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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com. Aceitam-se contributos de outros autores, de 10 a 14 de cada mês, relativos ao tema Natureza ou Universo. :)

Contos das Estrelas

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Recordar o Concurso Literário "Natureza 2016-2017"

por talesforlove, em 12.12.17

Recorda-se a informação do Concurso Literário:

 

É com grande alegria que anunciamos o início do Concurso Literário Internacional “Natureza 2017-2018” o qual este ano decorre entre 1 de Dezembro de 2017 e termina a 1 de Fevereiro de 2018. A 19 de Fevereiro são anunciados os pré-finalistas e a 28 de Fevereiro os principais vencedores.

Referimos alegria neste anúncio porque este é o reencontro de todos nós nesta aventura literária que tem por um dos seus grandes objetivos sensibilizar para a proteção da natureza. Um reencontro entre amigos. Este ano, pelo menos em Portugal, as alterações climáticas são mais evidentes: os grandes fogos florestais de 17 de Junho e de 15 de Outubro, parecem provar essa realidade. O sofrimento das pessoas foi enorme e notar a substituição de um manto verde pela cor da cinza, é triste. No mundo, o facto de as concentrações de CO2 na atmosfera estarem em níveis muito elevados, só nos pode deixar também atentos.

É tempo de agir, pelo que fica aqui também o convite à vossa participação neste concurso e de seguida as condições de participação e outros detalhes.

 

Nesta edição, procuramos novamente HOMENAGEAR também a comunidade emigrante Portuguesa, através da homenagem a Shawn Mendes!

“Nunca Estarás Só (Escrito à mão)”

https://www.youtube.com/watch?v=N7VCLNBNJQs

 Sem, é claro, esquecer os que ficam em Portugal!

 

 

 

O vídeo de “Nunca Estarás Só (Escrito à mão)” tem uma proximidade com a natureza e uma imagem de uma floresta conservada e verde que só nos pode inspirar e a letra é muito apelativa. Com efeito, é importante que não estejamos sós neste trabalho em prol da natureza.

 

Fica a nossa tradução desta letra para Português:

Nunca Estarás Só (Escrito à mão)

 

Eu prometo que um dia eu estarei do teu lado

Eu te manterei sã e salva

Neste momento tudo é uma loucura

E eu não sei como parar ou ir mais devagar

 

Ei

Eu percebo que há muito para falar entre nós

E eu não posso ficar

Deixa-me apenas abraçar-te um pouco mais agora

 

Toma um pedaço do meu coração

E faz com que seja todo uma parte de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

Tu nunca estarás só

Quando sentires a minha falta, fecha os olhos

Eu Posso estar longe, mas não ausente

Quando adormeceres hoje à noite

Lembra-te que nos deitamos sob as mesmas estrelas

 

E, ei

Eu percebo que há muito para falar entre nós

E eu não posso ficar

Deixa-me apenas abraçar-te um pouco mais agora

 

Toma um pedaço do meu coração

E faz com que seja todo uma parte de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

 

E toma

Um pedaço do meu coração

E faz dele um pouco de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

 

Detalhes de Regulamento 2017:

  1. A participação neste concurso é gratuita.
  2. Qualquer pessoa de qualquer país pode participar desde que submeta trabalho redigido em português.
  3. Cada participante pode submeter um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 3000 palavras.
  4. Os trabalhos devem ser enviados por e-mail para Rui M. (ruiprcar@gmail.com) juntamente com nome, país, contacto electrónico. O assunto do e-mail deve ser “Concurso Literário Internacional ‘Natureza – 2017-2018’”.
  5. Os autores premiados finalistas têm direito a certificado em formato digital.
  1. Todos os poemas seleccionados serão publicados em antologia, a qual estará disponível em formato PDF (possibilidade de vir a existir em Windows), com um custo de 2,5 € (pagamento de donativo por PayPal). Após descontados os custos do concurso, o valor restante será utilizado na compra de árvores e sementes. Os autores premiados têm direito a uma versão gratuita.
  2. Data limite de participação: 1 de Fevereiro de 2018.
  3. Pré-finalistas anunciados a 19 de Fevereiro.
  4. Os resultados finais serão anunciados a 28 de Fevereiro em  http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/.
  5. O primeiro classificado de cada categoria terá direito a prémio no valor de 10 Euros.

