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Contos das Estrelas

Neste blog são apresentados conteúdos literários. Para qualquer assunto podem contactar o autor via ruiprcar@gmail.com Boas leituras!

Contos das Estrelas

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Texto sobre “Uma pastelaria em Tóquio” (2016)

por talesforlove, em 31.05.17

Cheio de poesia, “Uma pastelaria em Tóquio”, um filme dirigido por NAOMI KAWASE, é uma película que nos aprisiona na tela. Praticamente, esquecemos tudo ao nosso redor, até ao ponto em que quase nos recusamos a ser confrontados com o fim desta maravilhosa peça de arte.
Numa primeira aproximação, a história parece ser trivial: num belo dia da primavera, Tokue, uma senhora de 76 anos aproxima-se de Sentaro, o cozinheiro de uma pequena pastelaria. Sentaro vende principalmente dorayaki, um pequeno bolo cheio de geleia de feijão vermelho (azuki) e Tokue explica-lhe que ela sempre quis fazê-los para o público, ela implora pela oportunidade da sua vida, para realizar um sonho. Ele diz-lhe que "não", mas ela deixa uma pequena amostra ... e ele, por fim, aceita.
Adicionalmente, existe uma adolescente chamada Wakana, uma pessoa muito perspicaz, cliente habitual, que, em última instância, também se aplica ao trabalho na loja. Juntos, são uma família, Tokue, como a mãe de Sentaro e Wakana, um membro "místico" que parece agregar todos os sentimentos desses personagens.
Há medidad que a história se desenrola, não podemos imaginar um possível final, mas Tokue dá-nos pistas muito subtis, por exemplo, quando ela fala com todo o mundo natural, algo que pode ser estranho para nós, porque isso significa atribuir à natureza uma importância incomum no contexto  de uma cidade ... Há um sentimento de diferença, como sendo uma personagem isolada dentro das paredes cinza dos edifícios de betão ao ar livre. Os olhos de Tokue emanam compaixão e resignação de forma misteriosa.
Só somos capazes de compreender estes sentimentos quando o proprietário do restaurante sabe que Tokue é um paciente que vive num leprosário ... e exige que Sentaro a despeça, algo que ele recusa, mas é forçado a aceitar, por fim.
Quando Sentaro e Wakana visitam Tokue, pela primeira vez, em sua casa, no leprosário, a perspicaz Wakana diz-lhe que devem estar preparados para a possibilidade de encontrar pessoas com caras deformadas e, quando as encontram, verificam que estão falando em grupo, sorridentes, felizes, apesar da sua realidade: eles também são uma família. Esse é o poder de ser aceite como somos ... apesar das nossas diferenças, das nossas diferentes maneiras de ver o universo e as diferentes maneiras como somos vistos por ele ...
Além de tudo isto, não há vingança contra a natureza: a natureza da doença. Pelo contrário, Tokue aceita tudo sem hesitar... especialmente sem palavras, simplesmente com a maneira como ela olha para as flores de cerejeira. Ela se vê como uma parte do mundo natural e talvez o facto de a actriz lidar com um cancro na vida real a ajude com essa tarefa ...
No final, lembramos o momento em que ela explica que teve de libertar o canário que Wakana lhe... afinal, ele lhe pediu que o fizesse ... e isso, combinado com o facto de confessar isso mesmo, depois de falecer, com o recurso de uma gravação em cassete, nos deixa um sentimento final: existe uma prova intemporal de que a nossa mente tem uma profunda necessidade de libertar o paciente da memória de estar doente, para que lhe seja possível ser feliz durante todos os momentos da vida. Esse é certamente o segredo para o doce de azuki feito por Tokue.
Este filme explica-nos, detalhadamente: a capacidade que as pequenas coisas têm para mudar as nossas vidas; a importância das pessoas simples e ainda o poder do acaso, que transforma pequenos momentos nas nossas vidas, em algo tão vasto quanto a galáxia. No entanto, apesar da qualidade do guião, a abordagem fotográfica ajuda, adicionalmente, o Diretor com esta tarefa terapêutica, especialmente com perspetivas inesperadas, as bolhas aleatórias dos feijões derretidos a ferver em calda, e, talvez, com o casaco de Tokue, com cores parecidas com as das flores da cereja, transformando-a a ela e às cerejeiras em algo semelhante a um único ser, como que pintado subtilmente.

Em resumo, este é um filme sobre as pessoas mais importantes: as pessoas simples.

Fica o trailer oficial:

 

Antologia "Natureza 2016" Já Disponível

por talesforlove, em 16.05.17

Bom dia!

 

Já se encontra disponível a Antologia "Natureza 2016" a qual pode adequirir com a contrapartida de um pequeno donativo!

Contacto: ruiprcar@gmail.com

Um grande abraço!

Viva a literatura!

Feliz Dia da Floresta - Resultados da Categoria Poesia/Poema "Natureza 2016"

por talesforlove, em 21.03.17

Muitos parabéns!

