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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com Boas leituras!

Contos das Estrelas

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Poema - "Novo Dia"

por talesforlove, em 20.08.17

mararcoiris.gif

 

Novo Dia


Que vens do sol, luz, que lhe escapa

Ninguém jamais te poderá deter...

Jamais és cativo de um livro na sua capa.

A tua força extravasa tudo; não te posso ter.


Não és de ninguém, viril e fero!

As distâncias tens de ganhar!

O sol tornar cativo do arco-íris!

E tornas a estrela sol um arco, vencido.


Tu és o que há de novo, destroços de inverno,

Vences raízes amaldiçoadas, canções escuras,

E és, em mim, um devir, alto do tamanho do oceano.

Os teus arautos são de fogo; Tu, tudo curas!

 

 

NOTA:

Hoje ficou-se a saber que regressam os Guardas Florestais, o que é uma excelente notícia, até porque será um investimento que se paga a si próprio.

Infelizmente, faleceu um piloto de helicóptero, durante o combate a um fogo. Teria sido evitável se o helicóptero fosse equipado com um censor para detecção de cabos de alta tensão. Algo simples que deve ser tomado como lição em contextos em que mesmo de dia, devido ao fumo, não é possível avistar objectos de grande volume em serras sinuosas.

 

lixonapraia1.gif

 

Alfama - Pedro Moutinho ft Mayra Andrade

por talesforlove, em 17.08.17

Porque é necessária a esperança no futuro.

Fica este fado sobre Alfama.

 

 

 

"Existe um outro céu" por Emily Dickinson (1830-1886)

por talesforlove, em 13.08.17

"Existe um outro céu" por Emily Dickinson (1830-1886)

Existe um outro céu,
Sempre sereno e sempre justo,
E existe outro brilho do sol,
Embora seja possível a escuridão lá;
Nunca te importes com florestas que se esvanecem, Austin,
Nunca te importes com campos silenciosos -
Aqui está uma pequena floresta,
Cuja folha é sempre verde;
Aqui é um jardim mais brilhante,
Onde nunca um gelo se deteve;
Nas suas flores em desbotamento
Eu ouço o zumbido da brilhante abelha:
Prithee, meu irmão,
Para o meu jardim vem!


Poema original:

There is another sky by Emily Dickinson (1830-1886)

There is another sky,
Ever serene and fair,
And there is another sunshine,
Though it be darkness there;
Never mind faded forests, Austin,
Never mind silent fields -
Here is a little forest,
Whose leaf is ever green;
Here is a brighter garden,
Where not a frost has been;
In its unfading flowers
I hear the bright bee hum:
Prithee, my brother,
Into my garden come!

Breve crítica visual ao filme “Rei Artur: A Lenda da Espada” (2017)

por talesforlove, em 03.08.17

O filme “Rei Artur: A Lenda da Espada” é um filme dirigido por Guy Ritchie, e escrito o guião por Joby Harold, Guy Ritchie e Lionel Wigram, o qual estreou em Maio de 2017.
A lenda da espada está associada, desde a Idade Média, à legitimidade de ocupação do trono na Grã-Bretanha, e deu origem a vários trabalhos literários por exemplo, a trilogia em verso escrita pelo poeta Francês Robert de Boron's Merlin, cerca de 1200 (Timeless Myths; 2017).
Em termos visuais a informação relativa ao tempo da ação é essencial para estabelecer uma relação de “confiança” entre o filme e o espetador, pois este último, atualmente, está bem informado sobre o que corresponde, à Idade Média Europeia, tanto em termos civilizacionais, bem como no que diz respeito a um certo imaginário que conota esta época com uma determinada “Idade das Trevas”. Algo que, em boa verdade, não é totalmente certo, sendo que para este contexto interessa apenas a 1ª impressão mais vulgarmente aceite.
As imagens do filme permitem-nos ser transportados para um tempo diferente do nosso, sendo nós levados, confiantes, pois o retrato corresponde ao que já havíamos preconcebido. Os efeitos visuais, adicionados ao trabalho dos atores, no mesmo plano, conferem um grau extra de impacto ao drama que nos envolve, passo a passo, suavemente, como se nos puxasse para dentro da tela.
Eventualmente, por vezes, os efeitos especiais podem ser usados em demasia em certas zonas de conjunto, a tal ponto que por vezes podemos ficar confundidos com a imagem de um qualquer jogo de computador. Esta situação, não sendo algo necessariamente mau, pode contribuir para que alguns espetadores não se sintam tão atraídos. Adicionalmente, o desempenho dos atores principais parece ser excelente, na minha modesta opinião, sendo que talvez um pouco mais de tratamento da cor da pele dos atores, poderia acentuar o “ar” grave e de extremo contacto com a natureza rude que a ação parece exigir.
O filme é excelente, muito interessante e envolve-nos; sendo que vale a pena ser visto, tanto pelo imaginário Europeu como pelo realismo dramático de várias sequências.