 

Tema principal: "Proteção à natureza"

Tema de apoio: "A canção de Shawn Mendes"

 

 

Organizador do concurso:

Rui M.

 

Responsável do Júri:

Edweine Loureiro

Poeta e escritor Brasileiro radicado no Japão.

Premiado internacionalmente.

 

Principal patrocinador:

Rui M. Publishing

 

==================================

Parceiros iniciais 2017 (lista não definitiva):

  

1) Jornal Bom Dia - Luxemburgo

http://bomdia.eu 

 

Este ano a App LinbonTourism em associação (sem custo; basta seguir botão lado esquerdo):

https://www.microsoft.com/store/apps/9nblggh3335s

 

Para nos seguir:

http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/data/rss

ou, no início do blog, submeter o e-mail e seguir os passos indicados.

 

Pinturas disponíveis:

folhas1withletters.jpg

flor1comletras.jpg

 

Concurso Literário Internacional "Natureza 2017-2018"

por talesforlove, em 15.11.17

É com grande alegria que anunciamos o início do Concurso Literário Internacional “Natureza 2017-2018” o qual este ano decorre entre 1 de Dezembro de 2017 e termina a 1 de Fevereiro de 2018. A 19 de Fevereiro são anunciados os pré-finalistas e a 28 de Fevereiro os principais vencedores.

Referimos alegria neste anúncio porque este é o reencontro de todos nós nesta aventura literária que tem por um dos seus grandes objetivos sensibilizar para a proteção da natureza. Um reencontro entre amigos. Este ano, pelo menos em Portugal, as alterações climáticas são mais evidentes: os grandes fogos florestais de 17 de Junho e de 15 de Outubro, parecem provar essa realidade. O sofrimento das pessoas foi enorme e notar a substituição de um manto verde pela cor da cinza, é triste. No mundo, o facto de as concentrações de CO2 na atmosfera estarem em níveis muito elevados, só nos pode deixar também atentos.

É tempo de agir, pelo que fica aqui também o convite à vossa participação neste concurso e de seguida as condições de participação e outros detalhes.

 

Nesta edição, procuramos novamente HOMENAGEAR também a comunidade emigrante Portuguesa, através da homenagem a Shawn Mendes!

“Nunca Estarás Só (Escrito à mão)”

https://www.youtube.com/watch?v=N7VCLNBNJQs

 Sem, é claro, esquecer os que ficam em Portugal!

 

 

 

O vídeo de “Nunca Estarás Só (Escrito à mão)” tem uma proximidade com a natureza e uma imagem de uma floresta conservada e verde que só nos pode inspirar e a letra é muito apelativa. Com efeito, é importante que não estejamos sós neste trabalho em prol da natureza.

 

Fica a nossa tradução desta letra para Português:

Nunca Estarás Só (Escrito à mão)

 

Eu prometo que um dia eu estarei do teu lado

Eu te manterei sã e salva

Neste momento tudo é uma loucura

E eu não sei como parar ou ir mais devagar

 

Ei

Eu percebo que há muito para falar entre nós

E eu não posso ficar

Deixa-me apenas abraçar-te um pouco mais agora

 

Toma um pedaço do meu coração

E faz com que seja todo uma parte de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

Tu nunca estarás só

Quando sentires a minha falta, fecha os olhos

Eu Posso estar longe, mas não ausente

Quando adormeceres hoje à noite

Lembra-te que nos deitamos sob as mesmas estrelas

 

E, ei

Eu percebo que há muito para falar entre nós

E eu não posso ficar

Deixa-me apenas abraçar-te um pouco mais agora

 

Toma um pedaço do meu coração

E faz com que seja todo uma parte de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

