração enche o nosso horizonte de esperança num mundo melhor. O Fado pode ser visto também como uma forma de suavizar os maus momentos e reconstruir a força de seguir em frente. Aliás, como qualquer música ou canção da qual possamos gostar. 

Partilhem, por favor.

Até breve.

 

 

Hoje: Os 100 anos de Amália

por talesforlove, em 01.07.20

É verdade, hoje Amália Rodrigues faria 100 anos caso fosse viva!

Todos sabemos muito sobre Amália mas, existe sempre algo mais para saber, e por este facto, fica o convite para ler a sua Biografia no Museu do Fado:

https://www.museudofado.pt/fado/personalidade/amalia-rodrigues

 

Para ficarmos com o mais divertido da nossa Fadista, aqui fica o "Fado do Sr. Extraterrestre" com letra de Carlos Paião. O Original por Amália:

Aqui a versão de 2017 por Gisela João, além de ter uma frescura nova é acompanhado por uma bela animação. 

Até breve.

A Natureza no Campo Grande - Fotografia

por talesforlove, em 15.06.20

De facto, com a pandemia a natureza conseguiu respirar em Lisboa e uma eventual prova dessa realidade, é o facto de os animais eventualmente procriarem mais esta Primavera. Vejam-se os patos pequenos e os seus pais, logo nesta primeira fotografia!  

campogrande1.jpg

campogrande2.jpg

Já podemos notar algumas pessoas no local e alguma descontração.

Hoje, fica aqui uma música (muito) calma: "Madrigal"

Simonetti A. - Madrigal - Carlos Damas, violin/Jill Lawson, piano

hoje precisamos de um jardim,
que na sua delicadeza,
nos diga, enfim,
"não desistas!", com voz de firmeza...

Até breve.

 

Poema de Eduardo Waack - "Vastidão" pela Natureza (Brasil)

por talesforlove, em 12.06.20

Hoje partilhamos um poema que é uma luta pela defesa da natureza, em toda a sua dignidade.

 

VASTIDÃO

 

Outra noite se perdeu,

De mim um pouco mais.

As pessoas falam de tempos futuros.

Que tempos seriam aqueles

Em que não nos matamos?

 

Vejo o inverno passar,

Não sei se sou ou se fui.

Que outras vozes seriam aquelas

Que não nos gritariam por justiça?

 

Eu acredito na fé que remove montanhas,

Embora tema os espinhos

E as farpas sonoras que cravam

Em meu corpo.

 

Infernos cotidianos crises opressões

Há quanto tempo abrimos nossos olhos

Nossas mentes

Há quanto tempo ainda assim

Somos tapados ignorantes, eu me condeno,

 

Resta-me o ocre veneno

Das línguas afiadas, a dor de uma paixão

Que não conhecerá mais cura

O abismo de gentes

A me provocar desertos.

 

Vieste florir esquecida

Nos jardins de minha vida.

As pessoas amam e destroem a natureza.

Onde estás, minha amiga? De qual

Árvore arrancada cantas para mim?

 

Até breve.

Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas: Poema Traduzido

por talesforlove, em 10.06.20

 

La vie est brève
un peu d’amour
un peu de rêve
et puis bonjour.
La vie est brève
un peu d’espoir
un peu de rêve
et puis bonsoir.

Leon Louis Moreau Constant Corneille van Montenaeken, Nascido na Bélgica em 1859.

Tradução:

A vida é curta
um pouco de amor
um pequeno sonho
e depois um bom dia.
A vida é curta
um pouco de esperança
um pequeno sonho
e depois uma boa noite.

 

Até breve.

 

Mata da Margaraça em Perigo - Praga do Castanheiro

por talesforlove, em 05.06.20

 

mataOK1.png

A Mata da Margaraça é uma floresta cheia de encantos únicos, numa terra de gelo no inverno e calor tórrido no verão, com bruscas variações de temperatura. Ramos que mais parecem braços que se estendem para os céus, folhas que mais parecem mãos que nos querem acolher junto dos seus abraços, flores, que mais parecem testemunhas de tempos sem tempo. Caminhos que mais parecem estradas de esperança e encantamento. Encostas abruptas como alguns momentos da vida. Recortes de força que são imposições da natureza, cheia de amor e dor.