E até breve a todos os autores, pois todos, serão contactados.

 

Grandes Vencedores "Natureza 2016"

1.º - "Prometeu" - "vejo pássaros em revoada", Jardim, Brasil

2.º - "Vento", Eduardo Soares, Brasil

3.º - "Noite de Primavera", Alberto Arecchi, Itália

4.º - "Minha árvore de flores amarelas", Ana Maria Prande Pereira, Brasil

5.º - "Mar", Joana Vicente, Portugal


“Tributo às sete quedas”, Aparecida dos Santos, Brasil

“Garça”, Alberto Arecchi, Itàlia

"À Gaia", Cavaleiro de Cervantes, Brasil

“Seremos árvores?”, Vanessa Borboni, Brasil

“Mata atlântica”, Edilson de Souza, Brasil

“Natureza”, Guilherme Martinez, Brasil

"Rosa (flor) de Janeiro", Diógenes da Silva, Brasil

"Tragédia em Marte", Jonatha Brito, Brasil

"Alma verde", Fernanda Silva, Brasil

“Uma estrela”, Cristiano Rufino, Brasil

“Um lugar”, Cristiano Rufino, Brasil

“MANTRA”, Joana Vicente, Portugal

“Terranova”, Gisela Musik, Brasil

"Flor enigmática", Fábio Kawati, Brasil

“Flor de calçada”, Sabrina Dalbelo, Brasil

"Na possibilidade do se", Caliel Alves, Brasil

"Da chuva vem o leite", Gregório Camilo, Brasil

"Poeta", Maria Coquemala, Brasil

“Dente-de-leão”, Kelly Mousinho, Brasil

"És fogo", Paulo Oliveira, Portugal

“Leve sopro de Deus”, Everson Lira, Brasil

"Útero-espírito", Priscila Luana, Brasil

“Vitória-régia”, Davi Alvarenga, Brasil

“Mandrágora e orvalho”, Ricardo Vergueiro, Brasil

“Sob um olhar inocente”, Renata Dake, Japão

“Onde está a natureza?”, Diogo Prado, Brasil

“Devastação”, Marlin Bremm, Brasil

“Eu sou a poesia”, Sténio Afénix, Angola

“As árvores são como os peixes”, Josafá de Lima, Brasil

“Fragmentos de uma tarde”, Jessyca Santiago, Brasil

“A planta”, Jardel Ferreira, Brasil

“Enxergar tão perto o mar”, Juliano Rolim, Brasil

“Caminho das águas”, Brunno de Andrade, Brasil

“Alucinações II”, Marcos Oliveira Jr, Brasil

“Essensibilidade”, Marcos Oliveira Jr, Brasil

“As Flores de Midlands”, Ricardo Lacava, Brasil

“A odisséia da motosserra sem alma”, Gerson Gastaldi, Brasil

“O amanhecer cativo”, Gerson Gastaldi, Brasil

“Vida desnaturada”, Amanda Tintori, Brasil

“O eterno retorno da Primavera”, Jhenyfer Vicente, Brasil

“Desfolhando”, Jhenyfer Vicente, Brasil

“Sustentabilidade”, Léo Ottesen, Brasil

“No meio do concreto nasceu uma flor”, Léo Ottesen, Brasil

“Festa na floresta”, Edweine Loureiro, Japão

“Canto e choro com o grito da terra”, Nadia Junqueira, Brasil

“Metamorfose”, Fátima Esteves, Portugal

“Sobre as Cinzas dos Mangueirais”, Francisco Gabriel, Brasil

“Aquela corrente d’água”, Lenilson Silva, Brasil

“AMIGO ‘CÃOPANHEIRO’”, Gui Ortolan, Brasil

“Triste Fado”, João Araújo, Brasil

“canção ao grande guerreiro tibicurana,da tribo tupi”, Josue Teixeira, Brasil

“Ambos”, Adilson Gonçalves, Brasil

“litoral literal”, Adilson Gonçalves, Brasil

“As águas precisam das árvores – Um clamor aqui do Brasil”, Olidnéri Bello,Brasil

“Natureza-Morta”, Thiago Luz, Brasil

“A natureza é linda”, Inês Caretas,Portugal

“Minha árvore de flores amarelas”, Brasil, Ana Pereira

“Poesia 1”, Pedro Panhoca, Brasil

“Poesia 2”, Pedro Panhoca, Brasil

“PERDÃO”, Gilberto da Costa, Brasil

“Diálogo Com a Amora da Amoreira dos Dias Contados”, Fábio da Silva, Brasil

“Tendi piedade seu moço!”, Igor Natiulio, Brasil

“Sal”, Sara Timóteo, Portugal

“SOMOS POEIRA DAS ESTRELAS: NOSSA PÁTRIA É O UNIVERSO!”, Rodrigo Petit, Brasil

“FESTA NA FLORESTA”, Edweine Loureiro, Japão

“Natureza que um dia foste!”, Gabriela Gonçalves Estevão, Portugal

“Exaltação ao rio Amazonas”, Valdir das Chagas, Brasil

“Cardiografia:” por Karina Issa, Brasil

Menções Honrosas - Categoria "Conto"

por talesforlove, em 22.02.17

 