Tu nunca estarás só

 

E toma

Um pedaço do meu coração

E faz dele um pouco de ti

Assim, quando estivermos separados

Nunca estarás só

Nunca estarás só

 

 

Detalhes de Regulamento 2017:

  1. A participação neste concurso é gratuita.
  2. Qualquer pessoa de qualquer país pode participar desde que submeta trabalho redigido em português.
  3. Cada participante pode submeter um poema, sem limite de palavras, e um conto, com um máximo de 3000 palavras.
  4. Os trabalhos devem ser enviados por e-mail para Rui M. (ruiprcar@gmail.com) juntamente com nome, país, contacto electrónico. O assunto do e-mail deve ser “Concurso Literário Internacional ‘Natureza – 2017-2018’”.
  5. Os autores premiados finalistas têm direito a certificado em formato digital.
  1. Todos os poemas seleccionados serão publicados em antologia, a qual estará disponível em formato PDF (possibilidade de vir a existir em Windows), com um custo de 2,5 € (pagamento de donativo por PayPal). Após descontados os custos do concurso, o valor restante será utilizado na compra de árvores e sementes. Os autores premiados têm direito a uma versão gratuita.
  2. Data limite de participação: 1 de Fevereiro de 2018.
  3. Pré-finalistas anunciados a 19 de Fevereiro.
  4. Os resultados finais serão anunciados a 28 de Fevereiro em  http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/.
  5. O primeiro classificado de cada categoria terá direito a prémio no valor de 10 Euros.

 

Tema principal: "Proteção à natureza"

Tema de apoio: "A canção de Shawn Mendes"

 

 

Organizador do concurso:

Rui M.

 

Responsável do Júri:

Edweine Loureiro

Poeta e escritor Brasileiro radicado no Japão.

Premiado internacionalmente.

 

Principal patrocinador:

Rui M. Publishing

 

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Parceiros iniciais 2017 (lista não definitiva):

  

1) Jornal Bom Dia - Luxemburgo

http://bomdia.eu 

 

Este ano a App LinbonTourism em associação (sem custo; basta seguir botão lado esquerdo):

https://www.microsoft.com/store/apps/9nblggh3335s

 

Para nos seguir:

http://contosdasestrelas.blogs.sapo.pt/data/rss

ou, no início do blog, submeter o e-mail e seguir os passos indicados.

 

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Uma música a ver com este blog

por talesforlove, em 07.11.17

Pelo facto de referir estrelas, flores e pessoas, esta música de Ivete Sangalo - "Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim" tem tudo a ver com este blog. Um blog que tem também como objetivo criar oportunidades para novos escritores e escritoras.

 

Fica o convite a ver e ler.

 

Aqui é possível encontrar a letra:

https://www.vagalume.com.br/ivete-sangalo/se-eu-nao-te-amasse-tanto-assim.html

 

Até breve e boas leituras.

 

 

Contributos de autores

por talesforlove, em 02.11.17

Por Ester Galhardo dois poemas

 

A criação do mundo

 

Criou Deus no princípio o Universo em seis dos dias.
Era o mundo disforme e vago com negrume.
Mas pairava o Espírito n’águas arredias
E disse o Altíssimo: haja luz. E veio o lume.

E separou o clarão das trevas, dia e noite,
No primo dia. E houve, pois, tarde mais aurora.
Disse idem: haja firmamento na torrente
Chamando a base de Céu no dia de agora.

Por continuação disse nos dias seguintes:
Ocorra uma separação entre a água e o sedento -
Quer dizer, entre o mar e a plaga, o rio e os lotes –,
Produzam as planícies árvores e o mato,

Façam-se luminares no Céu, o sol e a lua,
Nasçam seres viventes no ar e ainda no mar
E ao ser terrestre: reproduza. A Terra é tua.
Viu então que era boa a feitura posta a amar.

Façamos, pois, o homem a nossa imagem e,
Conforme a nossa semelhança, disse Deus.
Governe sobre a Terra, do golfinho ao bode,
Das bestas das águas profundas e de Zeus.