Em 2017, metade desta Floresta de encantamento ardeu e hoje continua ainda a recompor-se daqueles dias de terror. Entre os novos ramos de castanheiros surgem os secos e queimados, teimosos por desaparecer, como se o frio de inverno os quisesse fazer permanecer. Tudo isto sem que entendamos verdadeiramente quanto tempo será necessário para que se recupere ou tenhamos sequer a garantia de que um dia será assim.

 

É preciso, é urgente, é imperioso, fazer algo para salvar os castanheiros da Mata da Margaraça pois estão, parte deles, empestados com uma praga de inseto que chegou a Itália em 2002 em porta enxertos vindos da China, os quais foram também importados por Portugal. Não houve um controlo adequado desse produto e uma nova espécie invasora foi introduzida no Continente Europeu, acidentalmente. Veja-se a fotografia que aqui vos partilho: 

 

praga nos castanheiros 2020.jpg

 

Mais informação em:

https://aldeiasdoxisto.pt/poi/241

 

Continuemos em sonho.

"O Sonho de Houdini" por Havasi

 

 

Até breve.

"Paisagem" por Sophia

por talesforlove, em 05.06.20

Paisagem

 

Passavam pelo ar aves repentinas
O cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam na areia as suas crinas.

Era o céu azul, o campo verde, a terra
escura.
Era a carne das árvores elástica e dura,
Eram as gotas de sangue da resina
E as folhas em que a luz se descombina.

Eram os caminhos num ir lento,
Eram as mãos profundas do vento
Era o livre e luminoso chamamento
Da asa dos espaços fugitiva.

Eram os pinheiros onde o céu poisa,
Era o peso e era a cor de cada coisa,
A sua quietude, secretamente viva,
A sua exaltação afirmativa.

Era a verdade e a força do mar largo
Cuja voz ,quando se quebra, sobe,
Era o regresso sem fim e a claridade
Das praias onde a direito o vento corre.



Sophia de Mello Breyner Andresen | "Poesia", 1944

 

Até breve.

Uma flor por 2020 - Dia Mundial do Ambiente

por talesforlove, em 05.06.20

flordiaambienteOK2.png

 

 

Até breve.

"Plantação" por Viviane P.

por talesforlove, em 03.06.20

Hoje fica aqui um belo poema Brasileiro.

 

Plantação

 

Tem gente que planta couve,

O outro nem sabe o que houve.

Outros  plantam solidão,

Mas há quem plante compaixão.

O outro planta uma serpente,

Outros plantam o bem na gente.

Alguns plantam só tristeza,

Outros não! Plantam leveza.

Se aqueles plantam dor,

Outros tantos  só amor!

E, parando a comparação,

Vou abrir  meu coração:

Se aquele planta dores,

Perdão!

No meu canto eu planto flores!

 

Até breve.

Um poema ao Sr Manoel de Oliveira

por talesforlove, em 23.05.20

É com grande alegria que partilhamos um dos poemas que foi vencedor do Concurso Literário dedicado ao Sr Manoel de Oliveira, em 2015.

A Força da Natureza, por Sara T.

 

Árvore de raiz funda

afunda-se na imaginação.

De folha persistente

- destacado combatente -

atravessa a intempérie

para que aclamemos:

“fora de serie!”

 

Oliveira.

Árvore generosa

que nos serve o alimento:

azeitona, azeite, deleite!

De folha pontiaguda

deixa muda

a audiência.

É hoje uma referencia.

 

Árvore e homem,

folha e guião,

dão fruto na sua estação.

E presos aos galhos da criação

estão A Caixa, A Carta, A Caça

e todo o Vale Abraão,

colhidos com a devoção

de famintos espectadores em massa.

 

E o tempo passa,

e a vida cresce

e todos os anos

a mesma árvore floresce.

Que a noite comece!

Quente e perfumada

Para irmos

juntos

ao cinema.

 

lave as maos.jpg

 

Até breve.

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