Leva-nos a crer que tem uma certa aura, no sentido de Walter Benjamin.

 

Biografia:

Timeless Myths (2017), https://www.timelessmyths.com/arthurian/excalibur.html.

Uma música e letra muito de Verão

por talesforlove, em 22.07.17

 

Letra em Françês:

On ira écouter Harlem au coin de Manhattan
On ira rougir le thé dans les souks à Amman
On ira nager dans le lit du fleuve Sénégal
Et on verra brûler Bombay sous un feu de Bengale
On ira gratter le ciel en dessous de Kyoto
On ira sentir Rio battre au cœur de Janeiro
On lèvera nos yeux sur le plafond de la chapelle Sixtine
Et on lèvera nos verres dans le café Pouchkine
Oh qu'elle est belle notre chance
Aux milles couleurs de l'être humain
Mélangées de nos différences
A la croisée des destins
Vous êtes les étoiles nous somme l'univers
Vous êtes un grain de sable nous sommes le désert
Vous êtes mille pages et moi je suis la plume
Oh oh oh oh oh oh oh
Vous êtes l'horizon et nous sommes la mer
Vous êtes les saisons et nous sommes la terre
Vous êtes
 
Em Português:
Vamos ouvir a área de Harlem de Manhattan
Vamos corar chá nos bazares em Amman
Vamos nadar no leito do rio Senegal
E vamos queimar em Mumbai sob fogo de Bengala
Vamos raspar o céu abaixo de Kyoto
Vamos sentir a batida do Rio no coração de Janeiro
Vamos levantar os olhos para o teto da Capela Sistina
E vamos levantar os nossos copos no café Pushkin
Oh quão bonita ela é a nossa oportunidade
Mil cores do ser humano
Misturando as nossas diferenças
Na encruzilhada do destino
Vocês são as estrelas Nós somos o mundo
Tu és um grão de areia nós somos o deserto
Tu és de mil páginas e eu sou a caneta
Oh oh oh oh oh oh oh
Voçês estão no horizonte e nós somos o mar
Vocês são as estações do ano e nós somos a terra
Vocês são ...

 

Para recordar o fogo de Pedrógão, a 17 de Junho de 2017

por talesforlove, em 17.07.17

Verão 2017

 

Queria que o tempo do calor fosse perfeito.

Braços espraiados, manhã fresca e nova,

bolhas de sonhos a rebentar nas ondas, no peito,

e um ar leve, perfumado, morno, rarefeito, que renova.

 

Mas tudo se foi na veloz labareda,

que comeu os sonhos de outros, como bolos,

deixou o açúcar converter-se em nada e

a água do rio elevar-se para as nuvens,

e de lá se desprenderem em gotas,

sem dádiva, em choro que tolhe.

 

E por cá ficamos todos, a olhar para lá,

pelo ecrã, pelos olhos de outrem, pelos nossos,

a ver o que se desfez, tudo outra vez.

Muito mais sós.

 

Para mim, não será o mesmo, este Verão

embora o meu seja mais do mesmo, que o dos outros não será.

Todos sofremos profundamente à vez, para sermos assim:

capazes de nos ampararmos com força no coração.

 

 

 

Deles se desprenderam amigos, escoaram-se vidas,

que são abóbadas sem pedra, são céu, rimas perdidas,

são agora janelas sem cortinas, sem adeus;

restando-lhes o terno consolo de Deus.

 

12 e 14 e 16 de Julho de 2017

por Rui M.

 

espumabolhas2017.jpg

 

Chaz Knapp - Acceptance (Aceitação)

por talesforlove, em 09.07.17

 

Uma App com poesia musical

por talesforlove, em 02.07.17

Pequenos sons para telemóvel/celular ou outros fins.

 

https://www.microsoft.com/store/apps/9nblgggzq7cq

 

Homenagem ao Sr Manoel de Oliveira - disponível novamente

por talesforlove, em 02.07.17

Em:

https://www.microsoft.com/store/apps/9nblgggz5prl

 

Boas leituras!!

Esperança para Pedrógão Grande após o incêndio - um poema

por talesforlove, em 01.07.17

Verdes são os campos
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

por Luís de Camões

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