E do barro montou Deus a um belo boneco
De contornos e sapiências a Ele iguais.
Por toda parte projetada de seu corpo,
Felicidade e devoção usava a mais.

O boneco era de estatura intimidante,
De perfeição a um pecador inesperável.
Era aos olhos de Deus um ser exuberante
Ainda que fosse por Ele reprovável.

Sabia o Altíssimo que o homem decairia,
Que pecaria na primeira tentação.
Mesmo assim as narinas Ele sopraria

Dizendo-lhe: é muito bom em exatidão.

 

Galhardo

 

Doces, as águas, das Minas Gerais,
Onde peixes subiam infinitos,
Alegres, nos gentis mananciais,
E vida permitiam aos distritos.

Agora, essa lama, vede! Olhais!
Carregada, corre, com mil detritos,
Radioativos, e, morte, provais.
Quem, pois, irá pagar por tais delitos?

-A natureza, com danos funestos;
-Os moradores, sem teto e comida;
-O Brasil, pela beleza perdida.

Pois vós, mesmo que em erro manifesto,
Governadores, em falta homicida,
Nunca tereis parte em ação vindita!

 

 

 


"Rondó do Planeta" por Mardenia Maria, publicado no livro em e-book “Sinta a CALIDEZ dos poemas” na Amazon.com
www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_noss?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&url=search-alias%3Ddigital-text&field-keywords=calidez&rh=n%3A5308307011%2Ck%3Acalidez

 

Rondó do planeta

 

O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Jogamos lixos nas ruas
Com a chuva vai enchendo

O planeta está morrendo
E nós desobedecendo
Devastamos as florestas
E a terra vai se aquecendo

O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Queremos tecnologia
Impactou o meio ambiente

O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Os desastres naturais
Estão bem mais frequentes

O planeta está sofrendo
E nós desobedecendo
Tudo desequilibrado
Anseios prevalecendo
Resiliência humana!
Buscar tanta ostentação...
E será que vale a pena?

 

Morte do Sr. Jorge Listopad, a 2 de Outubro de 2017

por talesforlove, em 02.10.17

Hoje faleceu o Sr. Jorge Listopad, escritor e encenador Polaco, de 95 anos, nascido em Praga (Polónia) e que vivia em Portugal desde a década de 50 do século passado.
Entre os livros que escreveu contam-se:
"Meio conto" (1993), "Álbum de família" (1988), "Biografia de Cristal" (1992), entre muitos outros.
Entre as peças de teatro que encenou contam-se:
"Diário de um Louco", de Gógol, "O Porteiro", de Pinter, "Huis Clos", de Sartre, "Dança da Morte", de Strindberg, "A Vida é um Sonho", de Calderón de la Barca, "A Forja", de Alves Redol, e "Macbeth", de Shakespeare, entre muitas outras.

Com este trabalho e pela saudade que deixa, o Sr. Jorge Listopad é a prova de que uma vida nunca é demasiado Longa.
Pela Riqueza, Diversidade e Empenho no Trabalho e Mundo, a sua vida jamais poderia ser considerada Errante.

Um abraço para o Sr. Jorge Listopad.
Com saudade.

Em sua homenagem um excerto de poema por Lord Byron:

Por profundo que seja o teu torpor,
Teu espírito não vai adormecer,
Em ti as sombras nunca se dissipam,
Ideias que não sabes afastar.
Por virtude de ti desconhecida,
Não poderás tu nunca ficar só;
Serás envolto como num sudário.
E ficarás cativo de uma nuvem;
E para todo o sempre hás-de viver
Em tal encantamento prisioneiro.

Byron, L. (2002), "Manfredo", Tradução por João Almeida Flor, Relógio D'Água, Lisboa, p.37

Poema - "Novo Dia"

por talesforlove, em 20.08.17

mararcoiris.gif

 

Novo Dia


Que vens do sol, luz, que lhe escapa

Ninguém jamais te poderá deter...

Jamais és cativo de um livro na sua capa.