"In Carcere" por Vítor de Lerbo, Brasil

"Camiranga" por Thásio Ferreira, Brasil

"As Tribos" por Luis Amorim, Portugal

"Da Natureza Humana" por Jober Rocha, Brasil

"Os sorrisos verdadeiros vinham em momentos especiais" por Eduardo Ferrari, Brasil

"Lição de vida" por Edweine Loureiro, Japão

"Barco Solitário" por Evandro Gaffuri, Brasil

"Sementes Invisíveis" por Louise Ribeiro, Brasil

"Derrame-se a natureza" por Nilton Silveira, Brasil

"A cor da noite" por Eduardo Soares, Brasil

"Uma prosa inusitada (a fábula contemporânea)" por Ricardo Lavaca, Brasil

"Moradores do alto" por Arai Santos, Brasil

"Mestres em Gaya" por Iná de Siqueira, Brasil

"O chorão" por Aparecida Gianello, Brasil

"Destino de Flor" por Cavaleiro de Cervantes, Brasil

 

Parabéns.


Alguns contos extras serão incluídos na Antologia final e tal será conhecido aquando da disponibilização do livro digital.


Entretanto, está prevista a divulgação do resultado da categoria "Poesia" em inícios de Março. Pedimos desculpa pela demora mas a qualidade dos trabalhos recebidos obriga a uma leitura muito cuidada dos mesmos.
 
Até breve.
A Equipa

 

 

Relembrando o Sr. Manoel de Oliveira

por talesforlove, em 10.05.16

A nossa App ou o nosso Aplicativo de poesia em Homenagem ao Sr Manoel de Oliveira:

URL para Windows 10 https://www.microsoft.com/store/apps/9nblgggz5prl
URL para Windows 8.1 e anteriores http://apps.microsoft.com/windows/app/1db2885a-7322-4bdd-ab73-2c938c093ce4
URL para Windows Phone 8.1 e anteriores http://windowsphone.com/s?appid=820cd714-a4ec-498e-8606-957d14c2adfe

 

Para a capa da Antologia!

por talesforlove, em 15.12.15

capa.jpg

 

Resultados do Concurso Literário - Categoria POEMA

por talesforlove, em 08.11.15

Boa noite!

É com grande satisfação que divulgamos os POEMAS escolhidos para a nossa Antologia.

 

Merecem especial menção:

Flor no Chão - Rafael Alvarenga - Brasil

Uma lição de amor - Maria Apparecida S. Coquemala - Brasil

Execução sumária - Edweine Loureiro - Japão

Natureza morta - Claudia Damasio Silva Miguel - Brasil

 

Os outros poemas, de qualidade, que foram escolhidos:

Natureza Artificial - Weslley Moreira de Almeida - Brasil

Batismo - Rodrigo de Menezes Gomes - Brasil

Flor da laranjeira - Neyd Maria Makiolka Montingelli - Brasil

Olhos Limpos - Eduardo Chaves Laurent - Brasil

Chuva - Rafaela da Cruz Paula - Brasil

Árvore Humana - Leonires Barbosa Gomes - Brasil

O homem e a natureza - Maria Angela Piai - Brasil

Jardim da vida - José Airton Mellega - Brasil

Onça - Karina Pereira Issamoto - Brasil

Rosa - Douglas Jefferson - Brasil

Lumiar - Susana Savedra de Barros Antônio - Brasil

Paranavaí, a cidade da esperança - Felipe Costa Sena da Silva - Brasil

Floresta encantada - Cristiane Vieira de Farias - Brasil

O Criador – Maria - Brasil

Rosa de Lamúria - Dominic Martin - Brasil

Ode à natureza - Denivaldo Piaia – Brasil

Origem XXXIII - Leonardo Barbosa – Brasil

O ciclo da vida - Maria de Fátima Esteves Martins - Portugal

Reciclagem - Franklin Magalhães - Brasil

Mar - Humbelina Grilo Gurgel de Mattos - Brasil

Semeador - Laerte Silvio Tavares - Brasil

Mar triste - Thila Taylor Ferreira de Carvalho - Brasil

Chove - Sérgio Almeida - Brasil

Poemas para natureza - Sara Timóteo - Portugal

Acróstico – Natureza morta ou viva? - Alberto José de Araújo - Brasil

Água - Sidnéya Day Ramos - Brasil

Ser… - Juliana Andrade - Brasil

 

Parabéns a todos!

Em breve, será apresentada uma breve exposição sobre as motivações que nos levaram a escolher estes poemas e não outros, pese embora o interesse de TODOS os trabalhos submetidos.

 

Os melhores cumprimentos para todos vós.

Muito obrigado e até breve.

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