A tua força extravasa tudo; não te posso ter.


Não és de ninguém, viril e fero!

As distâncias tens de ganhar!

O sol tornar cativo do arco-íris!

E tornas a estrela sol um arco, vencido.


Tu és o que há de novo, destroços de inverno,

Vences raízes amaldiçoadas, canções escuras,

E és, em mim, um devir, alto do tamanho do oceano.

Os teus arautos são de fogo; Tu, tudo curas!

 

 

NOTA:

Hoje ficou-se a saber que regressam os Guardas Florestais, o que é uma excelente notícia, até porque será um investimento que se paga a si próprio.

Infelizmente, faleceu um piloto de helicóptero, durante o combate a um fogo. Teria sido evitável se o helicóptero fosse equipado com um sensor para detecção de cabos de alta tensão. Algo simples que deve ser tomado como lição em contextos em que mesmo de dia, devido ao fumo, não é possível avistar objectos de grande volume em serras sinuosas.

 

lixonapraia1.gif

 

Save

Alfama - Pedro Moutinho ft Mayra Andrade

por talesforlove, em 17.08.17

Porque é necessária a esperança no futuro.

Fica este fado sobre Alfama.

 

 

 

"Existe um outro céu" por Emily Dickinson (1830-1886)

por talesforlove, em 13.08.17

"Existe um outro céu" por Emily Dickinson (1830-1886)

Existe um outro céu,
Sempre sereno e sempre justo,
E existe outro brilho do sol,
Embora seja possível a escuridão lá;
Nunca te importes com florestas que se esvanecem, Austin,
Nunca te importes com campos silenciosos -
Aqui está uma pequena floresta,
Cuja folha é sempre verde;
Aqui é um jardim mais brilhante,
Onde nunca um gelo se deteve;
Nas suas flores em desbotamento
Eu ouço o zumbido da brilhante abelha:
Prithee, meu irmão,
Para o meu jardim vem!


Poema original:

There is another sky by Emily Dickinson (1830-1886)

There is another sky,
Ever serene and fair,
And there is another sunshine,
Though it be darkness there;
Never mind faded forests, Austin,
Never mind silent fields -
Here is a little forest,
Whose leaf is ever green;
Here is a brighter garden,
Where not a frost has been;
In its unfading flowers
I hear the bright bee hum:
Prithee, my brother,
Into my garden come!

Revisão crítica de “Adágios” por José Vieira

por talesforlove, em 11.08.17

“Adágios” (2017) é o terceiro livro publicado por José Vieira, pseudónimo da autora Teresa Vieira Lobo, nascida na década de 80 do século passado em Gaula . Esta obra surge após o amadurecimento literário proporcionado pelo primeiro livro “Estranhas Coincidências”, publicado em 2014, e pouco depois, em 2016, com o romance “Dedicação, Palavra e Honra”. Alguns contos publicados na revista literária “Submersa” e na plataforma “Quem conta um conto”, somam-se a esta atividade literária laboriosa.
“Adágio significa provérbio popular com mensagens de teor moral, ditado. Assim, considerando apenas o título “Adágios”, poderíamos supor que no interior deste livro iríamos encontrar uma coletânea de ditados, todavia, tal não é verdade pois, encontram-se 5 contos autónomos, todos eles, é certo, com mensagens morais explícitas com diversa gradação na forma como nos surgem.
Em prosa cativante, em ritmo marcado pela ação e emoção, surgem diante de nós as vidas, realistas, de cinco mulheres que procuram o melhor para si, e para os seus, em contextos frequentemente tormentosos mas também frequentemente felizes, muitas vezes em simultâneo, sem dúvida que a par e passo; em relato de luta entre o bem e o mal.
Na contracapa diz-se que “Adágios é um livro de vidas. De mulheres. De luta. Um dia foram elas... Amanhã seremos nós.” Convém olhar com algum cuidado esta sequência afirmativa. As vidas são, sem dúvida, o núcleo central deste trabalho, são elas que lhe dão corpo. São-no na perspetiva das mulheres, o que adiciona detalhes comoventes e familiares ou mesmo de “amor quase maternal”, como às páginas tantas se menciona, de tal forma que, quando em certo momento se fala de “essência”, já compreendemos, antecipadamente, o que se pretende referir ou pelo menos isso assumimos, dada a profundidade de alguns dos conflitos éticos com que se deparam as personagens.
Quero todavia acreditar que vários destes elementos dramáticos seriam parte destas histórias caso se de homens se tratasse... A luta ética é algo que pode dizer muito a todo o ser humano e é de seres humanos que versam estas páginas, sensíveis e cativantes. Todavia, não se concorda com a afirmação que remete para amanhã esta luta, pois por vezes podemos esquecer mas ela nos envolve a cada momento e em cada ação pois somos seres dotados de livre arbítrio.
Em resumo, a leitura de “Adágios” leva-nos longe, quem sabe a olhar “por dentro” a natureza humana. A certa altura com um prisma religioso e em outros tantos momentos tão só pelo sentir que, de facto, nos transmite. Se assumirmos que a literatura proporciona mudança ou alicerces a quem dela frui, este livro pode ser entendido como um bom caso de “literatura de catarse”. São páginas que valem a pena ser lidas.

 

Referência da obra:

Vieira, J. (2017), “Adágios”, Chiado Editora, Lisboa, pp. 97

 

Tem interesse no livro?

Aqui tem o contacto da Autora: teresavieiralobo@sapo.pt

Breve crítica visual ao filme “Rei Artur: A Lenda da Espada” (2017)

por talesforlove, em 03.08.17

O filme “Rei Artur: A Lenda da Espada” é um filme dirigido por Guy Ritchie, e escrito o guião por Joby Harold, Guy Ritchie e Lionel Wigram, o qual estreou em Maio de 2017.
A lenda da espada está associada, desde a Idade Média, à legitimidade de ocupação do trono na Grã-Bretanha, e deu origem a vários trabalhos literários por exemplo, a trilogia em verso escrita pelo poeta Francês Robert de Boron's Merlin, cerca de 1200 (Timeless Myths; 2017).
Em termos visuais a informação relativa ao tempo da ação é essencial para estabelecer uma relação de “confiança” entre o filme e o espetador, pois este último, atualmente, está bem informado sobre o que corresponde, à Idade Média Europeia, tanto em termos civilizacionais, bem como no que diz respeito a um certo imaginário que conota esta época com uma determinada “Idade das Trevas”. Algo que, em boa verdade, não é totalmente certo, sendo que para este contexto interessa apenas a 1ª impressão mais vulgarmente aceite.
As imagens do filme permitem-nos ser transportados para um tempo diferente do nosso, sendo nós levados, confiantes, pois o retrato corresponde ao que já havíamos preconcebido. Os efeitos visuais, adicionados ao trabalho dos atores, no mesmo plano, conferem um grau extra de impacto ao drama que nos envolve, passo a passo, suavemente, como se nos puxasse para dentro da tela.
Eventualmente, por vezes, os efeitos especiais podem ser usados em demasia em certas zonas de conjunto, a tal ponto que por vezes podemos ficar confundidos com a imagem de um qualquer jogo de computador. Esta situação, não sendo algo necessariamente mau, pode contribuir para que alguns espetadores não se sintam tão atraídos. Adicionalmente, o desempenho dos atores principais parece ser excelente, na minha modesta opinião, sendo que talvez um pouco mais de tratamento da cor da pele dos atores, poderia acentuar o “ar” grave e de extremo contacto com a natureza rude que a ação parece exigir.
O filme é excelente, muito interessante e envolve-nos; sendo que vale a pena ser visto, tanto pelo imaginário Europeu como pelo realismo dramático de várias sequências.

Leva-nos a crer que tem uma certa aura, no sentido de Walter Benjamin.

 

Biografia:

Timeless Myths (2017), https://www.timelessmyths.com/arthurian/excalibur.html.

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